Só uso a palavra para compor meus silêncios. (Manoel de Barros)
Eu enamoro algumas palavras que contornam a maestria do T(l)empo.
O silêncio é o grande Maestro.
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Só uso a palavra para compor meus silêncios. (Manoel de Barros)
Eu enamoro algumas palavras que contornam a maestria do T(l)empo.
O silêncio é o grande Maestro.
15.05.2020
21:02
Respira e solta
Lugares passagens viagens conexões tempos unos no agora.
Viajante. Barqueira, na ponta, a luz.
Redenção.
Nesse mundo de trevas, nesse vale de sombras, só o amor para fazer com que eu não tema.
Fiz uma viagem com meu mestre na ultima semana. Antes de começar estava bem, me agraciava com a graça da luz que entrava pelas frestas do concreto durante o dia, enamorava a luz reflexo lunar sentada de um degrau da escada. Momentos sublimes onde eu sou alimentada com o fruto da terra, e o fruto do amor sentada à mesa. Em plena dignidade humana e via a luz banhar-me adentrado o espaço da minh’alma. Alimentando o espirito em conexão com a energia sutil de cada toque. E as paredes são reais, e não são. O caso é que se estamos aqui... e tem um porque(?). Eu sinto a luz e minha face desabrocha como nuvens,movimentos fluviais, uma cachoeira de lagrimas douradas, da Graça da luz. Eu assim seguia, grata na presença. Chegamos a lua em escorpião e eu senti um pouco da minhas sombras, it’s a long way. Corajosa a encara-las, segui na missão de encontrar com meu Mestre para que pudêssemos decupa-las, trazer a luz. Marcamos uma viagem, cortar as águas na guiança dele, odoceaba. Encontrei com ele. Ele segurou a minha mãe e juntos embarcamos, em mar aberto, embalados as preces. Meu Mestre não é atoa. Eu estava na minha presunção de bem-estar. Grata. Contente. Sem medo. Até que tudo virou. Amigo, virou. Eu vi o mundo frio, sombrio, dolorido. Eu vi o medo, eu vi o vale de lagrimas. Sentia que era fraca demais, que estava sola. Já conhecia a boca de alguns precipícios e me tratei de desvia a barca. Meu mestre estava comigo. Eu vi o medo se aproximando, mas não deixava-me pronunciar esta tenebrosa anunciação. Falei pro mestre, “Quero voltar, rendo-me, assumo que não dou conta, achei que desse mas peço, imploro, pela ajuda. Falo com honra, reconheço com humildade que imploro pela ajuda”. Via tanta gente gemendo, chorando. Pensei, tranquiliza à alma. Mas ver assim, secamente o cenário, é um choque. Tentava conduzir a barca, mas se alguém já reconheceu o Vale de Sombras passando à barca, sabes do que digo. Não poderia cair no Vale de Lagrimas. Criei forças, mestre ajudou-me. Desafoguei minha alma. Deitei dentro do barco, rendida. Via os gritos sombrios. Senti-me com uma criança redescobrindo a maldade, a dor, as sombras. Entretanto era o terror em toda a parte só que numa dimensão adulta. Deitada, fechei os olhos a sentir. Senti que tudo ao meu redor era sombrio. O cenário era trevoso, e eu estava como uma lamparina dentro de mim mesma pois as paredes do meu ser eram cinza. Este é o quadro meus amigos. Este é o quadro. Eu da Graça me vi no Vale das Sombras, me vi tão assombrada que esqueci por um momento da presença do mestre. De como começou essa viagem. Ele se apresentou a mim, eu a ele, e nós nos encontramos. Ele vestia sua camisa branca de botões, seu chapéu, e uma simples calça. Ele mostrou-me o caminho com um singelo sinal com uma das mãos e olha onde eu estava? Silenciei mais profundamente. - Mestre, o que eu devo fazer se tudo ao meu redor é sombrio, inclusive as paredes de onde minh'alma reside? Se eu faço parte do todo e tudo é sombrio, o que eu devo fazer mestre?
Ele deu-me o silencio. O sentir. A visão da verdade, e estava ali, ao meu lado mostrando-me toda essa treva. Sai da posição fetal no fundo da barca, segurei em suas extremidades e reergui o corpo, sentada, recobrei-me a força. Ele me chamou para firmar na missão. Firmei. Voltei a conduzir a barca e ele me disse em voz mansa: A resposta é ao que você me perguntou, é que você é a luz.
- Encaixar da Engrenagem
Chegou o silêncio mais uma vez, e eu sentia a piedade da Graça numa lucidez que só vendo aquele Vale para chegar a está visão do prisma. Entendi o caminho, entendi a necessidade de coragem, entendi porque só naquele momento tínhamos feito aquela viagem, e tive ainda mais respeito pelo meu mestre. Ele não esconde a verdade. No tempo certo chamou-me para essa viagem e esteve comigo, ou melhor, está. Salve a força dos Viajantes de Luz.
O silencio entre nos era uma orquestra majestosa. E eu humildemente vi a luz, a luz frente a barca. Firmei mais uma vez na missão, no foco da luz.
Ao ver o Vale das Sombras selei mais ainda com a Graça numa profundança ainda não explicável por mim aqui, amigos.
No silencio profundo entendi um pouquinho da dimensão do amor que chega a minha face como as caricias do vento.
A essa altura da viagem sentia os sonidos da vida marítima, e via os cantos. Sentia que não estava sola. Havia cantos em meio a escuridão maritima como uma rosa sobre a cruz, lindos cantos, profundos, profundos. A deus dará.
Estamos aqui por um porque(?).
Quem corajosamente faz a ponde da luz, bendito sejam. É como o tempo das cavernas com a chegada do fogo. Uma tocha pode aquecer uma comunidade e mais. Nessa conexão entre dimensões é mais, muito mais coragem. Deus é bom e existe um tempo onde o Amor é incondicional. Assim, que graça a luz dos céus. Que amor o ar. Que benção o fruto da terra. Agradeço agradeço agradeço ao meu honroso Mestre.
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Hoje enfrentei uma espera de 4 horas, para uns um castigo, eu ri, e espalhei riso. eu manifestei dentro de mim a compaixão e li uma pesquisa dos poderes da meditação no cérebro humano por enquanto uns praguejavam sua própria vida. Amigos, Deus é bom.
Não peça mais luz, antes, veja a luz que há.
Sinta o Amor no ar.
Beijos amorosos
#aquitemluz #amor #luz
Path under the Rose Trellises 1924
Claude Monet
The Artist’s House from the Rose Garden 1924
Claude Monet
Mr. Robot, last ep., my screenshots
@hantisedeloubli
Louise Bourgeois - Self Portrait , between 1990-1994
Nancy/ Ernie Bushmiller
Abandoned house near my office, I visit every once in a while to see how the overgrowth has progressed. Definitely want to visit when it snows.
I love this so much
Coltrane…