você quer que eu te puxe
pra fora do abismo
em que você se jogou
sinto muito, baby
eu não posso mais me machucar por você
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você quer que eu te puxe
pra fora do abismo
em que você se jogou
sinto muito, baby
eu não posso mais me machucar por você
E eu fui deixando um pouco de mim em cada pessoa que amei. Agora estou em vários lugares, menos em mim.
tristeza pesa. nas costas, no rosto, nos olhos… NA ALMA.
Eu consegui, sabe. Segurei a barra o dia inteiro, mas quando a noite chegou não foi só lá fora que escureceu.
Caren B.
eu tenho transtorno alimentar desde os meus 11 anos. bem, minha lembrança mais antiga é de quando eu tinha 11 anos. minha comida preferida era frango frito e eu não queria almoçar mesmo minha mãe tendo feito o que eu mais gostava de comer por medo de engordar. lembro de ficar sentada no balanço que tinha em frente de casa emburrada. emburrada por ser gorda e não poder comer tudo o que eu queria. naquele dia de noite eu comi todas as bolachas do armário, eu já tinha compulsão com 11 anos de idade. as pessoas não sabem lidar com transtorno alimentar. meus pais acham que é apenas questão de comer ou não comer e meu tio já me disse “que bom! sobra mais” quando me recusei a comer mesmo depois de 2 dias sem me alimentar. quando eu estava no primeiro ano do ensino médio eu só comia 3 bolachas de água e sal por dia, uma em cada etapa do dia. um dia me arrisquei falar para uma amiga que eu tinha bulimia e ela me disse “e você continua assim? seu corpo é tão normal” aquilo doeu tanto, aquelas palavras doeram muito (e ainda doem) transtorno alimentar não tem rosto nem forma e precisamos desmistificar isso. conheço meninas com mais de 90 quilos que tem transtorno alimentar e também conheço meninas com menos de 50 que tem transtorno alimentar. ambas sofrem e precisam de ajuda mas, geralmente só dão atenção para quem está abaixo do peso, internado num hospital e evidentemente a beira da morte. mas, infelizmente as vezes nem essas recebem ajuda. eu já estive acima do peso, abaixo do peso e no meu peso adequado pra minha altura. eu queria muito que transtorno alimentar fosse igual nos filmes: uma menina magra que em hipótese alguma come, emagrece super rápido e vive feliz (infeliz, na verdade) até acabar morrendo pelo transtorno. (eu deveria falar transtorno ou distúrbio?) ok, parece um modo doentio de pensar (e é) mas eu já desejei ter câncer ou ser sequestrada e ficar sem comer apenas pra emagrecer. é doentio. voltando ao fim da meada: transtorno alimentar é um vai e vem. eu não sei definir o meu transtorno, já recebi alguns diagnósticos de bulimia atípica e compulsão blá blá. enfim, é como se eu tivesse anorexia, bulimia e compulsão alimentar mas cada um em uma época do ano. vou tentar explicar: no começo do ano eu não estava comendo nada, desmaiei no meu serviço várias vezes, fui pro hospital várias vezes e parecia ter aversão a comida. em maio comecei ir na nutricionista, comecei uma vida zen livre e a ter um bom relacionamento com a comida. era tudo perfeitamente equilibrado e eu me sentia muito bem. em setembro comecei uma rotina de compulsão + bulimia. geralmente é essa ordem mesmo, restringir + compulsão: bulimia + culpa + restringir + compulsão: bulimia. agora imagina isso 365 dias, 24/7, pronto! você tem uma noção do que é ter transtorno alimentar. transtorno alimentar isola. não sei dizer em quantas festas e lugares legais já deixei de ir por saber que lá ia ter comida e eu fiquei com medo de comer, medo de ter compulsão, medo de vomitar depois. eu estava vomitando no banheiro em uma festa de 15 duma amiga muito próxima enquanto meus amigos estavam na pista de dança. eu já fingi tomar banho depois do almoço só pra ligar o chuveiro e isso abafar o barulho do vômito. já comi apenas alimentos em que eu sei que são fáceis pra vomitar. você consegue ter noção de como isso tudo é doentio e machuca? eu não quero pensar em comida mas é só isso que consigo pensar o dia todo. eu emagreço e engordo na mesma velocidade. meus cabelos caem e minhas unhas são frágeis, não menstruo já fazem 3 anos. gasto dinheiro com diurético e laxante. tomo remédios desconhecidos que me fazem ficar com o coração acelerado com a promessa de que isso acelera meu metabolismo. já chorei enquanto comia e joguei um monte de batata frita que fiz num surto de compulsão e quando voltei a mim fiquei com nojo e botei tudo no lixo. já deixei de ir em encontros, cinemas, luau, acampamentos, viagens e festas. já desisti de me suicidar apenas por não me achar magra o suficiente pra ficar num caixão. já mastiguei e cuspi. já joguei comida que ganhei fora. já madruguei fazendo exercícios físicos e já comi chocolate enquanto pulava corda. transtorno alimentar é culpa e dor. não tem algo bonito nem são nisso. eu leio todos os rótulos de produto que vejo, peso alimento e sei muitas calorias de cabeça. enquanto alguém normal come umas 1500 calorias ao dia eu não chego a 500 e choro por isso. transtorno alimentar é tortura. como se já não bastasse tudo isso ainda existe a dismorfia corporal. já chorei no meu aniversário por não poder comer o bolo, já dormi o dia todo no meu aniversário para não ter chances de acabar comendo, já vomitei na pizzaria depois de comer comemorando meu aniversário. mês que vem faço aniversário de novo e minha meta é estar viva e poder comer, sem culpa, sem calorias, sem bulimia, sem compulsão. eu quero que comida seja apenas comida e não algo que me tortura o dia todo. eu quero ser quem come um brigadeiro depois da janta por estar com vontade de doce e seguir normalmente a vida. eu quero tanto mas só consigo ver números e números me atormentando.
tu sempre constrói tua base na outra pessoa e nunca em você mesmo e se ela vai embora
tudo desaba, por falta de apoio.
tem coisa que não dá pra esquecer e por mais que se tente fugir uma hora a gente esbarra nela,
e as vezes dói, aperta, sangra.
eu disse que era um modo de deixar as coisas passarem sem dar ênfase ao mínimo, mas na verdade eu estava tentado fugir
porque tudo por aqui é tão pequeno.
eu estava perdendo o que sou
e eu já perdi tanto, guardei tanto,
mas não tenho nada.
“A realidade é que você estará sempre sozinho mesmo que esteja parado no meio de um shopping lotado em pleno sábado. Toda sua angústia pertence somente a você e somente você entenderá a complexidade dela. São as raras pessoas de bom coração que vão estar ao seu lado e dispostas a segurar sua mão durante suas crises de ansiedade, de choro constante e a falta de vontade de estar aqui, são as raras pessoas que permanecerão com paciência e amor a você, mesmo quando tudo ficar tão difícil e praticamente impossível de lidar. Você estará sozinho na sua dor mas sempre terá alguém que segurará a sua mão quando mais precisar e quando não ver o sentido do porque estar aqui.”
— Anna Paula Varella.
Meu problema é que eu gosto de beber,
me ajuda a esquecer, nem que seja por alguns minutos.
me ajuda a ser inteiro, mesmo que seja até deitar a cabeça no travesseiro.
me ajuda a ser alguém que luto todos os dias para tentar ser porém somente sou, quando bebo e finjo que me divirto porém estou tão infeliz que não entendo o porquê estou aqui.
— Os Devaneios de Adam Joseph-Fritz.
Me tocou como se já me conhecesse a milhares de vidas.
O Noivo da Minha Melhor Amiga ( Something Borrowed )
We Change At Night | Essence of Nature
mas vai sempre existir alguém, em algum lugar, que vai atravessar você com um amor-cometa porque o amor encontra um jeito, ele sempre encontra um jeito de te incendiar por completo.