se meu corpo é o meu templo
minha mente são minhas ruínas
trabalham na destruição do império
do meu mais renomado ser
tratam de afundar em mágoas os apavoros internos
justificados pelo crescer
e mutados na existencia presente
é beleza, se colocado em perspectiva histórica
porque o que um dia já foi palácio
pela queda e surgimento de civilizações,
o que nos sobra hoje, são ruínas
trago esse vínculo com o passado que não me deixa ser
desloca-me da realidade
e me traz a luz os insights das coisas mais banais para o olhar milenário
ferramentas inexplicáveis
dificílimas de traduzir em palavras
forte como uma espada romana
impenetrável como uma muralha chinesa
torna refúgio
de lugares antes abominados pelos olhos humanos
hoje facilitados ao meu eu pela minha mente
até quando a dissociação da realidade?
um dia ei de saber?
se minha mente é meu templo
meu corpo são minhas ruínas
a beleza está na mente de quem vê



















