Um capítulo reflexivo mas sem muito sentido
12/11/2016
Eu fico aqui me perguntando qual é realmente nosso poder diante dessa imensidão que é a vida. O que de fato está em nossas mãos? Talvez uma versão distante de mim dissesse que nossas vidas especificamente estão em nossas mãos, pois nós que escrevemos nossas próprias histórias. Mas eu não consigo mais acreditar nesse eu distante que pensa assim, pelo menos não com todas essas palavras e com todas essas certezas.
Tenho visto, analisado, prestado atenção e chegando a conclusões cada vez mais incertas. Antes eu achava que quanto mais crescemos, maior fica a nossa coleção de seguranças e certezas. Mas na verdade é o contrário. Seria esse um regresso? Ou na verdade é a ordem natural das coisas?
Como poderia eu dizer que estou aprendendo a aceitar a vida como ela é? Como poderia eu dizer que tenho aprendido a ser menos mimada e a exigir menos as coisas do meu jeito? Que poder tenho eu, afinal, pra fazer as coisas do meu jeito? E que outra escolha eu tenho senão a de aceitar a realidade que me cerca? É como se a vida não me escutasse, não importa o quanto eu grite. Porque não importa o que eu quero, as coisas não são e não serão como eu quero.
Então, certo, podemos aprender isso pela dor ou pelo amor, como qualquer coisa na vida. Podemos levar na cara todos os dias, sofrendo pelo motivo de as coisas não seguirem a nossa vontade – o nosso desejo. Ou podemos aprender pelo amor, que significa... Bem, eu não sei o que significa porque até então eu só estou levando na cara mesmo.
Mas, encaremos, que diferença faz aceitarmos a realidade que nos cerca ou batermos o pé contra ela? Ela não vai mudar. Claro que podemos fazer algo para mudar nossa realidade, mas não é disso que estou falando. Não estou falando sobre se incomodar, sobre promover mudança ou sobre não se conformar com a vida, estou falando de outra coisa.
Uma coisa me questiono: temos tanto poder sobre a nossa existência quanto acreditamos que temos? Livre arbítrio, determinismo... Não entremos na zona filosófica teórica da coisa, só estamos estabelecendo um diálogo. Quais são os limites do seu poder sobre seus próprios passos?
É aquela velha história. Quanto mais o tempo passa, menos certezas eu tenho na minha coleção.
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