Feito jujuba
É até engraçado pensar nisso tudo no momento em que estamos no ônibus,parece que os ônibus têm um mistério que nos faz indagar umas certezas e aflorar dúvidas,mas hoje,no caminho de casa,vi uma criança comendo jujubas,mas separando as que não gostava e descartando-as.Então,me dei conta que nosso cérebro funciona como essa criança,aceitando algumas e as digerindo,rejeitando outras com razões de cor,sabor ou formato.A ideia de que as jujubas são como nosso cérebro me fez refletir sobre tudo,será mesmo que somos tão irracionais ao ponto de rejeitar algumas por diferença? Sim,somos! A mistura de frieza e sensibilidade humana impregnada no nosso cotidiano é o retrato do agridoce do homem quando escolhemos quem fica.Na janela do ônibus tive a noção de que o mundo globalizado,cheio de interação social e de amizades feitas em botões de “confirmar amizade” pregou na gente a noção do descartável.











