Além do Mar é uma Fanfiction dedicada ao Universo de Yu Yu Hakusho que conta sobre um segredo muito bem guardado de Hiei e mostra como a vida dos outros seguiu depois de três anos após o último torneio do Makai... Romance, Drama, Ação e muito Mistério os aguarda. Além da Fanfic, o blog também tem matérias, curiosades e tudo mais que seja a respeito de Yu Yu Hakusho. Curta, siga, compartilhe, conte pra todo mundo, porque muita coisa te espera aqui, no Além do Mar.
Olá lindeza do tumblr tudo bom? Espero que estejam todos bem e tomando cuidado, estou passando para avisar que esse tumblr vai ser desativado em breve.
Então é… Há muito tempo o tumblr deixou de ser um lugar amistoso para as postagens do blog. Tivemos inúmeros problemas desde que o Yahoo comprou o tumblr e mudou muito da plataforma, os textos bugavam direto, tínhamos o triplo do trabalho para fazer uma postagem e as novas regras literalmente acabaram com a nossa liberdade.
Por conta disso e muitas outras coisas, fizemos o blog novo, e estamos postando lá já tem 3 anos. Aqui estava aberto ainda por respeito aos leitores e os comentários que recebemos, mas infelizmente a mais nova recente novidade que vi no Tumblr é que 80% do conteúdo do blog recebeu censura por ter conteúdo para maiores e por direitos autorais.
O tumblr não me dá uma ferramenta de arrumar esses posts em massa e a que me sobra é extremamente limitada e me perdoem, mas eu estou farta daqui e dessas regras idiotas.
Então a todos vocês seguidores, antigos ou novos, eu agradeço de coração se nos acompanharem no novo blog. Acesse aqui: http://yyhalemdomar.com.br/
Obrigada por seus comentários, feed back e apoio no último ano e espero que vocês continuem a mergulha em Além do Mar.
Forte Abraço, Lunnari.
Estamos de casa nova um tempo já, mas na correria acabei deixando aqui de lado, mil perdões! Fica aqui para vocês então o link =3
Esse tumblr será desabilitado em breve ^~ então corram pra lá!
Infelizmente de uns tempos pra cá, o tumblr não tem me agradado para postagens de texto, tem me dado muito trabalho colocar as postagens aqui devido a problemas de paginação e edição de textos, me obrigando muitas vezes a gastar um tempo que eu não tenho para configurar o texto para ficar do jeito que eu quero.
Por conta disso e pensando também no bem estar de vocês leitores, o blog vai migrar (mais uma vez) para um site definitivo e oficial, na nova url yyhalemdomar.com.br
O tumblr permanecerá ativo, porém ele será apenas para divulgação do que postarmos no outro blog. mas isso ainda tá meio que sendo estudado então pode ser que mude alguma coisa.
Se você está curioso para ver o que te espera no novo blog, pode acessar o nosso grupo do facebook onde eu aviso as novidades que estão por vir. CLIQUE AQUI
Obrigado a todos pela paciência e por continuar sendo nosso leitor!
Quando eu falo que os fãs de Yu Yu Hakusho são outro nível, eu não falo a toa!
Esse Action Figure feito em Resina foi feito por um fã dedicado, do qual acredito que pessoas com mãos talentosas podem até pintar e está disponível para compra!!!
(saído dessa ceninha aqui rs)
Está em um site de compras chinês chamado Taobao (tão bão kkk) e sim pessoas de outros países podem comprar online, mas tem algumas regrinhas! Eu vou deixar o link de um Tutorial em inglês de como pode comprar, é um pouco complicado e sim você precisa saber Inglês se quiser essa gracinha (ou pelo menos alguém que te ajude com isso)
Em resumo é isso:
Encontre o que deseja no site, salve o link
Contacte um Taobao Agente - que é uma pessoa que irá se responsabilizar pela sua compra e envio do produto para você.
Efetue o Pagamento.
Essas informações mais detalhadas estão nesse link.
Para adquirir o Sensui, clique aqui!
Se vocês tiverem dúvidas eu posso tentar ajudar pelos comentários o/
Parece complicado, mas acho que valeria a pena ter essa belezinha.
O valor aproximado (que pode ser negociado) sem encargos de transporte está em 84 dólares, cotação atual seria de quase 300 reais.
Se você leitor, comprar entra em contato conosco e manda fotos dessa belezinha!
No Reikai o local onde o Grande Rei Enma reside é um local amplo e repleto de mistério. Poucos tem a oportunidade de passar pelas portas de madeira gigantescas, chamadas de Portais de Enma, com uma ilustração talhada que representa Enma e o Rio das Almas.
Koenma estava diante daquele portal mais uma vez e inspirou profundamente de olhos fechados antes de tocar a madeira, que imediatamente em resposta a sua presença se abriu lentamente, deixando uma névoa baixa com cheiro de incenso escapar enquanto se abria.
Em passos mais decididos ele caminhou para dentro até estar do gigantesco trono de seu pai.
Ele não disse uma palavra sequer, esperando que Enma se pronunciasse primeiro.
Enma olhou o filho ali parada em sua forma adulta, respirou de modo fraco e encarou o filho por detrás dos óculos. Se ajeitou no trono e começou a falar.
−O que você fazia no Nigenkai?
−O senhor sabe. Eu fui ver como estava Shizuru Kuwabara.
−Por que está se envolvendo nesse assunto Koenma? Não podemos mudar o destino dela se ela realmente decidir que não deseja mais viver.
−Shizuru-San é irmã de Kazuma Kuwabara a quem o Reikai tem uma dívida de honra ao meu ver, eu principalmente e desde que salvei a vida da irmã dele no torneio eu sinto que é parte do meu dever me certificar que ela está bem.
A resposta fez com que Enma fechasse os olhos e ficasse em silêncio por um tempo, Koenma já estava acostumado a esse costume do pai de pensar em silêncio por um tempo antes de falar o que pensava, normalmente maquiando suas palavras sem revelar muito do que realmente queria dizer.
−Vou te dar duas opções meu filho. Você pode se envolver nesse assunto até a cabeça se desejar e correr o risco de sair dele ferido, muito mais profundamente do que você imagina.... Ou...
−Ou?
−Ou voltar aos seus afazeres normais e esquecer desse assunto para sempre. E isso implicará não obter mais nenhuma informação acerca do destino dessa mulher.
−O senhor ainda precisa de uma resposta?
−Antes que responda Koenma, saiba que tudo está ligado ao mal que aquele homem Sakyo plantou. O mal que ele liberou ao pesquisar e tentar financiar a abertura para o Makai e que ela está envolvida até o pescoço nisso agora.
−Como assim? Shizuru não conhecia Sakyo antes do torneio, não tem como ela ter se envolvida em qualquer jogada suja dele!
−As coisas não são tão preto no branco como você imagina Koenma, por isso estou te dando a opção de você se afastar desse assunto antes que se machuque.
−Eu não tenho medo de machucar, eu lutarei se for preciso.
−Seu Mafukan não está nem beirando o poder minimo necessário para ser liberado, você não é um lutador Koenma e seu precioso Reikai Tantei abandonou o mundo humano. Se for preciso lutar o que você vai fazer?
−Eu ...eu dou um jeito, eu não sou mais uma criança. Eu vou arcar com as minhas responsabilidades e Shizuru Kuwabara é minha responsabilidade!
−Então você desistiria de tudo se pudesse salvá-la é isso o que está me dizendo Koenma?
Koenma sentiu um tom de ameça na voz do pai e engoliu em seco, assumindo uma postura mais ereta e erguendo a cabeça na direção de Enma.
−Se for preciso...Sim, eu errei em muitas coisas, mas não quero mais errar, não com quem não merece.
−Está bem... Eu vou respeitar a sua decisão....
Enma voltou a respirar fundo e a fechar seus olhos, seus pensamentos acerca do filho e da situação o deixavam preocupado, mas percebera que a criança Koenma de fato estava crescendo, a partir do momento em que ele ficara ao lado de Yusuke e tivera que decidir confrontar Sensui a quem no passado tivera grande apreço.
A vida do filho por muitas vezes corria feio um rio diante dos olhos do Grande Rei, ele sabia que ele sofrera com o modo que Sensui partira desse mundo e que era contra a busca incessante do Esquadrão Especial de Defesa, para localizar a alma do antigo Reikai Tantei e que no tempo que ficara na casa de Genkai após Yusuke partir para o Makai, ele dedicara a maioria do seu tempo a pensar em quem era e sobre o que representava ser o Príncipe do Reikai, questionando se todos os seus atos, decisões foram os mais corretos... Questionando se ele tivesse agido diferente com Sensui se as coisas não poderiam ter sido diferentes.
E naquele exato momento, Enma sabia que seu filho se questionava acerca de Shizuru Kuwabara, coisas como se ele tivesse conversado mais com ela, lhe desse melhor conselhos, estivesse um pouco mais presente, se com tudo isso ela desistisse da remota possibilidade de suicídio.
Então Enma abriu seus olhos e começou a falar mais uma vez.
−Há alguns anos, um tesouro especial foi roubado de nós.
−Da ala dos tesouros? Mas eu mesmo checo lá periodicamente não vi...
−Escute antes de falar Koenma, não é um tesouro da Ala, mas é um dos meus tesouros.... Um tesouro real.
−Co..Como isso foi roubado e o que tem haver com Shizuru-San?
−Esse tesouro é uma orbe de poder que pode abrir portais para outros mundos. A ultima informação que tive foi que Sakyo a adquiriu e usaria a fortuna do torneio, caso ganhasse, para ampliar o poder dessa orbe e assim abrir o portal para o Makai.
−Então era por isso... mas eu não entendo, Sakyo está morto, o que isso tem haver com Shizuru-San?
−A orbe nunca foi encontrada Koenma, mesmo que o Esquadrão vasculhasse tudo o que sabiam a respeito de Sakyo. Porém Ayame em sua vigília contou-nos que ela recebeu uma carta, enviada por Sakyo antes de morrer.
−Sakyo? Ayame não me disse nada eu...
−Ayame te contou apenas o que eu permiti que ela contasse, eu queria ver suas ações a respeito dessa mulher e até onde você iria... Ela está nesse momento indo para Suíça resgatar o que Sakyo chamou de uma fortuna, uma herança para se desculpar com Shizuru, mas acredito que o que ela vai encontrar possa ser a orbe.
Koenma estava muito surpreso com o que ouvia, Shizuru só podia estar louca de ter aceitado se envolver com aquilo, ela devia tê-lo chamado, contado a alguém.
−Ela também está sobre a ameça do Black Black Club, o mesmo clube que financiou o torneio e do qual Sakyo e Gonzo Tarukane eram membros. Se ela encontrar essa orbe Koenma, eles irão atrás dela e a matarão.
−O senhor não pode deixar, não...Eu não posso deixar isso acontecer!
−Eu sei... E por isso você irá acompanhado de pelo menos cinco membros do Esquadrão Especial de Defesa. Encontre a orbe e se no processo você conseguir proteger essa mulher, terá a minha benção.... Mas saiba que seu coração será machucado no processo.
−Do que você está falando Pai?
−Você logo vai entender... Agora vá, resolva isso o quanto antes... Leve Jorge com você como de costume, você pode precisar da ajuda dele.
Koenma fez um sim com a cabeça e se curvou num singelo cumprimento de agradecimento ao pai, se virou e tratou de ir organizar tudo o que precisava para tirar Shizuru daquela confusão.
Enma olhou quando os portais se fecharam e o silêncio voltou a reinar em sua sala... Ele meditou sobre a conversa com o filho e sobre todas as reações do mesmo.
−Você ainda não percebeu não é mesmo Koenma?
Enma sorriu coçando a barba suavemente, olhando a sua direita aonde havia um bonito quadro numa parede do que parecia ser uma mulher, mas a penumbra não mostrava muita coisa...
−Ele está crescendo depois de todos esses anos, eu pensei que esse dia nunca chegaria, He... e pensar que até pouco tempo atrás eu ainda o punia com palmadas... Se continuar assim em alguns séculos ele assume meu lugar, isso se...ele não decidir ir por um caminho diferente.
Enma ficou em silêncio mais uma vez, meditando e voltando ao seu usual trabalho de vigília das almas que precisavam atravessar o Rio das Almas.
Do lado de fora já nos corredores escuros, Koenma massageou sutilmente seu peito lançando um olhar para a porta que se fechava atrás de si, seu coração estava acelerado e ele se sentia ainda muito nervoso e tenso, as palavras de seu pai, a situação de Shizuru e a forma como de alguma forma o olhar sinistro de Sakyo ainda o incomodava.
Ele mesmo julgara a alma de Toguro e pouco tempo depois era a vez de Sakyo, a todo momento aquele homem não parecia ainda se importar com nada a não ser ele mesmo...
Sala do Julgamento das Almas do Reikai − 2 anos atrás.
Parecia ser um dia mais frio do que o normal, a sala de Julgamento estava gelada para Koenma... A pasta com documentos a sua frente talvez lhe faziam ter aquela sensação terrível sobre a alma que estava para entrar naquela Sala...
O nome que residia no topo daquele documento era o do antigo membro do Black Black Club e responsável por boa parte do torneio das Trevas, Sakyo.
Ali estava relatado parte de sua vida, sua infância, sua adolescência e vida adulta.
Ali Koenma leu que Sakyo nascera numa boa família, que nenhum de seus pais ou irmãos eram pessoas de má índole ou com qualquer inclinação para a maldade. Apenas Sakyo havia se tornado algo como aquilo buscando empregos onde ele pudesse estar em constante contato com a morte e a podridão... Em um deles até mesmo como legista, andando entre os dois lados do mundo do crime e da civilidade onde encontrou pessoas que o levaram ainda mais fundo, o vício em jogos e apostas por muitas vezes fez com que ele visse o pior da humanidade e se deleitasse com ela.
Torturas, assassinatos e todo tipo que no mundo humano seriam algo digno de uma prisão perpétua, era nesse tipo de jogo e maquinação que as apostas de Sakyo e muitos outros do infame Black Black Club se baseavam.
A porta rangeu e Jorge apareceu com mais dois ogros que escoltavam o homem que estava relatado nas páginas que Koenma estava lendo.
Jorge parou e com um sinal deixou a sala junto aos dois ogros e ficaram na sala sozinhos, Sakyo e Koenma.
O príncipe do Reikai deu uma ultima olhada no documento e o colocou em sua mesa. Podia sentir o olhar atento de Sakyo sobre si, mesmo se não o encarasse diretamente.
−Vamos começar então... Você sabe onde está e porque está aqui correto?
−Para ter minha alma julgada pelos crimes não é isso?
−Sim. −Koenma fez uma breve pausa olhando Sakyo −Você cometeu muitas atrocidades já desde muito jovem, mas mais ainda na fase adulta de sua vida... Graças as suas ações criminosos tanto humanos quanto youkais puderam agir com maior facilidade causando vítimas fatais no processo... Sequestro, roubo, violência doméstica, e até almas puras de animais sofreram nas suas mãos... A única boa ação que vejo em sua vida foi a com a sua família...
−Eu prefiro não falar sobre isso.
−Você pode dizer algo em sua defesa?
−Não. − Sakyo respondeu secamente.
−Você tem algo a acrescentar que possa suavizar seu julgamento?
−Não. − Ele respondeu ainda mais frio.
−Então eu temo que sua alma tenha que pagar por seus crimes... Sua sentença será essa, mil anos de punição e quando este mil anos acabarem talvez exista a chance de sua alma regressar a uma nova vida.
−Eu já estive aqui antes não é?
Koenma arqueou o olhar para Sakyo, que sorria e o olhava friamente, como se analisasse cada movimento ou resposta que Koenma fosse lhe dar.
−Do que está falando?
−Nova vida... Isso soa como um Déjà vu ... Eu já regressei antes − Sakyo riu com a ideia −Faria algum sentindo.
−Não há como eu te informar sobre isso... O que acontece após o portão do julgamento geralmente é um mistério até mesmo para nós do Reikai. Algumas almas regressam, mas geralmente almas que merecerem... Apenas seus mil anos de tormento poderão dizer se você poderá regressar.
−O "inferno" pode não ser tão mal.
−Então você não irá mostrar arrependimento até o final.
−Não... Eu nunca me arrependo. Eu vivi do jeito que quis e obteve meus prazeres assim, este é o homem que eu sou.
−Entendo.
Koenma baixou o olhar e colocou sua marca sobre uma das fichas com o nome do Sakyo, a mesma dizia condenado... Então apertou um botão e pediu para que viessem escoltar Sakyo até os portais do "inferno", Jorge e os outros dois ogros apareceram e quando Sakyo estava saindo com eles, parou de repente e olhou Koenma por cima do ombro.
−Se for possível um pedido Sr. Koenma...
−Pedido? Você já foi condenado não há como voltar atrás.
−E nem quero −Ele disse virando-se devagar − Se for possível, apenas vigie a garota. Ela vai precisar de ajuda extra.
−Garota? − Koenma pareceu pensar e então a cena de Shizuru e Sakyo se formou em sua mente −Shizuru-San?! Porque está dizendo isso?
−Como eu disse, é apenas um pedido, você não é obrigado a seguir o que um condenado diz não é mesmo?
Sakyo sorriu e se virou para seguir seu caminho, Koenma teve vontade de pará-lo e pedir respostas, mas talvez aquilo fosse só mais um jogo, um último jogo que aquele homem queria deixar para trás...
Afinal Shizuru estava bem e o Nigenkai estava em paz.
Sakyo se foi, e sua ficha levada para a lista de condenados do Reikai e Koenma voltou a sua vida normal cuidando de seus afazeres no Reikai, para pouco tempo depois os eventos de Sensui acontecerem...
Com a lembrança desse dia e as palavras ditas por Enma, tudo parecia fazer sentindo... Sakyo havia planejado algo para afetar aqueles que participaram do torneio, talvez uma forma de vingança caso perdesse... Shizuru devia ser só a primeira parte de algum plano terrível.
−Eu não posso ficar parado...Eu fui responsável por tudo o que aconteceu, eu não posso permitir outro erro como o que cometi com Sensui...
Koenma cerrou os punhos e se direcionou a ala onde o Esquadrão Especial de Defesa costumava a treinar.
Enquanto andava no entanto, pensando e planejando seus passos no que deveria fazer com sua mente tão ativa, as palavras de Sakyo ainda pareciam assombrá-lo, o olhar frio, o sorriso cheio de escárnio que mesmo na morte não desaparecia...
Como Shizuru poderia ter se relacionado com um homem tão perigoso?
A lembrança de uma longa conversa com ela, ainda fresca em sua memória, a forma como ele buscou respostas para isso, mas ainda não fora capaz de compreender.
Residência da Mestra Genkai − Cerca de um ano atrás.
Já havia se passado da meia noite e Koenma estava esperando os agentes do esquadrão especial de Defesa fecharem a abertura para o Makai, para então poder regressar para o Reikai.
Escutou a voz chorosa de Botan e resolveu ir ver como ela estava, quando se deparou com Shizuru a consolando.
−Vai ficar tudo bem Botan-chan, Yusuke não vai morrer, nem ele, nem Hiei ou Kurama. Eles são fortes você sabe disso.
−Eu sei, mas dessa vez nós não vamos estar lá para ver...eu tenho medo do Yusuke mudar e se ele realmente virar um Mazoku como todos no Reikai estão comentando.
−Isso não vai acontecer... Você sabe, o que a Keiko nos contou... Ele vai voltar e honrar a promessa que fez a ela.
−Mas...Hiei...Hiei talvez nunca volte!
−Ele vai voltar também... Ele tem motivos para voltar.
Shizuru disse num sorriso olhando Yukina servindo uma xícara de chá para Genkai, Botan seguiu o olhar da amiga e tentou engolir o choro.
−Você está certa...vai dar tudo certo... Yusuke nunca vai virar um Mazoku, Hiei vai voltar e tudo vai voltar a ser como antes. Eu vou ser positiva!
−Boa menina.
Shizuru a abraçou e Botan se ergueu alguns segundos depois indo ver os docinhos que Yukina servia a Kurama, querendo esquecer a tristeza que sentia.
Foi nesse momento que Koenma se aproximou de Shizuru e sorriu por detrás da chupeta.
−Obrigado por por algum juízo na cabeça de vento...
−Não me agradeça, eu fiz o que qualquer um teria feito... Não foi isso o que você me disse daquela vez.
Ela emitiu um sorriso vagamente triste para ele, e ele fechou os olhos com um mover sutil de concordância com a cabeça.
−E eu faria de novo Shizuru-San.
−Você tem algum tempo livre Koenma-San?
−Até eles terminarem, sim... mas o que você precisa?
Shizuru respirou profundamente e o olhou nos olhos, ela mantinha o sorriso, mas Koenma viu medo e incerteza nos olhos dela, mas antes que ele sequer ameaçasse perguntar suas razões, ela pediu para que ele a seguisse até o lago de carpas do lado de fora da residência.
I'll keep you safe, as safe as I can
When all of the elements around us
Have other plans
I pray we don't break, in unsteady hands
I swear of you call I will come
So quick I am at your command
As long as I live
As long as I'm breathing you will be safe
As long as were dreaming
Sentou em um dos bancos enquanto Koenma ficou de pé, olhando a forma como a luz das lanternas refletiam a água.
−O que você precisa Shizuru-San?
−Bem... você sabe o meu segredo não é? Sobre...Sakyo-San.
−Sei apenas que você se arriscou por aquele homem, mas não sei porque o fez.
Shizuru dobrou as pernas e abraçou os joelhos, olhando uma carpa passando calmamente dentro da água.
−Eu e ele nos encontramos algumas vezes, ele me salvou de um youkais uma vez e bem por alguma força do destino, continuávamos a nos esbarrar e ele me convidou para tomar um drink... E eu aceitei, achei que ele era só mais um convidado do torneio como nós, eu não sabia quem ele era, e bem... nos envolvemos...
−Como um casal?
Ela fez que sim com a cabeça e Koenma rebuscou o ar por um segundo.
−Ele sabia quem você era Shizuru...
−Eu sei, agora eu sei... Mas na época eu não sabia e eu me permiti me entregar a ele. Quando dei por mim eu estava apaixonada... Acredite foi um choque tudo o que aconteceu no dia da vitória de Yusuke.
−Por que está me contando tudo isso agora?
−Achei que devia...ao menos para alguém e como você já sabe e parece ser bastante sábio... − Suspirou pausando o que falava − Só me diga Koenma-San... A alma dele foi para o inferno?
−A alma dele precisa pagar por alguns crimes Shizuru-San... Sakyo-San não foi um bom homem, eu não sei o que ele disse a você mas...
−Ele não me disse nada Koenma-San... Nossa relação parecia ser algo de poucas noites, nem ele perguntou sobre mim e nem eu sobre ele, eu no entanto cogitei da gente se encontrar depois do torneio...
−E o que ele te disse.
−Palavras confusas... Algo como talvez...e que eu era uma mulher pela qual valeria a pena mudar...
Koenma percebeu os olhos dela pareceram receber maios da luz ao redor deles, provavelmente ela já estava segurando algumas lágrimas. Ele se sentou ao lado dela e murmurou olhando o lago.
−Minha sabedoria me diz que se você precisar conversar, me chame... Mesmo que não pareça eu vou te ouvir e vir até você. Se você acha que não pode falar disso com mais ninguém.
−Eu vou esquecer dele... ou pelo menos honrar as poucas boas memórias dele, e tentar parar de pensar tolices em como...como se ele tivesse me conhecido antes, talvez eu pudesse mesmo tê-lo feito mudar.
Koenma genuinamente acreditava que a resposta para aquilo era não, mas tudo o que fez foi timidamente passar a mão por cima do ombro dela e a puxar suavemente para seu próprio ombro.
−Você é uma mulher pela qual se vale a pena mudar Shizuru-San, mas ele não era o homem certo para isso... Você vai ficar bem, e essa dor vai passar algum dia. Até lá...chore o tanto que você precisar agora.
E com aquelas palavras Shizuru-San se permitiu chorar em seu ombro, enquanto Koenma tentou confortá-la da melhor forma possível, mesmo que em seu íntimo não entendesse porque seu coração estava tão agitado.
E com a memória daquele dia na casa de Genkai, era que Koenma sabia que Shizuru precisava dele de novo, mesmo que ela não o tivesse chamado.
Ele precisava ir ao encontro dela.
Em Busca da Fortuna de Sakyo
A Suíça era um país frio, isso não era nenhuma novidade. Ela já levara roupas quentes justamente porque previra que estaria frio...
O que não previu foi se deparar com algumas pessoas muito estranhas esperando-a num aeroporto do qual ela sabia não ser um autorizado pelo governo local.
Todos falavam japonês, até mesmo os que claramente eram nascidos naquele país, eles a guiaram para um carro que a levou ao que parecia ser um hotel de Luxo.
Miyuki entrou com ela no quarto, avaliando e o estudando, procurando qualquer coisa que pudesse de alguma forma representar uma ameça a Shizuru.
−Posso perguntar uma coisa?
Shizuru murmurou vendo Miyuki analisando as janelas, estavam no décimo quarto andar do hotel, e mesmo assim Miyuki havia aberto uma e posto a cabeça para fora, deixando o vento gélido da Suíça entrar.
Como Miyuki não respondeu logo de cara, Shizuru colocou sua bolsa numa poltrona e olhou o quarto, andando por ele e então fazendo a pergunta que queria.
−Porque estão fazendo isso?... Sakyo está morto, não é como se ele ainda pudesse ditar ordens a vocês.
−Ele dita do túmulo. − Miyuki respondeu friamente − Somos pagos por um tipo de empresa, do qual ele deixou tudo agilizado antes de morrer em um contrato. Nós assinamos esse contrato em que temos que honrar suas vontades ou não somos pagos.
−Então você está nessa por dinheiro....
−Todos estão − Miyuki a olhou por cima do ombro − Até mesmo você.
−Não...Eu não... Eu só quero chegar ao fundo disso....
Ela respondeu cansada, sentando em uma poltrona. Miyuki pareceu analisar a resposta dela e se aproximou daquela mulher que tanto mexera com a cabeça de Sakyo.
−E se o fundo disso te decepcionar.
−Eu não posso ficar mais decepcionada do que já estou.
Miyuki analisou aquela mulher esparramada naquela poltrona e soltou um longo suspiro.
−Ainda não sei o que ele viu numa mulher como você....
−Pelo jeito você queria estar no meu lugar não é?
Shizuru a encarou nos olhos e Miyuki murmurou em resposta.
−Eu amava Toguro-Sama e respeitava Sakyo-San. Meu interesse nessa história é puramente profissional. Agora tente dormir um pouco, a noite vamos ao banco.
−Toguro? −Ela pareceu pensar nas palavras que ouvira −A noite... Mas bancos não estão fechados a noite?
−Eles vão abrir especialmente para nós. Por isso esteja tanto com o corpo e a mente descansados. Nunca se sabe o que pode nos aguardar lá.
Dizendo isso Miyuki a deixou sozinha no quarto, era tarde, por volta das duas horas e Shizuru optou por pedir um serviço de quarto, precisava comer alguma coisa melhor do que comida servida no avião, mesmo sendo um avião de luxo ainda era comida de avião.
Seu inglês era fraquíssimo, devido a muito tempo longe da escola, mas a atendente passou o telefone a um outro que falava japonês e ela pode pedir algo.
Enquanto a comida não vinha, Shizuru tomou banho e vestiu o confortável roupão do hotel de tom vinho e agora secava os cabelos enquanto caminhava para pegar uma camisola confortável para dormir um pouco...
A camisola era de um tecido agradável e azul profundo, um presente que Takeo havia lhe dado na noite que ficaram juntos... Pensou no rapaz, no quanto as outras garotas da empresa falavam bem dele, que era esforçado para alguém que tinha começado a tão pouco tempo.
Recordando agora, Takeo havia começado pouco depois que ela, cerca de uns seis ou sete meses atrás e em tão pouco tempo ele tinha subido dois cargos e já estava familiriazado com todos, enquanto ela mal conversava com a colega do lado de sua mesa.
Vestiu a camisola e sentiu um leve arrepio que o tecido causou em sua pele, corando um pouco por se lembrar do toque das mãos de Takeo. Suspirou e abraçou a si mesma, se questionando porque não podia amar outra pessoa... Esquecer Sakyo, conhecer um homem bom que a faria feliz...
Quando seus pensamentos estavam entre Takeo e Sakyo o som da porta fez ela voltar a si, era o serviço de quarto que a chamava.
Amarrou o cabelo rapidamente, e pegou o roupão novamente, gotas escorreram de algumas mexas de seu cabelo e uma delas chegou a escorrer gentilmente pelo colo do seio conforme ela abria a porta.
Os segundos pareceram passar tão lentos quanto aquela única gota, a medida que a porta foi forçada e ela empurrada para dentro e um pano branco tampou sua boca.
Seus olhos reviraram com o cheiro forte, sufocando suas narinas e sua garganta, mas ela lutou mesmo assim, agarrando seu opressor e rasgando a carne de seu rosto com as unhas, chegou a ver que seu suposto guarda costas enfiou garras de metal no ombro dele, mas tudo começou a girar em sua volta. Suas pernas fraquejaram e ela caiu.
Caiu em uma escuridão profunda e silenciosa e no meio dela sentiu um cheiro familiar, uma colônia masculina aonde ela tinha se aninhado em lençóis confortavéis.
Mãos masculinas seguraram seu rosto, erguendo-o para si e a beijando calidamente.
"Já é de Manhã...você precisa voltar para o seu quarto Shizuru-San... Acorde..."
−Sakyo.....
"Acorde....Acorde!..ACORDE!"
Shizuru abriu os olhos assustadas, a claridade fez ela apertar os olhos e desviar o rosto pro lado, onde viu Myuki ao seu lado em um borrão embaçado.
−Myu..
−Até que enfim você acordou, você está bem?
−O que...Houve?
Ela murmurou quando tentou se mover e percebeu que estava presa, Myuki estava do outro lado de uma sala fechada sem janelas e com uma única porta. Ela também estava presa a uma cadeira.
−Fomos lerdos... e acabamos aqui, o Black Black Club mandou seus espiões e assassinos atrás de nós, sabiam exatamente a hora que íamos chegar...
−Que ótima notícia...
Shizuru tentou mover as mãos, mas estas estavam bem presas por algemas na parte de trás da cadeira de metal.
−E o que acontece agora?...
Miyuki apertou um pouco os olhos, ela tinha uma curiosa gargantilha −que parecia mais uma coleira− emitindo um brilho avermelhado, aquilo chamou a atenção de Shizuru, mas a voz da mulher interrompeu seus pensamentos, com a resposta a sua pergunta.
−Eu vou ser escravizada pelo visto, e você se der sorte passará a informação que eles querem e te devolvem pro seu mundo.
−Como assim escravizada?
−É o que eles fazem com youkais.... Eu era um escravo antes, até Toguro me tirar deles... Os desgraçados não cansavam de me usar para seus caprichos... Adoravam o fato de eu ser macho e querer me vestir como as fêmeas... Depravados...porcos nojentos.
−Então você é um...
−Homem? Sim nasci um, mas nunca me senti um... Isso te incomoda humana?
−Não.. − Shizuru sorriu sincera − Só é uma pena descobrir nessa situação, você se tornou uma mulher muito bonita e atraente Myuki-Chan...
−Tsc... Ao menos o idiota do Inmaki escapou, vamos torcer para ele avisar Gokumonki e dar um jeito de nos resgatar antes.
Shizuru ia falar alguma coisa, quando a porta se abriu e um homem alto e de uns quarenta anos entrou com um sorriso estranho e doentio para ela. Detrás dele dois homens de ternos pretos e óculos escuros apareceram armados.
−Boa Noite Srta. Kuwabara, eu sou o Senhor Ulf, serei o seu guia essa noite, perdoe o meu sotaque, meu japonês ainda arranha um pouco.
Shizuru não respondeu ao homem , que apenas fez um sinal com a mão e a soltaram de sua cadeira. A seguraram pelo braço e antes que ela sequer cogitasse alguma ideia o homem lhe olhou com o mesmo sorriso e murmurou.
−Não tente nenhuma gracinha minha cara, por hora só queremos que você nos acompanhe, venha os outros estão aguardando.
−Bem...vou vestida assim para uma festa?
O homem sorriu a olhando vendo que ela usava só a camisola azul.
−Providenciarei algo... Venha.
−E quanto a Myuki-San?
O homem olhou a youkai com desprezo e falou num tom arrogante.
−O Destino dessa coisa não cabe a mim decidir, isso é com os outros, por hora ela espera aqui.
Ele revirou os olhos de modo soberbo e começou a caminhar... Shizuru foi logo atrás reparando em seus modos... Era um homem estrangeiro para ela, provavelmente sueco já que seus traços indicavam aquilo, talvez no auge de seus quarenta e poucos anos, cabelos grisalhos penteados de forma quase sistemática para trás e olhos azuis tão frios que pareciam poder sugar sua alma para dentro deles, um ar de arrogância e natureza sombria o cercava.
Seria Sakyo assim naquele clube? Seriam todos assim?
Seus pensamentos foram cortados quando ele abriu uma porta e mandou que ela entrasse. Era um tipo de quarto, luxuoso e exótico para ela de uma cultura tão diferente.
−Chamem duas criadas. Peçam que traga um vestido para a nossa convidada, alguma cor em especial que deseja querida? Eu voto por vermelho ou quem sabe um tom de vinho para combinar com o modo que me olhas...Vinho é sempre bom para lidar com rancores e raiva.
Ele riu, conferindo suas unhas torcendo suavemente o nariz ao notar que uma já crescia além do que ele impunha como certo para si. Sentou-se em uma poltrona e um simples movimento de sua mão direita, seus dois capangas forçavam Shizuru a ficar sentada em uma outra, aguardando as supostas criadas.
Ficaram em um silêncio incomodo, com Shizuru pensando em como poderia lutar seu caminho para fora dali, mas se tentasse provavelmente fariam algo com Myuki...Não tinha tempo de crescer alguma simpatia pela youkai, mas se sentia ao menos responsável.... Sakyo tinha mesmo arrumado-lhe uma encrenca e tanto...
Seus pensamentos foram cortados quando as tais criadas apareceram, pareciam mulheres humildes daquele país, tinham olhos difusos e vazios como bonecas humanas o que deixou Shizuru um pouco assustada. Elas se aproximaram e ofertaram um vestido na cor vinho e começaram ajudar a Shizuru a se despir ali mesmo.
−Está com vergonha minha cara? Fique tranquila, eu vê-la despida é apenas parte da minha diversão, caso as coisas não fluam como queremos.
Ele se divertiu com o olhar agressivo que ela lhe lançou e as criadas subiram um zíper em suas costas e lhe calçaram um scarpin preto de salto alto.
Depois disso ele fez com que seus capangas a levassem até uma sala de reuniões, ampla e bonita, os móveis eram escuros e as paredes pintadas na cor gelo com decorações em cores pretas e azul escuro. A sua frente haviam ao todo dez TVs colocadas em vertical. Ele fez com que Shizuru se sentasse a frente delas em uma cadeira com uma mesa preta a sua frente.
Na mesa havia um pasta escura travada com fechos de metal.
−O que está acontecendo afinal?
−Uma reunião.
Um a um os monitores foram ligando, revelando homens em cadeiras confortáveis e com sorrisos ainda tão mais desagradáveis quanto ao do homem que estava em pé ao seu lado.
Alguns homens pareciam estrangeiros, mas boa maioria era japonês como ela. Um velho, talvez beirando os setenta anos, começou a falar. Ele era careca, tinha um nariz fino e comprido, olhos escuros e esguios que fez com que Shizuru pensasse numa enguia...
−Vejo que fez um bom trabalho a capturando Ulf, você honra o cargo de chefe do clube da Suiça.
−Tudo pelos negócios Senhor Kurai, ela está até bastante dócil como podem ver.
Shizuru torceu ao nariz quando ele tocou em seus ombros com ambas as mãos sentindo arrepios nada agradáveis quando ele alisou os polegares em sua pele.
Os homens nos monitores começaram a rir um pouco e Kurai murmurou com satisfação.
−Então vamos aos negócios, quanto antes resolvermos essa pendência é melhor.
Ulf se moveu para o lado, deixando as costas de Shizuru finalmente livres, então o velho homem careca no monitor começou a falar diretamente com ela, em japonês e simultaneamente o que ele falava era traduzido em várias legendas nos outros monitores daqueles que eram de outros países, como para Ulf era traduzido em Sueco.
−Srta. Kuwabara, eu acredito que já esteja familiarizada com a sua situação... A senhorita agora está diante dos últimos senhores líderes e fundadores do Black Black Club, ao qual o seu amante, Sr. Sakyo fazia parte e que segundo evidências conspirou contra nossos ideias.
−O que raios são vocês afinal? Algum tipo de seita?
−Humm... Algo assim pode ser uma forma de chamar, mas eu prefiro algo como uma Ordem de Bilionários que apenas desejam diversão.... Nosso tipo de diversão que é promíscua, perversa e algo que os outros humanos desse nosso mundo podre não entederiam...
−Eu não tenho negócios nenhum a tratar com nenhum de vocês - Shizuru falou irritada −Então vá direto ao ponto e tente acabar com a minha vida, eu não tenho medo de vocês!
−Ah minha cara, mas a morte é algo tão pequeno... Quando eu posso me divertir de maneiras bem mais cruéis com a sua alma e o seu corpo ainda bem vivos... Tortura Sexual por exemplo...
Nessa parte todos os outros homens, incluindo Ulf riram a olhando como se ela fosse um pedaço de carne pronto para ser cozinhada... Shizuru sentiu calafrios e asco ao imaginar qualquer coisa com algum deles...
−Mas não se aflija ainda, nós temos uma proposta para a Senhorita, que perante a situação que se encontra, acredito que irá aceitar.
−......Estou ouvindo.
−Isso... Boa menina, Ulf, mostre a ela por favor.
Ulf abriu a pasta e colocou a frente de Shizuru alguns documentos, estavam escritos em inglês e ela forçou a mente para tentar entender alguma coisa.
−Isso é um contrato minha cara, que informa que você passará para mim o Líder Principal do Black Black Club, tudo e todo o conteúdo que está no cofre que Sakyo deixou para você.
−Eu nem sei o que tem nesse cofre, mas ele só me disse ser uma herança, ou seja é dinheiro, vocês já devem ter isso aos montes, é tão importante assim essa droga de dinheiro?
−Duvido que seja só dinheiro minha cara... Sakyo tinha planos... Planos doentios demais até para nós, abrir um buraco para as trevas e permitir que esses monstros andem livres para nos atacar... O homem estava terrivelmente pertubado sabe? − Kurai disse com um sorriso de canto olhando para ela pelo monitor. − Mas para tal coisa, ele disse que precisava de dinheiro e por isso apostara tudo na vitória de Toguro, se ele tivesse vencido o torneio teria ganhado muito dinheiro e teria o que precisava para seus planos, porém recentemente descobrimos que alguns ainda o serviam através deu m sistema bancário de pagamentos mensais que ele cuidadosamente planejou, incluindo o youkai que inultimente tentou te proteger contra nós. Mas porque Sakyo-San teria tanto trabalho, mesmo depois de morto para proteger uma simples cocumbina... Meu instinto diz que ele quer que você continue o que ele não foi capaz de terminar.
−Seus instintos estão muito errados eu jamais faria algo assim! Eu gosto do meu mundo como ele é!
Shizuru vira de perto o horror do que Sensui também tentara fazer e pelo jeito eles ali não tinham nenhum conhecimento acerca desses eventos. Ela não faria aquilo, de jeito nenhum!
−Que bom então não vejo porque não ceder o que queremos.
−E se não tiver dinheiro? E se não tiver nada já pensaram nisso?
−Sakyo não teria esse trabalho por nada minha cara... Assine e devido as habilidades que você mostrou com o nosso primeiro youkai que mandamos a sua casa, podemos te tornar parte do nosso clube... Uma das primeiras mulheres...
−E se eu me recusar?
Ulf tocou seus ombros de novo, com mais força dessa vez e foi ele a responder a ela.
−Ai minha cara, eu cuidarei de você com todos os requintes de tortura sexual e outros prazeres que posso imaginar em ter com seu corpo e partes dele.
A voz do homem soou egocêntrica e cruel em seus ouvidos, o arrepio na nuca ficou maior e sentiu o estomago embrulhar, quando ele passou a unha do polegar em sua pele arranhado de leve.
Ele então colocou uma caneta a frente dela, sobre o papel.
−Tudo o que tem que fazer é assinar Shizuru-San...
Seus dedos chegaram a pegar a caneta, mas ela largou e olhou Kurai no monitor central.
−Se eu assassinar, qual é a garantia que eu ficarei bem e viva?
−Não há garantias minha cara, tudo dependerá do que Sakyo tem naquele maldito cofre... É uma aposta, eu estou apostando que lá tem um tesouro digno de minha atenção, você irá apostar que se me ajudar eu vou deixar você ir...
Os outros homens, assim como Ulf atrás dela começaram a rir como se demonstrassem que ela ali era só um peão e que tudo o que precisavam era de sua assinatura para terem o que queriam, já que pelo visto Sakyo tinha feito tudo de forma tão segura, que mesmo um banco corrupto, não liberaria a eles o cofre se não tivesse a assinatura de Shizuru naquele documento.
A mão tremulou segurando a caneta, sua mente invocava desde memórias do irmão e da família e amigos até seus últimos momentos com Sakyo.
Fechou os olhos, respirou fundo e sentiu como se sua vida estivesse no fio de uma navalha, e naquele momento não havia ninguém que pudesse ajudá-la ou tirá-la daquele lugar. Ela estava sozinha e sozinha teria que achar uma solução...
Era a manhã de um domingo, o despertador apitou numa melodia relativamente calma enquanto o corpo de Shizuru Kuwabara despertava de modo vagaroso.
Acordar sempre era uma experiência estranha... Quando seus olhos se abriam ela sentia-os pesados como se o corpo pedisse para permanecer na cama e o mover do corpo fosse doloroso... Ultimamente essa sensação se prendia a ela, como se a cama tivesse meios de mantê-la por lá, mas dinheiro não caia do céu e com Kazuma estudando para faculdade, ela não podia se dar ao luxo de ficar na cama.
Após fazer seu ritual de higiene matinal, ela preparou o café e vestiu um roupão para pegar o jornal, mas notou que havia correspondência.
Abriu a caixa de correio e retirou de lá um envelope negro com letras bonitas onde havia escrito apenas seu nome e um selo que parecia ser uma lótus negra. Virou o envelope observando-o por alguns segundos até que uma campainha de bicicleta fez com que ela desprendesse sua atenção, vendo que era um rapazinho que entregava os jornais da vizinha.
Sorriu para ele pegando o jornal, e enfiando o envelope no bolso sem dar muito mais importância a ele e tratou de acordar o irmão preguiçoso para que ele se dedicasse aos estudos.
Fazia quase um ano desde que Yusuke partira e Kuwabara ainda parecia associar que ele não iria fazer parte da louca e perigosa aventura que o amigo havia se metido. Por um lado Shizuru entendia, mas por outro sabia que o melhor para o irmão era ter um futuro entre os humanos ao invés de ir lutar contra Youkais de novo.
Com o café da manhã devidamente preparado, ela foi até o quarto onde pegou o envelope do bolso, sentiu algo como um comichão na ponta dos dedos, mas ignorou a sensação e colocou aquilo em seu criado mudo.
Imaginou que por conta das letras tão suntuosas e pelo estilo que pudesse ser algum convite de casamento, já que muitas de suas amigas andavam casando nos últimos tempos. Deu de ombros, leria depois... Agora as coisas da casa eram prioridade.
Kazuma Kuwabara não estava dormindo como a irmã pensava, ele estava acordado vendo mais uma vez um site aberto em seu computador. Entre livros de estudo e cadernos, havia também um envelope pardo grande que ele pegou com ambas as mãos e sorriu erguendo seu olhar para o site aberto.
Arrumou o topete e saiu para dar de encontro com a irmã tomando café na cozinha e se juntou a ela.
−Mana... Precisamos conversar.
−O que você aprontou dessa vez Kazu.
−Ontem você chegou tarde então eu não consegui te falar antes... mas...
−Mas o que, fala logo Kazuma.
−Aqui...
Ele esticou para ela um papel bonito com letras ainda mais bonitas. Shizuru pegou e leu o conteúdo e quase teve uma explosão de felicidade.
−Você passou? Isso é verdade? Não é uma pegadinha!??
−Heehee eu disse que Kuwabara o Homem seria capaz, não disse!
−Não acredito! Você conseguiu mesmo Kazu e com bolsa ainda por cima!
−Por que você acha que eu me dediquei tanto? Até o último show do Megallica eu perdi por isso!
−Nós temos que organizar tudo eu vou ligar para o Papai e marcar uma festa para celebrar!
Shizuru se levantava toda animada e Kuwabara sorria pegando algumas fatias de bolo para se servir do café da manhã, observando a irmã já ligando para o pai toda animada para contar a novidade... Era bom ver ela sorrindo, Kazuma tinha a sensação de ver Shizuru com o olhar distante constantemente e isso o preocupava vezes ou outra, mas a irmã sempre fora forte, muito mais do que ele e o pai e isso acalmava um pouco seu coração.
−Se vai fazer festa, avise a mestra...e huh...
−Yukina-Chan! Eu sei eu sei! − Ela riu com o jeito bobo do irmão − Agora termine o seu café e deixe tudo comigo!
O Dia fora agitado e corrido com Shizuru fazendo ligações e uma festa de última hora.
Com todos devidamente avisados, escolheram por celebrar no templo da Mestra já que o mesmo oferecia bastante espaço e todos já conheciam o caminho.
Com comida e bebida em fartura, Kazuma foi presenteado pelo pai com uma boa notícia, seu pai pagaria para ele morar perto da faculdade até que ele terminasse os estudos em uma espécie de dormitório para rapazes, isso ajudaria Kazuma a se focar em sua faculdade e se tornar um homem melhor.
Shizuru sentiria falta do caçula em casa, mas sabia que aquele era o primeiro passo para que ele se tornasse o homem que queria ser.
Todos celebraram a nova fase na vida de Kazuma, felizes pelo antigo delinquente agora ser um aluno exemplar que acima de tudo, queria ser um homem honrado para apoiar e ajudar Yukina no mundo dos homens.
Alguns dias se passaram, e a casa ficou agitada com preparativos de mudanças e algazarras provocadas por um Kazuma Kuwabara nervoso com a vida nova e uma Shizuru tentando colocar tudo em ordem com o pai voltando a suas viagens pelo Japão, então quando o grande dia chegou e um caminhão pequeno levava alguns pertences de Kuwabara, ele olhou a irmã e sorriu para ela.
−Você vai ficar bem sem mim?
−Pfftt... Eu é quem devia fazer essa pergunta pra você Kazu, vai logo e quero só notas altas heim!
−Mana... Eu não disse que eu seria um homem que você e Yukina-Chan poderiam se orgulhar? Quando Yusuke voltar você vai ver, eu vou esfregar na cara dela que sou um dos melhores do país!
Ele falou rindo, puxando a irmã mais velha para um abraço apertado, Shizuru sorriu e se despediu dele junto com as amigas.
Botan e Keiko sorriram para ele lhe desejando o melhor e com um incentivo extra de Botan, Yukina se aproximou dele fazendo algo que lhe fora aconselhado.
−Kazuma-San − sorriu fazendo um aceno com a mão para que ele abaixasse − Boa sorte!
Subiu na ponta dos pés e se apoiou no ombro dele quando este se abaixou e beijou-lhe o rosto, fazendo Kuwabara quase explodir por milhares de sensações maravilhosas que o beijo lhe causou.
−Yukina-Chan! Espere e verá eu vou ser o melhor!
Com risadas e uma despedida cheia de emoção, Kazuma Kuwabara partiu em direção ao seu futuro, deixando para trás a casa onde cresceu. Ele iniciaria sua vida acadêmica, mas com a promessa que viria nos feriados visitar a irmã, Eikichi e Yukina.
Quase uma semana depois de sua partida, Shizuru começava a se sentir solitária... sua única companhia agora era o gato gordo do irmão que toda noite arrumava um jeito de se enroscar em seus pés para dormir.
Eram em noites como aquela que Shizuru demorava a dormir... Lembrando coisas que deveriam ser esquecidas, apertou os olhos e dobrou o corpo na cama se sentando.
Suspirou e caminhou pelo quarto, indo até a janela da varanda, olhando a noite através do vidro e sentiu um impulso tolo de abri-la, um vento a recebeu e fez sua pele se arrepiar, mas o ar da noite que se enroscava em seu corpo, entre a camisola e o roupão, ajudou a fazer a sensação ruim se dissipar um pouco.
Pegou o cigarro e o colocou nos lábios e quando foi ascender viu as inicias no isqueiro preto... Alisou as mesmas com as pontas dos dedos e respirou fundo antes de ascender.
Aquela era a única lembrança que tinha de Sakyo... E se apegava a ela de uma forma estranha. Ficou ali na sacada olhando a noite e quando terminou seu cigarro e voltou para o quarto para dormir, ergueu a mão para pegar o relógio e notou algo que há um bom tempo estava esquecido com pilhas de revistas e livros em cima.
O envelope negro que recebera dias atrás.
Um sentimento estranho junto de um calafrio passou pelo corpo de Shizuru, aquilo transmitiu a ela uma sensação nada boa, mas porque não havia sentindo aquilo antes?
Abriu com receio e um papel em branco se revelou a ela... Ela não entendeu nada daquilo... Seria alguma brincadeira de algum engraçadinho? Talvez uma das colegas de trabalho pregando peças sobre o desejo de casarem-se...
Ficou um tempo procurando uma resposta, uma pista o que fosse mas tudo que tinha era aquele envelope preto com seu nome escrito em letras bonitas em branco e um papel completamente em branco.
Alisou os cabelos, jogando-os para trás e torceu o nariz para o papel em branco, dobrou-o e colocou dentro do envelope de novo, o jogando sobre o criado mudo.
Tentou ignorar aquele sentimento e dedicou-se a dormir, virando o corpo de lado e cobrindo-se sem perceber que o envelope caído sobre o criado-mudo emitiu por alguns segundos uma pequena luminescência esverdeada sobre o simbolo da lótus negra e segundos depois parou e sumiu completamente.
Naquela noite sonhou com Sakyo... Sonhou com o toque de suas mãos, do modo como seus corpos se conectaram, seus beijos quentes em sua pele...
A forma como suas mãos fortes e dedos compridos brincavam sobre a linha de suas costas pouco antes do dia nascer, enquanto ela começava a despertar e virar para ele e ver como ele já tão intimo segurava em seu queixo e inclinava para beijá-la, apenas para começar a amá-la mais uma vez, antes dela retornar ao grupo de amigos e ele ao seu lado sombrio. Quando ia embora, ele ficava sozinho sentado na cama e ela sentia que mesmo com a porta fechada, ele ainda de alguma forma a observava...
Acordou com tristeza, saudade e desejo... Uma mistura cruel de sentimentos para ela, mas que tratou logo de esquecer, tinha trabalho, reuniões, negócios a tratar...
Ergueu-se e se arrumou e quando estava para sair sentiu novamente um comichão na ponta dos dedos que fez ela voltar seu olhar para o criado-mudo.
Caminhou até o móvel e pegou o envelope preto, deu de ombros e colocou o mesmo em sua bolsa, questionaria as colegas sobre aquilo.
Passou o dia com a imagem do sorriso de Sakyo para ela, irresistível e sedutor a olhando da cama quando ela saia do quarto de hotel para voltar para seu próprio quarto na ilha dos enforcados.
Enfim depois de uma longa e exaustiva sexta feira, ela ainda estava com aquele sentimento ruim em relação ao envelope, ainda mais que nenhuma de suas colegas tinham assumido a culpa por uma suposta brincadeira, e a cada vez que o tocava sentia um comichão nos dedos que a incomodava, teria que pensar direito sobre isso em casa...
Quando estava para pegar um táxi para voltar para casa escutou seu nome sendo chamado.
−Senhorita Kuwabara!
−Takeo?
Ela se virou e encontrou um belo rapaz que trabalhava com ela na contabilidade da empresa, o rapaz sorriu se aproximando.
−Para onde você está indo? Você já se esqueceu?
−Esqueci? Esqueci do que?
−Você me prometeu um encontro no mês passado...
−Ah...
Shizuru se lembrava agora, na festa da empresa... O jovem rapaz Takeo pedindo um encontro na mesma noite que ela havia se deitado com o filho do dono da empresa... Não procurava um cargo como as outras só diversão... Ultimamente sair com homens era a única diversão que ela estava tendo e a única maneira de apagar o estranho desejo que vinha sentido em noites que sonhava com Sakyo.
−Você quer ter um encontro agora?
−Porque não? Você está sozinha não é? Eu fiquei sabendo que não mora mais com seu irmão caçula...
−Não...ele passou na faculdade e se mudou para estudar.
−Então, somos dois adultos sozinhos nessa noite estrelada, podemos tomar um drink, posso te pagar um jantar...
−Um jantar não seria nada mal... Está bem Takeo, vamos ver o que a noite pode nos oferecer.
Assim foi a noite de Shizuru, regada a drinks que normalmente não poderia pagar, boa comida e uma conversa amigável, mas relativamente vazia... Assim como o Sexo no “Love Hotel Palace”.
Takeo era um rapaz agradável, mas a sensação de vazio perdurava nela, não importava o que fizesse ou quantos homens se enroscassem em suas pernas...
Mesmo com um homem desejável por muitas, Shizuru simplesmente não conseguia apagar o desejo que seus sonhos provocavam nela.
Takeo seria mais um da lista de encontros que ela sairia algumas vezes e depois cairia no esquecimento.
Depois de um banho na hidromassagem, Shizuru arrumou-se e antes mesmo do dia nascer, pagou pela metade do quarto e deixou Takeo dormindo no hotel.
Pegou um Taxi e voltou para casa, com seus pensamentos soltos na noite que tivera, então quando finalmente já estava entrando em sua casa, sentiu um calafrio correr por seu corpo, agora mais forte do que nunca...
Entrou na casa, mas não ascendeu as luzes, tateou as paredes até encontrar uma antiga espada samurai que servia como decoração e fora trazida por seu pai do norte do Japão, aquilo deveria bastar como arma.
E sua intuição estava certa quando se moveu para o quarto e viu uma estranha forma mexendo na gaveta de seu criado mudo.
Move-se lentamente e colocou a espada na nuca da criatura que Shizuru soube logo... Não era humana.
−O que você quer comigo? – Perguntou sem hesitar.
−Kihihi... consegue mesmo me ver humana? Sua arminha não pode me ferir.
−Será que não? Você acha mesmo que eu sou uma inútil?
Um brilho esverdeado emanou das mãos de Shizuru e envolveu a espada fazendo a criatura dar um grito e subir pelas paredes até o teto.
−Humana imunda! Você não é como as outras!
−O que você quer comigo seu Youkai inferior!
−Onde está o envelope!?
Shizuru imaginou que ele se referia ao envelope de papel preto que havia deixado em sua bolsa.
−Não é da sua conta, dê o fora daqui ou eu acabo com a sua raça!
Shizuru então viu a criatura saltar sobre ela e só teve tempo de desviar rolando pelo chão...
O Youkai de cor esverdeada rosnou e grunhiu e espinhos começaram a sair de seu corpo a mesma medida que unhas cresceram na intenção de cortar carne humana a sua frente.
Shizuru se ergueu e empunhou a espada, mas a criatura se moveu rápido com suas garras atingindo-a e fazendo com que a espada fosse jogada para longe.
Caiu no chão mais uma vez e pode sentir como aquelas garras estavam perto de seu rosto, tentou se debater e no frenesi daquele momento, conseguiu chutar e acertar seu algoz que lhe respondeu com fúria quando a viu rastejar para pegar a espada de volta.
A dor arrancou um grito agudo de Shizuru e ela sentiu sangue escorrendo por seu ombro, tingindo sua camisa de vermelho...
−Desgraçado! Era a minha melhor camisa!!!
−Me dê o envelope! − O monstro esbravejou já sem muita paciência. − Agora!
O Youkai se lançou para cima dela e Shizuru rangeu os dentes e e com algum esforço liberou seu Reiki concentrado na espada samurai que brilhou num tom esverdeado e ela correu em direção ao seu inimigo e conseguiu enfiar a espada até o cabo, atravessando a garganta do mesmo.
−Ma..Maldita... Outros...virão...
Ele caiu morto, sufocado em seu próprio sangue enquanto Shizuru caiu sentada no chão, ofegante e com a dor do ombro onde as garras do Youkai a tinham ferido... Seu Reiki não era poderoso como o do irmão, mas ao menos se defender um pouco ela sabia.
Quando olhou o corpo caído no chão percebeu que seu Reiki ainda estava agindo e começou a consumir o corpo do Youkai em um tipo de chama, que ela teve que correr para pegar um extintor para não destruir a casa....
−Era só o que me faltava...Se Mestra Genkai não tivesse me dado algumas aulas para me proteger eu estaria provavelmente morta agora... Como ela havia previsto, nossas vidas nunca mais seriam a mesma depois do torneio...
Caiu sentada de novo olhando o caos que ficara no quarto, a sala, sofá virado e moveis quebrados.
Para ajudar ainda tinha o sangue nojento daquele Youkai, respingara em seu rosto quando puxou a espada de volta.
−O que diabos foi isso afinal?...
Ela se ergueu e estava limpando as coisas quando sentiu um novo Youki passando pela porta da sala, se virou assustada e se deparou com a presença de uma mulher.
Ineditamente Shizuru ergueu a espada, pronta para lutar, mas a mulher levantou a mão num sinal de paz.
−Não vim para lutar com você.
−Quem é você? O que quer comigo?
−Meu nome é Miyuki. O que quero com você não pode ser tratado aqui. Venha comigo e tudo será explicado.
−Ah tá, você quer mesmo que eu caia nessa sua conversa?
−Eu apenas estou atendendo as últimas ordens de Sakyo−Sama.
−Sa...Sakyo?
Shizuru abaixou a arma, o simples nome dele fez seu coração gelar.
−Sim fui eu que te enviou o envelope.
−Não tinha nada escrito nele!
−Você não leu direito... Vá pegá-lo agora que seu Reiki está tão ativo e tente ler. Eu vou te esperar aqui.
Miyuki se sentou numa cadeira cruzando as pernas de forma sedutora, sorrindo para Shizuru.
A youkai viu quando ela saiu e moveu a mão sutilmente, um youkai menor apareceu no meio do ar.
−Ela lutou bem?
−Sim, não é tão forte quanto os outros, mas eu não precisei defende-la.
−Ótimo, vamos ver se ela é digna do último pedido de Sakyo-Sama.
O Youkai desapareceu de novo, e Miyuki retirou um espelho do bolso da manga de seu kimono e retocou o baton de tom azulado.
No quarto, Shizuru correu e pegou o envelope, e assim que abriu novamente o papel estava em branco, porém, palavras começaram a aparecer em um brilho espectral verde, reagindo ao Reiki dela.
−Não...Não pode ser... Sakyo-San...
Suas mão tremiam, quando começou a ler aquela carta.
Cara Shizuru.
Se você está recebendo essa carta, é provável que eu esteja morto. Eu sei que você provavelmente me odeia muito agora por eu nunca ter contado quem eu era, e pior por ter feito o que precisei fazer.
Havia muitas coisas em jogo. Muitas das quais você não entenderia.
Existe um grupo de pessoas influentes nesse mundo chamado, Black-Black Club. Esse grupo de pessoas está acostumado a sempre ter tudo o que querem, a ganhar não seja quais sejam os meios;
Eu era membro VIP desse clube, eu era um dos que estavam acostumados a sempre ganhar. Eu não sou o melhor homem do mundo, seus instintos provavelmente te disseram isso.
Mas você Shizuru-San, você acendeu uma chama em mim que me fez desejar ser um homem diferente de quem eu era, algo que eu nunca tinha sentido antes... Mas era impossível. Como eu disse havia muito em jogo.
Durante o torneio, Toguro assassinou todos os membros do Black-Black Club envolvidos nas artimanhas que tornavam o torneio cada vez mais sujo.
Eu sabia que assim que os outros membros soubessem iriam por minha cabeça a prêmio.
Então eu fiz uma aposta.
Se Yusuke ganhasse eu e Toguro juntaríamos os youkais necessários e os fundos e abriria um portal para o Makai, ele teria o que queria e eu veria a humanidade pegar fogo, incluindo os membros do clube.
Mas então eu e você nos envolvemos... E eu me peguei me questionando mais de uma vez, o que lhe aconteceria... Eu não podia voltar atrás com a minha palavra com Toguro, além de ele ser muito perigoso se eu traísse sua confiança em mim.
Se eu continuasse vivo e por algum motivo eles desconfiassem da minha relação com você, mesmo que coisa de poucos encontros, eles a usariam, torturariam na minha frente apenas pelo prazer de me ver sofrer de alguma forma. Eu mesmo faria isso com eles... Esse é o tipo de homem que eu sou.
Depois de muito pensar, eu decidi que o melhor era continuar o plano. Deixaria minha sorte decidir o destino mais uma vez.
Então se você está lendo isso, eu perdi a aposta...Toguro e eu estamos mortos e não há mais nada que te ligue a mim. Exceto o fato que eu não queria partir sem me despedir.
Eu não sei se o que estou sentindo por você é o que todos chamam de amor, mas eu quero que ao menos você seja recompensada por toda a dor que eu sei, causei a você.
Eu estou depositando o restante da minha fortuna em uma conta em seu nome, meus subordinados vão assegurar que você a receba.
Dinheiro é a unica forma que eu conheço de recompensar alguém, estando morto principalmente. Use-o como desejar, assegure uma velhice tranquila, doe a caridade, ajude a construir um santuário a Mestra Genkai e honrar sua memória, ponha seu irmão na faculdade como você mencionou uma noite, que queria fazer assim que ele saísse do torneio...
São só algumas coisas que consigo pensar... Eu não vou te pedir perdão, pois não me arrependo. A única coisa que eu gostaria é de ter lhe conhecido antes de uma parte do meu cérebro apodrecer e eu me tornar esse ser-humano podre que sou.
Mesmo assim, você encontrou alguma coisa em mim que ainda valia a pena e por isso eu sou grato.
Eu amei você naquelas noites e mesmo que eu queime no inferno, vou queimar sorrindo, sabendo que ao menos eu provei do paraíso antes.
Verdadeiramente Seu,
Sakyo.
Ela caiu no chão, sufocando lágrimas com as mãos, tentando ficar forte, mas sem conseguir. Por que agora? Porque ele tinha que ter escrito aquilo?
Passos atrás dela fizeram ela se levantar e viu Miyuki enconstando-se na parede a analisando
−Não sei o que ele viu em você.... Mas está claro que você realmente gosta dele. Venha não é seguro para você ficar aqui.
−Eu não vou a lugar nenhum.
−Se não vier comigo, outros do Black-Black Club vão vir atrás de você.
−Co..Como?
−Parece que eles descobriram sobre você, um youkai não aguentou a tortura e contou sobre o envelope, eles não fazem ideia do conteúdo, acham que é o resto da fortuna perdida de Sakyo-San e existe um jogo imbecil para ver quem vai conseguir ficar com ela.
−Eu não quero esse dinheiro!
−Sakyo-Sama deixou para você, ele não esperava que descobrissem... E outra a conta já está no seu nome, só você pode retirar o dinheiro.
−De quanto estamos falando?
−Eu não sei, mas conhecendo Sakyo-Sama...Alguns milhões.
−Merda... Eu não posso sair daqui...não assim do nada, me dê algumas semanas.
−Eu não vou poder te proteger para sempre humana, e eles vão notar que o que você matou não deu conta do recado, vão mandar um mais forte.
−Mesmo assim eu tenho uma vida para cuidar. Eu vou tentar pedir férias no meu trabalho e ajeitar algumas coisas... Me dê duas, não três semanas e eu vou aonde você quiser.
−Está bem, mas tome cuidado... Os membros do Black Black Club estão em lugares que você menos imagina.
Shizuru viu quando ela foi embora. E só depois de um bom tempo é que se sentou para pensar em tudo o que tinha acontecido... Se contasse a Kuwabara, o irmão se envolveria em encrenca de novo, talvez devesse pedir abrigo a Genkai, mas isso levaria perigo para ela e Yukina.
Eikichi que até então estava escondido veio até ela, se enroscando em suas pernas. Ela o pegou no colo, lhe fazendo um carinho suave.
−O que eu vou fazer Eikichi? O que eu faço?
Tudo o que ela sabia é que tinha que correr, organizar tudo e provavelmente tomar um chá de sumiço antes que voltassem atrás dela. Não podia contar ao irmão com tanto acontecendo em sua vida, e não podia envolver a mestra e Yukina. Com Yusuke e Hiei no Makai e Kurama também perdido por lá, ela não imaginava que poderia esperar que eles milagrosamente aparecessem e dessem cabo de bandidos. Ela realmente estava naquela sozinha.
Se ergueu e começou a arrumar a casa, limpando a bagunça que tinha ocorrido com o ataque. Alimentou o Gato, reforçou as trancas na casa, e tentou dormir um pouco. Acordou mais tarde do que gostaria e se arrumou para ir para a empresa onde trabalhava...
Nem gostava muito daquele trabalho, mas era necessário para ter algum dinheiro, tinha tantos planos agora com Kazuma na faculdade, voltar ao curso de Estética e Cabeleireiros, se tornar uma profissional na área, mas agora estava ali a caminho do RH de uma empresa de contabilidade para tentar negociar umas férias e assim resolver essa loucura com youkais a atacando.
−Minha nossa, Shizuru-San o que houve com você?
Uma voz a tirou de seus pensamentos, e a fez brecar seus passos antes que desse de encontro com quem lhe falava.
−Takeo... Não sei do que você está falando.
−Bem primeiro ter saído sem nem se despedir, segundo ter pago metade, você não devia...
−Eu não estou com muito tempo agora Takeo, discutimos isso em outra hora.
−E terceiro... −Ele a segurou pelo braço impedindo-a de passar por ele − Você está com olhos de quem andou chorando a noite toda...
Shizuru apertou os olhos quando ele a segurou pelo braço, repuxando a mão de volta e Takeo percebeu que algo estava errado com o ombro direito dela.
−E pelo jeito você está machucada;
−Não é nada....
−Sei, eu sou bom de massagem, mas acho que você já sabe disso...
Ela o olhou por sobre o ombro, ele sorriu para ela com aquela gentileza sacana digna de um homem como ele. Ela puxou seu braço com delicadeza e murmurou uma resposta fria.
−Eu estou com principio de uma gripe e com problemas na família, por isso não dormi bem.
Começou a andar de novo até a sala onde ficava o RH e ele insistente, começou a andar com ela.
−Problemas é? De que tipo?
−Do tipo pessoal.
−Do tipo que um amigo íntimo não pode ajudar?
−Não somos íntimos.
−Não foi o que pareceu quando eu...
Shizuru parou e o segurou pelo colarinho, Takeo arqueou o olhar surpreso.
−Eu realmente não estou com tempo ou paciência pra isso agora Takeo. E é possível que eu esteja até de TPM, tem certeza que quer me encher a porra do saco hoje?
−Ah Shizuru-San até brava você é adorável, está bem eu não vou forçar, mas me permita ao menos ajudar... Se você está indo até o RH é porque precisa de algo não?
Ela baixou a guarda um pouco e o soltou, ele então arrumou a camisa e a gravata e jogou a franja de seus cabelos escuros pro lado.
−Preciso adiantar minhas férias... por causa do problema na família...
−Humm... quanto tempo você precisa?
−Eu não sei ao certo, quero resolver tudo em mês, mas... está tudo muito complicado.
−Sei...Pra sua sorte a responsável pelo RH é uma antiga colega de faculdade... Deixa comigo.
Ele piscou num jeito maroto que por um instante fez Shizuru lembrar do jeito de Yusuke e isso a fez corar um pouco, era muito esquisito.
Entraram no RH e começaram a discutir suas férias com a tal colega de Takeo. Levou quase uma hora, mas Shizuru saiu de lá com um mês e meio de férias, tendo em vista que tinha muitas horas extras acumuladas.
−Não imaginei que você fizesse tantas horas extras...
−Com meu irmão fazendo cursinho, estudando direto, a gente não tinha muito tempo junto e o trabalho me ajuda a não pensar em...
Ela interrompeu-se... Levou o cigarro recém aceso a boca e Takeo arqueou o olhar imaginando que ela ia contar algo muito íntimo e se interrompeu por isso.
Eles haviam parado numa pequena área para fumantes e ele a observava em seu silêncio agora. Shizuru vestia uma saia reta escura, uma blusa delicada de cor verde escuro e saltos pretos, o cabelo jogado de lado como de costume. Ela era uma das mulheres mais bonitas dali e ele encostou em seu banco murmurando.
−Você vai ficar todo esse tempo fora mesmo?
−Sim só preciso achar alguém para ficar com o gato do meu irmão.
−Um gato? Não sabia que você gostava de animais.
−Do meu irmão. Ele se chama Eikichi, é um gato gordo e preguiçoso agora... Mas não vou poder levar ele comigo...
−Você não se meteu em nenhuma encrenca e está fugindo né?
−Por que você acharia isso? − Ela perguntou meio desconfiada.
−Você é muito misteriosa... − Ele riu do jeito dela − Mas se você quiser Shizuru−San eu posso cuidar dele pra você. Eu gosto de animais.
Ela terminou seu cigarro e o apagou no lugar apropriado enquanto se moveu para a saída.
−Está bem Takeo... Mas se eu voltar e algo tiver acontecido a ele, pode dar Adeus a sua virilidade.
−Ouch... Ok, eu te pego na saída ok?
Ela fez que sim com a cabeça e deixou ele para trás, Takeo era um bom rapaz... Do tipo insistente, um homem de seus 35 anos mas que muitas vezes agia como se ainda tivesse uns vinte. Era o tipo alinhado, usava ternos claros e gravatas escuras, o cabelo era curto atrás, raspado deixando franjas laterais mais longas a frente e profundo olhos castanhos, mas o que realmente chamava atenção em Takeo era seu sorriso, era uma mistura de cinismo com sensualidade que deixava a maioria das mulheres da empresa suspirando.
O tipico homem que mulheres japonesas aspiram como marido, formado em matemática financeira e com um bom emprego.
Diferente de Shizuru que estava ali, por uma "indicação" de amigos de Atsuko...
Assim, deixando o homem do sonhos da maioria das mulheres, ela se dedicou a trabalhar o resto do dia, pensativa em como seria as coisas, algumas vezes pegando-se a lembrar do conteúdo da carta e do sentimento que Sakyo havia despertado com tanta força dentro dela.
Ela se apaixonara por um homem que estava morto, não tinha nem como ter esperança de que ele estivesse vivo, afinal o próprio Principe do Reikai havia dado a entender que a alma de Sakyo estava pagando por seus crimes.
Passou o dia entre suspiros e idas ao banheiro para lavar o rosto de lágrimas que queriam forçar a cair, repetindo a si mesma que chorar não resolveria nada.
Quando o dia acabou e ela organizava sua mesa para ir, Takeo apareceu com seu sorriso galante se apoiando sobre a divisória de sua mesa. Algumas garotas que ainda estavam ali começavam logo a cochichar.
−Pronta para ir? Eu só vou levar esses livros na outra sala e estou pronto.
−Sim... Mas sinto que suas fãs vão decapitar minha cabeça se não formos logo.
Takeo olhou para duas mulheres torcendo o nariz para Shizuru, riu baixinho e cumprimentou as mesmas com o sorriso galante, mas virou logo de volta para aquela que havia tanto despertado seu interesse.
−Não me interessam em nada, quem eu quero, desejo... Está bem aqui.
Ele fizera seu melhor olhar sedutor, mas Shizuru mal tinha o notado, estava ainda com o pensamento longe, respondendo ao pobre um "Uhun" baixo enquanto se erguia. Ele apenas soltou um breve suspiro, percebera é claro que ela provavelmente estivesse com sérios problemas dos quais não queria compartilhar com ele.
A levou de carro para sua casa, era um sobrado simples, mas bem localizado.
Ao entrar ele se deparou com um ambiente bem familiar, provavelmente ela mantera daquele jeito por conta do irmão mais novo.
Mal Shizuru aparecera, Eikichi veio se enroscar em suas pernas, ronronando e miando baixinho.
−Ah pelo jeito esse é o amigo que eu vou tomar conta?
−Sim... Você quer um café, chá?
−Algo gelado seria bom.
Shizuru deixou Takeo na sala com Eikichi o conhecendo, enquanto foi a cozinha, ela abriu a geladeira e pegou duas long neck de cerveja e quando fechou a porta quase derrubou as duas garrafas, vendo Miyuki encostada em uma parede a encarando.
−Você não devia trazer ninguém a sua casa nas circunstâncias em que você está.
−Ele só veio aqui para cuidar do gato... Ele já vai embora.
−Despache-o logo, nós precisamos partir o quanto antes.
−Eu pedi uma semana!
−E eu te disse que provavelmente você não teria uma semana. O Black-Black Club já sabe que você matou o Youkai, vão mandar outro o quanto antes.
Myuki se moveu para uma parte da casa mais escura, olhando Shizuru por cima do ombro.
−Eu vou te esperar no seu quarto, não demore.
Shizuru rangeu os dentes irritada, apoiando as costas na pia, queria avisar aos vizinhos sobre a viagem, dar pelo menos um parecer ao irmão.... E agora essa...
Quando voltou para a Sala, Eikichi já estava esparramado no colo de Takeo, que prestava carinhos no queixo do felino. Aquilo fez Shizuru pelo menos sorrir um pouco, tendo em vista que tudo indicava que Takeo cuidaria bem dele.
−Aqui...
−Mmnn cerveja, posso considerar que vamos estender a noite?
−Na verdade não... Eu vou sair amanhã bem cedo....
−Tão rápido? Deve ser muito sério para você estar saindo assim... Até parece que vai fugir de algo... ou de alguém.
Shizuru não respondeu, dedicando seu silêncio a garrafa em sua mão, forçando-se a beber.
Takeo no entanto, notou logo por seu olhar que havia mesmo mais do que ela queria falar.
−Bom, quanto tempo você acha que volta?
−Eu quero resolver tudo em um mês.
−E se não resolver?
−Eu dou um jeito de te avisar...
−E seu irmão sabe que...
−Meu irmão não precisa saber de nada por enquanto, eu vou falar com ele quando eu estiver viajando.
−Sei... Bem, vamos então pegar suas coisas Eikichi.
Ele sorriu mais uma vez agradando o bichano e Shizuru se levantou, explicou sobre o processo de alimentação e limpeza que implicava ficar com Eikichi, colocou o gato numa mala adequada de transporte, o que tinha de ração e areia e ajudou Takeo a colocar tudo em seu carro.
Com o gato miando freneticamente na mala, Shizuru se despediu dele e olhou Takeo se aproximando.
−Obrigada pelo o que está fazendo, sem me per..
Shizuru sentiu as mãos daquele homem de negócios segurarem ambos os lados de seu rosto, enroscarem os dedos em seus cabelos e nuca e a puxar para um beijo faminto, que a principio ela não quis responder, mas logo não pode resistir enroscando a língua na dele.
Quando ele a finalmente soltou, sorriu encostando a testa na dela.
−Vá com cuidado e quando você voltar vou te levar num bom restaurante e te levar ao melhor hotel que eu puder encontrar ok.
As palavras dele fizeram ela corar um pouco.
−Idiota... Não haja como se fosse meu namorado ou coisa assim.
−Namorado? Oh não...Apenas um bom amigo preocupado... E que vai sentir falta de ver esse corpo lindo que você tem... Tchau, tchau Shizuru-San.
Ele riu sacana e entrou no carro, acenando enquanto ia embora com a mão para fora da Janela.
Ela suspirou e voltou para dentro encontrando Miyuki na sala acompanhada de um outro Youkai menor, que vestia um tipo de capa preta e capuz.
−Arrume logo suas coisas, os preparativos para sua viagem já estão sendo realizados nesse momento.
−E para onde eu vou afinal?
−Outro país... Suíça... Eu vou esperar do lado de fora, Inmaki será o seu guarda-costas.
O youkai de menor estatura fez um pequeno meneio com a cabeça e o olhar. Shizuru não respondeu, não com palavras pelo menos, deu um profundo suspiro e foi para o quarto acompanhada do youkai que a seguia numa distância respeitosa.
Ela arrumou uma pequena mala, com roupas de frio e de calor.... Ela não tinha ideia do que fariam no país citado, mas por envolver dinheiro, talvez Sakyo tinha alguma conta num banco por lá, ouvira falar que o país era um tipo de paraíso fiscal para contas irregulares ou algo assim.
Pegou a carta que ele lhe enviara e colocou na mala e então tomou um banho, deixando claro para seu Guarda-Costas a esperar do lado de fora.
Com tudo pronto, trancou toda a casa e levou consigo a Katana que fora presente de seu pai e pregou na porta um aviso aos vizinhos indicando que ela foi viajar.
Quando saiu da casa com sua pequena mala, encontrou um carro preto esperando por ela. Miyuki estava em pé os aguardando e um homem que provavelmente era o motorista pegou sua mala e a colocou no carro, e abrindo a porta para Shizuru entrar.
E foi assim que no meio da noite, Shizuru viajou algumas horas de carro até um aeroporto clandestino e particular e um jato a aguardava.
Não tinha ideia de onde estava se metendo e quem eram aquelas pessoas, mas se não fizesse o que mandassem o que poderia acontecer? Imaginava que assim que ela tivesse o dinheiro eles provavelmente se voltariam contra ela, mas estava entre o fogo e a panela naquela história toda, tudo o que realmente podia fazer era escolher o lado que a manteria viva por mais tempo e pelo menos tentar entender o que raios Sakyo queria com tudo aquilo.
Olhou pela janela do jato particular mais um vez, vendo o Japão ficando menor e menor cada vez mais.
−Tente dormir um pouco, a viagem será um pouco longa.
Miyuki falou sentada ao lado dela, esticando a mão e chamando um tipo de comissária de bordo, que pelos traços e energia, Shizuru logo percebeu que não era humana. A mulher trouxe um travesseiro pequeno e um cobertor e Shizuru permitiu-se dormir um pouco.
Poucos dias depois Koenma percebera que chegara tarde.... Leu o bilhete pregado a porta, se projetou para dentro da casa e percebeu que youkais andaram ali...
Ele respirou fundo se apoiando na mesa da cozinha e pensando para onde diabos ela teria ido, quando Ayame se projetou atrás dele.
−Ayame? O que faz aqui?
−Seu Pai o está procurando senhor, ele demanda sua presença imediatamente.
−Mais essa agora...Ayame, você esteve vigiando Shizuru-San, onde ela foi?
−Eu não tenho autorização para te contar mais nada Koenma-Sama...
Ela murmurou com a voz preocupada e Koenma percebeu que seu pai provavelmente havia descoberto o que ele andava fazendo.
−Até onde meu pai sabe?
−Eu só contei que o senhor queria que eu ficasse de olho nela e que o alertasse se ela fizesse algo...
−Ok, não se preocupe Ayame, eu sei que você fez o que pode para não me entregar.
−Me perdoe Koenma-Sama....
−Não...Você é uma boa amiga e aliada −Ele disse isso se aproximando e colocando as mãos no ombro dela −Eu vou falar com meu pai e pedir que ele não te puna por nada ok?
Ela fez um mover da cabeça em positivo, de modo tímido e com um corar delicado no rosto. Koenma suspirou e colocou o Mafukan de volta a boca.
−Vamos indo, não vamos deixar o Rei esperando....
Koenma caminhou então sozinho por extensos corredores e respirou fundo, a frente dele agora estava a grande porta que levava para a sala mais importante do Reikai e ali ele provavelmente teria que brigar com o pai para continuar a proteger Shizuru.
Respirou fundo e entrou, era hora de começar a se impor mais com seu pai.
Teaser do Segundo Capítulo! Sai amanhã a meia noite!!!
Estão empolgados? AInda não leu o primeiro capitulo? Acesse aqui!
Paixão Sombria Cap 01
#Lunnari
“You're a red string tied to my finger
A little love letter I carry with me
You're sunlight
Smoke rings and cigarettes
Outlines and kisses for silverscreens
Oh, dear never saw you coming
Oh my, look what you have done
You're my favourite song
Always on the tip of my tongue”
Gran-Castelo do Reikai
Um ano depois do Ataque de Sensui
Quando Shinobu Sensui ameaçou o mundo humano com a abertura para o Makai, parecia que a esperança havia acabado. Até mesmo o Reikai se preocupara em agir, enviando Koenma que usou todo o seu poder acumulado por anos em seu Mafukan, mas mesmo assim não fora capaz de impedir Sensui...
Coube a Yusuke e os outros em uma virada quase milagrosa derrotar o inimigo e oferecer paz ao Nigenkai.
Mesmo assim, não havia paz para o grupo com o Reikai acreditando que aquele que salvara os humanos agora era uma ameça para eles e por isso Yusuke aceitou a proposta de ir para Makai, assim como Hiei e Kurama.
Havia se passado quase um ano desde esses acontecimentos e o Príncipe do Reikai, Koenma retornava ao seu trabalho, depois de uma longa conversa com seu pai e de tudo ainda estar muito delicado em relação a ele ter apoiado Yusuke e ido contra as ordens de Enma... E Koenma ainda sentia que só podia confiar em algumas poucas pessoas....
Era tarde no Reikai, algumas sentinelas apenas passavam pelos longos corredores da ala principal dos Deveres do Reikai, enquanto ele estava aos poucos restabelecendo seu trabalho, olhando pelas almas que precisavam ser encaminhadas aos lugares certos em sua pós-vida.
Mesmo com tudo parecendo normal a maior mudança era nele mesmo, que por algum motivo que desconhecesse ainda, simplesmente não sentia desejo de voltar a forma infantil de outrora...
Voltara a usar o Mafukan, pois o mundo sempre muda e aquele poder poderia voltar a ser necessário, mas já não se policiava tanto com a chupeta, as vezes a guardava em um bolso para poder beber e comer e coisas do gênero. Sua mudança consternava aqueles a sua volta, mas ninguém falava nada para não aborrecê-lo, então algumas poucas vezes ele assumia a forma infantil para que todos se sentissem confortáveis, porém sentia-se diferente quando o fazia... Talvez Yusuke e os outros de alguma forma influenciavam naquelas mudanças todas...
Naquela tarde no entanto, entre pilhas de papéis e carimbadas monótonas, delicadas mãos femininas colocaram em sua mesa uma espécie de caderno, e esse caderno mudaria a vida que ele e conhecia.
Até muito tarde da noite daquele dia ele passou o tempo lendo, trancando em sua sala evitando contato e visitas sobre o pretexto que precisava trabalhar em paz.... E havia muito do que ele buscava nos últimos tempos, naquele único caderno, em uma de suas páginas para ser exato...
Tudo havia começado naquele mesmo dia, no período da manhã, enquanto ele via e revia papéis quando uma guia espiritual se aproximou de sua mesa e George chamou sua atenção.
–Senhor Koenma? Uma guia..
–Eu já vi diabo, vai procurar o que fazer!
–Mas Senhor Koenma o senhor não me mandou empilhar esses documentos?
–Já chega, vai levar isso pra guardar nos arquivos! Vai logo! Anda!
–Sim senhor Koenma...
George dizia com uma voz meio chorosa e saia fechando a porta atrás dele, a guia espiritual de lindos olhos escuros sorriu e esperou Koenma se sentar melhor na cadeira.
–Eu trouxe o que você me pediu senhor Koenma...
–Ótimo... Como ela está?
–Para todos, bem como sempre, mas entre as paredes do quarto ela tem chorado muito...
–Eu imaginei que ia ficar assim.... – Koenma suspirou. –Bom eu agradeço a ajuda, se eu precisar chamo você de novo, feche a porta quando sair e diga que não quero ser interrompido.
–Sim senhor Koenma
Ayame que havia se tornado quase como uma secretária desde que ele regressara, sorriu para ele com um olhar íntimo, baixou sua cabeça numa humilde reverência e o deixou sozinho.
E assim fora durante o dia, linhas de preocupação desenhando-se em sua testa, enquanto lia o conteúdo daquele caderno, naquelas palavras tão fortes e intensas... Ao lado na capa escura em letras vermelhas e estrangeiras encontrava-se escrito: My Diary.
Koenma se ergueu e fechou uma das janelas, trancou a porta e em questão de algumas passadas estava de volta a sua mesa, respirou fundo passando a ponta dos dedos no titulo e depois pelo canto, parecendo que precisava se concentrar e muito naquilo que precisava ler...
Um movimento de sua mão e abriu, leu algumas páginas, arqueando sua sobrancelha para algumas linhas, outras vezes emitindo um sorriso curto que mudava para uma linha fina num crispar de seus lábios...
Até chegar aonde queria chegar, mais uma vez inspirou profundamente, sabia que o que fazia era errado, mas ele precisava de respostas... E as respostas estavam naquele caderno, tão íntimo que guardava segredos profundos da alma de alguém.
Era tudo ou nada e sinceramente Koenma não se importava... Era algo pessoal, uma questão pessoal de fato, da qual ele precisava ter certeza que resolveria.
Pois sentia que ela, a dona do diário estava correndo algum tipo de perigo e por ela, valia a pena correr alguns riscos.
Então se ajeitou na cadeira e iniciou a leitura...
05/08/XXXX Quinta – Feira.
Eu estou escrevendo de novo... Esperando que de alguma forma isso alivie esse sentimento. As coisas estão caminhando, a vida no trabalho é a mesma rotina, mas hoje um dos bonitões do setor de contabilidade veio querendo me seduzir...
Ele foi charmoso, tinha um sorriso calmo e se ofereceu para ascender meu cigarro, quase tão galante quanto você... quando ascendeu o meu naquele dia...
É esquisito como eu fico comparando outros homens a você e depois de um pouco conversa, eu no máximo consigo ter um ou dois encontros...
Eu mal te conheci, não há motivos para me sentir assim, o pouco que eu conheci deveria me dizer para não me importar com alguém como você... Afinal mesmo eu te pedindo, mesmo eu te implorando, você apertou aquele botão.
E mesmo assim eu me pergunto por que Koenma me tirou de lá...
Tudo o que você fez foi aparecer do nada, bagunçar tudo, me virar de cabeça pra baixo e me fazer cair por você... Eu sabia que você era o inimigo dos meus amigos, do meu irmão...Eu sabia que você não era a melhor pessoa do mundo, mas eu não sabia disso quando nos conhecemos...
E que forma para nos conhecermos... Ainda me lembro do toque da sua mão, firme em meu pulso me puxando para me livrar daqueles youkais idiotas, eu poderia dar conta sozinha até, mas precisava ganhar tempo... Então você apareceu do nada e me tirou dali tão rápido que eu só pude tentar respirar e tentar entender o que estava acontecendo. Seus cabelos negros balançavam a minha frente e quando estávamos naquele canto, tudo o que eu pude reparar foi no profundo azul dos seus olhos e a estranha cicatriz.
Humano? Eu me perguntei e acabei falando em voz alta, você apenas sorriu e me disse:
“Cuidado você está no mundo dos youkais.”
Virou suas costas e foi embora. E mesmo com tudo que estava acontecendo, mesmo com meus amigos e meu irmão passando por todas aquelas batalhas, eu me pegava pensando em você, eu me sentia uma adolescente boba.
Talvez fora aquele azul tão profundo e misterioso que me cativara, como águas de um oceano a noite... Você sabe que é perigoso, mas mesmo assim sento o desejo de mergulhar...
E então, quando eu menos esperava meus olhos te procuravam na platéia ou em algum lugar no hotel onde eu pudesse te encontrar.
Pouco tempo depois, como se os meus desejos tivessem sido realizados, no meio de uma confusão enorme você apareceu . Mais uma vez me libertando das mãos de patifes idiotas. Eu era o que agora? Sua donzela em perigo pra você salvar? Chega a ser engraçado...
Foi um breve momento, mas ainda me lembro do cheiro almiscarado do seu perfume junto ao cheiro de um cigarro caro que eu jamais poderia pensar em comprar. Você me ajudou a voltar em segurança e eu apenas olhei suas costas mais uma vez no elegante terno que você usava.
Os dias do torneio seguiram, e mesmo no meio daquele turbilhão, meus olhos ainda te procuravam e foi numa noite que eu pegava bebidas para as garotas que de uma forma um tanto clichê eu te encontrei de novo.
Latas rolaram pelo chão enquanto eu xingava mentalmente o idiota que havia me feito derrubá-las até olhar para as mãos masculinas que me ajudavam a recolhe-las do chão, abotoaduras douradas num elegante tecido escuro, ergui meus olhos sem nem perceber e me deparei com o seu sorriso.
–Precisamos parar de nos encontrar assim... – Seus lábios me disseram e eu apenas sorri concordando.
–Sim precisamos... Machuquei você? Me desculpe pelo encontrão....
–Não, eu estava distraído pensando no torneio.
Nos erguemos e você caminhou comigo para pegar uma nova sacola plástica para colocar as bebidas.
–Você gostaria de tomar alguma coisa comigo?
Sua voz surgia nos meus ouvidos, charmosa, masculina e forte e eu aceitei antes mesmo de pensar muito, marcamos um horário, e eu disse as meninas que ia caminhar um pouco, não queria que elas soubessem que eu estava de paquera com um desconhecido no meio daquele torneio.
E a noite que seguiu, ainda perco o fôlego quando me lembro, você misterioso não me falando muito sobre você, o alcóol me deixando mole, rindo a toa... Quando eu fui tão tola assim? Quando eu deixei que qualquer homem me visse assim?
Acho que você sabia... Sim você sabia que eu estava caída por você, percebi no momento em que você afastou o cabelo do meu rosto e limpou a mancha de vinho nos meus lábios, com a ponta do seu polegar....
O desespero do seu toque fez meu corpo arrepiar, mesmo que o ambiente daquele bar estivesse quente, alguma coisa dentro de mim me alertava que você era encrenca, o diabo, o lobo em pele de cordeiro, mas eu não quis ouvir... eu não quis ouvir nada, eu queria mais do que eu estava sentindo, eu queria mais do seu toque e sem perceber eu movi minha mão sobre a sua e você arregalou um pouco os olhos para mim... Depois sorriu e me puxou tão rápido que eu pensei que ia cair do banquinho.
Sua língua invadiu meus lábios, forte e passional, me dominando por completo me fazendo perder o ar... Eu quase ofeguei nos seus lábios de tão quente que foi aquele beijo, bem ali no meio do balcão, quantas pessoas estavam olhando? Eu não sei... Foi um giro forte que aconteceu, você me colocando de pé, me tomando pela mão gentil.
–Vem comigo...Vamos para um lugar mais tranquilo.
Eu sabia que aceitar implicava mais do que um beijo, mas desde a época da escola quantos homens eu havia tido? Dois talvez? Pequenas brincadeiras juvenis e tolas, não você tinha perigo no ar, desejo, paixão, loucura...
E meus pés te seguiram, você me guiou para o quarto onde estava hospedado e sorriu abrindo a porta... Seu sorriso calmo percebendo meu nervosismo...
–Se você quiser posso te levar de volta para o seu quarto...
–Não...Eu...Eu quero...
Foi o que você precisava para me puxar para dentro, tão rápido que eu senti o mundo girar e sem ao menos acender as luzes, você me beijou novamente, me pressionando contra a parede, descendo seus lábios pelo meu pescoço. Mordiscando minha pele, puxando minha camisa para abrir os botões.
Era uma loucura tão intensa que eu só conseguia ofegar, completamente entregue a você.
–Tem certeza do que quer aqui comigo, nessa noite? Nesse Quarto?
–Tenho...eu...
Um beijo no pescoço e eu perdia o foco das palavras, cada toque seu estava de fato me enlouquecendo...
–Eu não... sei seu nome...
Eu percebi a loucura que estava fazendo com um homem completamente estranho, mas não parei... era tarde demais para parar
–Sakyo.... Eu me chamo Sakyo... Shizuru-San
Você me levantou do chão no momento que me dizia seu nome, me conduzindo pelo quarto nos seus braços, me colocando na cama e começando a remover sua gravata.
Eu só me lembro de mover minhas mãos em desespero para você, de puxar seu blazer para baixo e te ajudar com o resto das roupas enquanto você me ajudava com as minhas. Eu sentia como se meu corpo estivesse ardendo em chamas durante uma tempestade de neve...
Seus lábios deslizaram por meu pescoço e ganharam logo meus seios, enquanto suas mãos tiravam o sutiã, revelando minha pele já eriçada pelo calor do seu toque.
Você me fez sentar em você ainda com a minha calcinha, dizendo que queria me olhar de baixo... Céus ainda coro só de lembrar, mas sinto que preciso escrever tudo... Eu não quero esquecer e levei tanto tempo para colocar isso no papel que sinto ainda como se queimasse dentro de mim...
Dane-se! É para isso que o diário serve não é?
Tudo o que sei, é que seu sorriso se aumentava a cada gemido de prazer que eu soltava, o que era impossível de segurar com a sua boca presa a um dos meus seios e seus dedos afastando minha calcinha entrando e voltando dentro de mim.
Eu arqueava o corpo, caia de volta sobre sua cabeça, enroscava meus dedos em seu cabelo e já me pegava rebolando em seus dedos.
Sexo... Eu estava completamente entregue ao sexo que um homem que eu mal conhecia, me oferecia tão deliciosamente.
Você me girou de repente, me deitando na cama, afastando minhas pernas e seus cabelos negros escorreram em minhas coxas e eu senti o calor de sua língua, penetrando-me, sugando, me enlouquecendo entre meu rebolar e seus dedos.
Eu tentei me afastar, mas você segurou meus quadris, eu mordi o travesseiro e gemi como nunca havia feito... Me senti promíscua, mas nunca antes havia amado tanto a promiscuidade.
Não há uma maneira de não deixar marcado com palavras aquela noite, oh eu não quero nunca esquecer... Da forma como você continuava sorrindo, me encarando vezes ou outra enquanto com a língua subia lentamente pela minha intimidade e voltava para sorver com dedicação todo o calor que emanava de dentro de mim.
E ali naquela cama, entre lençóis caros e travesseiros, estava eu agora completamente nua para um homem que eu mal conhecia mas que fazia meu corpo tremer em desejo...
Foi uma loucura completa, cada movimento seu parecia que sabia onde tocar, encostar, lamber... Céus...
E quando você finalmente voltou para os meus lábios, fazendo minha boca sentir o meu próprio prazer, fui surpreendida pela força do seu corpo invadindo o meu...
Você chamou meu nome quando me ouviu gemer surpresa, não se moveu mais, apenas me deixou sentir você dentro de mim, pulsando fortemente na parte mais profunda do meu ser.
Eu corri com as mãos em seus ombros, senti meus olhos encherem de água e minha própria pele quente, minha boca roçando na sua desesperadamente.
Eu parecia uma virgem, mesmo não sendo... Mas talvez eu fosse naquele momento, com você, do jeito que estávamos era como se fosse a primeira vez, a primeira vez que pareceu certo.
Você desceu a boca de novo pelo meu pescoço e no jeito mais sacana que eu já vi, murmurou no meu ouvido....
"Eu vou fazer com você Shizuru-San... Até você desmaiar comigo nessa cama..."
E então você estocou, segurando minha coxa acima do seu ombro, forte e passional, batendo e voltando e voltando...
Meu corpo ainda se aquece com essas lembranças, de nós dois naquela cama, do seu corpo junto com o meu, nunca senti uma ligação tão intensa com ninguém como eu senti com você, o desejo mútuo que sentimos um pelo outro... A noite inteira seguiu entre os meus gemidos entregue a você completamente, dominada pela nossa luxúria...
E eu me entreguei a você Sakyo, tão completa que era como se a minha alma, toda a minha existência dependesse da nossa luxúria... Você era o amante perfeito, mesmo quando parecesse agressivo, você estava em seguida me beijando, murmurando palavras que enalteciam meu ego.
"Linda...Perfeita.... Quero te fazer minha..."
E eu dizia que já era sua, não tinha como não ser, eu estava perdida...
Eu tinha mergulhado no oceano de águas escuras e me perdido para sempre. Não havia mais volta.
A paixão incendiara em meu corpo e tudo o que eu queria era mais de você...
Os orgasmos que tive não se comparam ao Orgasmo final que tive com você, me preenchendo por completo, seu gemido como um urro baixo colocado em minha boca, mesclando minha voz com a sua e eu sorri te beijando antes de fato sentir meu corpo inteiro perder as forças.
Você me puxou para o seu ombro e me aninhou, a última coisa que eu vi antes de apagar foi você ascendo o cigarro tão caro e alisando meus cabelos...
Quando acordei havia um café da manhã preparado pra mim, flores e uma mensagem sua...
“Obrigado por uma noite inesquecível, há muitos anos eu não me sentia tão vivo... Eu sei que você achou que eu seria o tipo canalha que te deixaria sozinha pela manhã, mas infelizmente tive negócios a tratar... Foi difícil deixar você nessa cama, uma mulher tão linda quanto você é difícil de deixar....
Mas é melhor que você volte logo para os seus amigos, não quero que se preocupem com você, fique viva e não se meta mais em encrencas. Afinal... Se você ainda estiver interessada, eu gostaria que voltássemos a nos ver.”
~Sakyo.
Eu ainda tenho esse bilhete guardado...
Meu coração não ficava tão alegre em anos, eu já havia sentindo paixão antes, mas nunca fora tão forte assim...
O Torneio seguiu seu caminho e conforme meu irmão e os outros iam evoluindo, nos encontramos de novo... Eu não pude conter a luxúria e o desejo em meu corpo de sentir você de novo.
Uma das noites, você me encontrou no mesmo bar, eu estava me entupindo de álcool, era a melhor forma que eu conhecia para lidar com a dor... Eu nem esperava te ver, nem ver ninguém...
Mestra Genkai tinha nos deixado, e eu não podia contar ao idiota do meu irmão, nem as meninas...
Apenas eu e Botan sabíamos, e eu precisei ser forte por ela.
Mas eu não queria ser forte naquele bar, eu queria a vodca mais forte, eu queria mesmo ficar de porre.
Mas então sua mão segurou meu copo, e você esticou a outra para o meu rosto, secando lágrimas que eu nem percebera que tinha derramado.
E sem nenhuma palavra de ambos, você me puxou delicadamente daquele banco e me levou para fora dali, para seu quarto luxuoso de hotel e me fez chorar o que eu queria segurar... Você não perguntou nada, eu não disse nada.
Mas eu dormi nos seus braços pela primeira vez sem ter sido por sexo, e juro que ouvi seu coração batendo acelerado algumas vezes.
Assim nos dias que se passaram eu fui percebendo que cada vez mais você parecia tão entregue quanto eu.
Porém, naquela manhã daquele dia fatídico, eu notei seu olhar vago enquanto ia para a sacada. Tinha sido uma noite ótima e o dia ameaçava nascer, mas por que eu sentia que as coisas com você não pareciam certas.
Eu caminhei até a varanda que dava para uma floresta com uma linda vista pro mar, você estava bebendo como de costume, olhando o horizonte e perdido em pensamentos, devo ter ficado mais de alguns minutos te olhando assim, até ter a coragem de te chamar.
−Sakyo-San?
−Volte a dormir Shizuru-San, o dia será bem longo...
−Você parece transtornado com alguma coisa....
−Preocupada comigo? Não fique, não valho a sua preocupação...
Você virou o corpo para mim e colocou meu cabelo atrás da orelha me roubando um beijo mais uma vez. Por um estranho motivo, o beijo pareceu muito diferente para mim...
−Sakyo-San...
−Desmanche essas rugas na testa, uma linda mulher como você tem que ficar linda sempre...
−Mas...
−O dia já está raiando, hoje é um dia muito importante não é? Você deveria se juntar as suas amigas, elas vão sentir falta de você...
−Sim, eu vou... mas...
A incerteza batia na minha porta, olhar para você e aquela sensação de que algo ruim estava para acontecer... Me perguntava se era porque meu irmão e os outros teriam a luta final naquele dia... Você apenas sorria pra mim esperando minhas palavras.
−Podemos nos ver depois da última luta? Digo... Quando tudo isso acabar, podemos nos encontrar no mundo normal?
Seu sorriso se desenhou no seu rosto de forma calma e você acariciou meu rosto antes de me responder.
−Nada me faria mais feliz Shizuru-San, uma mulher como você faria qualquer homem querer mudar...
−Mudar?
−Vamos ver como esse dia vai ser... E então quem sabe, não tomamos um drink mais tarde....
E com essas palavras você me deu um último beijo e se arrumou para ir, me deixando no banho... Quando eu sai dele você já havia partido e eu precisava voltar a tempo de me juntar as garotas... Eu sei que não era o melhor momento para estar nos braços de um homem, com tudo o que havia ocorrido.
Voltar parecia estranho... era como sair de uma realidade e ir para outra... No final das contas, talvez fosse isso mesmo, por mais que eu gostasse do que estava tendo com você, eu sabia que poderia provavelmente ter terminado naquela manhã....
E então quando tudo já estava preparado para ir ver os rapazes, Botan se atrapalhou inteira e havia esquecido ou perdido os ingressos, nem lembro mais, mas graças a minha astúcia conseguimos entrar... Mas qual foi a minha surpresa ao entrar e ver o que estava acontecendo.
Ao lado do Time Toguro, o time adversário de meu irmão, lá estava você, se juntando a eles... Você caminhou de forma austera enquanto eu não conseguia conter minha surpresa.
Os youkais ao meu redor, comentavam sem parar...
“O Chefe do Time do Toguro”
Minha mente imediatamente me levou ao nosso primeiro encontro e em tudo que estava acontecendo... Como eu não havia percebido? Por que você nunca havia me dito?
Você sabia não sabia? Sabia que Kazu era meu irmão, que Yusuke e os outros eram meus amigos....
Keiko me trouxe para a realidade e eu tive que fingir que estava tudo bem... As lutas se seguiram, meu irmão e Kurama quase morreram e no meio desse turbilhão, meus sentimentos continuavam a conflitar em não acreditar que você estava com os nossos inimigos...
Então você na luta mais crucial até então tomou o microfone daquela juíza e fez aquela proposta....
“Eu quero apostar a minha vida na vitória de Toguro”
Como...como você podia fazer aquilo? Por que? Eu sei que não podia querer que o romance entre nós pudesse ser algo sério, mas porque você faria tal coisa!? Se Yusuke vencesse, você morreria? Para você viver Yusuke tinha que morrer?
Eu não conseguia acreditar para onde aquilo estava indo e quando vi você se retirando tive que ir ao seu encontro, tinha que pelo menos falar umas verdades na sua cara, não sei...qualquer coisa!
E de fato não precisou muito para eu te encontrar... Seguido daquele homem você foi para uma área aberta... Então, escondida detrás de uma parede acabei por ouvir a conversa que você teve com Toguro...
Suas palavras chegaram a mim de um modo estranho... foi como descobrir que a fruta que você estava comendo com tanto gosto até então, estava podre por dentro e que não havia como tirar o sabor amargo da boca...
Eu quis acreditar que o melhor era me afastar de você, que foi coisa de momento e que eu não sentia nada... Mas meu rosto no espelho do banheiro me dizia outra coisa.
Doía, uma dor que nunca sentira antes... Eu precisava voltar, eu precisava enfrentar a realidade...
Voltei para o lado das minhas amigas, voltei para assistir a luta que decidiria tudo... Voltei sem saber o que estava sentindo e que só tinha certeza de uma coisa:
Não importava qual fosse o resultado... Eu acabaria derramando lágrimas no final.
Então a luta final aconteceu, quase morremos na loucura de Toguro e apenas o espirito da Mestra foi capaz de nos proteger, mas a vitória de Yusuke custara a vida de meu irmão....
E eu já estava chorando quando meu irmão caiu no chão... Eu perderia meu irmão e você para aquela luta imbecil? Eu teria que assistir meu próprio coração ser despedaçado?
Mas meu irmão se levantou, depois que Yusuke venceu e trouxe para mim um tipo de esperança, eu sorri e quis acreditar que o alívio enorme por meu irmão estar vivo, sufocasse o terrível pressentimento que eu sentia sobre você....
Então você se aproximou de Yusuke e os outros e eu soube naquele momento que as coisas não ficariam iguais.
Koenma me deu um fio de esperança quando disse que não queria sua vida, mas você... Sakyo você tomou uma decisão completamente louca.
Você então fez aquilo, aquela loucura de explodir o estádio, e eu só quis te impedir, eu não queria acreditar que você queria morrer e até hoje eu não sei porque...
Eu não pensei duas vezes de ir atrás de você, eu queria tentar por algum juízo na sua cabeça, ou te arrastar dali no tapa se fosse preciso, mas ao chegar escutei o que você disse a Koenma... Eu soube naquele momento que as minhas esperanças estavam acabando...
E mesmo assim, mesmo assim eu me aproximei com a esperança de que talvez, ao me ver, você mudasse de ideia... Infelizmente nada no mundo iria te fazer mudar de ideia... Você já tinha planejado tudo;
Parecia que você sabia que a gente ia sair de lá vivo, ou que talvez quisesse enterrar toda a corja suja do que era aquele torneio... Eu nunca vou saber...
Eu apenas me lembro do modo como você sorriu pra mim, do modo como seus olhos me disseram para eu sobreviver, para eu te esquecer... E mesmo quando eu gritei seu nome e vi seu corpo sendo consumido pelas chamas, você ainda sorriu pra mim, do mesmo modo que sorriu na primeira vez que ficamos juntos, quando eu acordei em seus braços...
Eu vivo agora sem saber ou entender porque... Eu vivo agora buscando a chama daquelas noites em outros braços, buscando seu sorriso em outros lábios...
Eu me pergunto até quando... Até quando eu vou viver desse jeito, buscando a ilusão de um amor que nunca deveria ter nascido.
Você morreu e me deixou aqui sem saber respostas... Para mim restou-me apenas essa imensa sensação de vazio.
E um Adeus amargo que parece que nunca vai deixar meu coração.
As linhas do diário seguiam vazias depois daquelas páginas. Koenma respirou profundamente olhando o livro sobre a mesa e passou a mão de forma delicada nas últimas palavras de Shizuru.
Sentira tudo o que ela escrevera, até mais do que gostaria... Seu rosto ainda estava um pouco quente por ela ter detalhado tantos pormenores, mas ele não podia culpá-la, fora ele que invadira sua privacidade.
Encostou a cabeça na cadeira, fechando os olhos e soltando um suspiro de frustração...
Koenma mesmo não havia previsto as ações de Sakyo e tentou genuinamente salvá-lo, mesmo ele sendo um criminoso perante as leis do Nigenkai e até mesmo a do Reikai.
Por um lado entendia melhor agora os motivos que levaram Shizuru a fazer o que havia feito... mas os riscos foram grandes demais... Agora ele tinha que ter uma longa conversa com ela.
Afinal, o motivo pelo qual ele requisitara que Ayame furtasse o diário era justamente por causa de um papel maldito que chegara a sua mesa...
Em uma pasta de capa preta, havia o referido documento.
§§§ Possibilidade de chegada de Almas. §§§
Nome: Shizuru Kuwabara
Causa da Morte: Suicídio.
Previsão do acontecimento: 16/07/XXXX
Guia Espiritual enviado para vígilia: Ayame
§§§ §§§ §§§ §§§ §§§ §§§ §§§ §§§ §§§ §§§ §§§ §§§ §
O documento seguia com mais algumas informações, sobre a possibilidade de evitar a morte, ou apenas de guiar...
Mas a palavra suicídio fez Koenma arregalar os olhos e tudo levara ele a aquilo, de pedir que Ayame encontrasse os motivos para qual Shizuru tentasse algo contra a própria vida, já que era díficil de acreditar tendo em vista o quão forte ela era...
E como Koenma desconfiava... Tinha haver com Sakyo.
Koenma abriu seus olhos e soltou um longo suspiro.
−Shizuru-San... O que eu devo fazer? Eu não posso simplesmente te deixar morrer... Ou permitir que você seja morta....
Ele olhou para um papel com o último relatório de Ayame, informando que Shizuru fora atacada por Youkais e que ela não sabia como encontrar a mulher.
Estava na hora dele agir, ele sentia que devia isso a Kuwabara e aos outros, mas havia um motivo maior para ele estar se levantando e se dirigindo ao mundo humano...
Segurar Shizuru naquele dia, vê-la chorando por Sakyo, escutar ela se recusando a continuar e lutando contra ele para ir atrás de Sakyo, tudo fora extranhamente difícil para ele. Mesmo quando precisou bater em seu rosto e força-la a voltar para a realidade, fazê-la entender que ela tinha Kuwabara e todos os outros esperando por ela, com a ameça do estádio explodir a qualquer momento.
Desde aquele dia, se pegou enviando Ayame para saber noticias dela, ter certeza que ela ficara bem.
E ela ficou por um bom tempo, mesmo com a ameaça de Sensui, ela se manteve forte e parecia bem na última vez que se viram quando Yusuke partiu para o Makai. O problema é que seus pressentimentos lhe diziam que agora que ela ficaria sozinha... Ela talvez não ficasse assim tão forte...
Koenma cruzou a porta que dava para seus aposentos, era um quarto dentro do imenso castelo do Reikai com algumas coisas pessoais, uma cama, uma grande estante com livros, uma teve e móveis em geral.... Koenma olhou-se no espelho vendo sua forma adulta e suspirou, começando a se despir para colocar um pijama...
Seus pensamentos no entando, estavam focados naquele dia, enquanto seu corpo entregava-se ao prazer de um colchão macio, sua mente estava agitada....
Olá queridos leitores, como eu citei no nosso post anterior, eu tinha comentado que tento manter o blog apolítico, mas como as coisas não andam bem aqui no Brasil, tem coisas que não dá pra deixar passar em branco.
É o caso do Problema com a Anatel e Operadoras como a Vivo, NET e GVT que tem a intenção em limitar nossa internet.
O Blog Yu Yu Hakusho - Além do Mar não podia ficar de fora da campanha por uma #INTERNETJUSTA porque é graças a internet que temos o blog para vocês, que podemos sempre pesquisar o melhor do anime e trazer desde novidades a matar a saudade com matérias e lembranças que nos fizeram amar Yu Yu Hakusho, fora que com a internet, podemos mostrar o anime para a nova geração, conquistando novos fãs e mais amigos <3
A última abordagem que fomos obrigados a ler nas notícias foi que a Anatel recomenda que usuários de games em geral não joguem online, pois estes consomem demais os dados da internet...
E como nós vamos aderir a campanha? Começando com humor, que é uma característica de Yu Yu.
Er.. Calma Yusuke, calma que a Isabel ainda não caiu!
Bom Enfim confira a resposta para o "querido" presidente da Anatel!
5 Maneiras de se divertir sem Jogos Online!
Retire seu Nintendo, ou aquele seu videogame antigo do armário, tire o pó e jogue os antigos games de cartucho para quando a sua internet for cortada.
No Brasil não temos Pachinko, nem cassino, então o jeito ir para um fliperama...
.
Como Kuwabara, você sempre pode pegar aquela grana que você não vai querer gastar com uma internet limitada (que vai custar horrores) e ir para um playland por exemplo.
“Mas eu não tenho dinheiro pro Playland! As Operadoras comeram todo meu dinheiro!” - Você provavelmente me diria num futuro próximo, não se preocupe, temos a solução!
Jogue Jokenpo! (também conhecido como Pedra Papel e Tesoura)
“Mas eu não tenho amigos para jogar Jokenpo comigo T_T , meus amigos eram todos virtuais e moram longe... O que eu faço?”
Bom aí tem o joguinho da borracha que o Kuwabara inventou =D
Viu só quantaaa coisa legal você pode fazer se não puder jogar online ou assistir Yu Yu no youtube?
CALMA YUSUKE! XD
Esses são os nossos conselhos para quando sua internet limitada atingir o limite de Download e Upload, maaas se você não quer que essa internet ridícula seja implantada, tem várias coisas que você pode fazer para mudar isso.
Você pode ir nos sites, redes sociais e etc das empresas e mostrar sua indignação. Se você ainda está confuso sobre o que está acontecendo recomendo assistir esses três vídeos:
Felipe Castanhari do Canal Nostalgia (que já fez um vídeo bem legal sobre Yu Yu Hakusho) conta em detalhes o que a Vivo fez e o que isso vai acarretar no bolso dos consumidores.
O canal Contente TV (link aqui) aborda de forma mais agressiva, medidas contra essa tentativa de literalmente ferrar com o consumidor, dando dicas do que fazer para lutar contra.
E finalmente o Canal Japão Nosso de Cada Dia mostra como é a Internet Japonesa e como deveria ser a forma justa de uma internet para os brasileiros.
Há também um abaixo assinado (link aqui) contra o atual presidente da Anatel e outra contra as medidas das operadoras. (link aqui)
Vocês podem e devem ir no Reclame Aqui das empresas envolvidas e cobrar que essa mudança absurda não seja realizada, nesse momento está ocorrendo um #Reclamaço contra a Anatel também (link aqui)
Compartilhe e divulgue os gifs dessa postagem com as Hashtags #InternetJusta #InternetsemLimites #InternetIlimitada #BoicoteAnatel
Vamos nos fazer ouvir e lutar pelo o que é nosso por direito! Pela nossa Internet e pela nossa liberdade na Rede!
O Brasil está passando por uma série de coisas, mas eu tento deixar o blog apolítico geralmente, mas ai hoje me deparei com uma enxurrada de memes com essa de Bela, Recatada e do lar e estava tentando entender, aí veio a explicação num tweet
Então fica aqui o nosso apoio, porque não estamos no século 20 mais não é mesmo?
Bora botar Shizuru e Botan para mostrar que há todo o tipo de mulher rs...
#Lunnari
Confira agora o Trailer Oficial de Paixão Sombria!
Está online no youtube esperando por vocês!
Acesse aqui (link)
Sinopse:
Quase três anos após o Torneio das Trevas, Yusuke, Kurama e Hiei haviam partido para o Makai.
Kuwabara se dedicava agora aos seus estudos indo morar mais perto de sua faculdade deixando sua irmã apenas aos cuidados de seu velho gato Eikichi. Em uma noite, talvez mais escura que o normal, Shizuru recebe em sua casa um Envelope completamente negro.
A princípio, devido a correria de um novo emprego, ela o ignora, mas a tentativa de um ataque de um youkai procurando pelo envelope faz com que ela procure a verdade... Ela jamais imaginaria que sua paixão por Sakyo pudesse ir tão longe.