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@trisofport-blog
"Bem... eu tinha fome" ela deu de ombros, envergonhada, mas não tinha uma desculpa melhor. "Sim, portuguesa. O teu sotaque não me diz nada, por isso... vou precisar que me digas mesmo, se não não vou lá" disse Bee, aproximando-se dela "Bolo. Chocolate. Brownies era mesmo bom agora"
Era noite, muitos se recolhiam nos quartos do resort para descansar depois de um dia cheio de atividades na neve. Helena, no entanto, saía do seu quarto, trajando um pijama próprio para o frio e pantufas nos pés. Ela levava em mãos um pacote de S’mores e dois palitos, pois Beatriz havia dado a ideia de tostarem marshmallows na lareira ao invés de uma fogueira, uma vez que Helena estava irredutível de sair lá fora à noite no frio que fazia, e ela, desejando passar um tempo com a antiga amiga, aceitou. Ao chegar no quarto da portuguesa bateu algumas vezes e esperou a porta se abrir. “Hey, aqui está!” Disse, com um enorme sorriso, enquanto levantava e balança o pacote na altura dos olhos alheios. “Pronta para comer marshmallows e jogar conversa fora?”
@trisofport
Tris sorriu, ansiosa pelo que aí vinha. Tinha preparado um pequeno forte, com cobertores, almofadas e tudo isso perto da lareira, para que pudessem tostar os marshmellows enquanto estivessem dentro do Castelo Fofinho. "Yum, estou mais que pronta. Mas isso" disse, arrancando o pacote de marshmellows das mãos de Helena "É meu" e, dizendo isto, correu para dentro do forte, rindo.
Apenas sorriu, observando-a enquanto bebia o vinho "Não tem problema. Ossos do ofício, certo?" Tris brincou, olhando em frente "E fazes muito bem. Eu adorava experimentar o vinho de arroz!" fazendo sinal ao Barman, pediu também um copo de vinho do Porto "Mas, por agora, fico-me pelo sabor de casa"
Ao ver que a amiga começava a desanimar, a portuguesa bate com o seu ombro no dela, sorrindo "Ah, nada de especial... apenas passar tempo com os meus amigos"
Quinta da Regaleira, Portugal.
“The secrets inside her mind are like flowers in a garden at nighttime, filling the darkness with perfume.”
— Fumiko Enchi, Masks (via lindemcnns)
Angelic aesthetic: places
“Nem ferrando.” exclamou com certa urgência, olhando para o teleférico logo a frente. Haviam poucas coisas que assustavam Neftis, pouquíssimas, mas uma delas com certeza era altura. Tinha aceitado ir para a viagem por causa dos bares e a chance de dormir em quartos alheios e não subir em teleféricos e tentar esquiar na neve. Não, definitivamente, Neftis tinha o nome de uma deusa egípcia por um motivo. “Eu vou cair lá de cima e morrer enterrada em neve, bem diferente da forma que eu imaginei a minha morte. Não é por nada, mas é que eu cresci praticamente no deserto, isso aqui é aterrorizante e eu sou bem medrosa. Então, a não ser que me carregue no colo e me arraste para lá, eu não entro.”
"Tens a certeza que não queres ir?" Perguntou Beatriz, não querendo forçar a egípcia a fazer nada que ela não quisesse.
Georges Hobeika Spring 2018 Couture
you don’t have to believe to appreciate fall in love with the beauty
( @trisofport liked for a starter! )
Não era muito do feitio de Myeong frequentar bares sozinha, normalmente estava acompanhada de pessoas com quem tem interesse político ou então de Kyung. Dessa vez, entretanto, ela apenas queria dar um tempo longe da quantidade de gente presente no chalé. Cansava ter que fingir um sorriso o tempo todo perto de pessoas que ela nem gostava tanto assim. Tinha pedido um vinho do Porto, pois, aparentemente, o estoque de vinhos de arroz havia acabado. Ela entendia o porquê, vinho de arroz era maravilhoso, mas queria que não houvesse tantas pessoas interessadas a ponto dela ficar sem. O vinho do Porto, entretanto, era bom, não um dos melhores que havia tomado, mas bom. Não muito tempo após pedir a taça, Myeong viu alguém sentar ao seu lado, ninguém menos que a própria princesa Beatriz de Portugal. — Vejo que o vinho não é a única coiso do Porto que está aqui hoje. — Comentou, forçando um sorriso. — Como vai, Vossa Alteza? Também cansou-se de ficar no chalé?
Bia não ia muito a bares, mas queria socializar. E não havia sítio melhor para socializar do que um bar, certo? Rapidamente encontrou alguém da sua escola, e sentou-se ao seu lado. Quando a garota se dirgiu a ela, riu um pouco "Bem, eu sou de Lisboa, mas vai dar ao mesmo. Ah, não me chames de Vossa Alteza. Beatriz serve. Se me quiseres dar uma alcunha vai dar ao mesmo. Sim, basicamente. Estás a gostar do vinho?"
Toda noite era uma luta, nem sempre os pesadelos lhe faziam companhia, mas o medo de escuro sim, por isso era normal dormir com a luz acesa ou pelo menos um abajur aceso ao seu lado. Aquela era de uma de suas maiores vulnerabilidades, sempre que tinha algum pesadelo Albany acordava destruída e sentia-se uma criança desamparada, justamente por sempre ser uma experiência terrível e que na maioria das vezes incluía sua irmã. Os pesadelos causavam-lhe uma exaustão emocional, visto que revivia o acontecido com Isabel através deles. Aquela era uma daquelas noites, acordou gelada e por muito pouco conseguiu segurar o grito, tossiu em meio as lágrimas, o grito entalado na garganta a fazendo quase engasgar. A imagem estava vívida em sua memória e seu corpo experimentava a mesma sensação de anos atrás como se tivesse acabado de acontecer. O quarto semi escuro não lhe trazia nenhum alento e sem pensar muito Albany colocou um casaco grosso e saiu corredor afora.
Sair do quarto chorando não era um hábito comum da escocesa, mas naquele momento o ambiente fechado a estava sufocando. Escorou-se na parede a sua frente sem saber ao certo para onde ir ou o que estava fazendo afinal, por mais que tentasse conter o choro por alguns segundos deixou-se levar pela dor súbita que sentia, torcendo internamente para ninguém a ouvisse ou visse daquele jeito.
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De tempos a tempos, Beatriz sentava-se na janela do seu quarto, e perdia-se nos seus pensamentos enquanto admirava a paisagem lá fora. Hoje, era uma paisagem diferente, coberta de neve e de magia branca. Os seus pensamentos foram de repente interrompidos por um choro, sofrido, triste e cheio de dor. A morena levantou-se imediatamente, procurando a fonte daquele som. Correu para fora do quarto e em direção ao som, até o encontrar.
Albany.
Aproximou-se lentamente, não a querendo assustar. Envolveu-a num abraço caloroso, passando-lhe a mão no cabelo suavemente, tentando acalmá-la. Olhou então para ela, num olhar cheio de compaixão. "Vamos para o meu quarto. O corredor está frio"
Château de Chantilly, France.
Tris semicerrou os olhos, um pouco suspeita. Sentia que havia algo mais ali, mas não quis insistir. Se Briana tivesse algo incomodando-a, ela contaria a seu tempo. "Fazes bem, Bri. Aspen é muito bonito, vais gostar"