
Andulka
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Alisa U Zemlji Chuda

祝日 / Permanent Vacation

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occasionally subtle
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Peter Solarz
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Janaina Medeiros
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YOU ARE THE REASON

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@acidulce
Da via à láctea 946 - poesia
ser
meu ser, ao todo, tornou-se páginas não preenchidas rascunho sem rabiscos frases escritas no céu, não lidas nem mesmo por amantes das nuvens, jogadas feito anagramas ao acaso, este que anda desengonçado tal como os versos sem rimas Assimétrico um perfume sem essência fadado à metáforas que, a essas alturas, já não se dizem necessárias mas é o que me resta e, sem opções, nelas permaneço pois quando sou silêncio o barulho é o que sobra este que afaga-me agoniza-me anseia-me assusta-me petrifica-me e me é. sem os mas e mais, sou barulho quando o silêncio é procurado.
Laura
colonial
Em que você se apega quando o fracasso antecipado lhe dá tapas secos no rosto? Quando o único motivo pelo qual você se sente mais um peso morto roubando oxigênio alheio é a sua própria existência? Quando tudo está nas suas mãos e você ri enquanto o tudo, pouco a pouco, se esvai e você o torna nada. Onde é que você busca refúgio quando não é capaz de nem mesmo chegar à um nível transcendente, pois com os anos se foi embora a fé, a inocência, tal qual o alimento espiritual. Não há o que me faça sentir, pelo menos um pouco, próxima e digna da presença onipresente, pois já não a sinto. Embora eu persista na ideia de que não me afeta, a frustração é inevitável. Eu quero dar o grito da independência, mas de forma mais gloriosa do que aquele episódio no Ipiranga, porque quando eu penso que deixei de ser colônia, eu me vejo cercada por outras colônias e colonizadores. É recíproco. Todos somos colonos e colônias, assim, simultaneamente. Um falha no sistema humano, uma falha que tento consertar, mas realisticamente falando, quem será o dom Pedro que irá me libertar?
Laura
satélite terrestre
renovo-me a cada lua cheia sinto o poder enérgico fluir em minhas entranhas resgato cada centímetro de luz que esvai de minh'alma quando a nuvem cinza interrompe meu flerte com o satélite terrestre narro os meus métodos de sobrevivência como quem guia turistas na metrópole. expor o meu corpo nu a quem o intriga é a escória do meu manual. sinto por fazer de ti uma necessidade e sinto duas vezes por dois ao admitir. já vem algum tempo que considero-me íntima para comparar-lhe a um parasita que não hesita não explica me complica suga-me e depois vai. não o odeio, a sensação de ser aspirada é um transe no qual sorrio enquanto ainda é um transe. mas peço-lhe, por caridade, para que deixe um resto de mim pois no mais tardar a lua cheia preencherá aquilo que ecoa o vazio mas que outrora já fora sobra e em teus lábios escorre vestígios.
Laura