BURN! II Andrew x Bloom x Ethan x Jade
Bloom havia levantado cedo. Muito cedo. Nem o sol tinha nascido na hora que a menina acordou e começou a preparar suas coisas. Ela queria que tudo estivesse certo,acreditava que precisava ser assim. A morena só conhecia a perfeição numa missão, um erro e você morre, mas ela não pode e nem quer morrer. A VanHelsing sabia que a sensação que fazia seu estomago retorcer-se dentro dela era medo, o mais puro medo. Medo de não ser boa o suficiente e medo de morrer. Ela não tem o direito de morrer, pois nem contou a sua mãe que iria numa missão, apenas falou com seus pais e sua irmã por uma mensagem de Íris, dizendo que amava eles. Enzo era o único que sabia a verdade e ela fez o irmão prometer não contar a ninguém.
Quando a hora de ir a morena deu um último adeus ao seu irmão e seguiu seu caminho para perto de onde Quíron e os outros semideuses estavam. Sem se permitir olhar para trás, pois sabia que o olhar de seu irmão faria ela ficar. Foi pouco o centauro terminava de explicar as coisas que um barulho alto soou e todos se calaram, olhando para a floresta que começava a queimar. Bloom observou as ninfas e sátiros começarem a apagar as chamas, mas logo pararem ao som de um berro, que ela logo reconheceu ser de um ciclope. Em segundos a morena estava com poison em mãos, porém Azula abriu os portais e logo Drew entrou no mesmo e ela em seguida, seguindo os passos do mais velho. O submundo não era um problema para Blooom. Ele era até um pouco acolhedor, ou seria se não fosse todas as almas que corriam soltas ali por perto. O calor era algo que ela não se importava com, nem Drew pelo visto. A morena se escondeu atrás da ruína que o loiro se agachava atrás. Como uma boa soldada, ela se manteve alerta, mas prestando atenção nas palavras do mais velho. Quando ele perguntou sobre algum plano a menina parou por um tempo, tentando pensar em algum, mas nada. A morena então pediu licença e pegou o mapa das mãos de Drew, tentando armar um planos. “O rio Estige passa perto dos campos de Asfódelos.” Falou sem pensar e então pegou a caneta das mãos do menino, desta vez sem pedir e marcou um pequeno x onde eles estavam, ou ela achava que estavam. ”Eu imagino que estamos aqui, então estamos mais próximos dos Campos, devemos começar por lá. Se me recordo bem, almas não podem machucar a gente, certo?” Olhou para o time em volta, em busca de algo que nem ela sabia o que.
Um dia antes de partir para missão, Ethan resolveu andar um pouco na floresta, na forma de lobo, para poder pensar como faria para voltar sã e salvo para ali. A noite estava linda e logo o rapaz ficou encarando. Sabia que aquela missão poderia mata-ló, mas precisava demostrar que não era só mais um filho de Hermes e pai agora. Quando começou amanhecer, Ethan já estava com tudo pronto, mas antes de partir deu um beijo na testa de Pandora e de Lizzie. Logo, sussurrando baixo para sua amada - Prometo que volto - Sorriu fraco e caminhou para fora do chalé em silêncio. O rapaz encarava os rostos de alguns semideus. Alguns estava aterrorizados, outros estava tentando demostrar que estavam bem, e tinham alguns, filhos de Ares principalmente, que parecia que estava adorando um pouco daquilo. Então, chegou perto do grupo que ficaria e encarou cada um deles. Estavam nervosos, assim como o filho de Hermes. Logo, um barulho alto foi ouvido e Ethan encarou a entrada do acampamento e engoliu em seco. Aquilo estava horrível, e com certeza iria ficar pior. Quando entrou dentro do portão, que Azula fez na hora da confusão, Ethan começou rezar aos deuses. Algo que não fazia nunca, mas precisava fazer daquela vez. Ele pedia que pelo menos Héstia cuidasse da Pandora e de Elizabeth, e então o cheiro horrível do mundo inferior invadiu seu nariz.
O calor seria horrível, se sua temperatura não fosse tão elevada assim. Logo, olhou para cara canto e avaliou. Literalmente ali seria insuportável para uma pessoa viva. “Ainda não sei como Perséfone aguenta isso” Revirou os olhos com o pensamento. Ao ouvir a voz de Drew, ele o encarou imediatamente e assentiu com cada palavra dele. Com certeza ficar ali seria perigoso demais, principalmente quatro semideuses fortes e com cheiros talvez saborosos para os monstros. Ethan encarou o mapa, depois Drew e por último Bloom - Algumas não podem. Outras almas não são tão indefesas como aparentam ser, mas também precisamos ter cuidado com os monstros. Eles são mais fortes principalmente aqui, e é claro cuidado com o rio Estige. Se caímos dentro desse rio, podemos é claro nos tornar invulnerável. Mas podemos morrer antes disso. Ele vai sugar sua vitalidade até não poder mais. - O rapaz se surpreendeu das informações que tinha, tinha valido a pena aquelas aulas todos as noites. Quando ouviu um barulho estranho vindo de trás dele, ele encarou e avistou duas górgonas vindo na direção deles. - Galera, acho que temos companhias.
Andrew entregou o mapa para Bloom e ouviu o que a garota dizia. Ela marcou um x onde pensava que estavam, o lugar que era mais lógico para se estar. E foi então que o filho de Hermes se pronunciou, e ele escutou o que o menino tinha a dizer. “É, algumas não podem, mas precisarmos ter cuidado com tudo, principalmente com o Rio Estige. Temos de ir até lá silenciosamente, sem atrair monstros e almas, conseguimos isso?” Foi então que ele lembrou das górgonas, e fitou-as. Droga, droga, logo agora? Todo seu plano tinha ido por água abaixo. O pânico começou a tomar conta de Drew, nunca tinha estado em missão tão perigosa e crucial como essa. Se falhassem... Nem queria pensar nisso. Ele respirou fundo e se obrigou a pensar em coisas boas, como Thalia, e começou a se tranquilizar. Drew nem teve a chance de se comunicar com ela para falar da missão, já que ela estava com os avôs, e talvez fosse melhor assim, já que ela não ficaria tão preocupada. Olhou para seus companheiros, reunindo coragem e formulando um plano, ou tentando. “Ainda não sabemos se elas irão descer, mas com certeza irá atrair a atenção de tudo que está lá.”, apontou para atrás da ruína que se encontravam, “Então temos que esquecer o plano e correr o mais rápido que podemos em direção ao Rio, mas sem nos separarmos muito. Não podemos nos separar em hipótese nenhuma, ainda mais aqui.”
Mal terminou de falar e as górgonas estavam a apenas alguns segundos de distância. Drew empurrou os três semideuses para o chão e ficou por cima de Jade, para protegê-la de qualquer coisa que as criaturas pudesse fazer. Elas sobrevoavam bem perto dos semideuses, e, quando chegou perto de Drew, uma das górgonas desceu e arranhou sua mochila e suas costas com as garras. O semideus soltou um grito de dor, observando os monstros voarem para longe deles. A mochila se abriu em duas partes e todo o seu conteúdo, ambrosia, cantil de néctar, mapas e comida, tudo voou para todos os lados . O grito do semideus atraiu todos os monstros e almas dali, e mesmo sem olhar ele sabia disso. Engatinhou para o lado, enquanto tentava se recuperar. A dor era lancinante e parecia que suas costas estavam em chamas. Mordeu o lábio para impedir o grito de dor. “Né-néctar, por fa-favor.” conseguiu murmurar, ainda fitando o chão.
Uma mão surgiu em seu campo de visão com o néctar e o filho de Apolo agarrou o cantil com uma mão e sorveu um gole do líquido. O gosto era tão bom, como o chocolate quente que era a especialidade de seu chalé, que ele quis mais, porém não o fez. O dia seria longo e teria que poupar o máximo, agora que todos os seus mantimentos estavam perdidos. Por sorte, avistou seu arco e aljava perto dali, pelo menos isso ele ainda tinha. A dor foi diminuindo, mas ainda permanecia lá, o torturando. Olhou para os companheiros e para os monstros e almas, que agora se moviam com rapidez ao encontro deles. “Pessoal, temos que correr o mais rápido que conseguimos. Agora.”, disse, um pouco mais alto que a fala anterior, e com dificuldade, conseguiu se levantar. Jade se aproximou, com o arco e aljava dele nos ombros, e Drew colocou seu braço em volta do pescoço dela, sussurrando um obrigado para a menina. O grupo começou a correr na direção do Rio Estige, torcendo para que os monstros não o alcançassem.















