( BEABADOOBEE ) pelos portões do acampamento JÚPITER podemos ver entrar uma nova esperança. NIAMH SOLIS, filha de BACO, com seus VINTE E QUATRO anos, será a nova luz ao nosso lado. NIAMH é uma LEGIONÁRIA DA COORTE V.
now musk dreams go ( . . . ) wined &&' dined ⸻ and it seems just like a dream.
past. baco era uma imagem de suma importância na casa dos avós. um quadro na sala, um pequeno (ou o que se propunha ser) altar perto do jardim de inverno. talvez porque em meio a uma fraca colheita de frutas para vinícola, toda a superstição à favor do deus do vinho fez a fazenda se reerguer. e em meio a tantas imagens e de tanto escutar essa história, elsie mesmo adolescente se apaixonava à sua imagem. como adolescentes faziam, adolescentes em 1990 com seus 16 anos, sem muito o que fazer. mas era uma paixonite apenas, nada mais do que isso. quatro anos depois ela se casou, propriamente, com um homem que complementava os interesses da família e a fazia feliz como podia. mas era um casamento frágil, delicado, sujeito a uma pequena tração até que sucumbisse à pressão completa. e foi isso que aconteceu, inegavelmente. em uma noite qualquer antes da virada do século, uma paixão inigualável assolou o peito de elsie por um homem específico. e foi depois de se deitarem que ela entendeu de onde vinha essa atração explosiva, uma que estava ali por muitos anos ao que pensava ser somente uma imagem na parede de sua casa. e meses depois o fruto de um homem que nunca mais viu se resumia à niamh, que não era nem um pouco parecida com o marido de elsie, mas ainda assim lhe era jurado ser dele. nem mesmo niamh acreditava nisso e, por muito tempo, seus sonhos eram decorados por uma presença masculina que lhe dava um tremendo conforto, mas não o conhecia. enquanto crescia, a mãe se entregava mais ao fato de que nunca viveria aquela noite novamente e se punha mais ao lado do marido como nunca, que sentia total liberdade em tratar niamh como uma qualquer. isso ficou claro com os meio irmãos que se seguiam, os irmãos que conseguiam tudo que queriam enquanto ela precisava implorar para trocar a mochila com a qual ia pra escola. o limite estourou quando o padrasto a levou para a casa dos avós e nunca mais voltou para ver ela, nem mesmo a mãe. e era isso. uma suposta família que a abandonava, mas ainda tinham as visitas em meio aos seus sonhos, uma presença que descrevia para os avós bem humorados como familiar, terna, única. profundamente, os avós acreditavam que era baco e ela custou a crer também, até decidirem levá-la ao acampamento júpiter como instruído pelo pai em meio aos sonhos.
present. se adaptar de uma vida confortável aos padrões do acampamento foi uma tarefa especialmente difícil para niamh, mas conhecer o pai pessoalmente a ajudou a aceitar. e se entregar, por completo, ao que pretendia, claro. não que fosse cheia de experiências do mundo lá fora para integrar a comunidade, não passava de uma criança ainda, mas se propunha a ajudar. isso tornou a convivência e adaptação mais palpável. e está estampado em toda sua rotina o quanto é fiel ao que acredita, e ela acredita no próprio pai. grudada a sua presença e idolatrando sua imagem, mas ainda assim sendo encorajada a seguir seus próprios passos longe de sua sombra. tenta se dedicar aos treinamentos, mas não é realmente uma área que se destaca, é mediana, forte como se propõe a ser, mas um tanto desleixada e difícil de se colocar nos eixos rígidos que lhe são exigidos. é claro que sempre tem tempo para se esconder em meio às árvores e puxar um cantil – seu quarto é repleto de jarras em que os vinhos fermentam – parta relaxar. depois de ter o pouco que conquistou apagado de sua memória, é esperado que ela tenha umas certas introversões e lapsos de desesperança quanto a isso, mas nunca que é capaz de demonstrar propriamente, sempre suplicando ao deus das videiras por mais força emocional um pouco a cada dia para lidar com isso. niamh sabe que, mais do que ninguém, precisa se esforçar o dobro agora que todos precisam de imagens fortes e, talvez, decepcionar a única família que tem ali possa ser o floco de neve que falta para despencar de uma avalanche.
personality. é uma pessoa, sobretudo, carismática. leve de se conversar, mas pode soar um pouco invasiva ou inconveniente por não filtrar muito bem a forma que fala. é sincera de um jeito quase vago, não sobre as pessoas ou coisas ao seu redor, mas sobre si mesma. às vezes pode se trejeitar como uma esfinge, soando como um enigma ambulante. não é a maior fã de treinamentos corporais, prefere exercícios mais psicológicos, por isso tende a colecionar alguns quebra-cabeças ou cubos mágicos por aí. é, agora sim, a maior fã de palavras cruzadas e qualquer jogo envolvendo palavras de uma forma geral (e se fosse no mundo afora postaria wordle todos os dias num streak quase perfeito). mesmo assim, se arrisca um pouco mais todos os dias no aperfeiçoamento físico como pode, sendo uma pessoa especialmente hábil com a sua arma escolhida e tendo uma enorme preferência por ela. mas ainda aceitaria um machado um dia, por parecer legal. é o tipo de pessoa que pode comentar a última coisa que você espera, mas a conhecendo, talvez você espere mesmo que ela diga. gosta de apelidar as pessoas porque é um tanto ruim com nomes, tenta sempre manter uma conversa fluida, mas por não ser exatamente sincera quanto aos seus sentimentos, seus momentos de introspecção podem chegar e ela deve sumir por algumas horas ou dias da visão de seus amigos campistas. aproveita desses tempos para treinar sem ninguém ver e descontar quaisquer que sejam os seus pensamentos ruins ou faltas de esperança.
















