⦗ㅤbaratheon j, monica barbaro, mulher cis, ela/delaㅤ⦘ㅤ⸻ㅤVocê também viu THALIA BARATHEON ou fui só eu quem quase tropeçou em um descendente da Casa BARATHEON no meio da rua? Nascida em TERRAS DA TEMPESTADE e atualmente com 34 anos, ela ficou conhecida por trabalhar como EX-TENISTA E PERSONALIDADE ESPORTIVA, coisa típica de gente famosa. Nas matérias mais simpáticas, costumam descrevê-la como VIBRANTE, SENSÍVEL e CARISMÁTICA; mas, nos bastidores, há quem diga que pode ser EXPLOSIVA, EGOÍSTA e BIRRENTA. Os tabloides parecem particularmente interessados em seu nome desde que AGREDIU SUA TREINADORA COM A RAQUETE APÓS UMA DERROTA, mas talvez seja difícil resistir a alguém cuja presença lembra SAIAS DE TÊNIS BRANCAS COM MANCHAS DE SAIBRO, ÓCULOS ESCUROS, ROUPAS ESPORTIVAS DE GRIFE, TAÇAS DE CHAMPANHE E MENSAGENS IGNORADAS NA TELA DO CELULAR.
ㅤtl ; drㅤThalia é uma bastarda da família Baratheon, com origem humilde por parte de mãe. Se integrou rapidamente ao clã desde os três anos de idade, tornando-se uma pessoa tão competitiva e interessada por esportes quanto seus irmãos. Investiu no tênis, construindo uma carreira quase brilhante ao longo dos anos e atingindo seu auge em seus early 20s. Com um histórico de comportamentos explosivos e autossabotagem, assistiu a uma derrocada irrefreável de sua própria carreira antes dos trinta. Aos trinta e um, optou por abandonar o esporte de vez e atualmente é uma presença frequente em programas esportivos de televisão e, vez ou outra, se torna o rostinho bonito que estampa as propagandas dos produtos de sua família.
ㅤpersonality
Honrando o sobrenome Baratheon, Thalia é uma presença difícil de se ignorar. Nos bons momentos, é alguém de sorriso fácil, que gosta de socializar e não tem qualquer dificuldade em fazer novos amigos. Nos ruins, externaliza suas frustrações com a mesma intensidade, comumente atingindo aqueles de quem tem mais proximidade. Tem um senso de humor depreciativo e provavelmente vai fazer piadas de seus próprios fracassos antes que alguém tenha a oportunidade de fazê-las primeiro.
ㅤbiographyㅤ
Foi em um bar de Bronzegate, tantos anos atrás, que Thomas Baratheon conheceu a garçonete que se tornaria mãe de mais um herdeiro seu. Meses depois daquela primeira e única noite de amor entre os dois, Coryna deu luz a Thalia e, com um orgulho que era seu por natureza, jurou que não precisaria da ajuda de mais ninguém para criar sua filha. Não queria ser a interesseira que bateria na porta do figurão para lhe cobrar dinheiro e sua presença paterna. No entanto, quase três anos depois, o dinheiro se tornou escasso e foi exatamente isso o que fez. Para sua surpresa, Thomas não ofereceu qualquer resistência.
Thalia se integrou rapidamente à rotina dos Baratheon. Passou a morar com a mãe em um apartamento mais do que confortável em Ponta Tempestade, onde nada lhes faltava. Nos fins de semana, não era incomum que passasse o tempo com o pai, a madrasta e os meios-irmãos. Embora se sentisse naturalmente deslocada dentro daquela dinâmica peculiar, Thalia parecia ter tudo o que era preciso para se apresentar como uma legítima Baratheon. Gostava do barulho, da bagunça, da competitividade e, sobretudo, do esporte.
Começou a levar o tênis a sério em uma idade tão tenra que sequer se recorda se foi uma escolha sua ou uma imposição familiar. De qualquer forma, o papel lhe servia muito bem. Na falta de um pai — sempre tão ocupado com as próprias obrigações —, foi sua mãe quem tomou as rédeas de sua carreira. A acompanhava nos treinos, supervisionava suas dietas e garantia que estivesse sempre na linha, mesmo que seus métodos precisassem ser um pouco mais rigorosos para isso. Do outro lado, Thalia fazia a sua parte, jogando com uma habilidade que a destacava diante de outras crianças da sua idade.
Todo o esforço foi compensado na juventude, quando começou a alcançar posições altas nos rankings ao participar das competições profissionais. Era uma oponente intimidadora, não apenas pela sua habilidade, mas especialmente pelo seu estilo combativo de jogo. A personalidade explosiva, que tanto a ajudava dentro das quadras, era um problema sem solução aparente nos bastidores. As intrigas eram constantes com funcionários, treinadores, patrocinadores, juízes, adversárias, fãs e, principalmente, com a própria mãe. O fato que talvez nunca tenha conseguido assimilar completamente era que o esporte significava muito mais do que uma mera realização profissional: representava, de certo modo, o seu valor diante de uma configuração familiar que sempre incentivou a competitividade. Para escapar da pressão, sem sequer perceber, tinha o costume de sabotar sua própria performance. Por conta disso, acabou nunca conquistando certas vitórias consideradas importantes na carreira de qualquer tenista.
A manchete que a deixaria famosa para além do esporte (sim, aquela em que se lia que havia agredido a própria treinadora com sua raquete) não foi a causa do seu declínio, senão mais uma consequência de sua falta de limites ao longo da carreira. O episódio, que aconteceu quando Thalia tinha vinte e seis anos, poderia se resumir a uma reação exagerada da tenista às provocações rotineiras da mulher que, depois daquela derrota importante, tinham finalmente conseguido tirá-la do sério. Fato é que, após o rompimento definitivo entre mestre e pupila, Thalia evitou ao máximo tocar nesse assunto publicamente e, por uma irônica coincidência, passou a lidar com uma derrocada irrefreável de sua própria carreira.
Aos trinta e um anos, em sua pior fase profissional, anunciou seu afastamento definitivo das quadras. Embora ainda fosse um nome que chamava atenção, a notícia causou pouca comoção no mundo do esporte e Thalia se retirou de cena discretamente. Desde então, passou a ser uma presença frequente em programas esportivos de televisão e, vez ou outra, se torna o rostinho bonito que estampa as propagandas dos produtos de sua família.
──────── ⠀laena passou meses organizando tudo nos mínimos detalhes para que o evento fosse perfeito. seu objetivo era que cada convidado saísse falando que nunca esteve em um hotel tão bom quanto harrenhal, criando na mente de todos de westeros em um dia se hospedar lá. porém, ela não podia controlar tudo, e com certeza não conseguia controlar a porra daquela companhia aérea que fudeu com tudo. agora, os hóspedes estavam chegando já irritados, cansados e com fome. ela mandou a cozinha já começar a funcionar com a todo vapor, o spa estar preparado pra receber qualquer um que já estivesse lá, os bagageiros levarem as malas que haviam chegado para os respectivos quartos e os recepcionistas não perderem tempo checando documentos, já que ela mesma saberia reconhecer uma pessoa que não deveria estar lá, além de estar oferecendo taças de champagne para todos que chegavam. andava por todo saguão com o rádio acompanhando, abordando os clientes com cara de preocupação ou raiva antes mesmo que pedissem por algo.⠀─ ⠀oi muse, quanto tempo! ⠀─ ⠀laena conhecia todos os convidados ali, o que já era algo positivo para o atendimento, trazia um ar de intimidade.⠀─ ⠀já entendi que tem algum problema. pode me falar que vou resolver agora mesmo! ⠀── .✦
Thalia tinha acabado de se livrar de uma conversa com algumas senhorinhas de idade de alguma família importante do norte e as bochechas ainda doíam devido ao sorriso forçado que sustentou pelo tempo que a cordialidade exigia. Ao ser abordada por Laena, o sorriso retornou ao seu rosto com facilidade. "Laena, querida!" Cumprimentou com um abraço rápido. "Problema?" Repetiu, atordoada o suficiente com todo o caos da viagem para que a pergunta fosse processada por seu cérebro com um certo delay. "Só o meu champanhe que acabou... de novo," ergueu a taça vazia. "E, claro, minhas malas que ainda não apareceram, mas isso não é culpa sua."
ˏ ꗃ Deu de ombros, levando o cigarro até a boca. Conseguia se solidarizar com Tara e Deniz, qualquer pessoa era capaz de perceber que eles estavam sendo condenados, mas Gideon achava que teria a mesma atitude se a proposta fosse colocada em sua mesa pelo pai. Não importava qual atitude o homem tomasse, elu sempre arranjava uma forma de racionalizar e justificar os seus motivos. Especialmente agora, com toda a culpa que sentia pelo último escândalo da família, era capaz de fazer qualquer coisa para demonstrar a sua lealdade. “ Até se o casamento fosse comigo? ” A pergunta foi feita num tom de brincadeira, seria estranho se elu não tentasse flertar em algum momento. “ Pelo menos eles sabem vender um conto de fadas, quase dá pra acreditar que é genuíno. ”
A pergunta inesperada arrancou uma risada divertida de Thalia. Mantendo a leveza da conversa, ela devolveu o questionamento. "Nesse caso, restaria saber se você aguentaria passar uma semana comigo." Era amplamente conhecida pela fama de ser uma pessoa de difícil convivência, mas confiou em seu carisma para que a mensagem soasse mais como uma provocação bem humorada do que como uma lamúria que pudesse deixar Gideon desconfortável. Tomou um gole do seu drink, avaliando a decoração dos arredores. Era obrigada a concordar com a observação. "Só não digo que está perfeito porque eles realmente não precisavam ter feito a gente passar por todo aquele caos pra chegar até aqui."
Acompanhou o olhar da outra, suspirando profundamente. ━ Está mesmo tudo muito bonito. Sabe a vantagem de ter um casamento arranjado? É que você não precisa decidir nada. Minha mãe se prontificou a resolver tudo; só vou precisar subir no altar. ━ Deu uma risadinha, dando de ombros. Também se compadecia da situação dos convidados, pois sabia que a maioria estava ali apenas para cumprir uma agenda e não para se importar com os noivos. Talvez fosse por isso que tinham incluído tantas atividades, como uma forma de desculpas pelo transtorno. ━ Pois é, fiquei realmente chocada quando vi a lista. Estou doida para experimentar esta esfoliação coreana e a massagem com pedras quentes. Viu alguma coisa que te interessa?
Inclinou a cabeça como se levasse aquele ponto em consideração. Apreciava o otimismo da noiva, mas, honestamente, não conseguiria chegar ao consenso de que havia qualquer vantagem em ter um casamento arranjado. "Bom, isso é verdade," cedeu. "Já perdi as contas de quantas vezes vi uma noiva enlouquecer por causa da organização do próprio casamento." Ofereceu um sorriso, talvez mais forçado do que gostaria. Passando os olhos pelo panfleto, Thalia ainda não estava completamente decidida. "Não sei... Mas acho que uma massagem também me cairia bem. Ou um dia inteiro no spa."
Mylenda aproveitou a pose e tirou a foto rapidamente. Sem muito tempo para arrumar o ângulo da câmera, confiaria que suas habilidades mínimas garantiriam ao menos a captura do rosto da mulher. ━ Hm? Ah, não. Estou aqui para o casamento. ━ Comentou com a cabeça baixa, ajeitando a câmera para uma nova foto. ━ Estou tentando aproveitar um pouco o hotel, já que não conheço muitas pessoas... Ah. ━ Aproximou-se da mulher, estendendo a mão em sua direção. ━ Mylenda Stra- Dondarrion. É um prazer conhecê-la.
"Desculpa, acho que meu cérebro ainda não tá cem por cento depois de toda essa confusão da viagem," explicou, coçando levemente a testa. Thalia a ouvia com um sorriso educado no rosto, curiosa para saber de quem se tratava, já que não era um rosto familiar como a maioria dos outros. Ao ouvir o sobrenome, seu estranhamento foi explicado. "Dondarrion..." repetiu, os olhos levemente arregalados e o sorriso educado ganhando um toque de curiosidade. Segurou sua mão em um cumprimento firme. "Então você é...?" Deixou o questionamento solto no ar, sem saber ao certo como concluí-lo. "Digo... o prazer é meu. Thalia Baratheon."
você encontra tara blackwood na entrada de harrenhal porque a mãe dela insistiu que deveria recepcionar todas as pessoas que tinham feito um esforço absurdo para vir para o seu casamento. além, de claro, fazer valer todo o dinheiro gasto para acomodar tantas pessoas.
O sorriso era claramente forçado, mas Tara estava se esforçando para ser uma boa anfitriã, considerando que a presença de todas aquelas pessoas em Harrenhal se devia ao casamento mais improvável do século. Havia chegado naquele mesmo dia e sua intenção era descansar na maior banheira que pudesse encontrar naquele lugar, mas sua mãe insistiu que ela cumprimentasse os convidados, com o claro objetivo de gerar a falta impressão de que estavam felizes com a união.
Ao ver mais um dos convidados, adiantou-se para garantir que seria percebida. ━ Boa tarde, fico feliz que tenha chegado em segurança e espero que sua estadia seja agradável. ━ Virou-se para pegar o panfleto que uma das funcionárias lhe estendia. ━ Aqui estão descritos todas as atividades e serviços oferecidos. Por favor, aproveite todos eles.
Ao se aproximar da anfitriã, Thalia notou o sorriso cheio de formalidades que certamente espelhava a sua própria expressão naquele momento. Em um lapso de compaixão, tentou não se queixar muito em seu monólogo interno, afinal, qualquer desconforto que estivesse sentindo naquele momento, Tara certamente sentia em uma intensidade infinitamente maior. Removeu os óculos escuros para cumprimentá-la brevemente. "Meus parabéns! Está tudo lindo," elogiou, olhando a sua volta por um instante. Depois, talvez por culpa da exaustão daquela viagem turbulenta ou pelo conhecimento de que aquele casamento certamente não estava sendo tão desejado assim pelos próprios envolvidos, acabou verbalizando, em um sussurro, o pensamento que deveria ter mantido apenas em sua cabeça: "Pelo menos isso..." Quando percebeu o deslize, fingiu um interesse repentino no planfleto que havia sido entregue. "Uau, quanta coisa!"
era o primeiro evento público de mylenda dondarrion desde que assumiu os negócios de seu pai. estava ansiosa e animada, mesmo com todos os contratempos da viagem, pois era sua primeira vez em harrenhal. incapaz de ficar no quarto, decidiu sair e registrar tudo com sua máquina fotográfica, inclusive os hóspedes.
Tudo era muito novo para ela. Rostos que conhecia apenas por revistas e televisão, estavam todos reunidos ali para um grande evento e Mylenda não sabia nem mesmo onde colocar as mãos sem parecer deslocada. Criada em um mundo totalmente diferente, era difícil para ela se encaixar, e tudo piorava quando percebia a quantidade exorbitante que a maioria estava disposta a pagar para evitar qualquer mínimo inconveniente. E ela era um inconveniente, então para evitar situações desagradáveis, decidiu que aproveitaria o seu primeiro dia de forma discreta e divertida.
A máquina Nikon em suas mãos era antiga, mas funcionava bem. Explorar sempre foi um dos seus hobbies; sentia-se feliz em descobrir lugares e pessoas novas. Foi com este pensamento que foi explorar os arredores de Harrenhal, fotografando a natureza e alguns animais. Até que, enquanto ajeitava a câmera nos olhos, viu uma pessoa. Pensou em tirar a foto, mas não querendo ser confundida com um paparazzi inconveniente, preferiu se aproximar.
━ Aaaahn, oi! Eu estava ali do outro lado e te vi aqui... Se importa se eu tirar uma foto? É que você está combinando com o cenário.
Thalia estava exausta depois de tantos percalços durante a viagem que a levou até ali. Não importava o quanto bebesse para relaxar, começava a suspeitar que apenas um banho demorado e uma boa noite de sono seriam capazes de deixá-la novinha em folha. Mas, enquanto sua família e o restante dos convidados ainda estivessem ali, sentia que não seria apropriado se ausentar completamente do evento. Isso e o fato de que suas malas ainda não tinham sido encontradas. Sua mente estava tão sobrecarregada que ela sequer percebeu quando, em um gesto automático, ao ouvir a moça se aproximar com uma câmera e proferir a palavra "foto", apenas fez uma pose, levando uma mão até a cintura e abrindo seu sorriso mais amarelo. Só então, ao estudar melhor a mulher que a havia abordado, notou se tratar de mais uma convidada. Thalia fez uma careta confusa. "Espera, achei que você fosse uma jornalista." Depois, a olhou com curiosidade. "O que você está fazendo?"
ˏ ꗃ Um sorriso preguiçoso decorava seus lábios enquanto Gideon observava uma nova leva de convidados chegando em Harrenhal. Nunca tinha sido o tipo de pessoa que romantizava aqueles eventos ou que se emocionava durante a troca de votos, assim como não compartilhava do ceticismo daqueles que não acreditavam em amor verdadeiro. Talvez se enquadrasse melhor no meio-termo, reconhecendo a existência de um sentimento que duvidava lhe esperar em seu futuro depois da sua última (e talvez maior) decepção amorosa. Preferindo deixar os devaneios para a sua próxima sessão de terapia, o herdeiro da Casa Goodbrother deu um último gole em seu champagne, depositando a taça na mesa ao lado para ser recolhida por um garçom. Elu tirou uma cartela de cigarros do bolso do terno, oferecendo um para a pessoa que se aproximava. “ Estou pensando em fazer um bolão para apostar quanto tempo os dois vão permanecer juntos. ” O tom presente na voz de Gideon era de sarcasmo, mas sem crueldade. Não era como se estivesse desejando o mal para os pombinhos, apenas sabia que nenhuma felicidade verdadeira durava muito tempo naqueles círculos. “ Qual é o seu palpite? ”
Thalia se aproximou deslizando os óculos escuros em direção ao topo da cabeça, o acessório se tornando inútil agora que o sol que brilhava do lado de fora já não incomodava mais sua vista. Negou o cigarro com um simples gesto de mão. Apesar dos hábitos excessivos que insistiam em manchar o nome de sua família, o cigarro nunca teve espaço em sua extensa rotina de treinos e dietas saudáveis. Na outra mão, no entanto, mantinha o aperto firme em mais uma taça de bebida, que considerava necessária para lidar com todo o estresse da viagem. Thalia ergueu as sobrancelhas, bem humorada, ao ouvir a pergunta. Não se deu o tempo de pensar muito antes de responder. "Dois meses?" opinou com certo cinismo. "Não sei. Se alguém me obrigasse a casar nessas circunstâncias, eu acho que me mudaria de casa na primeira semana."