Centro
Em meio a todo aquele mar de concreto, Acinzentado e incerto, Em meio às luzes rápidas dos táxis E dos carros, eu desperto. E quando atento-me ao olhar, Baixo, pupilas já dilatadas, Um vermelho a cintilar Lembro-me que há poucas horas havia começado a me embriagar. Fumaça, um cheiro gracioso e meio enjoado De um kretek, cigarro de cravo. Com o qual cravo E firmo meus pés ao chão A minha realidade já não cabe na palma da sua mão. E se me procurarem, Em meio a toda essa névoa de carbono e carbono É possível que me encontrem, Com um fone de ouvido e uma cara de sono. E no fundo uma leve batida de um clarinete, um saxofone e um piano.















