eu não sei o que é o amor.
todas as vezes que me pego pensando nas incansáveis histórias de carinho e afeto não correspondidas que vivenciei, eu me pergunto se há algo de errado comigo. hoje mesmo estava conversando com uma amiga sobre o fato de achar que talvez seja um erro idealizar, desejar e sentir tanto a necessidade de uma relação. tenho medo, pois me encontro na era do desapego, onde simplesmente me tacham como carente por querer ser feliz com alguém. não, eu não projeto minha felicidade em alguém. eu vejo a felicidade como um sentimento tão pleno que merece ser complementado. entende?
me relacionei com uma pessoa que não acreditava em plenitude, e após um tempo percebi que estávamos falando de um estado. o que me completa, não é a mesma coisa que completa você ou qualquer outra pessoa no mundo. já fui muito feliz em relações que foram boas para mim e vivi momentos que vieram a se tornar únicos (sim, no plural) e que me dão certeza de que plenitude existe, por mais que algumas expectativas criadas não tenham sido correspondidas. já falei várias vezes, mas gosto de sempre lembrar que está tudo bem criar expectativas e que reciprocidade não é uma obrigação.
não sei dar nome àquela sensação boa que surge quando a gente se sente completo com a gente mesmo, mas tem uma pessoa ali juntinho para complementar isso, sabe? se ela não estivesse ali, estaria tudo bem, mas ela tá ali fazendo parte de todos aqueles momentos bons e fazendo você acreditar que existe algo muito maior do que simplesmente estar bem e feliz.
o que procede a plenitude é o amor?
é engraçado quando paro para pensar que talvez o amor seja um acidente que acontece quando a gente menos espera. mas como para mim, ele gosta de ser algo indescritível e confuso, eu lembro que tem vezes que amor também floresce. a gente cuida dele como um peixe beta em um pequeno aquário, onde diariamente vamos alimentando apenas um pouquinho para que ele não morra. quando a gente ama, a gente cuida.
uns dizem que o amor é ruim, pois faz doer. outros dizem que o que machuca não é o amor, mas sim as pessoas. ao mesmo tempo eu vejo pessoas tristes e felizes repletas de amor.
sim, eu já amei. mas como posso afirmar isso se não sei o que é o amor?
talvez amar seja algo único, mas sem padrão. essa vontade de sorrir, de chorar. de gritar, de silenciar. de estar junto, mas também de estar só. talvez o amor seja realmente toda essa confusão.
a única certeza que tenho sobre o amor, e que existem milhões de formas e significados para tentar chegar a uma conclusão sobre o que ele é. mas não preciso ficar aqui tentando buscar formas de explicar, pois o mais importante talvez não seja entendê-lo, mas simplesmente amar.















