
Origami Around
Three Goblin Art

❣ Chile in a Photography ❣
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Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ

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Por isso gosto dela. Ela não é o que parece.
Agents Of Shield. (via promisse)
Todo mundo é um gênio. Mas, se você julgar um peixe por sua habilidade de escalar uma árvore, ele vai passar sua vida inteira acreditando que é estúpido.
Albert Einstein. (via promisse)
De toda a minha literatura, você é a minha melhor página.
Martha Medeiros. (via promisse)
Acordei com a certeza de que o dia seria novo e totalmente diferente já que essas novas experiências tornaram-se frequentes em minha vida, como jamais imaginei que fosse possível. Conseguia sentir os primeiro raios de sol que inundavam o meu quarto, o calor que transmitem ao meu corpo e a felicidade que faz palpitar em meu íntimo, aquele sentimento de que a novidade de ter alguém ali, só por estar, por querer, sem rótulos, sem esperas, nada além de ser e estar, é infinitamente mais íntimo e mais confortável que qualquer exposição que nos colocam para admirar em telas sem verdade alguma, sobre vidas sem cor. Um dia tão bonito só pode reservar grandes alegrias. Tomei um banho enquanto o esperava, aquele que leva os maus sonhos com o shampoo e as energias ruins com as gotas que escorrem. Tinha inúmeras coisas para colocar na mala e finalmente aproveitar aquela companhia, que tem seus momentos únicos e ficarão ali, somente para que duas pessoas possam leva-los consigo e sentir o que fluir. Jamais havia reparado em como as paredes ficavam coloridas e iluminadas pela luz da manhã, como tudo parecia tranqüilo nesse lugar. Porque será que nunca reparei? Finalmente olhar em seus olhos é completamente excitante e ter aquele beijo demorado, molhado, cheio de luxuria e desejo guardado por dias, não saia da minha cabeça. A saudade já estava aumentando dentro de mim e a vontade de me perder em seus braços já me tomava por completo, mas ainda não tenho certeza de que existe algo ali que me permita simplesmente me jogar dessa forma. Pegaríamos o carro e dirigiríamos até um velho sítio, onde o fim de semana nos esperava, talvez, o melhor fim de semana que poderíamos esperar. Como não conheço o lugar, imaginei todas as formas e cores, mas de tanto ouvi-lo dizer o quanto é deslumbrante aos olhos, sinto-me como moradora de tal paraíso. No caminho do sítio, ele cantarolava algumas músicas do rádio, elevando o tom a cada sensação boa que a melodia transmitia. Por mais que ele diga que não sente nada com a música, é extremamente engraçado quando se sente confortável para cantar mais alto, seja no carro ou enquanto caminha, talvez nem perceba que faz isso. Já que a melodia me toca, me vem aquele friozinho bem fundo quando ele sorri e olha para mim, ou simplesmente por colocar a mão na minha coxa enquanto dirige, ah se ele soubesse as sensações que inspira. A mata começou a aparecer pelas janelas do carro, o cheiro fresco do resto de orvalho começa a soprar em nossos rostos. A sensação de sair dessa correria diária e da rotina semanal parece trazer paz para nós dois, contudo, ainda me sinto receosa com o local, a única imagem que tenho são as que eu formulei em minha cabeça, enquanto ele me contava como era cada centímetro do lugar. Começamos a passar por uma estrada com mata mais densa, o ouvindo dizer que cada vez estávamos perto, fazendo com que meu coração se sentisse mais e mais curioso. Viramos finalmente em uma pequena estrada rústica, com cercas de madeira em volta e vários arbustos limitando o caminho, no seu fim uma casinha branca e muito clara surgia, onde uma entrada de pedras escuras destacava ainda mais sua beleza simples. Não via hora de entrar e conhecer o interior daquele pequeno monumento que ao mesmo tempo em que parecia humilde, transmitia um ar de segurança e tranqüilidade. Ele estava certo, era um lugar sem comparação. Havia árvores em volta, muitos pássaros, flores na sacada e o que mais me encanta, borboletas, em toda parte. Dava para escutar ao longe o som de uma cachoeira, que ouvi muito sobre seu encanto. O interior da casa era igualmente simplório, com mobílias de madeira, uma lareira na sala e uma grande mesa no centro da cozinha, havia somente um quarto deslumbrante, bastante espaçoso e com uma enorme cama, que trazia sobre si uma linda colcha azul, bordada com estrelas douradas de pontas brancas. A janela que jazia em cima da cabeceira era larga e deixava os raios de sol iluminarem todos os desenhos. Desfiz as malas e resolvi convencê-lo a me levar para conhecer a tão famosa cachoeira que me intrigava só de ouvir. Mas antes, o almoço. A mesa parecia ter sido feita para umas dez pessoas, e nós parecíamos estar errados comendo ali, tão pequenos naquela imensidão. Rimos muito durante o almoço, aproveitamos para brincar e nos aventurar mais uma vez em apostas ou jogos que só nós entendíamos o sentido e nos faziam parecer duas crianças se divertindo ao descobrir a felicidade de uma nova amizade cheia de conexões e humor. Ao terminar as tarefas domésticas saímos para dar uma volta por entre a vegetação e acabar com minha curiosidade. Passamos por um pomar coberto de maçãs, mangueiras, com uma fina grama sob nossos pés. O som da água estava cada vez mais próximo, já se sentia a brisa e a temperatura mais amena. Passamos por um encontro de duas arvores robustas que guardavam a entrada de um oásis totalmente inimaginável. A cachoeira caia de uma alta chapada com uma força descomunal, batendo sobre as pedras e escorrendo para o lago, onde se acalmavam e se moldavam em um azul que eu jamais pensaria que pudesse existir. Quando todo o deslumbre passou, ou pelo menos até sentir que aquilo era real, segui para margem do lago, tirei toda minha roupa e me joguei na água, não sei se ele entendeu a ideia de que ficar nu ali era incrível, mas estava rindo como sempre. Será que algum dia ele poderá imaginar como o som de suas risadas me contagia? Depois de muito comentar o meu ato, claro que com todas suas explicações e observações que só ele sabe como acrescentar, finalmente retirou suas roupas e veio me acompanhar nessa mais nova aventura, que para mim mais parecia um sonho. Passamos algum tempo apenas nadando e contemplando a beleza de tudo que pairava a nossa volta. Com um giro simples ele conseguiu pegar minha mão e puxar, me trazendo para perto de seu corpo, quente, puxando minha cabeça e conseqüentemente minha boca para o encontro da sua. Ele me beijava forte, como a primeira vez que o senti tão perto enquanto estávamos colados naquele carro, fazia com que suas mãos passeassem pelo meu corpo, transmitindo sua excitação e a urgência em me possuir. Como sempre me entreguei aos desejos, me deixando levar pela sensação de prazer que ele me fazia sentir. Era isso que eu queria, era isso que eu esperava e acendeu cada pedaço de mim que podia tocar. Sua boca passava do meu pescoço para meus seios, mordia meus mamilos com sensibilidade que transmitia tudo para o interior das minhas coxas, retornando a boca, sempre com aquela respiração ofegante e a inquietação de ir além. Quando percebi que sua vontade não era mais suportável e que meu corpo também não se continha, me entreguei totalmente a sua ereção que já me pressionava a querer que estivesse cada vez mais e mais fundo e além do nada que nos cercava, sobraram nossas respirações e gemidos. A cada vez que ele apertava seu corpo contra o meu, sentia o êxtase mais próximo. O seu pênis parecia se expandir a cada momento que passava dentro de mim, podia sentir que seu desejo aumentava a cada ciclo de entrada e saída. Entre apertos fortes, sussurros e um sexo incontrolável, encontramos o ponto final de nosso prazer, ele dentro de mim como um vulcão, deixando esvair o seu máximo, pude senti todo seu gozo me preenchendo, o meu ser se elevou, fazendo com que assim eu também chegasse ao completo descontrole de sensações que meu corpo implorava. Passamos horas ali, conversando sobre assuntos tão simples, mas que se tornavam excelentes pela novidade e curiosidade que tínhamos em conhecer um pouco mais do que o outro tinha a nos oferecer sobre seu conhecimento e experiências, às vezes estávamos somente abraçados, sem nada dizer, apenas aproveitando a paisagem e os sentimentos bons que ela nos transmitia. A tarde caiu e resolvemos voltar à casinha branca. Andamos calmamente até a residência, sentamos um pouco no balanço que ficava na varanda, vimos o pôr-do-sol, o crepúsculo se pintando como se o céu fosse uma grande tela precisando de mais cor, até as estrelas cobrirem o céu negro com pequenos pontos de luz, prateando o ambiente a nossa volta. Já tarde da noite, após comermos algumas frutas que colhemos na volta, tomamos um demorado banho e deitamos na imensa cama que não contava mais com seu brilho dourado para se iluminar, mas sim com a lua que se deixava escorrer por entre a janela e inebriava o lugar com um tom cristalino. Nunca havia repousado em algo tão macio e aconchegante. Ele estava ao meu lado e como um encaixe perfeito, passou seus braços sobre mim e me abraçou por trás, seus dedos brincando com os meus enquanto falávamos sobre inúmeras opiniões que ganhamos no decorrer da vida, como sempre com seu calor acariciando cada pedacinho do meu ser. A noite estava muito clara e o quarto totalmente iluminado. Foi quando me vi sendo apertada e virada para ficar de encontro com seus olhos. Consegui ver a chama que crepitava neles, as palpitações que aumentavam, e senti meu corpo se arrepiando. Ele colocou a mão sob os lençóis, enquanto encontrava entre minhas pernas tudo molhado de esperança de ser possuída mais uma vez. Novamente sua boca encontrou a minha, nervosa me invadia enquanto tentava controlar minha respiração e segurar a vontade subir e colocá-lo eu mesma dentro de mim. De repente o vi descendo, beijando meus seios, minha barriga, e finalmente chegando à minha vagina, me enlouquecendo enquanto chupava e mordia cada pedacinho dela. Estava cada vez mais difícil segurar o tesão que ardia e suplicava para ser satisfeito, sabia que não era ali que queria me derramar, então retirei sua boca de mim e lhe entregando a minha, o retribuindo, sugando, lambendo, arrancando dele alguns gemidos e mais desespero. A visão que tinha era incrivelmente satisfatória, sentia tudo em mim suplicando por uma penetração rígida e macia entre minhas pernas, e a cada olhada em sua direção sentia uma pulsação, provando que era ali que eu deveria estar, onde ele me queria. Ele era delicioso, minha língua pedia por mais espaços para desvendar e decorar enquanto arrancava mais suspiros, até chegar a conseguir seu gosto na minha boca e receber cada gota de tudo que ele estava sentindo. Meus sentidos ficam entorpecidos só de imaginar que aquilo ali foi por mim. Não poderia acabar assim, era bem mais além, e num súbito relance me segurou pela cintura, me colocou sobre ele, fazendo com que tudo penetrasse com força, retirando de mim aquele grito de libertação. Levantava meu corpo sobre o dele, em um movimento de vai-e-vem constante, cada contorno que fazia com meu quadril em volta da sua ereção, ouvia suas palavras de desejo, passando correntes elétricas pelo meu corpo, enquanto sentia sua pele pressionando meu clitóris e me enlouquecendo com suas vontades, suplicando. Quando dei por mim ele já havia me jogado na cama e se posto sobre mim, numa tentativa ensandecida de sentir cada vez mais prazer. Nossos corpos pareciam estar numa coreografia cheia de urgência e batidas compassadas, não importando como nos posicionássemos, era uma visão gostosa e devastadora de tudo que eu poderia querer, trazendo assim mais sensações muito bem-vindas. Finalmente perdemos o controle, desejando tudo mais intenso e nós sabíamos como conseguir. Mais que prontamente ele me colocou de costas, tendo tudo mais fundo e recomeçando o movimento que incitava a loucura daquele ato, suas mãos inquietas no meu pescoço, seus puxões no meu cabelo e a pressão que ele conseguia colocar no meu corpo, me fazia sentir que o seu ápice estava próximo, e nada seguraria o meu por muito mais tempo. Comecei a me empurrar contra ele, queria mais, mais rápido, mais forte e mais dele dentro de mim, até que não era mais suportável e tudo se iluminou, meu quadril encaixou perfeitamente no corpo dele e a última deslizada foi suficiente para sentir a explosão que ele continha, trazendo consigo o meu orgasmo junto. Minha sensação de pedacinho de céu. Estávamos exaustos, mas era atrás de cada sensação a mais que nos permitimos, desde o começo, nos basta. Rimos e deitei-me sobre seu peito ainda quente e suado, após alguns minutos escutando sua respiração se acalmando, ele já havia pegado no sono e resolvi me entregar também. Era novo, era bom, era algo que sabíamos que ficaria ali, do jeito que escolhermos ser, nada mais além de um paraíso particular.