Oh moreno, porque tu faz tanta falta assim? Teu sorriso costumava iluminar meu dia, não importava se era de manhã ou quando a lua já brilhava na imensidão escura do céu.
Nossa sintonia exalava, era até sobrenatural. E eu, que não acredito em acasos, creio que teve uma razão para que eu compartilhasse contigo um período da minha vida.
Você me trazia uma alegria boa, ora calma no coração, ora sensação intensa. Alguns dizem que isso é sintoma de amor, pois eu, não sei. Não acho necessário rotular algo que é maravilhoso sendo livre.
Livre como a minha risada quando você contava piadas, mesmo elas sendo péssimas. Livre como os pensamentos que fluiam quando eu tinha você deitado em meu colo; e eu pensava “que sorte a minha de ter-te, hein?!”, e observava o horizonte que nos rodeava, e em silêncio, nós deixavamos que as batidas dos nossos corações falassem por nós. Eram batidas em uníssono.
Eu gostava do jeito como você me olhava, era com carinho e ternura, contudo havia desejo e sensualidade. Eu gostava do jeito que você me beijava quando eu estava distraida, eles eram longos e apaixonados; diga-se de passagem, eram os melhores também. As mordidas nos lábios, os sorrisos intercalados por selinhos. Eu gostava de como você despertava em mim um bom-humor que nem eu sabia que possuia.
Isso, isso! Consegui chegar onde eu queria! Você despertava em mim as melhores coisas que alguém pode sentir. E eu sinto muito por nem sempre ter demonstrado isso.
Vou encerrar agora, ainda há muitas coisas não ditas aqui dentro, e eu tenho certeza de que vou poder contar-las para você, um dia.