audition song (the fools who dream) - la la land (2016)
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audition song (the fools who dream) - la la land (2016)
lexierjones:
A última coisa que desejava era que Ella se machucasse. Era uma coisa quando a arma estava apontada para si, mas se o soldado se virasse contra ela… Lexie respirou fundo e puxou a amiga para trás de si. “Deixa pra lá, tá legal? Não precisa me dizer nada. Só abaixa a porcaria da…” Foi interrompida pelo barulho ensurdecedor de um tiro. Lexie sentiu seu coração parar por um segundo, até perceber que o soldado fora atingido. Um civil havia atirado em sua cabeça, provavelmente cansado das ameaças dos militares. Dois segundos depois um segundo soldado atirou no mesmo. A morena sentiu seus joelhos enfraquecerem. Acabara de desencadear uma morte de um inocente, de alguém que apenas estava tentando lhes proteger. “Meu deus, Ella… ele… ele atirou nele…”
Ella não compreendia perfeitamente o que estava ocorrendo. Alguns pontos eram claros e óbvios, o militar possuía um rifle que sabia exatamente como por em uso e Lexie o havia irritado, pela expressão em ambas as faces, o que verdadeiramente não conseguia assimilar era a necessidade de todo aquele comportamento. Todo aquele assentamento ainda lhe era estranho, tendo sido arrastada com a multidão para o dito lugar seguro mas ainda assim, compreendia que era necessário um consenso entre aqueles que ficariam por lá. Ainda assim, a visão de uma arma apontada para si não era nada confortável, as possibilidades eram aterrorizantes e a Chermont tinha medo da dor e aceitou a proteção da morena e sua intenção de saírem. Não poderia prever o que ocorreu em seguida, assim como o grito agudo que escapou de seus lábios. ❛ —— Oh, meu Deus. Sim, sim... ele atirou. —— ❜ Estava completamente aturdida com a visão do soldado caindo para frente, sangue escapando do buraco da bala em sua face, que por um milagre não atingiu as duas. ❛ —— Por que você fez isso? —— ❜ A pergunta exasperada foi dirigida ao civil assassino, porém a audácia foi logo retraída ao notar o teor de acusação em sua voz e a Chermont recolheu ao seu canto, mãos no rosto para impedir as lágrimas de continuarem caindo. ❛ —— Lexie onde ele conseguiu aquela arma... o que está acontecendo? Eu não estou compreendendo nada, por cristo, onde isso vai parar? —— ❜
"I set some traps. Hopefully we'll have food in the morning."
Ella quase suspirou de felicidade com a colocação da mais velha. O estado de inanição estava chegando a ser alarmante, comida era algo escasso na situação em que estavam, mas o estômago e todo o corpo da Chermont já clamava por energia. A jovem moveu-se apenas alguns centímetros, o máximo que podia, para recolher a mão da mulher, apertando-a contra a sua em gratidão. ❛ —— Eleanor. Obrigada. Por tudo. —— ❜
OBSIDIAN: which of the seven deadly sins my muse would be
Preguiça. Não em sentido estável ou desânimo, até porque Ella é uma garota bem enérgica, mas sim no conceito de estagnação, de não querer que as coisas mudem, levando em conta a situação do apocalipse, de temer mudanças por não saber se encaixar e também de ficar passiva em relação a essas mudanças; deixando a vida arrastá-la em vez de mover-se.
DOLOMITE: a sleep headcanon
Ella tem um sono pesado, normalmente, quando consegue encontrar um lugar confortável - e ela tem padrões altíssimos - ela tomba e para acordar é complicado, mas também, não se mexe ou bagunça muito a cama ou local onde dorme.
APOPHYLLITE: my muse's religious/spiritual beliefs
Durante a infância, Ella era uma garota bem religiosa, católica devido a influências dos parentes, em especial aos avós, que sempre tentaram incluir essa perspectiva na garota, assim como influência do internato onde estudou. Porém, conforme foi envelhecendo, foi deixando de lado alguns dogmas e ensinamentos. Ainda tem uma certa afeição pela religião da família, mas não a segue veemente.
"I made some tea."
❛ —— Oh, como adivinhou que eu adoro chá? Obrigada, Andromeda, eu estava precisando. —— ❜ Poucas palavras confortariam a jovem Chermont em seu estado, havia acabado de passar por um momento extremamente traumático a correr pela vida, algo inimaginável para uma jovem de origens abastadas que poucas dificuldades sofrera na vida.
"Ready to go out there?" /Abel
Apesar de viver em uma negação por boa parte dos acontecimentos, mesmo a Chermont não podia fechar os olhos para a situação que se encontrava. A proposição do Dashwood era a mais sensata, abandonar o buraco seguro que havia se enfiado para acompanhar os outros, embora, lhe parecesse mais seguro e confortável. ❛ ——Sendo franca... não. Mas não temos outra opção, temos?—— ❜ Mesmo contrariada, ela seguiu o rapaz mais alto, como vinha fazendo desde que iniciaram a jornada.
lexierjones:
Lexie abria seu melhor sorriso sedutor para o soldado, tentando recordar-se de todos os seus anos do colegial. A garota era profissional no assunto na época, e agora acreditava que podia usar aquilo em seu favor agora. “Você não pode me dizer nada mesmo? Nadinha?” questionou enquanto aproximava-se dele, tocando levemente seu braço. A aproximação pareceu despertar o soldado do transe, e ele a empurrou brutalmente, quase resultando na queda da morena. “O que pensa que está fazendo? Já disse que não tenho informações. Dê mais um passo pra testar minha paciência…” ele levantou levemente o rifle em sua direção. “Ei, asshole, calma!”
A jovem Chermont percorria o acampamento um pouco desorientada, havia sido trazida à força por estar em uma ambiente público quando os militares começaram a evacuar os habitantes, porém, não fazia ideia do que estava ocorrendo. ❛ —— Lexie! —— ❜ A loira exclamou assim que reconheceu os cabelos acastanhados da moça alguns metros a sua frente, correndo em sua direção mesmo nos saltos que portava, abraçando-a de lado, sem sequer notar a figura do militar aterrorizando as duas. ❛ —— Hã, senhor... soldado... não estamos fazendo nada por mal, não é Lexie, poderia abaixar.... por favor? —— ❜ Voltou a olhar para a mais velha, desespero em seu semblante enquanto implorava silenciosamente para que a Jones lhe acompanhasse para o mais distante possível do rifle apontado para as jovens inda que os militares estivessem ali para assegurar a sua segurança.
bobgarcia:
Barbara estava perdida, completamente desorientada. Há poucas semanas estava confortável em sua rotina, indo ao trabalho com cuidado, comprando vegetais orgânicos e jantando tranquilamente com sua família. Agora, não tinha mais nada nem ninguém. Parecia cercada de criaturas horrendas e humanos terríveis que se aproveitavam da situação para abusar do poder, nunca antes se imaginara em uma situação tão pavorosa. Os tais soldados deveriam estar lá para proteger os civis, no entanto, Barbara já não se sentia tão certa sobre isso. Temia tudo e todos. Estava tão assustada que, ao virar uma esquina e trombar com alguém, deixou um pedido desesperado escapar. “Por favor, não me mate” exclamou, encolhendo o corpo, sem ao menos olhar o desconhecido.
Com a visão da mais velha, tão encolhida e aterrorizada, a jovem fez o máximo para interromper o grito agudo que soltara, levando as mãos a boca, tirando-a apenas quando se acalmou. ❛ —— Ei, ei relaxa. Eu não vou machucá-la, nem tenho como. —— ❜ Soltou uma risada nervosa, aflita com a perspectiva verdadeira de que possuía nenhuma maneira de sobreviver a situação que se elevava em uma progressão geométrica, especialmente na visão da garota que se portava tão otimista poucos dias atrás. ❛ —— Olha, eu também estou um pouco assustada. Não consigo encontrar meus pais ou qualquer um conhecido, então que tal ficarmos juntas, o que acha? Eu sou Ella Chermont. —— ❜ Havia verdade em suas palavras, a Chermont rondou sozinha por muito tempo nesse pequeno acampamento improvisado pelos militares, procurando pelos parentes, por Jordan, por Cassie, ou por qualquer figura reconhecível, receosa de aproximar-se demais dos oficiais, assim como de afastar-se demasiado deles, pela violência que se instalara no local. A mulher a sua frente podia não ser uma figura heroica, mas a própria Ella também jamais seria uma.
i just wanna know if you will let me be your world.
pretty girl / hayley kiyoko.
cassiest0rm:
Normalmente a mais simples menção do nome de Gabriella era capaz de trazer certo sorriso aos lábios da Morgenstern, naquele dia nem mesmo a presença da outra estava sendo capaz de fazer aquilo e um dos únicos assuntos em sua cabeça era o vírus de que tanto falavam; Desde a noite passada, quando encontrara Jason sendo atacada por uma criatura que não poderia ser considerada viva, tudo que ela pensava era naquilo e os pesadelos com a ideia de perder o irmão ainda haviam a impedido de dormir por mais de algumas poucas horas, sendo assim pouco era o animo de Cassie para qualquer coisa naquele momento. ❛ —— Não, eu não quero mas a epidemia é tudo no que consigo pensar neste momento, Gabriella. ❜ Poderiam ter fingido que estava tudo bem a mudança de assunto porém preferiu dizer a verdade para a outra, os olhos indo ao chão antes de voltarem a se focar nas feições da outra. ❛ —— Desculpe mas não acho que serei a melhor das companhias hoje, Ella. ❜
A Chermont observou a mudança de comportamento da ruiva, tristeza era expressa por sua linguagem corporal. ❛ —— Bobagem, você é sempre uma ótima companhia. —— ❜ Proferiu com firmeza na voz sempre tão cálida e suave, porém era necessário para não deixar qualquer dúvida na mente da outra. Ella sempre iria preferir estar próxima à Morgenstern independentemente do seu humor à estar afastada dela. Apesar de leitura de pessoas não ser a sua habilidade primordial, dependia de uma percepção deveras mais cínica do mundo e das personalidades humanas do que a Chermont tinha interesse em ter, preocupava-se e possuía apreço por Cassandra demais para não notar as divergências em suas ações e o claro incômodo em suas feições. ❛ —— Eu posso fazer uma exceção especial a você, now tell me, why the long face? What happened? —— ❜ Estendeu uma das mãos para trazer a outra garota para senta-se ao seu lado na mesa da lanchonete onde a ruiva trabalhava, como sempre costumavam fazer, porém mantendo as mãos conectadas para lhe passar o conforto necessário. Tinha um pressentimento de que o que quer que estivesse incomodando a amiga, era sério demais para esperar por um momento em que seu egoísmo permitisse a epidemia como tópico; era cruel ser egoísta com a Morgenstern.
BTS photos of Melissa Benoist and Chris Wood (from Kevin Smith’s insta)
@criimiinxl
sxvingtess:
O dia estava mais bonito do que o esperado por Tess, e isso a indicava que talvez fosse uma das raras oportunidades que tinha de sair para passear com Edward, para tentar mostrar a ele os pequenos espaços bons que o mundo ainda tinha a oferecer. A cidade possuia um parque central onde a mulher gostava de passar boa parte do tempo pensando, na maioria das vezes sobre como enfretaria os problemas que sempre tinha se formando. Porém, naquela tarde, havia encontrado uma companhia no parque, mas infelizmente, o único assunto que saia por entre seus lábios era sobre a maldita epidemia. Ouviu o pedido dela e assentiu. ❝ — Certo, me desculpe por isso, não era minha intenção… — ela segurava Edward no colo, que brincava, atrevido. ❝ — Mas é que sendo médica e mãe, eu acho que esse é o único assunto que consegue aparecer em minha cabeça nos últimos dias.
Balançou ligeiramente a cabeça, o rabo de cavalo dourado ricocheteando em seu pescoço devido ao movimento, para sinalizar à mais velha que nenhum mal havia sido cometido ou ofensa desferida; entregou-lhe um sorriso pequeno também. ❛ —— Tudo bem, nenhum problema. Aparentemente é o mais impulsivo para todos nesses últimos dias. —— ❜ Estava feliz pela mas velha acatar ao seu pedido então logo tratou de mudar o assunto. ❛ —— Ei, meu nome é Ella Chermont, qual a idade ele? —— ❜ Dirigia-se ao pequeno que residia no colo da progenitora, um adorável infante aos olhos da jovem que tinha consciência que possuía um fraco por bebês e crianças pequenas. Havia algo em suas essências inocentes e curiosas que sempre agradavam a jovem e adorava interagir com os mais novos, sendo sempre a responsável por entretê-los em reuniões da família e amigos. Eram sua única oportunidade uma vez que era filha única de um filho único e possuía nenhum primo ou parentes mais novos.
stristxn:
Indicou com a larga mão aberta uma mesa desocupada, uma entre tantas que se encontravam no mesmo estado, se o movimento nos estabelecimentos continuasse a decair daquela maneira, logo estariam em uma cidade fantasma. — Podemos sentar? Eu me sinto um gigante parado aqui no meio. — Cortou o assunto apenas naquele segundo, tratando de retomá-lo sem demora. — Estudou na França também?
❛ —— Podemos sim, acho que estou ficando até mesmo com torcicolo ao falar você, gigantão. —— ❜ Era um eufemismo, feito apenas pela graça de zombar um pouco da própria colocação do mais velho, uma vez que havia menos de vinte centímetros entre eles, a Chermont sempre foi uma garota alta em comparação as outras com quem convive. Assim que sentou, pegou um dos cardápios para analisar as possibilidades. ❛ —— Suíça, na verdade. Em um Internato. Aparentemente onde meu pai e toda a sua família estudou, nada muito glamouroso. —— ❜
eleanxrw:
O estresse das últimas horas estavam levando a melhor sobre a mulher, mesmo aquele momento de descanso acabava se transformando em um estudo sobre as outras pessoas. O que sabiam? O que imaginavam? Estavam mantendo a calma ou enlouquecendo? E na primeira pessoa calma que encontrou acabou despejando sua rispidez natural. — Foi mal, eu não precisava ter falado dessa maneira. Eu só queria muito saber qual sua opinião sobre isso em relação a quem está aqui em Savannah, estamos seguros? — Pesquisa. Era como tratara todas as conversas daquela semana, como pesquisa de opiniões, respostas de todos os tipos já foram ouvidas incluindo conspirações contra o governo e até mesmo vírus alienígena.
O rubor ascendeu às maçãs do rosto, a pele alva em nada lhe auxiliava a esconder o constrangimento de toda a situação em que se envolvera. Porém, felicitou-se ao notar que a mulher não muito levara seu perdão no mal sentido, ou se irritando com a jovem, sua austeridade parecia ou justificável ou apenas na superfície. ❛ —— Sem ressentimentos, então. —— ❜ Levantou as mãos em um sinal de paz, movimentando-as para mostrar que já havia esquecido o assunto, o calor escapando das bochechas enquanto ela exibia um tímido sorriso. ❛ —— Seguros? Acredito que estamos melhor do que muitos outros lugares, creio que as cidades ao norte estão em estado de calamidade. Apenas quando encontrarem uma cura estaremos de fato seguros, mas tento permanecer otimista. —— ❜ Finalizou seu pensamento, o sorriso e a expressão radiante vacilando um pouco enquanto ela refletia sobre a situação.