Declaração dos danos.
É adorável dizer que na escrita sou outra pessoa. Uma peça que falta em meu quebra-cabeça particular, apenas uma farsa, forjando sentimentos impossíveis de viverem. Almejo todas as horas para que minhas palavras se tornem realidade. Criar um pseudônimo? Inventar dores e devaneios... isso chega a ser cômico. Única coisa criada é a facilidade de omitir sobre ser tão profunda, pois isso atormenta a todos, enquanto, quem afunda, está em busca de uma redenção. Gostaria de me deitar em seus braços e pedir perdão por te perder, dizer que minha mente busca descartar as peças, todas aquelas que foram feitas para me curar, deixando encaixar exclusivamente os danos, que, no instante, não poderão ser decretados como a parte mais inovadora e fulminante da minha imaginação. Apenas diga que compreende minha escrita, assim, declaro a você quem sou.











