Não importa pedir um milhão de vezes, eu não vou deixar você entrar nessa sala agora. Os mortos estão descansando lá dentro, eu não atrapalharia eles, ainda.
E se eu te pagar um café? Um café de mais ou menos 1000 dólares?
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@aleksandraking
Não importa pedir um milhão de vezes, eu não vou deixar você entrar nessa sala agora. Os mortos estão descansando lá dentro, eu não atrapalharia eles, ainda.
E se eu te pagar um café? Um café de mais ou menos 1000 dólares?
desperate housewife | @david
David estava perfeitamente ciente que a maioria dos trabalhos que aceitava naquela cidade estavam abaixo de suas capacidades. Eram poucos os que o fascinavam realmente, a maioria sendo só donas de casa aborrecidas querendo perseguir seus maridos, apenas para acabarem ou chorando nos seus braços ou dando em cima dele quando descobriam que todas aquelas noites trabalhando até tarde eram passadas no Lovelace. Sabia que podia fazer mais. Poderia se envolver na causa, lutar por todos os mutantes daquela cidade, mas fazia muito tempo que tinha feito a promessa silenciosa a si mesmo que nunca mais se envolveria em assuntos militares. No entanto, parecia impossível simplesmente deletar as duas décadas de fieldade ao seu povo que tinham sido incutidas nele, por muito que ele não tivesse a certeza mais para quem ele devia essa fieldade.
Então, quando viu Aleksandra bem na sua frente, com um ar nem um pouco feliz, apenas revirou seus olhos, passando reto ao lado dela. — Não. Ele está bem aqui. — Levantou o pulso para que ela o visse, enquanto sua outra mão procurava as chaves no seu bolso, abrindo a porta que dava para seu escritório/casa. Infelizmente, a vida de detetive de privado era realmente tão pobre quanto os filmes americanos gostavam de a representar. — Eu te convidaria para entrar, mas tenho certeza que você vai se fazer de convidada. Achei que eu tinha falado que eu te ligava. — Comentou, se dirigindo ao bar e se servindo de um copo de whisky, logo fazendo um segundo para a outra e se virando para o estender para ela.
Ao olhar realmente para ela, ergueu uma sobrancelha em surpresa. — You look like shit. — Disse, numa sinceridade caraterística dele. Rude, bebendo whisky na frente dos clientes e dormindo no seu próprio escritório. David se tinha tornado num clichê. Ótimo. — Seu marido te está traindo. Com prostitutas. Mas sinto que isso não vai ser uma particular surpresa para você, considerando que você já parece infeliz sem minhas péssimas notícias. — Caminhou até a cadeira atrás da mesa, se sentando lá, ingerindo metade do seu copo. — Se você quiser posso te recomendar para uns ótimos hitmans sem código moral. — Uma piadinha algo sem gosto, mas nunca sabia o que dizer nesses momentos.
Aleksandra entrou no escritório, ignorando o comentário de David. E sem que ele falasse qualquer coisa, se dirigiu cadeira que ficava em frente a mesa. Não estava se importando em seguir formalidades ou bons modos. Não se surpreendeu quando o detetive foi direto ao bar. E não poderia julgá-lo, se tivesse que investigar casos extraconjugais naquele escritório sem graça pelo resto da vida não conseguiria seguir o dia com uma postura otimista.
Misturar vodka com whisky é uma combinação que só leva a um lugar, ao fim da linha. E ela não estava muito longe disso, não via motivos em não aceitar a bebida. "So do you." Respondeu sem pestanejar, mas forçou uma risada boba para não ofendê-lo. Todo o perfume francês do mundo não conseguiria esconder o cheiro forte de álcool que exalava. "Eu já sabia." Respondeu, após um longo e exagerado suspiro. Já havia descoberto os affairs de Norman há um bom tempo, mas sabia que não adiantaria nada confrontá-lo sem evidência alguma, afinal ela era conhecida por uma tendência possessiva e imaginação fértil. "Só precisava de provas concretas." Seus olhos se encontravam com o de David por trás do copo de vidro, e conseguia ver o quanto ele estava entediado com o caso em questão.
"Obrigada pela oferta, mas já conheço um profissional de confiança." Seu tom parecia sério, mas não passava de uma brincadeira. Repousou o copo vazio na mesa, agora marcado pelo batom vermelho. E como fazia calor naquele escritório! Considerou sugerir que o detetive gastasse o cheque que estava prestes a receber com um ar-condicionado, mas preferiu se abster de tais observações e apenas retirou a jaqueta pesada. "Então, você vai me contar todos os detalhes ou vou ter que adivinhar?" A alta temperatura continuou a incomodar, desabotoou os dois primeiros botões da camisa na esperança de que não começasse a suar. "Não os detalhes íntimos, é claro." Contorceu seu rosto em uma expressão de desprezo.
um garoto lá do colégio, não acho que você conheça ele. pode crer, tem muita gente que merece mesmo. esse aí mesmo mereceu, eu faria de novo só pra deixar ele com os dois lados iguais.
Só tome cuidado para não ser expulso da escola. E o que ele fez?
‘tá, talvez eu tenha mordido um cara na escola, mas ele me provocou. eu sei que não justifica uma baixa de um braço, mas… bem, você entendeu. eu fiz merda.’
Quem você mordeu? Sim, essa pergunta é importante. Não comente com o seu pai o que eu vou dizer, mas tem gente que merece mesmo uma boa mordida.
“Sim, eu posso usar meu poderosíssimo cérebro para trazer seu copo até você. Mas também posso usá-lo para enfiar o copo, ou qualquer outro objeto da minha preferência, nessa sua bunda preguiçosa.”
"Que menina malvada, fazendo ameaças a torto e a direito. Atenção mundo, não mexa com ela."
“Você estava por lá, então? Difícil saber quando todos estavam mascarados e eu não possuo telepatia” ela suspirou, tentando focar-se apenas na lembrança do começo do baile, não no massacre que aconteceu depois. Dependendo do seu traje, posso até adivinhar alguma coisa.
"É lógico que estava." Disse como se fosse óbvio. "Não foi tão difícil assim identificar quem era quem." Ergueu uma das sobrancelhas e levou uma mecha loira para trás da orelha.
Tem alguma outra garrafa por aí? Acho que essa vai ser a minha única defesa também. É realmente um porre não ter uma habilidade que se manifeste quando se precisa.
Minha mutação é completamente inútil se a outra pessoa estiver acordada, por isso que peguei essa garrafa. Será que é o suficiente pra apagar alguém? Aliás, quer um gole?
Sim, eu vou usar essa garrafa de champagne para me defender E estou tentando esvaziá-la para evitar desperdício.
My lovely Sasha, esse seu sorriso me mostra que você me ama muito ou que já bebeu além da conta. Depois de anos de experiência, eu acredito na segunda opção. E por mais que eu ache isso hilário, sou eu que vou te carregar no final da noite, então tenta me ajudar.
Apesar de achar fofa e inusitada essa sua preocupação, eu sei me cuidar muito bem. Pare de ser tão preocupado. Isso te causará rugas.
@thecrzybtch
Encontrar seu espelhinho em uma bolsa pequena no meio de um salão não era fácil, ainda mais se levasse em consideração seu estado ligeiramente alterado. Segurava a clutch estava com a mão direita e com a esquerda levava seu celular, chave do carro e uma arma de choque. Onde foi parar esse maldito espelho? Estava equilibrando todos esses objetos quando alguém a empurrou pelas costas. Ver o iPhone sendo lançar no chão foi suficiente para que agisse de forma consideravelmente bárbara. Quando voltou a si já tinha eletrocutado o rapaz que causou o pequeno acidente. “Sorry?”
Ouvindo o tom de voz irônico em sua proximidade, Laurel virou-se na direção da voz jocosa e encontrou uma loira. Arqueou a sobrancelha, cruzando os braços enquanto a fitava.— Não quis dizer em relação às máscaras e sim ao meu poder, embora deva concordar que estão um desastre— comentou.— Se você consegue identificar a maioria dos presentes, parabéns, merece ser chamada no palco.
Não conhecia a moça a sua frente, mas a reposta dela foi no mesmo nível de seu comentário. “Sim, realmente. Acho que tenho que subir no palco para receber minha medalha.” Contorceu seus lábios em uma expressão de desgosto. Mesmo que quisesse não conseguiria abandonar a ironia. “Se bem que eu poderia identificá-los melhor se estivessem sem roupa.”
Essa é sua sexta taça de champagne? Perdão por te observar, mas seria legal da sua parte não esvaziar todas as garrafas de Veuve.
Perdão? Por me observar? Que? Baby, c’mon! Qual foi a última vez que a gente bebeu tanta champagne assim?
— Sim, eu consigo reconhecer praticamente todo mundo desse lugar. Não, isso não torna as coisas mais interessantes— Laurel murmurou, com o mau humor de sempre, encostada em um dos pilares do salão de festas.— Muito pelo contrário, aliás. Já me arrependi de ter vindo.
Aleksandra estava preocupada em pegar mais uma taça de champagne, e encontrar um garçom não estava sendo fácil. Ao andar pelo salão gigante ouviu todo o tipo de conversa. “Olha que incrível!” Disse em um tom claramente irônico. “Você deve ser a única pessoa que consegue identificar as pessoas por trás de máscaras que mal cobrem os olhos.”
aleksandra “sasha” king at the masquerade ball
i told you, i was trouble you know that i'm no good
I got a secret that I wanna show you | @aleksunter
Hunter encarou a loira com muita seriedade – conseguia ver o álcool brincando em suas veias só pelo olhar. Já havia virado um profissional em identificar aquele tipo de coisa. Por mais que o próprio Horus não ficasse bêbado, trabalhava em um meio onde todo tipo de droga circulava, o que significava que sabia o efeito de cada uma nas pessoas. Ele não respondeu suas primeiras perguntas, apenas arqueou a sobrancelha e esperou ela se tocar que ele estava cercado de equipamentos de DJ e, consequentemente, muito provavelmente era o próprio. Felizmente, ela o fez com rapidez. A mulher era completamente linda, mas a sua última pergunta pairou na cabeça de Horus como um grande ponto de interrogação. Ela estava flertando? Se estivesse, era um jeito muito esquisito de flertar, ele concluiu. Contudo, ele entrou na dança. – Claro – ele sorriu, sempre extremamente charmoso. Ajudou a mulher a subir no palanque do DJ ao lado dele e a levou até o seu computador, que mostrava uma infinidade de opções de música. – O que acha dessa? – ele perguntou, apontando para a música na tela e voltando os olhos para esperar a reação alheia.
Conseguiu subir no palanque sem sequer tropeçar, e de lá via as pessoas dançando na pista. Todos pareciam estar tomados por um pouco de loucura e bastante luxúria, e queria se sentir como eles. “Girls love Beyoncé, you know.” Seu sorriso sugestivo foi substituído por uma mordida nos lábios, como se estivesse concentrada na música escolhida. A voz da cantora americana servia como uma espécie de feitiço, como se as palavras fizessem a realidade ficar mais tentadora que o normal. O lugar estava abafado, e como todo o álcool que consumiu havia feito desaparecer qualquer resquício de pudor que pudesse ter, deixou a taça próximo ao equipamento do DJ e jogou em algum canto qualquer o blazer que vestia. O vestido de cetim vermelho, que exibia melhor suas curvas, combinava com o batom cor de sangue. Sua mão deslizou nos braços do rapaz à sua frente e o puxou para que ele se aproximasse. “Vamos dançar!” Riu, balançando os cachos loiros. Já tinha esquecido o motivo que a levou até a boate, tudo o que importava agora era mover o seu corpo junto com a música.
– ( ☠ ) ❛❛ Pessoal demais? Perdão, perdão. É o costume do trabalho.
Só estava querendo iniciar uma conversa agradável. ❜❜
Toda conversa agradável começa com uma pergunta pessoal. Você acharia interessante falar sobre a variedade de pedras no meu jardim? Se bem que até isso pode soar pessoal, dependendo do contexto.
‘’Olha, eu vou pegar esse livro de Física e vou rasgar com as minhas garras. Eu não aguento mais essa porra dessa força de atrito, parece que eu não sei fazer nada. Eu sou um puta inútil mesmo, vou tirar zero na próxima prova de novo e vou repetir de ano. Puta que pariu.’’
Se você repetir de ano eu venho te visitar todo dia, o que acha? Não repita de ano, não me obrigue a passar por isso.