Sentada sob sua mesa, Daisy analisava o perfil que segurava em suas mãos, incessantemente avaliando cada detalhe que constava ali. Seu preparo era imprescindível, evitando assim cometer qualquer erro ou permitir que algo escapasse do seu controle. Por algum motivo, sentia-se serena dentro daquela sala, certa de que estava fazendo o seu melhor. Subitamente, escutou a porta do local se abrir, e seu olhar voltou-se para a figura que adentrava, um sorriso brilhante imediatamente surgindo em seus lábios. “Olá, muse! Fico muito feliz que tenha vindo me encontrar.” Seu tom de voz era doce e amigável, mas ao mesmo tempo firme. Tinha apenas uma oportunidade de causar uma boa primeira impressão, por isso era necessário demonstrar segurança. “Por favor, sente-se e fique à vontade.” Continuou, apontado para a cadeira diante de si, em seguida caminhando na direção de sua própria e acomodando-se. Voltou a olhar a figura, já analisando superficialmente suas feições. “Me chamo Daisy, e trabalho aqui como sua psicóloga. Isso significa que estou aqui para escutar qualquer coisa que queira compartilhar comigo.” Transparecia uma empatia natural, dizendo palavras reconfortantes na tentativa de despertar a confiança de seu paciente. De fato, seu objetivo não era apenas analisar os agentes, se certificando de que estavam aptos a participarem daquela missão, mas também ajudá-los. Preocupava-se com a saúde mental de cada um ali, e faria de tudo para que todos se sentissem compreendido e acalantados. “No momento, quero saber como você se sente. Como foi seu despertar em Afterlife?” Questionou, aparentando um pouco mais séria, contudo igualmente sutil. Durante aquele contato inicial, todo e qualquer tipo de reação de muse era esperada. Tinha consciência de que sua mente encontrava-se nebulosa, atormentada por diversos questionamentos após os acontecimentos e revelações recentes. Por isso, era necessário manter-se atenta a qualquer sinal de revolta que pudesse apresentar qualquer tipo de perigo a qualquer um dos presentes.