seraphina-morgan:
Se moveram com uma sintonia impressionante, e mais de uma vez a capitã se questionou se o chefe de operações havia passado tempo servindo como militar, embora não tivesse verbalizado sua pergunta. O prédio foi revistado com rapidez e eficiência, ambos trabalhando em uma silenciosa sintonia; ao finalmente chegar no local combinado, o andar em que eles teriam a melhor visão para as janelas do galpão da frente, por onde as agentes entrariam infiltradas, Seraphina não evitou um sorrisinho divertido “—Não preciso de tudo isso” comentou com um espírito melhor por parecer estar de volta em seu ambiente, onde ela foi o destaque. Não perdeu um segundo depois do comentário, mas podia ver pela visão periférica que Mad estava montando a vigilância por onde ele controlaria a segurança dos arredores; sua atenção, no entanto, estava completamente no seu rifle, que montava com rapidez e destreza, os movimentos que foram treinados repetidamente até que ela fizesse instintivamente. Terminou sua montagem em menos de um minuto, mas checou tudo novamente para nada dar errado. Se posicionou para verificar a mira e apontou ela para as agentes infiltradas e Toporov, mantendo a mesma nele por alguns instantes enquanto relembrava que já tinha deixado ele escapar uma vez. Suspirou ao lembrar das ordens de Mad, frustrada por ele ser parte da equipe naquela missão, e relutantemente tirou a mira dele, passando seu foco para os arredores e os capangas com quem eles falavam. “—Tenho todos na mira, não parece ter nenhum problema até agora”
Usou o peso do corpo para garantir a segurança, dobrando-se e puxando com força a ponta da corda zunir de tão apertada. Jogou o comprido pela janela, afastando a parte envidraçada para abrir espaço. Uma fuga desse nível só tinha uma chance de dar certo e ele não era o tipo de homem que corria riscos desnecessários. Madzimoyo, então, encaixou o computador abaixo da janela, onde a luz de fora poderia disfarçar a fraca luminosidade provinda da tela. A tecnologia era avançada, produzindo o mínimo de sinais de uso possíveis, mas ainda era um chamativo. Uma pequena variável que estava levando em consideração. Tirou do bolsa lateral da mochila um par de luvas sem dedos, as vestindo rapidamente. “Walker e Novak vão esperar o sinal para entrar. Hawthorne e Scott devem entrar a qualquer momento com Viktor.” Chamar o criminoso pelo nome que conhecia era uma perda de tempo, assim como todos os outros nomes que tão pomposamente falou à entrada da Igreja. Melhor estabelecer um único e dar zero atenção a isso. “Um dos agentes colheu a amostra de sangue daquele rastro das imagens. Coleman poderá começar a análise em poucos minutos.” Tic tac tic tac bem baixinho, quase alto demais no ambiente silencioso. “Consegue ver algum ponto de acesso? Uma entrada forjada, talvez.”














