Volto aqui mais uma vez para escrever o que sinto. Ou talvez para tentar entender o que sinto.
Muita coisa nova aconteceu. Eu acreditava estar me apaixonando por alguém novo, descobrindo novos caminhos, aprendendo a ocupar espaços que antes pertenciam apenas a você. E então você voltou.
De forma rápida. Simples. Com uma única mensagem.
E, de repente, tudo aquilo que parecia organizado dentro de mim se desestruturou.
Fico me perguntando: de que adiantou pedir às entidades, aceitar a despedida, me esforçar para esquecer, se você continua aqui? Como alguém pode ainda morar dentro de mim depois de tanto tempo? Como pode ocupar um espaço tão imenso em um coração que já não sabe onde guardar tantas coisas?
Eu odeio sentir sua falta.
Odeio me preocupar com você. Odeio querer saber se está bem. Odeio perceber que uma parte de mim ainda se importa.
E talvez o que eu mais odeie seja admitir que, apesar de tudo o que aconteceu, apesar das ausências, das idas e vindas e das feridas que ficaram, você ainda desperta algo em mim.
Algo que eu não sei nomear.
Algo que eu gostaria que já tivesse ido embora.
Mas que, de alguma forma, ainda permanece.














