MC: Boa tarde! Sou Kang SoRa! E irei lhe acompanhar durante esta entrevista!
Kaia: Boa tarde! Sou Alapaki Keamura, mas podem me chamar de Alin, ou Kaia!Serei a vocalista principal, e dançarina líder da A.F.G”
MC: Me diga, qual foi a sensação de finalmente debutar? Você era uma das primeiras a entrar na formação do grupo, ou entrou depois? Quanto tempo treinou como um grupo?
Kaia: Posso dizer com total certeza que os sentimentos que me dominavam naquele momento era um choque sendo seguida por um grito muito escandaloso, por não conseguir acreditar que realmente tinha sido aceita, perto do dia de declarar para todos quem seriam as pessoas que formariam o grupo, eu entrei em um grande nervosismo com medo do que viria mais para frente, mas ao mesmo tempo eu me sentia tão confortável como se não fosse minha primeira vez em um grupo. Meu tempo de trainee começou perto dos 18 anos, mas eu entrei no grupo depois de quase 1 ano de sua formação, em 2014, eu treinei junto as outras integrantes do grupo por apenas um ano. Para conseguir me acostumar com o ritmo e com o jeito de dança que teria que fazer, pedi pelo menos um ano sozinha.
MC: Entendo, por parte de Pai você é havaiana? Não se sente com medo da população coreana não gostar muito desse fato? Você acha que poderia sofrer com isso?
Kaia: Eu não me importo de falar que eu tenho parte da minha nacionalidade Havaiana, por eu mesma ter nascido lá, não vejo o motivo de não gostarem, ao meu ver, eles tem que gostar ou não de mim por causa do meu jeito, do meu estilo, do meu talento e etc. Claro que tenho um pouco de medo sobre como podem vir a agir, mas estou confiante de que eles vão me aceitar e não criar caso sobre minha nacionalidade.
MC: Já ouvi falar muito sobre você! Principalmente quando se trata de YoungJae! Qual sua verdadeira relação com ele? Muitos fãs acreditam que ele esteja namorando você, apesar de ainda não saberem que você é!
Kaia: Realmente, fico impressionada como algumas fãs shippavam e ainda shippam ele comigo, mesmo antes de eu aparecer em alguma foto ou vídeo. Só posso ir adiantando para todos que não, eu não tenho absolutamente nada com o YoungJae que não seja, um forte laço de amizade. Ao invés de casal deveríamos ser caracterizados como irmãos de outro sangue, mas não posso culpar ninguém por achar isso, quando ele não está em turnê ou treinando sozinho ficamos realmente grudados. Ele se auto denomina meu guardião, me protegendo, aconselhando e sempre tentando manter um sorriso em meu rosto.
MC: Outra coisa que já ouvi sobre você! Você veio para Seoul para tentar se recuperar de um incidente do passado, poderia falar mais sobre ele, para nós, se não for incomodo?
Kaia: Acho que já não é novidade ou mistério meu acidente. Ele aconteceu depois de passar três anos da minha vida viajando de lugar para lugar. Quando voltei para Maui, ia começar a semifinal da competição entre ilhas, na qual eu iria participar representando Maui. Nessa competição eu e um surfista de Honolulu estávamos quase que empatados, com diferença de apenas 2 pontos. Para assumir a liderança que até agora era minha, ele conseguiu de alguma forma me fazer perder o equilíbrio no meio da onda, no local onde eu cai era perto de alguns corais e na minha tentativa de mergulhar eu acabei por bater minha cabeça em um deles. Como nada havia acontecido, tirando a dor de bater a cabeça em algo duro, eu nem me importei e continuei na competição. Depois de ter passado 1 semana do ocorrido, eu estava dando aula de surfe para algumas crianças e aproveitando para treinar um pouco, quando em uma onda, eu perdi completamente o controle da minha perna, vindo a cair, só não me afogando por causa do meu irmão que ficava sempre assistindo. Após isso fomos até uma clinica especializada, onde descobri que tive 100% de perda do controle do tronco para baixo. Mesmo existindo o tratamento por lá, não era tão avançado como por aqui, fazendo minha família tomar a decisão de se mudar para a terra natal da minha mãe. Depois de um mês de termos chegado a Seul meu tratamento começou, posso dizer que de começo foi uma das coisas mais complicadas que já tive que fazer. Eu ainda estava na fase da negação, o que piorou meu estado no momento em que começamos o tratamento no qual eu não me vi capaz nem mesmo de me posicionar em pé. Em seis meses eu havia conseguido recuperar pouco mais de 40% dos movimentos, mas isso não melhorava em nada para mim, nesse tempo eu já estava começando a desistir de tudo, mas ainda continuava por ver como todos em minha volta estavam. E depois de passarem mais 6 meses estava com 80% dos movimentos, mas já estava tão cansada que comecei a não querer fazer mais nada, quase como se estivesse aceitando a morte. Mas meu irmão do meio resolveu me ajudar de uma forma que realmente me surpreendeu, ele vendo que eu já conseguia me locomover melhor sem as cadeiras de rodas, começou a me puxar para seus ensaios de dança, me ensinado e ajudando, aquilo começou a me fazer bem, era como se meus problemas tivessem sumido, junto a música, o que fez eu me empenhar naquilo em busca de esquecer meus problemas. Posso dizer que esse foi o pior tempo que já passei, me sentia inútil, um peso morto e etc. Mas hoje eu vejo que esse tempo me fez ficar mais forte e amadurecer mais.
MC: Você tem um ano de Trainne, antes de entrar para a formação do grupo, certo? Poderia nos dizer qual foram suas experiências durante esse tempo? Tanto as boas quanto as ruins!
Kaia: Antes de entrar no grupo eu fiquei um ano como trainee. Posso dizer que um dos piores pontos para mim como trainee, era a falta que o sono me fazia, não por eles não deixarem dormimos, mas por causa do meu problema eu me sentia atrasada em relação as outras, sempre ficando mais tempo ensaiando, graças a isso no dia de uma apresentação para os nossos treinadores e alguns dos K idols que não haviam saído em turnê ou outras coisas, eu estava tão cansada e minha perna havia sido tão pressionada no dia anterior que na hora que eu fui me apresentar com uma dança, minhas pernas acabaram por falhar e eu não consegui me levantar, foi totalmente horrível, eu conseguia ver os olhares de pena, as risadas presas no peito e os olhares reprovadores de algumas pessoas, aquele foi um dia no qual eu realmente queria desaparecer da face da terra. Igualmente ao dia em que eu estava tentando acertar o tom de uma música na sala fazia mais de 3 horas e na hora que eu havia conseguido, ocorreu um problema com os geradores de energia e com a própria energia me fazendo perder toda música salva, causando alguns risos para os outros Trainees presentes na sala, com o meu desespero. Uma das melhores experiencias que eu tive foi em uma sala de música treinando meu vocal e a mulher que estava nos avaliando me aplaudiu de pé com a música If You do BigBang. Também a chance de cantar com o cantor Eric Nam em uma apresentação para o público, mostrando os talentos dos trainees. Claro que tem várias outras, mas essas foram as principais que eu sempre lembro. E a que mais me marcou de todas foi quando eu entrei que uma mulher passou entre todos e parou na minha frente e falou em alto e bom som "Você vai ser a primeira de muitos trainees a desistir".
MC: Você acredita que se daria melhor como vocal ou rapper?
Kaia: Por mais que eu faça um pouco dos dois, acho que para meu estilo de voz o vocal seria mais apropriado, acho que minha voz por ser mais melódica e boa parte das vezes ser considerada mais calma e lenta se apresenta melhor na posição de vocal. E ao meu ver, boa parte dos rappers, possuem uma voz mais sedutora, marcante com a fala mais rápida e direta.
MC: Disseram que você já foi para diversos lugares! Poderia dizer quais, e qual suas experiencias nesses locais? O que gostou e o que não gostou! Aprendeu alguns idiomas diferentes? Se sim, poderia cita-los e falar algumas palavras nesses idiomas?
Kaia: Durante os três anos que viajei passei por ao todo sete países diferentes, minha primeira parada foi o Equador, outro pais cheio de belezas, visitamos por lá duas cidades, a primeira era Banõ, onde pude ver as mais bonitas quedas de água, aproveitar as fontes termais e ainda praticar os esportes e as aventuras de minha mãe junto dela. E depois seguindo para Galápagos um arquipélago belíssimo, onde fomos próximos até a boca de um vulcão adormecido. Outro lugar onde a culinária era ótima, eu comi por lá uma especie de bolinho de milho fervido na folha do milho, que eles chamam de Humitas maravilhosos. E o melhor momento foi na festa da "La Mama Negra", onde tive a oportunidade de ver meu pai e irmãos vestidos de mulher, no mês de setembro. Que fue mi viaje a Ecuador (Essa foi minha viagem ao Equador). Saindo de lá nossa segunda parada foi o México, posso dizer que adorei aquele lugar, nós passeamos por três cidades Puerto Vallarta, Cancún e a Cidade do México, as praias, a cidade e até os nativos eram todos maravilhosos. As comidas tipicas eram deliciosas, principalmente os burritos. Enquanto visitava tudo eu nadei com tubarões, golfinhos e surfei, mas a melhor parte veio no dia primeiro de novembro, quando aconteceu "la fiesta de los muertos", tudo era maravilhoso, as músicas, as cores, maquiagens, fantasias, as caveiras que decoramos e etc. E como eu já estudava e sabia um pouco do espanhol foi bem mais fácil de me comunicar com as pessoas. Que fue mi viaje a México (Essa foi minha viagem ao México). A terceira parada foi Portugal, posso dizer que não foi uma das mais emocionantes, mas não deixou de ser boa. Em meu tempo lá fiquei apenas na cidade de Lisboa. Conheci vários tipos de monumentos, visitei museus e aquários. Não era muito chegada a doce naquele tempo, mas graças a aquela viagem isso mudou, ou melhor, graças ao Pudim Abade de Priscos, eu ia comer só um pedaço, quando eu vi já tinha comido ele todo e meus pais e irmãos nem tinham tocado nele. Infelizmente na época que eu fui não tiveram nenhum feriado ou festival, mas posso dizer que essa foi uma viagem voltada para a educação. Posso dizer que a comunicação só foi fácil, por causa de algumas pessoas que falavam inglês, estarem próximos de nós. Está meu viagem foi Portugal. A quarta viagem da minha lista foi o Brasil, posso dizer que quando eu cheguei acabei por ficar bem surpresa, estava na época do "Carnival", uma festa cheia de cores e músicas. Eu fiquei em uma cidade chamada de Rio de Janeiro, por lá eu visitei uma estatua gigante, que era um homem com o que parecia ser braços abertos, só não consigo recordar o nome, no mesmo dia fomos em um monte que parecia ter açúcar em cima e por lá comemos, posso dizer que naquele dia eu engordei alguns quilos, colocaram na minha frente uma comida chamada "fejoada", depois me entregaram vários doces chamados "brigadeirus". Teve o dia em que estava tendo um desfile em uma avenida principal, meus pais ficaram em casa, indo apenas meus irmãos e eu, chegando lá começamos a ver o desfile, até que três meninas pararam do meu lado e começaram a me encarar, quando olhei para elas, pareciam aqueles sorrisos do cheshire cat, e depois disso eu não entendi muito o que elas falavam, só sei que ficou eu fui perseguida por três garotas, que pareciam gritas "Korean waits". Fiquei graças a isso ouvindo piadinha por uma semana do meu irmão mais velho. Meu português é o que se chama de básico errado, só me salvei por ter pessoas que sabem o inglês. Meu viagem do Brasil Minha quinta viagem..... Rússia, começo de ante mão falando que, com toda certeza essa foi a viagem mais difícil que eu fiz, por não entender praticamente nada do que acontecia ou falavam e boa parte da população fugir de mim quando tentava perguntar algo em inglês. Meu prato preferido foi o Borshch uma sopa de beterraba, que por mais estranho que pareça é muito bom. Quando viajei para lá permanecemos em Moscou mesmo, eu sempre fui louca para visitar aquele palácio gigante e colorido e posso dizer que é maravilhoso, eu não parei de falar isso enquanto eu estava lá, para se ter uma ideia teve um dia que eu sai do hotel com uma fita na boca. Visitamos a festa da trindade, nunca ouvi tanto barulho e muita diversão em um lugar só. Minhas penúltima viagem foi para África do Sul, nessa viagem eu fui mais para uma viagem voluntaria, nessa viagem meu pai e meu irmão mais velho não foram. Durante essa viajem nos visitamos alguns vilarejos, distribuímos roupas velhas, comida e etc. Durante alguns dias da viajem, eu peguei algumas crianças e comecei a passear com elas pela cidade, ai você imagina, estava com mais ou menos 14 crianças e eu e meu irmão os únicos responsáveis. Nunca vi tanta alegria em comer uma torta de leite. Essa viajem foi uma das mais impactantes que eu fiz, depois daquela viajem, minha mãe começou a ajudar aquelas famílias, indo a cada 3 meses visitá-los. E minha última viagem foi a China, havia por lá alguns parentes da minha mãe que moravam por lá tinha mais de 10 anos. Então passamos o final da nossa viagem junto aos familiares da minha mãe. Eu quase não sai de casa, então não posso considerar uma viagem proveitosa, passamos a viagem inteira enfurnados, em uma casa que não tinha internet. A única coisa que eu e meus irmãos fazíamos era jogar baralho ou domino. Mas não foi de tudo ruim, mesmo enfurnados dentro de casa, sempre dávamos um jeito de sair, seja pulando a janela, saindo de madrugada e etc. Bom isso foi um pouco das minhas viagens, peço desculpas acho que me empolguei um pouco.
MC: Wow, isso parece bem legal! Irei para alguns desses lugares nas minhas próximas férias *risos* Para entrar para JYP, você cantou Run, do grupo BTS! Como se sentiu ao ser aceita? E como foi cantar e dançar para grandes críticos musicais? Tinha alguma celebridade quando fez a audição para entrar para o grupo?
Kaia: Quando falaram "você foi aceita", posso ter feito algo sem pensar e bem estranho, eu perguntei se tinha realmente passado e quando o próprio Jin-young (o dono) confirmou, eu posso ter abraçado ele por impulso e depois do meu erro ter saído quase que correndo. Antes da apresentação posso dizer que estava nervosa pensando nas várias criticas que poderiam me dar, tantos as boas como as ruins, então quando entrei na sala e me apresentei pode ter certeza que eu coloquei todas as minhas forças para fazer bem e ser aceita pelos críticos, enquanto cantava e dançava eu podia perceber os olhares pegando cada movimento que eu fazia e muitas vezes conseguia ouvir alguns sussurros. Eu estava realmente pirando por dentro! Pode parecer um pouco estranho, mas com o nervosismo que eu estava, nem olhar para a cara dos críticos eu olhei direito, apenas um relance, mas posso jurar que tinha alguns rostos familiares.
MC: Você já deve estar enjoada de tanto me ouvir falar! *risos* Bem, boa sorte com seu debut! Estarei esperando ansiosa por ele! Por favor, mande uma mensagem aos seus futuros fãs!
Kaia: Obrigada. Nossos futuros fãs, podem esperar grandes conquistas com o A.F.G., muitas risadas, palhaçadas, algumas lágrimas e muita diversão. Espero que vocês consigam ser tocados pelas letras, se divirtam com as danças e ritmos, se identifiquem com alguma integrante e que interajam conosco quando nos encontrarmos. Que fiquemos juntos do começo ao fim dessa jornada, que vocês se alegrem com nossas alegrias, se comovam com a nossa tristeza, que vibrem com as nossas vitórias, que enlouqueçam a cada comeback, que nos vejam como uma família e que mesmo depois de tudo que acabou de começar, acabar, vocês continuem conosco em seus corações, que nós possamos virar mais do que apenas sua diversão. Que um dia vocês possam olhar para os filhos de vocês e falar, "Essas garotas me fizeram felizes demais quando tinha a sua idade, mesmo distante delas. Me fizeram surtar com suas músicas, rir com suas palhaçadas e chorar de orgulho pelas suas conquistas."
MC: Você preparou algo para o fim da entrevista, estou certa?
Kaia: Sim, irei tocar e cantar uma música!
P.S.: Em breve, esterei postando a música que Kaia Tocou ^^