Riquezas
Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Mateus 6:20
Nada do que acumulamos aqui nós levamos depois da morte. Então, eu pergunto: para que acumular tanto? Sim, nós podemos deixar uma fortuna para os filhos, mas esse tipo de herança, quanto maior for, costuma amolecer em vez de motivar, e criar conflitos em vez de unir. Um legado tão materialista funciona como um peso que impede o voo. Aliás, a mente muito voltada para o que é terreno pouco enxerga o céu.
Jesus conta uma parábola que ilustra bem a incoerência da hipervalorização de bens materiais. Primeiro, alertou: "Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens" (Lucas 12:15). Depois, contou que a terra de certo homem rico produziu muito, e ele pensou consigo mesmo que iria construir celeiros maiores e guardar toda a safra e todos os bens, planejando descansar, comer, beber e se alegrar. "Contudo, Deus lhe disse: 'Insensato! Esta mesma noite a sua vida será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou?'” (Lucas 12:20). E o Senhor concluiu: “Assim acontece com quem guarda para si riquezas, mas não é rico para com Deus” (Lucas 12:21).
Diferentemente dos investimentos terrenos — nos quais, quanto mais você acumula para si, menos favorece os outros —, as riquezas celestiais se adquirem favorecendo os irmãos. Quanto mais generoso você for, principalmente com os mais necessitados, mais você agrada a Deus e, em Seu coração, ajunta tesouros inigualáveis, bens que ninguém pode roubar.
Existe um cálculo sobre os lucros eternos desses investimentos celestiais que somente Deus pode fazer. Toda vez que agimos com amor sacrificial, nossos atos contagiam pessoas que fazem o mesmo e, daquela raiz, muitos frutos se dão em infinita progressão, como um verdadeiro efeito borboleta. Nenhum ato de bondade é desperdiçado aos olhos de Deus.
Salvador, 3 de agosto de 2026, às 7h15












