Carrego, atrás das costas, um caminhão de olhares que não transformei em palavras, lembranças sufocadas que não vingaram em mim. Tudo que não foi e nem veio, mas que estava à porta, esperando sua vez. O tempo, que não volta, assiste essa fila, de vidas não vividas, esperando atrás dos meus olhos, como se estivessem em um cartório apertado. Sou a própria prisão dos meus eus que não vi.










