Favela Vive Parte 2 ainda esse ano!
Funkero, DK, MV Bill, Bk e Lord.
Favela vive !
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Favela Vive Parte 2 ainda esse ano!
Funkero, DK, MV Bill, Bk e Lord.
Favela vive !
Minha alucinação é suportar o dia a dia, e o meu delírio é a experiência com coisas reais
Me sinto Marcello em a doce vida, mas por aqui a vida não é doce, os dias estão amargos, beijar teu corpo me deixa vazio, e por culpa do vício eu nunca paro.
Ao me olhar no espelho eu encaro a verdade, fechar os olhos não adianta mais. Um milhão de quadros teus ao meu redor, e mesmo contigo no quarto eu continuo me sentindo só.
Eu tenho as chances mas desperdiço igual Roberto Baggio, não procuro crescer mesmo assim meu mundo desaba, igual o brasil na copa.
Ela me dá a mão, já pensando no prazer que é me ver cair. Assim eu sigo, entre as grades a qual estou acorrentado e as paredes que eu mesmo criei.
Do quarto eu ouvia o barulho do girar da maçaneta, era a felicidade chegando. E após tirar os sapatos, o som dos pés descalços ao tocar o chão me pareciam música. A distância era curta, mas ao a caminhar pelos cômodos suas vestes ficavam em menos quantidade, cada cômodo ganhava sua peça, até o fim da linha, onde ela ia para acabar com meu desejo. Desejo esse que era equivalente ao de um faminto ou de um homem com sede em meio ao deserto, ela era um verdadeiro oasis. A água vinha em formas de gotas de suor que se espalhavam pelos corpos., movimentos mais intestos e constantes que as ondas de um mar agitado. É após o ápice, em meio ao silêncio, só se podia ouvir a respiração ofegante de ambos e um só podia ver os olhos do outro e nada mais. Em quanto a encarava eu pensava que nela já não resistia mais a inocência da menina que eu conheci tempos atrás, usando aquele vestido azul claro. Mas os abrir de olhos, após algumas horas de sossego, a agitação das discussões viria novamente. Parece que isso que lhe dá prazer, ela espera o momento exato e então solta o primeira palavra de ataque, eu ergo meu escudo de silêncio e desdém e suporto o quanto posso, na esperança de que os ataques cessem, mas detergente uma palavra atirada estrategicamente ultrapassa meu escudo e me atinge fortemente, é o momento da retirada. Levanto, pego as chaves do carro e parto em retirada. No início do caminho ainda posso ouvir o estardalhaço linguístico que é arremessadoaté mim, depois o santo silêncio consome todo o ambiente, apenas o pássaros e seus cantos. Na cidade me afogo em vários copos de bedida, e antes de vir um vinho, aquele que eu sei que ela gosta. De longe ao retornar para casa, vejo as portas fechadas, é a certeza que a batalha já acabou. Tento fazer o mínimo de barulho possível ao entrar, deixo meus sapatos na entrada e caminho, quase que tentando flutuar, até a cozinha, pego duas taças e as encho com o líquido vermelho, da cor de nosso olhos quando estamos erguidos em raiva, talvez ela nem esteja mais lá, se assim for terei de beber por dois. Os poucos metros que tive de vencer até a porta do quarto foram de ansiedade, não sei se pela presença ou pela ausência. Ainda de longe vi a porta fechada, segurei as duas taças em uma das mãos e girei a maçaneta, dessa vez ela que ouviu o abrir da porta, estava deitada, encolhida, como aqueles que acabaram de chegar e precisam de proteção, mas logo o seu corpo ganhou imensidão com o seu levantar, logo se tornou majestosamente maior do que eu e após o seu caminhar em minha direção descobri que depois de toda guerra, apesar das feridas, vem a felicidade.
Correndo até eldorado, saqueando velhos engenhos pelo caminho, matando súditos do seu rei bobo, escalpelando lobos em pele de cordeiro, libertando acorrentados, fazendo história, mas que nunca serão contadas, isso é sucesso?
Pioneirismo, criando luxo do nada, facilitando vidas, enquanto a minha fica mais difícil a cada dia, isso é sucesso?
No topo do mundo, mas na base da pirâmide social, eu me sinto Atlas, carregando o mundo nas costas, eu conheci o mundo de costa a costa e o melhor lugar sempre foi o mesmo, nunca mudou
Isso é sucesso?
No fim é como aquela lá, uma casa distante, rodeada de verde, sola no barro vermelho, comida no pé, vendo o mundo da copa, silêncio e brisa, isso é sucesso?
(...) Amo a solidão, estou acostumado, é como minha segunda natureza.
— Fiódor Dostoiévski. Carta à Maria Dmitrievna Issaiev [XXV. Semipalatinsk, 4 de jun. 1855], no livro "Dostoievski - Correspondência [1838-1880]. (Ed. Inverso; 1ª edição [2009]).
Obra: "Retrato de Fiódor Dostoiévski", 1872 - Vassilij Grigorovič Perov.
““Quando as pessoas estão sozinhas elas fazem coisas que irão se arrepender depois.” (Sob a Redoma - Stephen King)”
—
Enquanto a quarentena me espancava eu suplicava pela liberdade de viver um vida que nunca gostei.
Ludmilla 1.5
Ela me faz poeta Mas também desperta meu lado mais brega Ela é meu karma Tá sempre na minha cama A gente briga ela se manda Mas depois volta dizendo que me ama Eu sou libriano e essa mina é virgem Mesmo assim carrega um filho meu Nega, seremos só nos três Nega, seremos só nos três Nega, seremos só nos três Ela é minha Rochelle com a bunda da Sheila Tem a beleza de Marquezine, só me falta o capital de Neymar Ela sabe que eu sou pé na estrada Mas também sabe que eu sempre vou voltar.
Eu queria te contar M,
Que eu li aquele artigo que você me indicou, e que eu te vi em cada parte dele
Sabe, Einstein nunca aceitou sobre a teoria dos buracos negros serem estrelas de densidades infinitas, mesmo que eles tenham sido descobertos com ajuda das equações que ele mesmo escreveu, e o incrível que ele sabia que infinito é sinal de confusão, de mistério mal resolvido
E que a maioria dos teóricos que defende e acredita na existência de outras dimensões diz que nós só não as vimos ainda porque elas são minúsculas e estão escondidas nos meandros infinitamente pequenos do espaço e do tempo.
Nós somos universos
Somos poeiras estelar.
Isso quer dizer que quando nós nos apaixonamos por alguém e fazemos essa pessoa de universo, estamos aceitando os infinitos conflitos dentro delas e seus olhos cheios de mistérios
Você me fez de planeta M,
Me transformou em Plutão, e ele nem se quer é considerado um planeta
E isso dói
Porque eu me vi sendo anulada do teu sistema solar
As dimensões são as tuas vontades,
E os teus sentimentos
Escondidas
Nos meandros infinitamente
pequenos
Do teu espaço-tempo.