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@alcoolism
entende ?
sacou?
Kiss
O amor da minha vida tem uma cor específica. São alguns tons de azul que me inspiram e tranquilizam.
Ela foi a imensidão do mar, o melhor lugar pra mim. Mas, como eu não sabia nadar, me afoguei — não sabia pra onde ir.
E, por ser tão rasa, fui uma piscina por anos. E você, tão intensa, a imensidão de um oceano.
Eu deveria me amar na mesma intensidade em que eu me saboto.
— Motoshima.
“eu estava só me enganando quando disse pra mim mesmo que tinha superado você. Sabe quando notei isso? Quando tentei seguir em frente, quando me permiti dar uma chance para outra pessoa, mas o problema é que você não sai da minha cabeça, te quero aqui comigo, mas não do jeito que você acha que eu quero, amizade não é o suficiente pra mim, mesmo que esteja tolerando isso por medo de te perder. Te ver com outra pessoa está me matando, essa dor é muito pior do que pensei, e talvez ela nunca passe“
Um Garoto em conflito
Quero cuidar de você, meu bem. Não precisa ter medo de mim, você deve me conhecer melhor que ninguém nessa vida, sabe que tudo que quero é sua felicidade. Confia em mim, se entrega para mim, prometo cuidar bem desse coração machucado.
Quero morar em você.
Somos despedaçados pelos traumas que carregamos
Remontados de outra maneira pelos outros
[como se nunca tivemos sido quebrados]
Devaneios
Sentado em meu escuro e frio quarto
Com uma belíssima convidada
A Sra Solidão.
Minha grande e velha companhia e melhor amiga de finais de semana,com o rascunho da semana corrida e agoniante.
Ela,mais uma vez me estende uma garrafa de vinho que prontamente aceitei.
Me sentindo embriagado de tristeza, novamente me encolho nesse sofá preto e gelado.
Com palavras soltas e cada vez mais barulhentas e gritantes em minha mente.
Perdido em meus delírios poéticos constante com uma grande grade de prisão.
Malditos delírios de sentimentos confusos
Em silêncio, nossos olhos se encontraram, naquele momento não precisamos falar absolutamente nada, alguma coisa já estava sendo dita sem palavras. Em inúmeros instantes frases não são necessárias, a quietude consegue dizer tudo e soa alto o suficiente como o badalo do sino de uma igreja. Mas, no fundo, se eu conseguisse pronunciar alguma palavra declararia o quanto gosto quando nossos olhares se chocam, o quanto aquele sorriso discreto me esmaga e como gosto de ouvi-lo falar demais sobre coisas que, por sinal, não me interessam. Gostar de alguém é assim, acredito; ouvir coisas que não ouviria antes por não fazer parte do seu dia a dia, contudo naquela voz, o único tom calmo e diferenciado, os desgostos ou desinteresses começam a fazer todo e qualquer sentido.
Enquanto nosso braços se cruzam, meu corpo anseia por algo mais, pelo além. Do toque ao adormecer lado a lado, com todo o sentimentalismo barato dos clichês natalinos que fazem parte dos meus finais de ano corriqueiramente; eu amo filmes de natais, finais de ano, paixões previstas e tão inimagináveis. Acho que somos isso, inimagináveis. Quem diria que eu, logo eu, cairia de cara em caprichos tão opostos aos meus, à danças completamente diferentes das minhas, em palavras que jamais sairiam da minha boca. É assim quando reviro os olhos quando ele fala, numa tentativa tola de parecer indiferente, no entanto nunca estou.
Meu peito vibra seu nome a cada segundo, não como necessidade, mas uma vontade imensa de tê-lo ao meu lado. É normal, é claro, e, ao mesmo tempo, completamente incomum; eu e toda minha dualidade deve confundi-lo também. Sou assim, meio confusa, meio sem rumo e completamente apaixonada.
Meu silêncio diz muita coisa, ecoando numa caverna cheia de sentimentos, contudo escura; segmentando os momentos, dando razão a insanidade, caminhando a passos firmes, porque no final do dia eu ainda terei um braço para pegar, um sorriso para vislumbrar e um nome para chamar. Sei que erro. Ah, os erros são como certezas extensas, letras claras e cursivas, tatuando minha pele com brutalidade. Eu erro a cada passo, cada piscada, todavia cada um deles é tentando acertar, mantê-lo, acariciá-lo; segurar seus braços enquanto somos esmagados em um ônibus lotado.
Muitas vezes as palavras podem não fazer sentido, sendo grafadas de maneira confusa, mas tento o tempo todo me mostrar, mesmo recuando, mesmo evitando, porque no fundo tenho medo de perdê-lo para alguém melhor, para uma pessoa que ama a vida, que ama as cores, que simplesmente admira ainda estar aqui. Na maior parte do tempo estou duvidando das minhas capacidades, vontades e desejos; seguindo de uma forma alheia demais o que significa viver, enquanto sua vida parece clara e vista da ponta do seu nariz. Talvez seja disso que eu preciso, de toda a certeza de que devemos amar a vida e que estar vivo é uma dádiva e não um castigo.
Se eu eu pudesse te dizer somente um termo, seria “fica”, porque já faria a diferença na minha vida, já seria especial, me admiraria, me amaria. O ficar tão imediato, desesperado, carregado de vontades imensas e sentimentos duradouros, pois nem tudo é como eu via antes ou me sentia. Começar a enxergar o mundo de uma nova forma ainda causa um estranhamento estomacal que não sei controlar ou, tampouco, lidar. Me descuido a todo tempo, sinto vontade de gritar, de chorar e recitar frases que jamais fariam sentido anteriormente. Estou, a cada segundo, me transformando em uma pessoa nova, cheia de vontades, caprichos, seus caprichos; e talvez seja a minha mais nova vivência e realidade, porque se você ficar serei a pessoa mais feliz do mundo, mas se partir sei que me mostrou algo que eu jamais pensei em ver anteriormente. Talvez, por vontade própria ou de alguém além, eu esteja pronta para parar de sobreviver e sorrir todos os dias como se a vida valesse a pena.
Me apaixonar pelo mundo, começar a ver as cores, sentir o vento bater em meu rosto no interior do Rio de Janeiro. Simplesmente respirar ares diferenciados e conhecer coisas novas contigo. É onde quero estar.
Será que finalmente encontrei o meu lugar? Por isso eu peço:
Fica.
m-ariar
Você é a causa, tratamento e a cura da minha ansiedade.
— Miocardite.