Um domingo qualquer
Entrei. Sentei-me. Pedi. Bebi. Aborreci. Parti.

Kaledo Art

★

JBB: An Artblog!
Alisa U Zemlji Chuda
Show & Tell

izzy's playlists!

tannertan36
tumblr dot com

titsay

❣ Chile in a Photography ❣

pixel skylines
Three Goblin Art
Lint Roller? I Barely Know Her
"I'm Dorothy Gale from Kansas"
YOU ARE THE REASON

No title available
dirt enthusiast

⁂
cherry valley forever

#extradirty
seen from United Kingdom
seen from Austria
seen from United Kingdom
seen from United States
seen from Netherlands

seen from Saudi Arabia

seen from United Kingdom
seen from United States
seen from United Kingdom

seen from Malaysia
seen from Malaysia

seen from United Kingdom
seen from India

seen from Germany

seen from Malaysia
seen from France

seen from Malaysia

seen from Indonesia

seen from United Kingdom
seen from United States
@adelcir
Um domingo qualquer
Entrei. Sentei-me. Pedi. Bebi. Aborreci. Parti.
Tristes manhãs solitárias
Sem que eu pedisse outra xícara, o garçom trouxe-me um espresso puro. Tomei-o sem açúcar, tendo agradecido pela oferta da casa, que apostava em mim. Depois, pedi apenas água, cuja garrafa esvaziei com limão como acompanhamento. Ainda curti um pouco mais da boa música antes de partir. Após esta tarde, nunca mais voltei ao bar. Hoje pela manhã pedi um café duplo e pão integral com manteiga.…
View On WordPress
Enquanto há vida
Talvez eu escrevesse. Pensei isto após descer do ônibus e vacilar alguns passos na calçada da Augusta, já próximo da estação Consolação na avenida Paulista. Sentia-me cansado, embora não fossem 15h da minha sexta de folga. A causa do cansaço havia sido uma noite incompleta. De tal maneira que, resolvi partir de volta ao Tucuruvi antes da chuva. Em casa descansaria meu corpo sobre a minha…
Desapreço
Pouca bateria no celular. Não sei se há energia suficiente para um texto. Noite de sexta-feira da primeira semana de dezembro de 2024. Tenho ingresso para a sessão das 21:30 do aclamado “Ainda estou aqui”. Enquanto espero, bebo uma tônica no Café do Espaço Augusta. Impossível não notar a desvontade no atendimento, seja para comprar o que beber, ou mesmo para adquirir os ingressos. Trabalhadores…
Tênis grandes
Antes de entrar no ônibus, a moça tirou os tênis dos pés e doou ao jovem morador de rua, que ainda perguntou se ela tinha certeza do que estava fazendo. Da janela ela ouviu o rapaz comentar, enquanto deixava a doação no cesto de lixo: –São grandes demais para mim, moça!
Ainda
Após alguns goles de Skol, logo me aborreci de estar ali. Santana, zona norte de Sampa; uma parada no bar após o expediente de trabalho. Noite fria, sem cair tanto a temperatura. Dinheiro na conta; algumas dívidas pagas antes do combinado. Lembranças quaisquer. Um sábado melancólico. A noite em São Paulo é cinematográfica. O cinema grita. Os cenários reais pedem uma lente. Preto e branco, ou…
View On WordPress
Não me apresentaram Nelson Rodrigues (na faculdade)
Estranho. Não me recordo de ter sido apresentado a Nelson Rodrigues no curso de jornalismo. Sei que uma década depois li algumas crônicas do autor. Vergonha? De mim, sobretudo. A faculdade fez seu papel: entregar os diplomas. E nós estávamos ali não para estudar, não era o local correto. Hoje estudo muito mais. E aprendo. E de forma livre. Sei que em alguns copos de cerveja o professor Luís…
View On WordPress
O peregrino observador
Fui o primeiro cliente a entrar. Estava incerto de que aquela barbearia era a mesma de outro corte. Não reconheci o profissional. Relatei minhas dúvidas. Antes de entrar perguntei se aceitava crédito, sentando-me a seguir. Deixei sobre o balcão o meu boné e 3kg de carne. Foi colocado um avental sobre a parte superior do meu corpo. Informei como queria o corte. Deu-se continuação à cena. Olhei-me…
View On WordPress
Um copo de veneno
Eu passara em frente à cafeteria, sem desejar parada para uma xícara, sem dinheiro para tanto, além de conselhos médicos. Segui meus passos desapressados em direção à escada rolante. Meu corpo frágil era levado ao térreo. Via clientes se intoxicando de lanches rápidos. Via a banda passar. Era carnaval… O expediente de trabalho, eu cumpri neste sábado de carnaval. Antes da viagem de trem, pedi…
View On WordPress
Fuga
Uma voz repentina me trouxe incômodo. Fui para a música seguinte. Jazz, só queria instrumental. Pensava. Refletia. Sentia. Doia. Ela me deixou sem que jamais nos amássemos. Tudo era virtual, como explicou Calligaris ao Abujamra, que surpreendeu-se com tanta profundidade. Há pessoas que não morrem. Há as que já morreram. Pensei em Elisabete, a única que amei. Pensei em Leila, a que mais…
View On WordPress
Trem noturno para Guaianases
Eu havia determinado iniciar este parágrafo narrando um fato, mas acabei por esquecê-lo. Algo fortuito, que me chamou a atenção. Depois, adiei a escrita, esquecendo de diversos fatos ocorridos nos últimos dias. Quase tudo desimportante. Há que se ater ao que realmente interessa. “Trem noturno para Lisboa” – filme A estação de trem era tão fácil de chegar, e tão perto, que surpreendeu-me a…
View On WordPress
Um domingo improvável
Domingo. O dia é improvável. Desde às 8h da manhã estou pelas ruas. No boteco sujo tomei meu café da manha e paguei um pingando para um colega de trabalho. Este, ao ser informado que dia 24 deste mês trabalharemos juntos vendendo calçados, reclamou que teria que dividir o pão com mais um vendedor. Assim que bebeu do café-com-leite despediu-se e partiu para sua jornada. Quanto a mim, paguei a…
View On WordPress
Xícaras de café, latas de cerveja, e algumas reflexões
Sentei-me. O café não me foi servido. Erro corrigido, servi-me. Todo tipo de serviço possui falhas no atendimento. Pode chatear um ou outro cliente. Às vezes formaliza-se uma reclamação. Vira discussão. Acaba em tragédia. Alguém escreve a respeito. Cine Sesc Após o café, parti. Não sei para aonde, pois não me recordo, o que pouco importa. Sei apenas que já voltei ao mesmo Café. Não é que ele…
View On WordPress
Pessoa, uma poesia
Álvaro de CamposSim, sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo,Sim, sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo,Espécie de acessório ou sobresselente próprio,Arredores irregulares da minha emoção sincera,Sou eu aqui em mim, sou eu.Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim.E ao mesmo tempo, a…
View On WordPress
Descarte humano
Não nego. O uso de redes sociais me adoeceu. Antes delas, o sistema econômico me aviltou. E por onde passei, nos locais de convivência, vi gente doente. E me contagiei. Até perceber que estava adoecido, foram muitos anos passados de armas em punho. A competição é a regra. Meses sem escrever fizeram-me uma pessoa pior. Ofusco detalhes, que é direito meu. Eu contava voltar a digitar palavras em…
View On WordPress
Vidas que passam
View On WordPress
Alma paralela
Se soubesse do meu desprezo por ela não teria se incomodado com meu olhar investigando um corpo equivocado. Após pensar isso, calculei que isso caberia bem em um roteiro de cinema. A arte precisa de amargura. Este parágrafo é curto como o café que declinei. Em meio a devaneios, tudo é em vão. Hoje, este domingo, quero dedicar-me às artes e ao esporte. De onde estou, e não importa onde estou,…
View On WordPress