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"You can close your eyes to reality, but not to memories."
the end comes too soon like dreaming of angels | pov
Adeline acordou estranhamente cedo naquele dia e olhou para sua foto de cabeceira. Uma foto que ela fazia questão de ter mesmo após tudo que aconteceu. Era uma foto que possuía na sua casa na França. Era uma foto da morena com Anne, as duas eram pequenas. Aparentemente era só mais uma manhã comum, mais um dia longe de Anne, o que estava matando a garota por dentro, mais um dia de estudos, enfim, só mais uma dia em sua rotina. O dia amanheceu nublado e a previsão dizia que seria um dia ensolarado. “Tempo doido!”, pensou consigo mesma.
Ao sair de seu dormitório havia muitos cochichos e pessoas falando baixo, como se algo muito sério tivesse acontecido. A garota pensou logo que deveria ser mais alguma regra de Riddle, mas também pensou que se fosse, haveria pessoas falando alto e talvez até criticando em alto e bom som, por isso logo eliminou esta opção. Mas mesmo assim, o nível de seriedade pairava. O ar parecia pesado, como se fosse um enterro. O coração da garota havia começado a bater lentamente, como se soubesse o que estava por vir, como se soubesse que seu chão estava prestes a sumir de seus pés.
Adeline não aguentava mais aquele aperto no peito e parou a primeira pessoa que veio pela frente e perguntou o que tinha acontecido, a menina lhe respondeu que uma garota havia falecido que estudava na faculdade havia falecido e que a suspeita era overdose. A morena no momento em que ouviu aquilo sentiu seu coração prestes a parar, mesmo com a imagem da loira em sua cabeça, Adeline negou, não deveria ser, não podia ser.
A morena realmente tentava manter-se positiva, mas não conseguia, cada osso em seu corpo e todos os seus sentidos diziam que ela estava certa, mas ela não queria acreditar que era verdade. Discou rapidamente o número da irmã de Anne, a garota atendeu aos prantos não conseguia nem falar, mas assim que recuperou por alguns minutos o fôlego, contou tudo o que aconteceu. Adeline agora encontrava-se inconsolável, seu mundo havia caído, estava chorando como nunca havia chorado, enquanto escutava tudo o que a menina ao outro lado da linha dizia. Ao finalizar, a irmã da loira disse que a polícia provavelmente procuraria Adeline para entregar-lhe algumas coisas que eram de Anne e ela queria que ficasse com Adeline, era uma caixa e um papel que estava endereçado à ela e mais algumas pessoas. Assim que despediu-se da irmã de Anne, a morena correu, correu até suas pernas não aguentarem mais. Correu até chegar em um jardim, um pouco mais escondido do Instituto, sentou-se em baixo de uma árvore e chorou lembrando de cada momento com Anne.
Culpa. Remorso. Saudades. Adeline encontrava-se uma confusão de sentimentos e começou a reviver cada momento que passou com Anne em sua cabeça. O primeiro encontro, o primeiro beijo, o primeiro “eu te amo”, tudo. A morena deu uma atenção especial aos últimos momentos que passou ao lado dela, o último beijo havia sido no baile de formatura e se arrependeu por não ter feito o momento durar mais. A última conversa havia sido logo que a loira entrou na faculdade e se arrependeu amargamente de não ter conversado mais com sua melhor amiga e ex-namorada. Pensou que a morte de Anne provavelmente seria sua culpa e mesmo que não fosse completamente sua culpa, sabia que uma parcela da culpa pesava em seus ombros. Adeline queria sumir, queria voltar no tempo, queria um último dia com Anne. A morena nunca contou, mas enquanto namoravam, Adeline realmente pensava em passar o resto de sua vida ao lado da loira e agora, sem ela, não sabia como continuar ali, não sabia nem como iria continuar sua vida.
Depois de algumas horas, Adeline conseguiu recompor-se minimamente para voltar ao dormitório. Quando chegou, sua colega de quarto encontrava-se dormindo e em sua cama encontrava-se dois bilhetes e uma caixa, um tinha a caligrafia de Anne e automaticamente seus olhos encheram-se de água, e outro tinha a caligrafia de sua colega de quarto, que dizia que polícia havia deixado a caixa e o bilhete para ela, já que entre outros nomes no bilhete, havia o de Adeline lá. A morena não estava preparada para ver. Adeline saiu do quarto e ligou para a única pessoa que sabia que entenderia ela, ligou para sua mãe, ela lhe diria o que fazer.
Adeline contou tudo o que sabia para sua mãe, tudo, todos os seus últimos dias com Anne, recontou até sua história com a garota e logo já estava chorando novamente, o que também fez até sua mãe chorar. Após algumas horas de conversa, Adeline e sua mãe decidiram que o melhor agora para menina era voltar para casa e a morena sabia que era verdade, ela sabia que se continuasse no Instituto, as memórias a torturariam e isso ela já estava fazendo por si só. Sabia que a cada corredor que virasse, lembraria da menina que era o amor da sua vida e não aguentaria, seu psicológico era fraco e se continuasse ali, sabia que o pior aconteceria e por um minuto, ela pensou que não seria de tudo ruim, porque estaria ao lado da mulher mais maravilhosa que havia conhecido, mas Adeline gostava de pensar que Anne, a partir daquele momento, seria seu anjo da guarda e por isso seria forte por ela. Tudo o que faria dali para frente seria pensando em Anne, pois foi o único jeito que ela encontrou de continuar sobrevivendo.
Quando entrou para arrumar sua mala, sua colega continuava dormindo e nem viu quando Adeline terminara de arrumar suas coisa e se retirado do quarto, mas por consideração deixou um bilhete e assim, seguiu seu caminho. Seus pais haviam resolvido tudo para a menina conseguir chegar em casa com segurança. Só queria ir para casa logo e abraçar sua mãe, a garota estava um caos e tudo o que queria naquele momento era Anne de volta, mas sabia que não era possível, então guardaria a menina consigo para onde fosse, não importa o que acontecesse.
allmymxon:
As pessoas aqui são bem receptivas, hum?
Meu Deus, menina! O que aconteceu com você?
aidccn:
Passar provas já não é a minha coisa favorita do mundo pra fazer, e corrigir então tá numa escola muito mais baixa do que isso. O barulho não ajuda muito também, então se caso você estiver pretendendo ir direto ao assunto em algum momento próximo, eu agradeço.
C’mon, professor! Você não saiu dessa sala hoje, e olha, eu super entendo. Você tem afazeres e responsabilidades, I totally get it. Mas sério, você precisa pelo menos comer.
nxtsparks:
You and I, we’re like fireworks and symphonies exploding in the sky. With you, I’m alive, like all the missing pieces of my heart they finally collide. So stop time right here in the moonlight, cause I don’t ever wanna close my eyes…
Without you, I feel… Ahm, Oi? Você estava aqui a muito tempo?
... broke, like I'm half of a whole.
Oh, hey! Desculpa te atrapalhar, eu tava passando e ouvi a letra da música e não me aguentei e vim ver. Mas não, não estou aqui a muito tempo, só a tempo suficiente. By the way, sua voz é muito bonita
lestrangesheir:
Na realidade, não.
Não sei se teria aguentado ficar aqui muito tempo.
Eu realmente queria saber por que você existe e quem foi responsável por essa inconveniência.
Não sei o que você ainda está fazendo aqui, inclusive.
bellxnazzo:
Na verdade não, sua voz é muito bonita, sabia?
You really think so? Não tenho muita confiança em relação à minha voz.
jax-rp:
Boa colocação, é o tipo de resposta que minha esposa iria gostar de escutar, sabe, esse lance meio filosófico. Mas acho que a música está chegando no nível de banalização preocupante. Opinião pessoal, claro. Cores são mais complexas, são mais variáveis de acordo com suas tonalidades, suavidades… há tempero, há combinação… é algo visível e contemplável. Não sei, sentimentos são coisas que descrevemos com tanta profundidade e que são puras consequências para nossas ações e de outrem.
Eu entendo completamente, na verdade, é até legal ter a visão de alguém da área de exatas. Concordo bastante com o quê você disse sobre o nível de banalização, porque é realmente bastante preocupante e parece que vem ficando maior nos últimos anos. Mas, pensa, é como você disse. “Cores são complexas e variáveis de acordo com suas tonalidades, suavidades...” muitas pessoas se encaixam com esse tipo de descrição, por isso que a música possui um significado para algumas pessoas. Mas também concordo que sentimentos são profundas e consequências de algumas ações.
santibellerin:
No… Desculpa se te atrapalhei, só estava procurando uma sala vazia.
Oh, don’t worry, it’s fine. Sei que a sala não 'tá vazia, mas se quiser ficar...
♪ (elizabeth salazar)
Stressed Out - twenty one pilots
Eu pensei em um momento em que ambas se encontram no ápice de algum estresse (escolar ou até alguma situação dentro da família ou alguma a relação dentro da vida delas que elas já não sabem o que fazer e se encontram realmente estressadas), e por coincidência as duas acabam se encontrando nos jardins do instituto ou até na beira de uma piscina e começam a puxar assunto e começam a se abrir e lembrar de histórias da infância. Se gostar da ideia é só chamar no chat e a gente combina bonitinho e se quiser acrescentar alguma coisa, a gente conversa <3
clarissajensn:
Estou aqui a tempo suficiente para te ouvir cantar a música desde o começo e, menina, que voz hein! Senti o chão até tremer agora. Você canta desde sempre?
Oh God! Desculpa não ter te visto antes, por quê não me avisou? Eu poderia ter parado. Você gostou? Mesmo? Muito obrigada, seriously. Não sou muito confiante em relação à minha voz. Canto desde os oito, nove anos, por aí. Mas nunca cantei para um público, sou um pouco tímida quando se trata disso.
jax-rp:
Um bom tempo. Qual é o sentido dessas músicas? Sabe, não estou criticando, apenas estou questionando qual o sentido de uma música em que se explica sentimento através das cores como se fôssemos íntimos da composição. Não lhe parece estranho? Antiquado?
Ah, professor. Acredito que cada pessoa se expresse de maneiras diferentes, a música tenta comparar sentimentos à cores, I think it’s kinda beautiful. Mas se você parar para pensar, acredito que as músicas atuais, vem tentando relacionar várias coisas aos sentimentos. Cores, por serem algo comum e presente no dia-a-dia, tem gente que consegue se identificar com isso.
mike-shadow:
“No, my cat is a ‘little grumpy’. I’m a super badass guy.” Ele respondeu, revirando os olhos mais uma vez. Seu ego era maior que qualquer outra caracteristica sua, então mesmo sendo uma coisa boba, ele não admitiria. “Eu devia sorrir mais? Assim como você, sweet. É uma gracinha sorrindo”. Ele não se preocupou mais em esconder o sorriso que agora estava em seus lábios enquanto falava com a garota.
— A modéstia ‘tá em falta, né Mike? — Respondeu e logo soltou um riso, a menina sempre soube que o ego de Mike era algo enorme, então relevava coisas como aquela, até ria na verdade. — You totally should smile more often, I mean it. You have a beautiful smile. — Sorriu olhando para o menino que agora tinha um sorriso em sua face. —Oh, really? — Ao ouvir o elogio, as bochechas da garota aos poucos ficou um pouco avermelhada. — Thanks, love.
“Losing him was blue, like I'd never known, missing him was dark grey, all alone...”
Oh, olá! Você está aí a muito tempo?
fcktheweirdo:
Tudo bem. Eu sei que você tem esse hábito.
É… Eu me habituei. Percebi que quem nasceu para ser solitário, precisa de muito tempo sozinho.
Bom… Como estão as coisas? Continuam pegando nos pés dos alunos com as regras?
Vai demorar um pouco para eu me desacostumar, então já peço desculpas antecipadas se no futuro isso acontecer novamente.
Espero que você não esteja falando de você, porque você sabe que não nasceu pra ser solitária.
Oh, you know... as coisas estão indo, comecei oficialmente meu último ano, ‘tô bem ansiosa mas sei que nada muda. You have no idea como estão pegando no nosso pé, é um saco. Mas tirando as pessoas horríveis que você conheceu, como está sendo a faculdade? Aliás, esse negócio de pegar no pé dos alunos, continua também na faculdade, como um ensino médio parte 2?
I told you my secrets. I told you my pain. I told you how much you meant to me. I told you I loved you. I poured my heart out to you. But you left me in my most darkest hours.
And I’ll regret it every single day for the rest of my life, apologies are just not enough. I’m sorry… but I hope you know that… you’ll always be the love of my life.
mike-shadow:
Michael revirou os olhos e apertou os lábios, tentando evitar o sorriso que queria se libertar. “I’m not a grumpy boy…” Mas ele acabou sorrindo, e balançando a cabeça. “Well done, baby, conseguiu o seu sorriso.”
Adeline ficou esperando por alguns minutos, pacientemente, o sorriso que queria vindo do garoto, até que percebeu que na verdade ele estava tentando evitar que o sorriso viesse à tona. — You’re at least a little grumpy, c’mon, you need to admit it. — Sorriu e logo depois viu um sorriso formando-se no rosto de Mike, o que fez com que Adeline abrisse um sorriso ainda maior. — Yeaaaah! That’s my boy! Você deveria sorrir mais, baby. Seu sorriso é lindo.