Satori
Representa um momento de iluminação ou despertar — quando alguém compreende a verdadeira natureza da realidade. De maneira geral, é um insight profundo sobre si mesmo.
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Satori
Representa um momento de iluminação ou despertar — quando alguém compreende a verdadeira natureza da realidade. De maneira geral, é um insight profundo sobre si mesmo.
É tanta dificuldade e luta para sobreviver que a vida fica cansativa. Os momentos bons, tudo aquilo que a vida pode proporcionar, ficam agendados só para o final de semana, e isso é muito triste. Sinto tristeza ao perceber que passarei quase toda a minha vida trabalhando, trabalhando para esse mundo capitalista que aliena com jogos, redes sociais, futebol e tantas distrações que nos deixam cada vez mais dependentes. Queria uma vida simples, em que viver não fosse apenas para os finais de semana. Uma visita à praia numa quarta-feira me faria feliz. Mas pensar que ainda vou trabalhar tanto me sufoca; odeio estar nesse ciclo de sobrevivência. Odeio viver num mundo em que é preciso ser produtivo, cheio de pressa, medo e arrogância. Às vezes, sinto que não pertenço a este lugar. Ouvir desde pequeno que você é “esquisito” faz acreditar nisso. Mas ser esquisito não é ruim: é simplesmente ser visto de forma que poucos conseguem compreender a sua complexidade.
Para alguns, a vida foi mais fácil; para outros, cruel. Será esse o processo da reencarnação? Será que aceitamos, antes de chegar à Terra, todas as condições para evoluir? É complexo demais. São milhares de vidas, crenças, culturas, criações, traumas e dificuldades que a existência impõe, algo que vai além da compreensão humana. Mas, quando você para para refletir sobre isso, é chamado de esquisito. A verdade é que esquisito é quem tem consciência, quem se dá conta da complexidade da vida. E essa consciência dói. O que me deixa irritada é o quanto algumas pessoas podem ser rasas. Brigar por futebol, seguir cegamente blogueiros, se sentir mal por não estar numa moda ou trend, em vez de conversar sobre coisas profundas, preferem permanecer na superfície. Sempre fiz muitas perguntas. Sempre quis saber de tudo, porque sou curiosa, e essa curiosidade é minha forma de tentar compreender o mundo.
Sinto e sei que vejo o mundo de maneira diferente. Por isso, tenho medo de que a vida me pregue peças tão dolorosas que eu não consiga suportar e acabe mudando de um jeito que me faça perder minha essência. Mudar é bom, mas até que ponto uma mudança nos transforma a ponto de nos perdermos? O que a vida pode nos ensinar com a dor? Será que nos tornará ruins ou bons? O medo de perder a essência é real, mas talvez a consciência sobre isso seja justamente a nossa força.
A vida de sobrevivência é uma merda. Trabalhar apenas para ter um teto e comida, e cada vez mais se enredar no capitalismo, enquanto pessoas ruins muitas vezes se dão bem e as boas são castigadas, é duro. Mas espiritualidade, quando compreendida, liberta. Religião doutrina; espiritualidade nos fortalece. A diferença está aí: religião muitas vezes cria checklists para você sentir que está “fazendo certo”, enquanto espiritualidade exige presença, consciência e autenticidade.
Aprendi a me calar, e lembro que minha garganta chegava a doer de tanto silêncio. Isso deixou traumas que precisam ser cuidados, e que me acompanharam ao longo da vida. Meus pais fizeram o que puderam, mas sinto que poderiam ter me acolhido mais. E mesmo não estando sozinha, minha mente anda tão sobrecarregada e ansiosa com o futuro que tenho dificuldade em manter amizades ou simplesmente conversar. A internet me cansa; redes sociais me adoecem. Parece que estou vivendo errado, mas, na verdade, estou apenas tentando me proteger num mundo que não acolhe quem sente demais.
Se você não é visto, não é lembrado. Eu não queria ser vista; eu só queria uma vida simples: uma casa própria, algumas galinhas, plantação de coisinhas, gatinhos, talvez um cachorro, uma motinha, uma caminhonete, roupas confortáveis. Não queria luxo nem status, só queria viver bem. E aí me dizem: “Você deveria fazer terapia.” Parece que, se você faz academia, terapia, mostra que está vivendo, ganha alguns pontos no mundo ideal. Mas muitos fazem só para aprovação, para cumprir mais um checklist. Eu ainda estou esperando alguém ou algo me convencer do contrário. Conheci pessoas que fizeram terapia por anos e, ainda assim, não se transformaram de fato.
A espiritualidade, no entanto, é muito certeira comigo. Às vezes me mostra detalhes profundos, mas, quando se afastam, me vejo perdida e desconfiada. Religião, hoje, me parece limitada, doutrinadora, e não combina comigo. Se o mundo capitalista não me deixa ser livre, pelo menos na minha cabeça, no meu querer, eu serei.
Os orixás não farão nada por você. Eles proverão as energias necessárias para você mesmo executar seu destino. O axé é deles, mas a jornada é sua.
Uma das vantagens de ser um signo de ar é justamente a liberdade de não se prender a nada. Ao longo dos anos, fui percebendo o que realmente me fazia mal: aqueles “amigos” que, com atitudes que nunca caberiam a um verdadeiro amigo, demonstravam seu desinteresse pelo meu bem-estar. Minha resposta sempre foi clara e rápida – me afastar, como se aplicasse um “soft block” na vida real. E, como minha memória é bem fraca, com o tempo essas pessoas deixavam de fazer falta.
O mesmo vale para os amores. Se alguém me machucava, eu não hesitava em cortar os laços, evitando que qualquer lembrança negativa se entranhasse em mim. Nunca permiti que o “remember” dominasse meus pensamentos, pois ao me distanciar, eu conseguia enxergar que aquilo não era tudo o que eu merecia – eu merecia algo melhor, algo mais saudável.
Ao aprender a me priorizar, descobri que a solidão, muitas vezes, revela o que é verdadeiramente importante. Ela não é sinônimo de vazio, mas sim um espaço para o autoconhecimento, onde aprendo a identificar e valorizar quem realmente merece permanecer na minha vida. Essa jornada de autoconhecimento me ensinou que cultivar relações baseadas no respeito e na autenticidade é fundamental para a felicidade e para a construção de uma vida plena.
"A regra da 'Física da Procura' é mais ou menos assim: Se você for corajoso o bastante pra deixar tudo pra trás que é familiar e cômodo, que pode ser qualquer coisa, desde a sua casa até a amargura de antigos ressentimentos; e planejar uma viagem de busca verdadeira, tanto externa quanto interna; e se estiver realmente disposto a considerar tudo o que acontecer com você nessa viagem como uma pista; e se você aceitar todos que encontrar ao longo desse caminho como professores; e se estiver preparado, acima de tudo, a enfrentar e perdoar algumas realidades bem difíceis sobre si mesmo, a verdade não será negada a você."
Comer, rezar e amar
Eu me pergunto: será que sou tão fora da curva ou as pessoas pararam de pensar?
No geral, será que o que eu escrevo agora vai fazer sentido para alguém no futuro? Como algo tão íntimo pode chegar às mãos de alguém sem que essa pessoa leia e diga: isso tudo faz sentido, ao invés de achar que é loucura?
Estou totalmente sóbria agora (o que é uma pena, fico bem criativa).
Alguém vai ler com carinho? Será que é o tempo? As porradas da vida? Com o tempo, você vai se importando menos com o que pensam. Usa aquela camisa confortável de algodão, furada e com marcas de uso. Sai sem maquiagem, com o fone no ouvido, perdida no seu mundo.
Será que só eu me sinto esquisita para o resto e brilhante no cosmos?
Se, em outra vida, fui um lixo, nesta, com toda certeza, estou aprendendo a valorizar até o menor dos atos, coisas e pessoas. Confesso que pessoas nem tanto. No geral, descobri que gosto da minha companhia. Isso é bom. Aprendi a gostar e a entender minha cabeça—não tanto ainda, mas hoje em dia aceito e tento melhorar.
Perceber intenções. Pessoas. Seus limites. O que você gosta. Onde deve estar e onde não.
Se respeitar é se amar. E quando você faz mais para agradar o próximo e esquece de si mesma, é melhor olhar duas vezes e repensar: estou me inviabilizando de novo?
Pare para pensar quanto tempo demorou para conseguir algum progresso, e agora está se achatando ou se negando. É o tempo, são os aprendizados, os dias em lugares onde você não quer estar.
Você se doa. Sua cabeça é pensativa, não para. É complicada demais para ser colocada em poucas palavras.
Precisa de muitas revisões para estar em confusão o tempo todo. É preciso processar todas as informações.
Demorei muito tempo para entender e aceitar, mas uma hora a ficha cai.
Deus me livre ser uma pessoa rasa ou tão fechada, com a mente e as ideias tão limitadas ao ponto de acreditar que só aquilo que conhece e segue é o "certo" ou "errado".
É como olhar para o universo e acreditar que só existimos nós aqui, sabe?
Deus me livre não pensar na natureza, no planeta, no cuidado com os animais, e ser tão mesquinho ao ponto de ligar mais para quantos seguidores tenho ou quantas pessoas viram meus stories.
Falando em redes sociais... Isso adoece, né? Dita para terceiros quem você é. Quanto mais seguidores, mais influente você se torna. Mas isso é doentio. Adoece a gente, sabe? Essa comparação constante é o mal do século. Nossas cabeças estão ficando doentes e nos alienando cada vez mais.
Deus me livre não ser "diferente". Já imaginou todo mundo igual? Mesmas culturas, mesmas roupas, mesmas ideias?
Eu acredito que cada um desperta em seu próprio momento, mas estamos tão imersos nas futilidades da vida que nem nos damos conta. Futebol, marcas da moda, fofocas, política, reality shows... Seguir trends para não ficar para trás.
É como perder alguém próximo. Só quando sentimos a dor entendemos que nada disso importa. Que somos pequenos. O que realmente importa são os momentos, a vida que levamos.
O que importa é a família. Seu bichinho feliz te esperando na porta. Seus filhos, seu autocuidado. No fim do dia, é isso que vale.
Em um ano, descobri que gosto das manhãs. Por isso, os finais de semana me deixavam feliz, e, ao mesmo tempo, quando acabavam, eu me sentia igual à Gaga: devastada.
Este ano, quero escrever sobre ele inteiro. Sei que será incrível. Estou ansiosa para ver tudo de bom que a vida me reservou.
Assim seja, assim será, assim está feito.
Até hoje, me sentia atrasada, sem saber o que fazer da vida. Sempre ouvi minha mãe dizer: "Lá vem ela com outra história."
Sempre fui curiosa. Queria fazer tudo ao mesmo tempo, aprender sobre tudo. E a arte sempre esteve ao meu lado. Desde a adolescência, meu maior questionamento foi: o que fazer da vida?
Mas hoje eu sei: meu florescimento aconteceria perto dos 30 anos. E ainda está acontecendo.
As coisas sempre foram difíceis para mim, e não digo isso da boca para fora. Tudo era complicado, arrastado. Mas isso acabou.
Este ano, serei completamente feliz.
A vida vai me presentear com alegrias. O universo vai se movimentar para que eu encontre meu verdadeiro eu, e, assim, tudo irá se alinhar.
Meus propósitos de vida, minha palavra e minha comunicação serão expressos através do meu corpo. Vou mudar e ajudar pessoas.
De um tempo para cá, percebi que, se eu cuidar de mim mesma, minha energia se alinha ao meu propósito de vida. Parece simples dito assim, mas, na prática, é um desafio.
Com apoio de um guia, de pessoas que me fortalecem, da minha mente equilibrada e da espiritualidade presente — no terreiro, no dia a dia e na meditação —, conseguirei me encontrar.
E, ao me encontrar, ajudarei o próximo enquanto trabalho com liberdade, fazendo algo que realmente impacta o mundo.
Não quero duvidar da minha intuição. Não quero pensar que minha cabeça me trai. Então, eu espero. E, até lá, faço a minha parte.
Eu aceito. Eu creio. Eu recebo.
Axé.
A ideia é me reconectar comigo mesma. Entender quem eu sou hoje, o que eu gosto, o que eu não quero, o que me move e o que me dá liberdade.
Se eu conseguir me reconectar com a chama dentro de mim, com o meu eu, minha vibração se elevará, e logo a energia certa irá me encontrar.
Elevar o padrão vibratório
Mudar a alimentação para destravar energias.
Entender que pessoas irão me testar, mas, se eu continuar sendo quem sou, não há motivo para medo.
Sinais concretizarão meus pensamentos e sonhos.
Sonhos serão sinais.
Compreender o que quero da vida.
O objetivo é elevar minha vibração, mudar hábitos e me reconectar com a essência do que sou e do que vim fazer nesta terra.
Preciso cuidar da minha espiritualidade, e estou comprometida a levá-la a sério este ano. Vou visitar o terreiro, ser cuidada, ser ouvida. Se for o caminho, vou me tratar lá e também em casa.
Se conhecer é se perguntar:
O que eu sou? O que eu gosto? O que eu não gosto? Com o que eu compactuo? O que eu consumo? O que eu ouço? Que tipo de ser humano eu apoio e quero perto?
Alguém que maltrata animais? Que agride mulheres? Que não é generoso com o próximo e só se importa consigo mesmo? E eu, simplesmente, calo a boca para não causar conflito na família?
Se existe um exemplo para mim, é o Lucky. Se eu não tivesse colocado a cara a tapa, se não tivesse sido corajosa, ele não teria sido salvo. Não teria um lar com pessoas que sentem falta dele quando estão longe, nem uma vida digna. Se ele tivesse morrido por conta das condições em que estava, eu jamais teria me perdoado. Tenho medo da covardia do ser humano, mas meu coração fez o certo.
E não dei ouvidos ao áudio da minha mãe no WhatsApp dizendo: "Melhor desistir, você nem sabe quem são essas pessoas."
A verdade é que eu me descobri. Não quero ter medo. Não quero ser a "boa moça" só para evitar conflitos.
Se algo for contra o que eu sou, se ferir meus princípios, eu vou falar. Eu vou me posicionar.
Pode ser que, em outras vidas, isso tenha me matado, mas desta vez tenho proteção e vitórias que me resguardam da maldade do mundo.
Prólogo
Autoconhecimento, conexão com seu eu superior, a luz que você é. O que você é