Estar diante daquele que outrora podera chamar de seu era agoniante demais para o Lee, especialmente porque ele sabia que seu coração ainda continuava batendo por aquele homem. Ele sabia que Jongdae sempre seria o único amor da sua vida, e de facto, não haveria nada que o moreno pudesse fazer para lutar contra esse facto. Aquela troca de olhares intensa era sufocante demais. Yonghoon sentia sua garganta doer por conta das palavras que ficaram por dizer no passado. Seu coração latejava, se apertando a cada segundo que passava. Sem dúvida que estava sendo difícil demais encarar aquele homem de novo, especialmente porque o asiático estava plenamente ciente de seus sentimentos para com o outro. Ouvir o Yoo pronunciar novamente o seu nome era demais para o seu coração, e fora praticamente inevitável que um pequeno e singelo sorriso emergisse em seus lábios. Porém, rapidamente esse sorriso se desfez. O Lee sabia que tinha que ser profissional. Ele pigarreou, sentindo seu coração se apertar uma vez mais. — “ É, parece que sim. ” — respondeu à pergunta feita pelo outro. — “ E você é o policial responsável pelo caso? ” — questionou tentando manter o máximo profissionalismo, apesar de sua maior vontade ser a de pronunciar as palavras que outrora não foram ditas.
Jongdae repetia mentalmente para si mesmo que não deveria ser emotivo e deixar que as suas emoções tomassem conta do seu corpo, aquele não era o momento adequado, ele precisava de ser profissional acima de qualquer coisa. Mas como poderia? Apesar de muito treinamento para controlar as emoções e manter uma frieza característica da sua profissão, não era fácil fazê-lo quando estava em frente ao grande amor da sua vida. O que mais queria fazer naquele momento era correr para os braços do outro e abraçá-lo, ignorando tudo o que tinha acontecido entre eles e recomeçar de onde pararam, porém isso não poderia acontecer naquele momento e provavelmente em momento nenhum. O Yoo sabia que tinha perdido o outro para sempre e que não tinha o direito de tentar aproximar-se e recuperar aquilo que perdeu, por escolha própria. - “Sim, cheguei à poucos dias e entregaram-me este caso.” - respondeu ao outro homem, ativando o seu modo profissional e esforçando-se ao máximo para desligar os seus pensamentos e emoções. - “Calculo que ainda não tenha um resultado completo das autópsias, então vou deixar o meu cartão para me contactar quando tiver alguma novidade.” - falou, pousando sobre a mesa um pequeno cartão com o seu número de telemóvel. - “Vou aguardar a sua chamada.” - completou, antes de fazer uma pequena reverência em cumprimento e sair da sala com um nó na garganta. Assim que a porta se fechou atrás de si, ele pode soltar um longo suspiro, desfazendo toda aquela farsa de homem profissional que não tem emoções e não sente um pingo de sentimento pelo seu ex-namorado. E antes que o seu lado emotivo tomasse conta da situação e o fizesse voltar atrás, o moreno saiu daquele hospital o mais rápido que conseguiu, já temendo pelos próximos encontros.