uma produção monster ball’s filmes ! 🎬 estrelando charles kingsley e @yvcsstlabouff
era quase palpável. cauteloso como a máscara que vestia em partes da noite, charles mirou de longe por um instante. parte de si esperava que o caminho imaginário e inexistente de seu olhar alcançasse e cutucasse o rosto alheio, talvez se atravesse a puxar um fiozinho do cabelo, e chamasse a atenção; parte de si esperava que ao encarar, terminasse sendo encarado de volta. yves não estava normal, e charles sequer se referia à aparência fofa e feia, mas só considerando os hematomas falsos pelo rosto.
rendido à própria natureza intrusa, charles fez o caminho até a grande sacada. no meio dele, pegou um alcaçuz roxo de um conhecido quando este balançava o doce no ar com uma dancinha comemorativa e bêbada. o resmungo alheio rendeu o grande ato infantil de mostrar a língua. charles mostrou à yves, primeiro, o alicate de aparência intimidadora - do jeitinho que fizeram parecer nos relatos dos fóruns dos ocultos.
— nessa briga aí algum dente deve ter quebrado. — brincou. depois, mostrou o que havia amigavelmente roubado. — você ganha um doce se não espernear. e não tem naaaada a ver comigo querendo cáries. — o sorriso era pequeno e cheio de conforto ao que sinalizava para que yves pegasse o doce. charles se encostou na mureta, de costas para a mesma. — está mais quieto que o normal ou só impressão minha?
Algumas partes do castelo lhe trouxe um pouco do conforto que procurava, Yves não tava naquela festa, ao menos não como deveria estar, sequer pensou em ser mais determinado nos rituais que foram pedidos, o primeiro que fez de bom grado foi beber o tal vinho e encerrou ali toda a determinação que poderia ter para qualquer outra coisa. Ele realmente não estava ali, sequer se importava com as consequências que poderiam surgir, se é que elas existiam, ele só não queria estar ali e qualquer que fosse a solução, ele aceitaria. Havia bebido um pouco, porém estava cansado demais para enfrentar a ressaca do dia seguinte, parou por ali e escolheu aproveitar outras coisas ali.
E a vista daquele castelo para o mundo do horror era quase como terapêutico, mesmo que sua mente estivesse turva demais para se ater aos detalhes. Chegou a cogitar em tirar seus aparelhos e viver do silêncio, mas ele sabia que não podia, ele tinha que testar e dar um feedback adequado, era uma mudança eterna em sua vida no qual ele não podia fugir. E de repente a sua atenção foi capturada pela imagem de Charles com um doce em suas mãos e uma dancinha ridícula que fez com que ele risse baixo, ainda que não por muito tempo.
Deu um sorriso largo que mostrava todos os seus dentes para que ele visse que não faltava nenhum. “Continuo bonito” Comentou sem muita vontade, mas não conseguia manter a expressão séria por muito tempo, a energia de Charles era quase que contagiante e então pegou o doce, mesmo não querendo ele. “Não é impressão sua, não foi uma boa ideia vir pra essa festa”