VERONA "VEE" WAGTAIL é uma estudante da SONSERINA de 19 anos que fez o seu NONO ANO em 2026. só cuidado para não confundir com JENNA ORTEGA porque elas são parecidas!
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RESUMO: verona "vee" wagtail nasceu de uma aventura em uma noite em Verona, durante a passagem das Weird Sisters na cidade. filha de uma musicista errante e neta de myron wagtail, ela cresceu entre turnês, palcos e estradas, cercada por uma banda que se tornou sua família. o talento veio como herança, mas ela fez dele algo próprio: verona é uma baterista visceral, além de possuir uma voz tão imperfeitamente bela quanto a de seu avô. em Hogwarts, foi selecionada para sonserina. vee é magnética, distante e intensamente livre, é o tipo de presença que desorganiza ambientes com uma energia que oscila entre o completamente apático e o perigosamente intenso.
BIOGRAFIA:
A história de Verona não nasce tão diferente do que se espera da herdeira de um sobrenome de Rockstar. Sua mãe, uma mulher tão magnética quanto caótica, engravidou durante uma turnê, fruto de um romance rápido, intenso e completamente descartável. O tipo de romance que começa e termina antes mesmo de virar memória. Era tão poético quanto trágico que uma criança fosse gerada nas devidas circunstâncias.
Sua mãe costumava contar, nas raras noites em que o álcool não apagava tudo, que Verona foi uma consequência. A consequência de uma noite em uma cidade estrangeira, barulhenta e intensa demais até para os padrões deles. Daí veio a escolha de seu nome: Verona "Vee" Wagtail. Exatamente como o nome da cidade em que foi concebida.
Neta de Myron Wagtail, o lendário vocalista das Weird Sisters, não era incomum que ela nunca conhecesse uma vida que não fosse embalada por música alta, camarins abafados e estradas que pareciam nunca ter fim. Verona cresceu entre amplificadores, cabos embolados e risadas roucas de músicos que a adotaram como mascote. Aprendeu a andar tropeçando por entre cases de instrumentos e a dormir com o som estridente de um solo de guitarra e do grito de multidões que vibravam abafadas.
Para ela, música era linguagem, vida e movimento. E foi na bateria que ela encontrou a sua própria fórmula de comunicação.
Dizem que talento é uma herança, mas no caso dela, foi algo praticamente contrabandeado entre geração, passado como um segredo nos bastidores, escondido entre acordes e noites intermináveis. A bateria não era apenas um instrumento, não para Verona, era descarga. Controle. Cada batida era firme, intensa, quase violenta, como se, em sua própria linguagem, ela estivesse sempre dizendo algo que palavra nenhuma fosse capaz de alcançar. A voz veio depois, inevitável, herdada como um eco distante do avô. Rouca, cheia de texturas, bela de um jeito imperfeito mas que se encaixava perfeitamente em sua personalidade.
A carta de Hogwarts chegou como uma interrupção abrupta em uma vida que nunca parava. Não foi o momento mágico que tradicionalmente toda criança bruxa vivencia, não havia olhos brilhando em expectativa. Foi tudo silencioso. Incomodo. Como se alguém estivesse tentando prende-la a um lugar fixo ao qual ela não pertencia.
Ainda assim, ela foi.
Em Hogwarts tudo era diferente. Silencioso. Nada comparado ao caos que era acostumada. Os corredores ecoavam de outra forma. Haviam mais olhares, mais perguntas, mais espera de alguém que sempre fora livre pra ser o que quisesse ser. Quando chegado o seu momento na escolha de qual casa pertenceria, um silêncio pairou inquietante. O Chapéu pareceu hesitar, tantas eram as opções que a encaixavam. Havia ambição, uma inteligência quase instintiva, coragem demasiada e uma intensidade emocional que poderia facilmente inclina-la para qualquer direção. Mas, acima de tudo, havia controle.
O tipo de controle que era aprendido na marra. Repleto de excessos, adaptado para não se perder completamente no próprio caos. Sonserina, ele decidiu. E fez sentido.
Verona não demorou a se tornar um nome conhecido dentro da escola. Não porque tentasse, mas porque era praticamente impossível ignorá-la. Ela caminhava como quem não devia explicações a ninguém, falava sem se importar com que ouvidos a escutariam e tinha aquele humor seco, ácido, perigosamente honesto. Ainda assim, havia nela algo que escapava de qualquer tentativa de definição completa. Uma inquietação constante, palpável e visível. Afinal, ela nunca deixara de ser a mesma garota que cresceu sem raízes.
Exceto, é claro, no momento em que a música começa.
PERSONALIDADE:
Verona tem o tipo de presença que desorganiza ambientes e uma energia que oscila entre o completamente apático e o perigosamente intenso. Ela vive como canta: sem pedir licença, sem baixar o volume e sem considerar as consequências como algo relevante.
Carrega uma confiança quase desafiadora. De quem não precisa provar nada, e justamente por isso, tudo nela parece uma afirmação. Tem plena consciência do próprio valor, mas nunca o transforma em algo didático ou acessível.
É observadora, estratégica, e emocionalmente mais complexa do que deixa transparecer. Sente muito — mas demonstra pouco. E quando demonstra, geralmente já passou do ponto de retorno.
Ela ama a liberdade de forma quase agressiva. Evita vínculos profundos pelo medo da permanência, como se permanecer fosse, de alguma forma, perder.
Tem o tipo de postura que carrega olhares, e ela gosta muito deles, o palco foi o primeiro solo firme que pisou, afinal. Não era de esperar menos. Tem o tipo de atitude que naturalmente pode ter as falas consideradas como flerte, e algumas vezes até é, ela gosta de atrair esse tipo de expectativa das pessoas. De ter todos vidrados a ela, desejando ao ponto de loucura.
O carisma é algo natural, artístico, do tipo que conquista multidões. Faz amigos com a mesma naturalidade que faz inimigos, com uma lábia difícil de não cair. Tudo digno do que se espera da herdeira de uma família de Rockstar.
VERONA "VEE" WAGTAIL é uma estudante da SONSERINA de 19 anos que fez o seu NONO ANO em 2026. só cuidado para não confundir com JENNA ORTEGA porque elas são parecidas!
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RESUMO: verona "vee" wagtail nasceu de uma aventura em uma noite em Verona, durante a passagem das Weird Sisters na cidade. filha de uma musicista errante e neta de myron wagtail, ela cresceu entre turnês, palcos e estradas, cercada por uma banda que se tornou sua família. o talento veio como herança, mas ela fez dele algo próprio: verona é uma baterista visceral, além de possuir uma voz tão imperfeitamente bela quanto a de seu avô. em Hogwarts, foi selecionada para sonserina. vee é magnética, distante e intensamente livre, é o tipo de presença que desorganiza ambientes com uma energia que oscila entre o completamente apático e o perigosamente intenso.
BIOGRAFIA:
A história de Verona não nasce tão diferente do que se espera da herdeira de um sobrenome de Rockstar. Sua mãe, uma mulher tão magnética quanto caótica, engravidou durante uma turnê, fruto de um romance rápido, intenso e completamente descartável. O tipo de romance que começa e termina antes mesmo de virar memória. Era tão poético quanto trágico que uma criança fosse gerada nas devidas circunstâncias.
Sua mãe costumava contar, nas raras noites em que o álcool não apagava tudo, que Verona foi uma consequência. A consequência de uma noite em uma cidade estrangeira, barulhenta e intensa demais até para os padrões deles. Daí veio a escolha de seu nome: Verona "Vee" Wagtail. Exatamente como o nome da cidade em que foi concebida.
Neta de Myron Wagtail, o lendário vocalista das Weird Sisters, não era incomum que ela nunca conhecesse uma vida que não fosse embalada por música alta, camarins abafados e estradas que pareciam nunca ter fim. Verona cresceu entre amplificadores, cabos embolados e risadas roucas de músicos que a adotaram como mascote. Aprendeu a andar tropeçando por entre cases de instrumentos e a dormir com o som estridente de um solo de guitarra e do grito de multidões que vibravam abafadas.
Para ela, música era linguagem, vida e movimento. E foi na bateria que ela encontrou a sua própria fórmula de comunicação.
Dizem que talento é uma herança, mas no caso dela, foi algo praticamente contrabandeado entre geração, passado como um segredo nos bastidores, escondido entre acordes e noites intermináveis. A bateria não era apenas um instrumento, não para Verona, era descarga. Controle. Cada batida era firme, intensa, quase violenta, como se, em sua própria linguagem, ela estivesse sempre dizendo algo que palavra nenhuma fosse capaz de alcançar. A voz veio depois, inevitável, herdada como um eco distante do avô. Rouca, cheia de texturas, bela de um jeito imperfeito mas que se encaixava perfeitamente em sua personalidade.
A carta de Hogwarts chegou como uma interrupção abrupta em uma vida que nunca parava. Não foi o momento mágico que tradicionalmente toda criança bruxa vivencia, não havia olhos brilhando em expectativa. Foi tudo silencioso. Incomodo. Como se alguém estivesse tentando prende-la a um lugar fixo ao qual ela não pertencia.
Ainda assim, ela foi.
Em Hogwarts tudo era diferente. Silencioso. Nada comparado ao caos que era acostumada. Os corredores ecoavam de outra forma. Haviam mais olhares, mais perguntas, mais espera de alguém que sempre fora livre pra ser o que quisesse ser. Quando chegado o seu momento na escolha de qual casa pertenceria, um silêncio pairou inquietante. O Chapéu pareceu hesitar, tantas eram as opções que a encaixavam. Havia ambição, uma inteligência quase instintiva, coragem demasiada e uma intensidade emocional que poderia facilmente inclina-la para qualquer direção. Mas, acima de tudo, havia controle.
O tipo de controle que era aprendido na marra. Repleto de excessos, adaptado para não se perder completamente no próprio caos. Sonserina, ele decidiu. E fez sentido.
Verona não demorou a se tornar um nome conhecido dentro da escola. Não porque tentasse, mas porque era praticamente impossível ignorá-la. Ela caminhava como quem não devia explicações a ninguém, falava sem se importar com que ouvidos a escutariam e tinha aquele humor seco, ácido, perigosamente honesto. Ainda assim, havia nela algo que escapava de qualquer tentativa de definição completa. Uma inquietação constante, palpável e visível. Afinal, ela nunca deixara de ser a mesma garota que cresceu sem raízes.
Exceto, é claro, no momento em que a música começa.
PERSONALIDADE:
Verona tem o tipo de presença que desorganiza ambientes e uma energia que oscila entre o completamente apático e o perigosamente intenso. Ela vive como canta: sem pedir licença, sem baixar o volume e sem considerar as consequências como algo relevante.
Carrega uma confiança quase desafiadora. De quem não precisa provar nada, e justamente por isso, tudo nela parece uma afirmação. Tem plena consciência do próprio valor, mas nunca o transforma em algo didático ou acessível.
É observadora, estratégica, e emocionalmente mais complexa do que deixa transparecer. Sente muito — mas demonstra pouco. E quando demonstra, geralmente já passou do ponto de retorno.
Ela ama a liberdade de forma quase agressiva. Evita vínculos profundos pelo medo da permanência, como se permanecer fosse, de alguma forma, perder.
Tem o tipo de postura que carrega olhares, e ela gosta muito deles, o palco foi o primeiro solo firme que pisou, afinal. Não era de esperar menos. Tem o tipo de atitude que naturalmente pode ter as falas consideradas como flerte, e algumas vezes até é, ela gosta de atrair esse tipo de expectativa das pessoas. De ter todos vidrados a ela, desejando ao ponto de loucura.
O carisma é algo natural, artístico, do tipo que conquista multidões. Faz amigos com a mesma naturalidade que faz inimigos, com uma lábia difícil de não cair. Tudo digno do que se espera da herdeira de uma família de Rockstar.
Verona nunca tinha sido exatamente o tipo de pessoa nostálgica. Pelo menos era isso que gostava de repetir para si mesma. Mas existia alguma ironia cruel no fato de os pés dela sempre acabarem a arrastando para os mesmos lugares antigos quando a cabeça ficava cheia demais. A torre do relógio sempre acabava sendo sua rota final, o que era suspeito levando em consideração que anos atrás — ou talvez só meses, mas parecia mais — aquele tinha virado o lugar delas. Não era exatamente um lugar absurdamente romântico, só um canto silencioso onde ninguém costumava interromper. As vezes passavam horas sem falar nada, só observando a vista dos terrenos, em outras falavam demais. Verona gostavam quando só ouviam música, compartilhando os mesmos fones. Era simples, confortável. O que explicava por que a Wagtail tinha demorado tanto pra voltar ali. Na cabeça dela era seguro agora, imaginando que Marisol também demoraria a revisitar o lugar. Então foi quase irritante quando, ao empurrar a porta antiga com o ombro, viu a silhueta familiar antes mesmo do cérebro processar direito. Porque obviamente o universo iria retribuir o seu humor cruel na mesma intensidade. Até pensou em dar meia-volta, mas seria ridículo demais fazer aquilo. Marisol não havia virado o tipo de ex que ela odiava, sequer tinham terminado com uma briga ou algo do tipo, só decidiram em comum acordo que não dava mais. Mesmo que doesse um pouco. "Eu realmente achei que você tivesse me deixado ficar com esse esconderijo no divórcio." disse finalmente, quebrando o silêncio, encostando o ombro no batente da porta ao invés de entrar totalmente. Como se ainda estivesse decidindo se devia.
Não conseguia evitar em entrar na brincadeira com Vee, se aproximando dela, como um bom cantor de rock interagindo com seus membros. A voz dele saiu rouca e agradável, forçando um pouco para condizer com o ritmo da música. "Honey, we know the names..." Completou a estrofe dela, e deu um beijo em sua testa como olá. Benedict sempre foi incrivelmente afetuoso com as pessoa que amava. Geralmente sentava no banco para cantar enquanto estava ensaiando ali, mas aquela música era mais performática. Olhou atrás do violão ou das guitarras ali perto. Esperando para ver o que o outro escolheria primeiro ficando apenas com o microfone a princípio.
"We are the people that can find
Whatever you may need
If you got the money, honey
We got your disease..." O próximo verso ele se aproximou de Balthazar, o microfone em mãos e deixou explicítamente marcado para todos que a parte do money e honey era dirigida ele, pois dali os dois sabiam que aquelas eram características relacionadas ao melhor amigo. A deixa para o outro continuar, mas ao mesmo tempo não sabendo se Balthazar estava naquela pegada ou se gostaria de ensair seus novos arranjos que havia comentado. Ele gostaria de ouvir para ver se conseguia compor alguma coisa relacionado a isso junto a Vee, mas tudo isso depois da grande abertura deles.
Ouvir Benedict jogar a letra da música diretamente para ele com aquela performance toda arrancou de Balthazar um piscar meio surpreso, que logo derreteu em uma risada genuína e relaxada. Era raro, quase impossível, vê-lo ceder a qualquer tipo de quebra de compostura pelos corredores, mas ali, cercado pelos amigos e pelo barulho familiar da bateria de Verona, aquela pompa simplesmente não fazia sentido. Ele não precisava estar na defensiva com eles. Sem pressa, ele caminhou até o canto dos instrumentos, sentindo a vibração do pedal pulsar no piso de pedra. Os dedos longos ignoraram as guitarras, indo direto para um baixo. Balthazar passou a correia pelo pescoço, ajustando o peso do instrumento contra o corpo com uma familiaridade confortável, enquanto seus olhos escuros se fixavam em Vee. Ele a observou, lendo o tempo da garota, esperando a batida exata para entrar no ritmo da música. Quando a deixa veio, ele deslizou os dedos pelas cordas e se aproximou de Ben, invadindo o espaço do lufano com um sorriso solto para dividir o microfone. " It's a jungle, welcome to the jungle. Watch it bring it to your n-n-n-n-n-n-n-n knees..." A voz saiu no tom certo e ele até tentou espelhar a energia caótica que o amigo estava entregando, mas a pose de vocalista selvagem de rock definitivamente não era o seu forte. No meio da tentativa de manter a intensidade da música, os dedos dele acabaram tropeçando nos trastes, errando os acordes de forma óbvia enquanto uma nova risada o impedia de continuar a tocar direito. " Fuck, that's too much."
O beijo rápido na testa arrancou dela um sorriso enviesado, automático, do tipo que só aparecia perto dos poucos que Verona realmente deixava entrar no próprio espaço. Sem perder o tempo da música, ela inclinou levemente a cabeça na direção dele assim que Ben entrou na música também. "Oh, look at you…" a voz veio entre a letra, ainda rouca e arrastada. Mas entrada de Balthazar foi o que realmente fez ela sorrir de entusiasmo, quase perdendo o compasso só pela novidade que era vê-lo se soltando e sendo minimamente divertido. Verona gostava de momentos assim, não só porque vivia da música, mas por ser quando ela podia ser ela mesma, despida de toda a marra que carregava por aí entre corredores. Então ele errou, e Verona só fez entrar na cena junto, jogando as baquetas para trás num gesto totalmente dramático. O erro de Balthazar arrancou uma gargalhada alta da morena, daquelas despreocupadas em ser ela mesma, como se a falha tivesse tornado tudo automaticamente melhor. O que para ela, na verdade, era um fato. Um pouco de caos sempre dava muito mais personalidade a qualquer apresentação. A mão foi ao peito, ofegante. "Ladies and gentlemen, we lost Zabine to stage fright." ela provocou, é claro. Virando o rosto para Ben, um sorriso largo demais pra alguém que raramente se importava com algo, lançando a ele uma piscadela rápida, cúmplice. "Isso foi lindo, rapazes, muito obrigada!"
O som rítmico do coturno batendo contra a pedra marcou o compasso no corredor vazio muito antes de Balthazar sequer virar a esquina. Ele caminhava sem pressa, traçando uma figura bem diferente do monitor engravatado de sempre. A camisa de botão mais leve, com as mangas dobradas deixando os braços à mostra, era o resultado de um tempo absurdo gasto em frente ao espelho que ele jamais admitiria nem para a própria sombra. Não tinha absolutamente nada a ver com a garota esperando por ele; era só a sua necessidade maníaca de ter algum controle sobre a situação, precisando de uma armadura visual adequada já que não fazia ideia de qual era o roteiro daquela noite. Mas, julgando pelo visual dela — as vestes desalinhadas e gastas de quem pouco se importava com as regras —, ele quase sentiu que estava prestes a ser arrastado para uma briga de bar. Receber aquele olhar descaradamente avaliativo e a acusação irônica de que ele fugiria do acordo só serviu para amaciar o ego que ele fingia esconder. " Aposto que estava contando com isso, mas uma das minhas inúmeras qualidades é que sou um homem de palavra. " Ele rebateu, abrindo um sorrisinho que colocava a própria afirmação em dúvida, enquanto retribuía a inspeção visual exatamente na mesma moeda. " Se bem que... ainda posso voltar atrás? A ideia de virar muso de uma música de repente me pareceu bem convidativa. " Entrando na brincadeira, Balthazar parou a poucos passos de distância, enfiando as mãos nos bolsos da calça com aquela inércia arrogante de sempre, e sustentou o sorriso zombeteiro da garota com um enviesado e perigosamente charmoso. "Então, quais são exatamente seus planos?"
Os olhos desceram por ele sem qualquer esforço de disfarce. A camisa dobrada nas mangas. O jeito absurdamente composto para alguém que teoricamente tinha aceitado encontrar Verona Wagtail depois do toque de recolher — uma atividade que, por si só, já deveria ser considerada um péssimo sinal de julgamento. O canto da boca dela ergueu devagar, enviesado. "Dependendo do seu merecimento hoje, quem sabe você ainda não ganhe uma música." comentou, deixando que a frase corresse pelo espaço entre eles, livre de interpretação, inclinando ligeiramente a cabeça enquanto os olhos ainda passeavam pelo rosto dele, insolentemente atentos. Verona empurrou o corpo do corrimão, aproximando-se só o suficiente pra invadir o espaço, o perfume que Balthazar usava, aquele cheiro limpo e caro que ela já conhecia, invadiu seu olfato e aumentou o sorriso dela. Achava fascinante como ele se esforçava pra estar sempre alinhado. Quando ele perguntou sobre os planos, Verona não respondeu de imediato. Claro que não responderia. Em vez disso, começou a andar lentamente pelo corredor, passando por ele propositalmente perto demais, o ombro roçando no braço dele na altura que alcançava. A diferença de alturas era algo que ela definitivamente odiava, dependendo da ótica. "Você faz perguntas demais," parou alguns passos à frente, girando nos calcanhares só o suficiente para encará-lo. "só precisa saber, por enquanto, que envolve uma infração pequena. Talvez duas, dependendo do quanto você gosta de adrenalina." o sorriso ladino delineou os lábios pintados de vinho, a cor que raramente saia de sua boca. "Mas nada que vá arruinar sua reputação impecável." o olhar caiu pela figura dele novamente, de cima abaixo, sempre provocativa. Quando finalmente os passos cessaram, em frente a sala do zelador, ela girou a varinha disposta entre os dedos, sussurrando um alohomora para a fechadura. "Preciso recuperar uma coisa que foi injustamente arrancada de mim." disse finalmente, os dedos empurrando a porta para abri-la, dando de cara com o escuro que os aguardava. "Ready, pretty boy?"
o sorriso de olivia aumentou em dez vezes ao ver verona surgir daquele jeito animado, como se estivesse indo para uma festa e não cometer algum tipo de infração escolar grave antes do amanhecer. e era exatamente por isso que tinha chamado ela, verona nunca fazia perguntas o questionava suas decisões ruins. ❝ — perfeita, essa era exatamente a energia que eu precisava. inclusive, se a gente desaparecer misteriosamente, pelo menos você vai entrar pra história muito bem vestida. prioridades...❞ — comentou enquanto observava a produção da amiga de cima abaixo, assentindo algumas vezes em aprovação. ela puxou melhor o cachecol em volta do pescoço antes de começar a caminhar lentamente pelos gramados ainda úmidos do início da manhã, o castelo atrás delas parecendo estranhamente silencioso naquele horário. o céu ainda estava naquele tom indefinido entre noite e amanhecer, o que só deixava tudo mais suspeito. ❝ — ok, plano. desde ontem eu tô encucada... a gente sabe que o terreno mudou e sabe que algumas áreas parecem diferentes, então eu quero testar até onde essas mudanças vão. quer dizer, eu sei que o ponto de convergência vai estar completamente vigiado, mas talvez essa força tarefa ao redor desse lugar específico deixe os outros não muito vigiados... então é aí que a gente entra. pensa, wagtail, o castelo abriu menos de dois dias atrás depois de quase vinte dias! imagina o tanto de coisa que tem pra explorar e ver por aí... concorda?❞ — a empolgação dela aumentava conforme falava, entrando naquele estado mental em que curiosidade e imprudência começavam a se confundir. olivia virou o rosto para verona então, sorrindo só de pensar nas possibilidades.
O coturno afundava levemente no gramado úmido enquanto caminhava ao lado de Olivia, as mãos enterradas nos bolsos da jaqueta surrada. O sorriso dela cresceu devagar conforme Olivia falava, ficando perigosamente maior na palavra explorar. "Wood, você passou quanto tempo pensando sobre isso?" os olhos correram pelos terrenos ainda cobertos pela névoa baixa da manhã. Sabia que o jeito hiperativo de Olivia deveria ter lhe rendido infinitas possibilidades e tudo aquilo a deixava devidamente interessada, principalmente porque com possibilidades vinham ideias e possíveis caminhos traçados. "Só quero saber por onde você planeja começar, definitivamente o ponto com a patrulha foi descartado." seria burrice irem justamente pra onde todo mundo estava de olho, mesmo porque aquela altura outros tão curiosos quanto ela já deveriam estar fazendo o mesmo. O que a interessava era outra coisa: os lugares novos. O que exatamente tinha mudado. O que existia agora que antes não existia. E principalmente… até onde aquilo ia. Diferente de todo mundo, Verona estava pouco se importando em encontrar parentes do passado, adorava o caos que aquilo vinha causando, era óbvio, estava atenta a cada um dos rumores e ela mesma já havia feito o trabalho de aumentar alguns, só pra assistir o desespero alheio. Mas já conhecia a família bem demais pra presumir como eram em suas épocas de escola. "Se você acha que esse castelo acabou desbloqueando novas áreas secretas, ou sei lá, lugares estranhos que não deveriam existir, eu to decididamente pronta pra tudo." comentou, dando de ombros. "Tipo, você viu que o Salgueiro Lutador desapareceu? O que mais foi embora junto? E o que surgiu?"
Louis estava longe de ser a pessoa que dava bronca em outras. Acreditava fielmente que cada um devia ter o poder de fazer o que bem entendesse, mesmo as decisões que eram fruto de ideias estúpidas. Claro, eta um conceito que achava muito bonito. A realidade não era tão simples, porque cruzava outras linhas inerentes ao fato de ser humano e carregar sentimentos por outras pessoas. Naquela situação, precisava lidar com a preocupação que sentia por Verona. "That was really stupid of you, and you know it." Disse, altamente frustrado. Mas Louis não erguia a voz,não gostava de gritar com outras pessoas por não gostar da sensação de perda de controle que isso causava. Além de não achar benéfico a ninguém. "Se a barreira está lá, é porque depois não é um parque de diversões! Sei que é intrigante, mas não pensou que pode ser perigoso? E nem só fisicamente. Vai saber o que está no meio dessa névoa, Vee!"
Verona permaneceu alguns segundos em silêncio depois da bronca, não porque estivesse particularmente arrependida, mas porque era raro ver Louis falando com ela daquele jeito. E aquilo, de alguma forma irritantemente inconveniente, fazia ela prestar atenção. A expressão séria dela demorou alguns segundos até ceder num meio sorriso enviesado. "Eu não estou dizendo que você está errado," começou, já se preparando pra sair daquela com alguma justificativa esfarrapada. "mas também não estou dizendo que está certo." o canto da boca subiu um pouco mais. "Qual é, Lou, o que eles esperam que a gente faça se não nos dão uma resposta se quer?" completou com um suspiro baixo, jogando o peso do corpo contra o dele, frustrada em ter tido o plano interrompido antes mesmo de inciar, o olhar desviando rapidamente em direção aos terrenos. "Além disso," continuou, voltando a posição anterior só pra olha-lo no rosto, as mãos esticando até tocar nos ombros do amigo. "eu achei que, no pior dos casos, você iria me resgatar." o tom voltou ao humor preguiçoso de sempre.
"Eu acho que estou com fome, preciso de um hamburguer com muita batata frita para digerir tudo isso!" exclamou para a morena, mentindo na cara larga. A verdade é que ele sabia que não adiantava tentar treinar mais naquele dia, sua varinha simplesmente não correspondia como deveria. Pelo visto aproximar-se da barreira mágica para tentar ativar sua magia que farfalhava não tinha sido a melhor das ideias, o deixando ainda mais exausto e ansioso. "Sorte a sua que estou cansado, porque eu te azarava na próxima viu? Era questão de tempo pequena Addams!" usou a referência trouxa com ela lhe dando uma piscadela amigável antes de fazer sinal para sairem daquela sala precisa. "Ao menos me acompanha até a cozinha? Não pode deixar um garoto com fome andar por ai sozinho" e mais uma vez ele nem titubeava. A verdade é que se caísse nos próximos passos esperava que ela ao menos cobrisse seu corpo caso batesse o rosto no chão e o danificasse. @veewagtail
"Me azarava?" repetiu, virando parcialmente o corpo na direção dele enquanto começava a andar. "Sasha, querido..." ela continuou com um suspiro devidamente cansado, a cabeça balançando em negativo. "você 'tá a um bocejo de cair duro no chão, no máximo a azaração voltaria direto pra você." a varinha se ergueu em direção ao amigo, apontando pra ele acusatoriamente. A referência à Família Addams arrancou dela um sopro curto de riso pelo nariz. "Pequena Addams? Fala sério!" disse em um quase protesto, revirando os olhos. "A fome te deixou brega assim?" Ela empurrou a porta da sala com o ombro, saindo para o corredor ao lado dele. Enquanto os coturnos batiam sobre o chão num ritmo lento pelo corredor, Verona o olhou de soslaio, inclinando a cabeça segundos depois, daquele jeito que sempre antecedia alguma fala absurdamente sincera que beirava o inconveniente. "Mas essa sua cara," começou, fazendo um gesto com a mão direcionada a face do outro. "tá péssima, que diabos você andou fazendo por aí pra chegar nesse nível de cansaço?"
quem: olivia & @veewagtail
quando: 20 de setembro, antes do nascer do sol
onde: gramados
as notícias do dia anterior fizeram os olhos de olivia faíscarem e sua hiperatividade ir às alturas. em primeiro lugar, existia o fato de que agora o campo de quadribol estava finalmente disponível. depois de vinte dias de pura tortura, uma luz surgia no fim do túnel. conseguiu respirar aliviada pela primeira vez em semanas. entretanto, agora tinha uma outra questão: a confirmação de que estavam lidando com linhas do tempo do passado lá nos outros castelos. seus pais estavam lá em algum lugar, os adotivos e possivelmente os biológicos também! essa perspectiva a deixava ansiosa novamente, então ela decidiu apenas desviar o foco para algo concreto, como comumente fazia em momentos de ansiedade. verona foi uma das primeiras pessoas que pensou em chamar para ir com ela naquela missão; a amizade delas era baseada, afinal, em escolhas duvidosas e missões secretas, então quem podia ser melhor do que ela para acompanhá-la? tinha combinado com ela os detalhes, se encontrariam antes do nascer do sol nos gramados, perto da saída do castelo. vee foi assustadoramente pontual, e um sorriso divertido surgiu no rosto de olivia ao percebê-la se aproximar. ❝ — pronta para mais uma missão suicida e potencialmente passível de expulsão? e olha que agora que os terrenos estão acessíveis, não duvido nada que a minnie jogue a gente pro além.❞ — brincou, indicando abstratamente lá fora. ela ainda tinha uma grande dúvida sobre onde estavam de fato, pois aquele não parecia o terreno de hogwarts que conheciam e hogsmeade não parecia existir da forma que conheciam também.
Verona e Olivia se tornaram amigas do jeito mais improvável e ao mesmo tempo natural possível: repetição. Não exatamente em Hogwarts — embora ela ter sido uma das poucas caras conhecidas dali serviu pra consolidar o caos —, mas muito antes. Premiações entendiantes, eventos beneficentes, festas lotadas de gente famosa. Só precisou de alguns segundos entre olhares entediados trocados e escapadas dos adultos e suas tarefas insuportáveis, para que aquilo virasse costume. Funcionava de um jeito muito peculiar, o que era ótimo — se não levarmos em consideração as pior decisões tomadas em dupla e todas as missões que seriam capazes de render um ano de detenção pra cada. Olivia tinha energia demais e Verona curiosidade suficiente para nunca dizer não. Simplesmente funcionavam. Então, naturalmente, assim que o bilhete de Olivia surgiu em frente aos seus olhos, aquele luzinha começou a brilhar em torno da Wagtail, o que só podia indicar problema a caminho. "Morning, morning, sunshine!" chegou dizendo com aquela animação que só costumava aparecer quando estava prestes a entrar em perigo, "I was born ready, baby!" brincou, erguendo as mãos ao redor do próprio corpo, gesticulando para que a outra analisasse a produção. Até a roupa escolhida naquela manhã parecia gritar entusiasmo. Um sorriso enviesado apareceu no canto da boca. "Fala aí, Wood, o que foi que você preparou pra gente hoje?"
Como tinha prometido a Verona, se dirigiu para o clube de música, que por sorte se encontrava vazio naquela tarde, parece que com todas as novidades, aulas e clubes tinham ficado em segundo plano, porque tudo o que as pessoas discutiam era sobre quem queriam encontrar do outro lado da névoa. Lyra passou os dedos pelo piano, deixando que o som preenchesse o lugar, mas seus olhos pousaram na bateria da morena, e com um sorriso de canto, decidiu que se aventuraria um pouco, tinha observando Verona tocando vezes o suficiente para conseguir emular ao menos um pouco do que a outra fazia, mas obviamente não chegando nem perto do talento natural que ela tinha.
Verona encostou no batente da porta sem fazer questão nenhuma de anunciar a própria presença. O ombro apoiado na madeira, os braços cruzados e aquele meio sorriso preguiçoso surgindo aos poucos enquanto observava a cena diante dela. Lyra Nott na bateria, e mandando bem até demais. Era ainda mais engraçado porque Verona reconhecia os movimentos, o que fazia seu sorriso enviesar ainda mais. "Okay..." a voz veio baixa, arrastada pela diversão, assim que ela terminou a pequena apresentação. "Então era isso que você andava fazendo enquanto eu tava ocupada cumprindo serviços comunitários involuntários?" era um jeito bonito de dizer que havia acabado de sair de uma detenção onde precisou limpar a estante inteira dos livros de História da Magia. Verona finalmente deu alguns passos para dentro da sala, sem muita pressa, sempre andava por aí meio arrastada e preguiçosa, tranquila demais com a própria existência. Parou perto o suficiente para apoiar uma das mãos no encosto de uma cadeira próxima. "E você me dizendo dias atrás que estava enferrujada, huh?"
Estava encostada próximo a uma das colunas perto da sala do zelador, um pé apoiado na pedra atrás de si enquanto girava lentamente a varinha entre os dedos, o coturno acompanhava batendo distraidamente no chão, num ritmo lento de alguma música que não saia da sua mente. Estava curiosa, é claro, ainda tinha certa dúvida se Balthazar realmente cumpriria com sua parte do acordo. Honestamente, uma parte de si tinha quase certeza que ele não apareceria e depois viria com a pior justificativa de todas, algo que envolvesse sua postura como monitor e como aquilo era uma grande infantilidade. Verona sempre o enxergara certinho demais pra ser capaz de quebrar algumas regras, muito embora, uma outra parte de si achava que ele apareceria só pra contrariá-la, pra provar um ponto. E ela gostava daquilo, de empurra-lo só pra testar seus limites, até onde sua apatia conseguia chegar, até onde ele conseguia fazer jus à pose. E depois de perceber que ele conseguia se nivelar à sua implicância, só conseguia se sentir ainda mais motivada dentro daquela dinâmica.
Quando ouviu passos ecoando escada acima, ergueu o olhar lentamente, sem se mover do lugar. O sorriso apareceu devagar, enviesado, quase preguiçoso. "Olha só..." a voz saiu baixa, arrastada pelo eco vazio do corredor. "comecei a achar que você ia desistir do acordo." O olhar deslizou sem cerimônia por ele — lento, descaradamente avaliativo — antes de voltar ao rosto, deixando que a cabeça pendesse levemente para o lado. "Já estava pronta pra escrever uma música inteira sobre abandono e homens que são incapazes de cumprir promessas." suspirou teatralmente, permitindo que o sorriso subisse um pouco mais, zombeteiro.
welcome to the jungle. w// @musingwithspells & @balthzabine
Verona havia chegado primeiro naquela tarde. Não porque fosse pontual — aquilo seria ridículo —, mas porque tinha energia demais acumulada e nenhuma intenção de processar os últimos acontecimentos do castelo de forma saudável. Ela já havia adquirido um talento especial pra ignorar qualquer tipo de crise através de barulho. Então, naturalmente, ela já estava na bateria. Espalhada daquele jeito folgado e confortável de sempre; uma perna dobrada no banco, a baqueta girando nos dedos, o coturno batendo distraidamente no chão enquanto ela fingia interessada em alguma coisa no pedal, só matando tempo enquanto esperava os outros dois.
Foi o eco distante dos passos no corredor que fez o canto da boca dela subir. Finalmente. Ela só esperou que dessem mais três passos próximos o suficiente pra fazer a primeira batida forte explodir pela sala, depois outra, o pedal já respondendo, até o riff da bateria preencher o ambiente com o som de Welcome do the Jungle. Simplesmente porque ela achava apropriado demais para o trio. Os pratos vibraram com pequenos encantamentos improvisados, faiscando em dourado a cada batida mais forte. E então veio a voz, rouca, surgindo assim que a imagem de Benedict e Balthazar apareceram na entrada. "Welcome to the jungle… we got fun and games…" só então virou levemente o rosto na direção da porta, ainda tocando, os fios escuros caindo parcialmente nos olhos enquanto o sorriso enviesado finalmente aparecia. A baqueta girou entre os dedos antes de apontar direto pra Ben, pra que ele a acompanhasse, só pelo prazer de irritar o Zabine. "We got everything you want…"
Assistir Verona listar as opções dela com toda aquela arrogância de quem acha que está no comando era o melhor entretenimento que Balthazar poderia pedir. Ele a escutou em silêncio, inclinado sobre a mesa e com um sorriso quase pecaminoso no rosto, cedendo o controle da situação por um momento só pelo prazer de ver até onde a audácia dela ia. Era como acompanhar uma partida de xadrez onde ele não tinha certeza absoluta do próximo movimento do oponente, e para um cara que passava a vida inteira sufocado de tédio, essa imprevisibilidade era viciante. Assim que a garota cortou o contato visual e voltou a se inclinar sobre o pergaminho para fingir desinteresse, o sonserino bateu o dedo na madeira da mesa num ritmo exato de quatro por quatro; o tempo exato que ele sabia que ela adorava usar quando tocava bateria. Um aviso rápido e silencioso de que era a vez dele de jogar. Economizando som e movimentos, Balthazar se ergueu com a sua letargia de sempre, deslizou para o lado dela da mesa e esperou que ela virasse o rosto. Quando ela o fez, ele se inclinou na direção dela, espalmando as mãos na bancada de cada lado da sonserina, fechando o cerco e deixando a diferença de altura entre os dois falar por si só no espaço pequeno. Mas antes de sentenciar a sua escolha, ele precisava testar uma teoria. A mão direita dele subiu devagar, o polegar macio, apesar de frio, traçando a linha do maxilar dela. Balthazar esperou pelo revirar de estômago que normalmente denunciava a sua repulsa ao toque físico alheio, mas a aversão simplesmente não veio. Interessante. "I think I've made my choice." A voz dele cortou o espaço num sussurro rouco e perigoso, sustentando o olhar dela com um charme afiado que não deixava margem pra dúvidas sobre quem era a verdadeira ameaça ali. "But first, let's make one thing clear." Os olhos escuros desceram pesados para os lábios alheios, se demorando ali por um, dois, três segundos, antes de voltarem para os olhos cor de chocolate da garota. "Zabini never falls, and certainly not for love." Ele abaixou mais o rosto, compartilhando o mesmo oxigênio ao que umedeceu os lábios e, num movimento que de inocente não tinha nada, deixou a ponta da própria língua resvalar nos dela por "acidente". Balthazar se afastou de forma devagar logo em seguida, o sorriso enviesado revelando o quanto ele estava adorando aquele novo jogo de gato e rato. "Então, Wagtail... quando e onde eu te encontro após o toque de recolher?"
A ponta dos dedos de Balthazar tamborilando contra a madeira da mesa no mesmo compasso que Verona costumava arrancar da bateria — aquele ritmo insistente, quase insolente, que ela carregava nos pulsos como quem carregava um vício — soou como um aviso. E por algum motivo, aquilo fez um arrepio breve atravessar a espinha dela em um eco distante de uma música que ela conhecia bem demais. Os olhos se ergueram do pergaminho, vagarosos. As raízes botânicas já começavam a se embaralhar na sua mente feito ruído branco — tinta, palavras e rabiscos transformadas numa paisagem sem graça diante do simples fato de que Balthazar Zabine tinha finalmente decidido começar a brincar. Ela assistiu ao seu movimento de soslaio, esperando o momento que deveria se erguer também, e quando o fez, Verona não tardou. Sustentou o olhar dele, mesmo que a diferença entre os tamanhos exigisse um pouco de esforço da sua parte. O queixo se inclinando um pouco mais quando o toque frio do polegar atingiu a pele quente de seu maxilar, deslizando pela linha que o desenhava, Verona precisou engolir em seco. Parecia estar prestes a lidar com a consequência de suas provocações. Os olhos atentos, brilhantes e ainda mais escuros pela dilatação das pupilas entregavam seu entusiasmo. A sensação de ter as implicâncias sendo correspondidas era diferente, podia sentir a eletricidade passear pelo corpo, por seus nervos, e secar a sua boca, obrigando-a a passear a língua por entre os lábios. Quando a voz dele finalmente cortou o silêncio, as sobrancelhas de Verona se ergueram em curiosidade, mas ela não disse nada. Sentiu as palavras travarem na garganta em expectativa do que poderia acontecer. Mas, assim como ela, Balthazar era imprevisível. E quando começava a comandar o jogo, não lhe restava muita opção se não assistir e esperar sua vez. Os lábios antes entreabertos se delinearam em um sorriso ladino, agora umedecidos pelo toque da língua do outro, que foi coberto pela sua própria, passeando pela região tocada como quem tenta provar do gosto alheio que ficara ali. Somente quando ele se distanciou novamente que Verona percebeu a respiração presa até aquele instante, ela inclinou a cabeça, observando-o de cima a baixo sem pudor algum no olhar. "Amanhã. Na escadaria oeste." concluiu, a voz pesada, ainda mais rouca que comumente era, saindo daquele jeito preguiçoso típico da Wagtail. Verona inclinou-se novamente sobre a mesa, terminando de rabiscar sem muito cuidado as anotações, a letra não era das melhores, mas a organização estava aceitável, levando em consideração quem a tinha feito. Ela recolheu os pergaminhos, organizando-os nas mãos, antes de virar-se novamente em direção ao Zabine, espalmando-os em seu peito. "Prometo não destruir completamente sua reputação numa noite só." acrescentou, começando a andar até a porta. Parando já perto da saída, para olha-lo por cima do ombro, o sorriso matreiro delineando os lábios. "Tenta não sentir saudade até lá, Zabine."
" Agradeço o elogio." A voz dele fluiu baixa, lubrificada por uma vaidade preguiçosa enquanto o sorriso convencido se acomodava no canto da boca. Balthazar a observou sem pressa, tentando lê-la, como sempre, mas a Wagtail era um daqueles raros casos em que a cartilha aristocrática da alta sociedade puro-sangue se misturava com algo genuinamente imprevisível, e o sorriso matreiro nos lábios dela podia significar tanto um blefe barato quanto a promessa real de algo que o forçaria a improvisar. Balthazar reservou o veredito para depois. Ele apoiou o cotovelo na mesa do professor, o queixo descansando contra o nó dos dedos longos, e devolveu a ela um sorriso enviesado. " Por acaso está tentando me assustar? " A voz dele fluiu baixa e arrastada, polida pelo cinismo confortável que reservava aos seus. " Achei que tínhamos passado dessa fase. " Os dedos dele estenderam-se sobre a madeira gasta da mesa, alinhando-se à beira do pergaminho que ela rabiscava, e os olhos escuros sustentaram os dela sem pressa nenhuma de desviar. " O acordo continua de pé exatamente como foi proposto. Qualquer coisa que você queira, dentro do meu alcance e do meu bom gosto. E os meus limites, ao contrário do que você parece estar testando, não são tão estreitos quanto a sua imaginação está pintando agora. " O canto da boca dele se ergueu uma fração a mais. " Então pede. Inconveniente, absurdo, erótico, qualquer adjetivo que esteja te divertindo nesse instante. Vê se essa cabecinha consegue formular um pedido que valha o esforço que você está gastando pra me sondar antes. Porque se for, eu cumpro. " Ele inclinou um pouco o corpo para frente, o tom descendo apenas o suficiente para que a fala não escapasse para além do espaço entre os dois. " Mas se for blefe, Verona, ai só vai confirmar para mim que você fala muito e faz pouco. "
Ela continuou rabiscando a anotação sem muita força de vontade, sequer estava prestando atenção no que fazia, para ser honesta. Era só um modo de ponderar por um tempo a mais enquanto decidia o quão encrencada poderia estar. Verona tinha a mania de sair flertando por aí como se fosse uma brincadeira, especialmente porque aquilo sempre lhe dera a sensação de controle sob os outros. Alguns acabavam gaguejando, se perdendo entre as provocações, e ela acabava colecionando uma boa quantidade de bochechas rosadas por aí. Outros só demonstravam desconforto, travavam, pareciam ter engolido a língua bem diante dela. Balthazar, no entanto, era um caso que ela ainda não havia acessado. Claro, sabia que as provocações entre eles eram sempre niveladas. Ele parecia gostar do controle tanto quanto ela. Mas o desafio que nascia ali era maior que qualquer afronta pueril que os cercava durante seus dias. E ela quase travou. Porque, bem, chegar naquela parte era novidade. Mas logo se recompôs. Os olhos escuros subindo lentamente dos dedos posicionados na ponta do pergaminho até o rosto do Zabine. E ela precisou se controlar um pouco mais para não corresponder ao sorriso presunçoso que corrompia os lábios dele. O convencimento exposto em seu rosto já era o suficiente.
Verona se inclinou pra frente sem pressa, o cotovelo apoiado na mesa, aproximando a distância só o suficiente pra tornar aquilo inconvenientemente íntimo e sua voz não saísse mais que um murmurio arrastado e preguiçoso. "Você fala como alguém muito seguro de que eu não vou pedir nada realmente problemático," Os olhos dela deslizaram lentamente pelo rosto dele, deliberadamente demorados, antes de voltarem pros olhos escuros outra vez. "Isso me ofende um pouco." completou, fingindo desgosto. "Sua sorte é que hoje eu estou me sentindo generosa, e vou te dar três opções." o sorriso foi surgindo lento, ladino. "Na primeira você pode fugir comigo depois do toque de recolher. Sem reclamar. Sem tentar controlar a situação. E, principalmente, sem questionamentos." sugeriu primeiro, erguendo-se da bancada para ficar em frente a ele, olhando-o de cima, convencida demais de estar tomando o controle da situação. "Quero ver se consegue me acompanhar quando não pode controlar o roteiro." completou, os olhos se estreitando desafiadores. "Na segunda você pode simplesmente ficar comigo, aqui, em cima da bancada do Longbottom," ela sugeriu, testando limites, a língua passeando por entre os dentes antes de um sorriso enviesado cobrir os lábio. "E naturalmente vai fingir que nada aconteceu no dia seguinte. Mas ainda correndo o risco de se apaixonar perdidamente por mim." completou, mordendo o interior das bochechas para sustentar o riso que insistia em surgir. Mas as covinhas se desenhando por entre as bochechas sempre acabava lhe entregando. Traidoras. Era quase irritante o quanto ela se divertia com aquilo. A ponta na pena contornando os dedos sem muita pressa, só pela mania de sempre manter as mãos ocupadas. "Ou, você pode simplesmente voltar alguns passos e assumir perder o controle te assusta completamente." Ela inclinou a cabeça mais um pouco, observando a reação dele como quem já estava se divertindo antes mesmo da resposta. Verona voltou a se inclinar sobre a mesa, fingindo voltar a atenção para as anotações no pergaminho, como se o que tivesse acabado de propor não fosse nada demais. "Honestamente, a última opção é a mais decepcionante, especialmente pra alguém que parece tão determinado quanto você." murmurou sem sequer olha-lo, só pelo prazer de desafia-lo mais um pouco.
" aparentemente é o efeito que você tem sobre mim. " admitiu sem querer, mais uma vez as palavras escapando antes que ela conseguisse conte-las ou pensar a respeito o suficiente. aquilo tinha o potencial para se tornar um verdadeiro desastre, ainda mais porque parecia que Verona estava se divertindo com tudo aquilo, bem, pelo menos podia servir de entretenimento, já era alguma coisa. o elogio fez com que as bochechas da ruiva corassem de uma só vez, deixando seu rosto todo com um tom avermelhado, e um sorriso bobo surgindo em seus lábios. " bonito? não eu não sou bonita, você é bonita quer dizer, não, espera, sim.. o que? " seu cérebro tinha decidido virar gelatina bem naquele momento e nenhuma única frase saiu de maneira coerente, porque ela ainda tentava processar se ser chamada de belo desastre era algo positivo ou não. " eu sou sempre nervosa, não sabia não? um poço sem fim de ansiedade e nervosismo. nunca houve alguém em Hogwarts como eu. " aquilo não era nem um pouco verdade, ou mais ou menos, que Lily era ansiosa não se havia dúvidas, ela era uma bolinha de energia caótica com mil pensamentos de uma única vez, e com ansiedade suficiente para explodir a qualquer momento, mas ela sempre dava um jeito de dissipar isso, o problema era que perto de Verona, tudo se concentrava e ela não conseguia fazer uma única coisa direito.
O sorriso de Verona surgiu devagar — lento, satisfeito, daquele jeito que denunciava que ela tinha ouvido exatamente o que queria ouvir. "Hm," murmurou, inclinando levemente a cabeça. "Então sou eu?" a pergunta saiu mais baixa. Os olhos perigosamente fixos aos da ruiva, como se aquilo massageasse um lado do ego dela que já era naturalmente grande. O desastre seguinte — Lily praticamente entrando em combustão espontânea tentando negar o elogio — só piorou tudo. Ou melhorou. Dependendo do ponto de vista. Verona soltou uma risada baixa pelo nariz. "Easy there, Potter." a mão se esticou sem muita cerimônia até repousar sobre as madeixas ruivas que tentavam cobrir o rosto da outra, colocando os fios soltos para trás da orelha dela sem menção a algum tipo de permissão. "Seu cérebro acabou de desistir de você?" o olhar dela demorou um pouco demais no rosto vermelho da ruiva, enquanto os dedos ainda vagavam pela parte agora exposta de sua face, antes de retornarem ao lugar de origem. "Bom saber que você tem total consciência que nunca houve alguém como você nesse castelo." continuou com o elogio, mais velado dessa vez, testando novamente qual seria a reação da outra, a cabeça pendendo para o lado enquanto a analisava sem o menor pudor.
" eu não tinha a intenção... você sabe que eu nunca falo sobre as coisas que vejo. " tentou justificar mas havia um pequeno sorrisinho no canto de seus lábios. Lyra buscava ser o mais discreta possível, porque ela sabia de muito mais coisas do que deveria e gostaria, nunca fora sua vontade saber sobre os sentimentos das pessoas, entender seus pensamentos e desvenda-los, mas era inevitável. " o hoje me tranquilizou bastante. " assentiu balançando a cabeça negativamente, uma parte dela sabia que o loiro merecia, ele era o verdadeiro terror do castelo, importunando todas as pessoas que conseguia, como ninguém ainda tinha dado um jeito nele era um verdadeiro mistério, que provavelmente se dava ao fato da família dele ter contatos importantes e certa influência dentro do Ministério. " é bem barulhento. " concordou, na verdade, era quase como se Lyra nunca estivesse no silêncio. " é como se sempre houvesse um tipo de estática. " tentou explicar da melhor maneira que podia, mesmo que seus gatilhos fossem visuais, por conta das cores que via, ainda tinha aquele zumbido em seu ouvido quando se tornava muito intenso. " acredite não queria não, foi um verdadeiro desastre.. acho que perdi meu ritmo. " disse com certo humor, ela tinha se desligar um pouco de pintura e voltar para a música, os instrumentos mascaravam o barulho e ela precisava praticar mais. " um pouco de arte nunca é ruim, ajuda as pessoas a se expressarem e até colocar pra fora o que estão sentido. é uma ótima forma de terapia. " era assim que funcionava para ela, era mais uma questão de encontrar o que funcionava para cada um. " exatamente, talvez a gente acabe descobrindo alguém com um grande e surpreendente talento. e um pouco de confiança para experimentar algo novo também não faria nada mal, não acha? "
Verona passou um instante a observando. Imaginando o quanto era difícil ouvir o que se passava na mente das outras pessoas, e aquilo apertou seu coração de um jeito diferente. Não só porque imaginar como Lyra poderia se sentir era desconfortável, mas porque não achava justo que ela fosse tratada da forma que era simplesmente por ter nascido com aquilo. Devia ser, na verdade, algo a ser valorizado. Era difícil que Verona nutrisse admiração por alguém, especialmente por alguém da sua idade, mas algo dentro de si se assemelhava a isso com a Nott e era inegável pela forma que seus olhos brilhavam ao ouvi-la falar. "Um tipo de estática?" ela questionou com devido interesse, mas com certa cautela na voz, coisa que raramente surgia. Um sopro de riso surgiu assim que ela comentou sobre a última experiência com o piano, a cabeça balançando em negativo. "Você devia aparecer por esses dias no clube, sabe. Ben sempre está por lá, Balthazar também, junto com a falta de carisma dele. E claro, eu." ela sorriu, convencida no final, a baqueta se erguendo quando mencionou a si mesma como parte proveitosa do convite. "E eu sei que você canta bem também, pra caralho," Verona disse com empolgação, assentindo com a cabeça só pra confirmar ainda mais a alegação. "a gente pode fazer um som da hora e ver no que dá. O que diz?"
antonina tinha sido convocada a algumas tarefas das quais não estava nada feliz em participar. sentia que a sua perda casual de pontos a estava levando para uma detenção disfarçado em pedidos de ajuda consecutivos, onde não tinha a opção de negar — ou talvez tivesse, mas como se negava pedidos de professores? zeladores? enfermeiros? estava aí algo que não sabia fazer. não esperava que tivesse alguém na sala quando decidiu entrar, não ouviu barulho antes, só notou a garota no chão em seu primeiro passo para dentro e, sinceramente, quase desceu torre abaixo. era uma cena assustadora para alguém que tinha acordado de um cochilo após a aula ter acabado ha um tempo considerável, motivo pelo qual acabara na atual situação.
nina não pediu permissão, iria entrar de qualquer jeito, sua hesitação devia-se exclusivamente pela surpresa. “me disseram pra deixar isso em algum lugar aqui em cima. foram instruções bem vagas.” o que queria dizer que não escutou direito o que a professora disse, só assentiu rápido e saiu correndo com os livros. “então… vai ser aqui junto com você”, disse ao atravessar a sala para depositar a pilha de livros que, em suas mãos não tinham peso algum, mas quando entrou em contato com a mesa fez um estrondo pelo peso. “nossa… até que ela estava sendo boazinha, se eu tivesse que carregar isso com a minha força, eu não tinha subido nem dois degraus” comentou. “sem querer ofender”, murmurou para os livros, o que não era um pedido de desculpas, mas ela considerava o suficiente. não podia correr o risco de alguma página querer a perseguir até seu dormitório e tentar morder seu dedo do pé.
estava muito imersa em suas coisas até voltar a atenção para a outra, absorvendo o tom musical persistente, um show pessoal. “é bem estranho mesmo, agora que eu reparei” disse olhando-a ali no chão. “o que você tá fazendo?” existia uma expressão de julgamento em sua face, a qual aparecia com frequência quando não compreendia o que era feito. “você canta ou só… faz isso aí?” gesticulou para aquilo embaixo dela, esperava que não fosse nenhum tipo de invocação. as pessoas daquela escola estavam cada vez mais doidas.
Ela observou Antonina atravessar a sala carregando os livros enquanto tagarelava tantas coisas que ela acabou se perdendo no caminho delas. Na verdade, só estava mentalmente torcendo pra que ela acabasse caindo com os livros e lhe rendesse uma boa risada, mesmo assim, o estrondo da pilha batendo na mesa quase fez Verona rir. Definitivamente não esperando por aquilo. Os dedos finalmente pararam de tamborilar pela bateria reduzida e, em resposta, as runas também cessaram o brilho. Quando Nina finalmente voltou a atenção pra ela — com aquele claro julgamento estampado no rosto — Verona ergueu uma sobrancelha lentamente. Você canta ou só faz isso aí? a outra questionou, e Verona precisou morder o interior das bochechas pra segurar a risada. Porque aquilo era inconveniente em níveis que só transformavam a coisa toda em uma piada de mau gosto. "Que ofensivo," murmurou com falsa ofensa, apoiando a mão no peito como se estivesse acabado de ser profundamente insultada. "Você entra na minha sala secreta, interrompe meu ritual sagrado e ancestral, e ainda questiona meus talentos?" O sorriso começou a surgir devagar. "Eu canto, sim." respondeu, séria demais para alguém que estava prestes a começar a mentir descaradamente. "toco também," continuou levantando um dedo. "invoco alguns demônios de vez enquanto," outro dedo. "faço pactos de sangue," ela inclinou levemente a cabeça, "normalmente às quartas." acrescentou, pendendo a cabeça de um lado para o outro. "Acho que é isso."