A gente carrega o céu no peito por isso de vez em quando a gente chove.
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@umpoucodemimesma
A gente carrega o céu no peito por isso de vez em quando a gente chove.
Não suporto essa agonia
que amanhece no meu peito,
e tenho que fingir
ser uma coisa
que sei que não é.
Meu espinho cravado na alma.
Eu acredito que o meu problema seja que eu tenha muito amor dentro de mim, e que eu ainda não consiga transformá-lo em amor próprio, por conta disso eu preciso de que alguém me ame, eu preciso de amor, todo esse amor dentro de mim transborda, mas acaba não tendo para onde ir, e isso dói, machuca.
— Nicolly Pimentel
eu sou muito mais que uma medida de roupa ou um número na balança.
leia isso de novo
ela era alguém que pedia a Deus para ser outra pessoa e esmagava o próprio peito por não aceitar ser ela.
- desserviço à bela atipicidade dela.
eu me fechei e me afastei em momentos que eram necessários enfrentar. fuji da minha casa e da minha cidade, achando que meus fantasmas me deixariam ir em paz - e agora eu vejo que não sei quem sou, com ou sem eles.
hoje uma amiga me chamou para conversar, disse que estava mal por acreditar que não se conhece e não sabe quem ela é. acho que esse é um dos sentimentos que eu mais me identifico na vida. eu sou a menina que a mãe morreu; a amiga companheira; a filha parceira; a gorda (mas muito "gente boa"); a educada, responsável e carinhosa; a militante chata da família; a aluna esforçada... são tantos rótulos que eu nem qual seria o mais apropriado para o momento atual. e pensando nisso, será que eu sou aquela pessoa que se adapta e muda a depender de onde e com quem está? quantos rótulos mais serão necessários, para eu finalmente poder dizer: pronto, essa sou eu, aceite ou vá embora.
as vezes me pego imaginando o quão surpreendente foi você ter aparecido na minha vida, do jeito mais surpreendente possível. também me impressiona o quanto você conseguiu invadir a minha mente e tomar todos os meus pensamentos. passei a vida toda perguntando como seria encontrar alguém como você, e agora que encontrei, parece até uma piada sem graça que você esteja tão longe assim de mim. só posso torcer para que o destino queira que nós nos encontremos algum dia, para ficar juntos de verdade.
escrever é uma paixão para mim. acho que é um jeito de externalizar todos os meus sentimentos e, de alguma forma, registrar a minha vida; deixar a minha marca. talvez eu nunca faça algo grandioso ou receba um prêmio; talvez eu não fique conhecida por todo mundo; talvez as pessoas que me conhecem hoje, um dia também não estarão mais aqui. então o que eu faço para registrar a minha existência, criar provas concretas de que eu realmente estive aqui? eu escrevo. e isso ninguém pode tirar de mim.
existe uma infinidade de coisas sobre mim que sei que você não entenderia, mas quero é que se importe o suficiente pra tentar.
Milk and honey.
queria saber se o meu corpo influencia a opinião que os outros tem de mim, o mesmo tanto quanto ele afeta a opinião que eu tenho de mim. agora entendo quando falam que nosso corpo pode ser uma prisão, como ele pode nos privar de sair, conhecer pessoas novas, experienciar aventuras diferentes... essa história de que a gente precisa estar bem com nós mesmos antes de estar com outra pessoa nunca foi tão verdade. se eu não gosto do que vejo, como posso esperar que os outros gostem?
tenho muito de ser, por toda a minha vida, definida pelo meu corpo (e isso não ser, nunca, suficiente).
via vsco