Aquilo que o que eu mais desejava, aconteceu.
Como você sabe, estou em uma empresa extremamente tóxica. Um lugar onde venho trabalhando como um cachorro por 4 meses e trabalharei, pelo menos mais um com um salário ridículo, tudo porque aceitei fazer um outro trabalho. Não cabe aqui, nem a mim agora, especificar posições ou cargos.
"40tão, foi você que aceitou/buscou esse rolê, não foi?"
De certa forma, sim. E não me arrependo, mesmo tendo a ideia de que poderia estar cavando minha própria tumba.
Mas não queria para ficar como estou ou como venho sendo tratado. Não, a ideia nunca foi essa. Nunca foi ser tratado como um cachorro abandonado que fica perdido por aí.
Na última reunião, eis que fico sabendo que alguém vai ficar no meu lugar. Até aí,
...mas e eu, para onde vou? Como eu fico nessa situação toda?
Ninguém disse nada. Mesmo tendo perguntando algumas vezes, a única resposta que se ouviu foi "até o fim de julho, nós teremos uma resposta para você, sua situação estará resolvida."
A outra pessoa que vai ficar no meu lugar, já está querendo praticamente "sentar no meu colo", para não dizer sentar na minha cadeira... porque já me cobra coisas que ainda não tive tempo de fazer. Sim, eu tenho tarefas demais enquanto os outros têm bem menos tarefas do que eu. Enfim...
Apareceu aquilo que eu mais desejava...
No meio disso tudo, meu sócio conversando comigo me diz que precisava de alguém e que gostaria que eu trabalhasse com ele. Disse que sou uma pessoa organizada, que sou responsável e que seria bacana poder contar comigo na empresa dele.
É contratação direta. Não tem erro. Basta eu dizer "sim", que eu tô dentro. Nós já nos conhecemos, já trabalhos juntos e ele sabe como eu sou trabalhando.
Então, volto para o começo, onde eu disse que o que eu mais queria aconteceu....
a possibilidade de sair de um emprego tóxico e poder fazer outras coisas da minha vida. Ter mais liberdade para lidar com uma série de coisas e poder fazer muito mais, porém, ganhando o mesmo. O que, de certa forma, seria mais, já que me daria certa liberdade.
A diferença aqui é que não há dias, não há finais de semana, não há feriado. É tudo pensado de uma forma para que funcione.
Essa pergunta fica no ar. E agora, José?
O que eu mais queria aconteceu, e parece que na hora de pular, a gente ainda tem medo.
Não é fácil largar o "certo" pelo duvidoso. Não é fácil, mas mudanças devem acontecer.