a câmera foca teus olhos e eu escrevo assim no guardanapo: amanhã eu me apaixono por você
te disse pra ler de novo depois e depois, pra quem sabe assim eu te adie
babe, eu quero outras coisas agora. eu tô indo pra são paulo em dezembro. cruzando pontes aéreas num terninho safado. você sorri como quem não liga pro estrago
mas é um terremoto, doido. toda vez que tu sorri algo treme no ventre. e eu sou uma mulher boba demais pra te deixar ir sem efeito
eu toco no seu peito e me desmancho
a gente se esbarra no lugar mais alto do pódio
eu sempre achei que seria bom amar alguém que não tem medo de ir longe


















