Quero viver tudo.
Mas o medo fez morada em meu corpo.
E já não respondo com a razão,
mas com o instinto de sobrevivência.
Será carência?
De afeto, segurança e esperança?
Que eu faça vingança!
Contra todas estas barreiras
que me perseguem.
Que me fazem recuar,
apesar do desejo de voar.
Que meu EU volte ao seu lugar.
E eu reencontre a alegria de ser:
Apenas eu, torto ou direito.
Apenas sujeito. Vulnerável e capaz:
de amar, ser amado e existir.
De sentir...
Não consigo te deixar.
Seja da mente, do coração, aqui, agora.
Tornates minha obsessão.
Eu tinha poder sobre mim.
Mas ele se esvaiu,
no momento que vi teus olhos castanhos.
Não é bom. Para mim, para você,
que eu continue nesta posição.
Tenho pleno entendimento e clareza deste fato.
Porém, não consigo não escrever-te.
Nada mais é igual.
E estou enlouquecendo sozinho.
Imaginando-te sob cada detalhe.
Lembrando de cada fase e momento.
Com as canções tristes,
me entrego às lágrimas que caem por um talvez.
Pois já não sei a verdade.
Não sei o que de fato é.
E a incerteza me pertuba o sono.
Grite comigo. Grite contra mim.
Me diga qual a necessidade maior,
e se queres ficar ou partir.
Pois não.
Não consigo te deixar...
Hello, my name is Nadin. I’m from Gaza. I’m a graphic design graduate, a wife—and now, a mother.
I finished my design studies just before the war began. I had dreams of starting a small studio, of creating art that told stories. I used to think about colors and fonts and the future.
Then, the war came. And the future became something we tried to hold onto, moment by moment.
On October 22, 2023, I learned I was pregnant when a missile destroyed my husband’s family home, killing 25 members—his mother, siblings, nieces and nephews—entire branches of our family in seconds.
We were displaced twice. Everything was gone—home, safety, routine, rest.
A few weeks later, I gave birth to our daughter. There was no crib, no celebration—not even stillness. But she arrived, quietly and beautifully. In her eyes I saw something I hadn’t felt in weeks: life that still wanted to grow.
Now, our days are shaped by decisions that could dismantle the future we are trying to build together.
Today, Israel’s government is discussing plans for a full military occupation of the Gaza Strip, including Gaza City and southern regions. The stated aim: to eliminate Hamas and later hand governing control to allied Arab forces—not Israel—but with no clear path to peace or normalcy.
The humanitarian fallout is devastating. More than 61,000 Palestinians have died in this war; hunger and malnutrition are rising sharply. Hospitals in north Gaza have shut down, and 193 people have now died of starvation, nearly half of them children.
Aid remains blocked, water is scarce, and many risk dying of hunger or disease long before future promises arrive.
We Don’t Know What Comes Next
There’s no clear path forward—only uncertainty for our daughter’s life and our ability to survive another day.
My name is Nadin, and I’m a mother from Gaza.
How You Can Help
I’m asking for support—not for comfort, but for survival:
Help us meet basic needs so we can breathe, heal, and preserve a world for our daughter.
Support us as I try to stand again on my own feet—even a glimmer of stability matters.
If you’ve read this far, thank you. If you can give—thank you. If you can’t—just sharing this post is a lifeline I will never forget.
Tentando reaprender a maneira de ver a vida.
Sempre intenso. 8 ou 80.
O equilíbrio é a luz que persisto encontrar, no fim deste tunel.
Paz é consequência.
Buscando conexão. Comigo. Contigo. Com o que é certo.
Várias maneiras de interpretar. De ver. Fazer.
A pluralidade é a cor da existência
e a perdição do pensador.
Não quero tudo. Mas me imporam querer.
E eu pensei querer este modo de desejar.
Em paradoxo, carrego toda a culpa,
pois não quero culpar um outro alguém.
Talvez seja busca por controle.
Mas não consigo controlar a mim.
Há tanto a resolver.
Problemas imaginários.
Guerreio contra estas velhas percepções.
Discuto e discurso mentalmente.
Até esquecer. Até adormecer.
Tudo tão rápido.
Nada se fixa.
Os dias se unem e não há pausas.
A rotina cansa e a vida perde sentido.
Não quero ser este ser que desejam que eu seja.
Quero retornar à criança inocente,
que via todas as possibilidades.
Que desconhecia o medo. E iria mudar algo no mundo.
Ou no mundo de alguém.
Idealista, persisto em acreditar.
Que aceitar não é se conformar.
Que apenas trabalhar não é viver.
E que viver ainda pode valer,
se aceitarmos essa nossa natureza estranha.
Não sei se faz para ti.
Nem para mim...
Uma canção me fez escrever.
Ela sempre me faz pensar em você.
O tempo está frio e nublado.
E é o que mais gosto.
Queria que as nuvens me consumissem.
Que me levassem ao passado.
Eu teria fechado aquela porta.
E te beijado.
Sim, eu me arrependo.
Sim, eu faria tudo diferente.
Sim, eu te amaria como se não houvesse amanhã...
...pois agora sei que não haverá.
O choro e a dor são o que me acompanham agora.
Você se foi. Mas ainda está aqui.
Essas notas, melodia, me fazem imaginar:
Você e eu naquela janela.
O mesmo clima de hoje.
E o seu sorriso...agora tão diferente.
Será que consegue me ouvir dizer?
Eu te amo. Como eu te amo.
Só não sabia.
Sonhe comigo.
Pois eu nunca te esqueci.
Ouça meu pedido egoísta,
pois o faço pela primeira vez.
Eu te quero.
E não posso mentir...