gcrotaverde:
❛❛ —— Quando a merda é solo não tem como colocar a culpa no filho dos outros, Zane, mas é só colocar um outro individuo na parada que a mãe encontra alguém pra culpar. ❜❜ A argumentação de Melena era realizada em puro conhecimento empírico. Para muitos governantes era mais fácil colocar a culpa na bruxa verde do que admitir qualquer besteira que seus filhos pudessem ter feito. ❛❛ —— Zane, tu viu como aquela mulher fodona lá me olhou? Ela não ‘tava com cara de quem aceitou numa boa, não. ❜❜ Ela argumentou quando apontou para ele pois alguns segundos. ❛❛ —— E é meio lombrado, né? Se tu parar pra pensar que minha pele aguenta ficar rodeada de fogo de boas, mas água e um grande problema. ❜❜ Inclusive, o comentário trouxe a sua mente uma lembrança nada agradável, que lhe causou um breve arrepio enquanto o corpo era sacolejado. ❛❛ —— ‘Tá doido! Lembrei aqui foi daquela loucura de Merlin naquela Oz fake. Nunca mais quero passar por aquilo na vida. ❜❜ A recuperação das queimaduras havia sido extremamente difícil para a oziana e até hoje a sua pele tinha alguns problemas de sensibilidade em algumas regiões. ❛❛ —— E aí? Eles são casados. Você acha mesmo que ela não vai meter essa pra cima da gente? Nós estamos fu-di-dos. ❜❜ O silabar da última palavra veio para que Mel pudesse dar ênfase para esse fato, um suspiro alto rompendo a sua garganta quando ela se jogou na cama ao lado dele. ❛❛ —— Mas nisso aí até que você tem razão, né? Bom que dá pra ela acalmar um pouquinho também enquanto a gente dorme. ❜❜ Se o casal era sem noção ou totalmente desprovido de amor à vida era uma questão para livre interpretação.
“Cê acha que minha mãe é uma mãe normal? Porra nenhuma. Ela olha pra gente quando fazemos merda sem nem pensar em culpar alguém no processo.” E ele sabia disso ao tente culpar outras pessoas por todas as ações erradas que tivera em sua vida, mas acabara sendo penalizado. “Assim... Quando cê parou de pegar fogo eu confesso que fiquei pensando que cê tinha estragado o lugar todo” voltou-se para ela com um ar divertido. “Mas acho que ela ficou mais puta porque deve pensar que você não controla seus poderes... Aliás, cê tá pronta pra voltar pra classe de estudo de magia pra crianças?” Provocou ao passar as mãos por trás da cabeça. “É muito zoado que você pode pegar fogo, mas não pode com água, mas pelo menos não tem problema com nada biológico.” Havia duplo sentido nos dizeres de Zane que tinha um sorriso convencido nos lábios que logo sumiu ao se lembrar da viagem mas desgraçada de Aether. “Mano, aquela parada foi um monte de desgraça, sério. Só merda que rolou. E o Merlin ter sumido depois daquela merda foi bizarro. Mas pelo menos parece que ele resolveu o problema, né. Pelo menos parece que sim.” Havia algum tempo que nada estranho acontecia — ou chegava aos ouvidos do príncipe. “Melena, tu nunca ouviu Can You Feel The Love Tonight?” Indagou com cenho franzido. “É foda pensar nisso, mas quando ela tentou ter esse papo comigo a primeira vez eu mandei essa e ela parou porque ficou constrangida.” Era uma memória agradável que agora o fazia rir. A cabeça foi para o lado, observando o corpo alheio caindo na cama. Zane, então, passou o braço por sobre o corpo da oziana, ficando a centímetros do seu rosto. “Mas se o castigo for ficar aqui preso contigo, pode jogar a chave fora.” O príncipe beijou o espaço entre os seios de Upland depois daquela fala brega que evidenciava o quanto o próprio era o gado #1 de Melena. “Um cochilo durante a tarde pra matar a dona leoa do coração? Tô dentro!” Manifestou-se, deitando a cabeça no tórax alheio, aconchegando-se no corpo da namorada.













