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@allanadivinha
allana sophia at the valentine’s dance
Lorelei estava super super confusa com tudo o que estava acontecido. Embora tivesse a frequente ajuda de Therin, não podia contar com seu segundo apoio: a tia. A situação a deixava extremamente ansiosa, com uma imensa vontade de sair correndo para os braços da primeira figura de autoridade que encontrasse, temendo que seu próprio cheiro, bem como o cabelo preso em um fancy hairstyle acabasse chamando todo o tipo de atenção negativa de seus novos colegas de turma. Repentinamente, sentia estranha saudade da Irlanda e de estar com sua gangue de desajustados. Após sua aula de Adivinhação, seus brilhavam de emoção e curiosidade. Era, por cima, uma das mais velhas ali, ainda assim era aquela que menos conhecia sobre tudo. Então foi impossível resistir ao impulso de aproximar de @allanadivinha e lhe cutucar o ombro, timidamente. —— Miss Beauregard —— Chamou, mas a timidez calou seu sotaque irlandês por alguns segundos. —— Hm, então… Tem alguma dica para novatas? Ah, eu sou Lorelei. Lorelei Ramone, é um prazer conhecê-la. Cheguei aqui… Hm, bem recentemente e ainda estou me acostumando com tudo. Eu deveria te chamar assim? Ou… Talvez, pela sua espécie? Eu não seeeei.
Allana riu. Reconhecia uma aluna perdida quando via uma, e ali estava um exemplar perfeito. Disse a ela com doçura que também era um prazer conhecê-la, e acrescentou: “Pode me chamar de Allana se quiser. Como se sentir mais à vontade.” Tocou Lorelei no ombro antes de convidá-la para segui-la. “Você parece precisar de ajuda. Podemos ir para a minha sala e conversar, se você quiser. Posso tentar explicar algumas coisas para você, tirar as suas dúvidas e auxiliá-la no que for preciso.” ofereceu, um sorriso afável e maternal sustentado nos lábios.
⇢ É claro que eu estou ouvindo o que você está falando, eu só estou com fome. Pode continuar - a fae disse sem parar de tomar seu café da manhã, estava ouvindo o que era dito embora a atenção não fosse cem por cento voltada para muse que estava tagarelando sobre algo totalmente aleatório.
Allana parou a aula um instante para observar. Estava vendo aquilo mesmo? Enquanto um dos Sophomore tagarelava incessantemente, Solara tomava o café da manhã com tranquilidade excessiva. A professora fechou a cara e andou até a carteira que os dois compartilhavam. “Minha aula está atrapalhando vocês?” perguntou, algumas gotas de ironia na voz. Sabia que, sendo como era, não levaria o esporro muito adiante, mas não poderia deixar de chamar a atenção da dupla.
@magodosonhos
wolfy-m:
«─ só de ter melhorado o humor de allana já ficava feliz o jovem rapaz. mesmo que não fosse parte de sua missão dentro de millard levar felicidade a ninguém, estava mais para tirar a felicidade das pessoas, o rapaz havia percebido há algum tempo já que aquela maneira fria e desapegada que lhe fora ensinado por sua alfa não combinava nem um pouco com ele. talvez fosse por influência de seus genes, já que seu avô era bastante bondoso, e seus pais normalmente eram descritos como tal. “sem problemas. sei como é…” riu baixo. e como sabia. às vezes sentia como se o peso de todos os problemas dos clubes e dos alunos fosse jogado sobre seus ombros diariamente, principalmente porque preferia repassar tudo certinho para a coordenação, já que isso sim era parte de sua missão: ganhar a confiança do diretor e das pessoas relacionados a grupos mais prominentes de cada espécie. “claro, até lá, professora.” despediu-se, exibindo um leve, mas brilhante, sorriso. ─»
Allana acenou, alegremente, enquanto caminhava na direção da porta com a bolsa pesada a tira colo. Finalmente para casa! Sorriu consigo mesma, pensando no aluno. Aquele menino era realmente uma gracinha, talvez melhor do que ele próprio julgasse.
(fim)
allanadivinha:
Lana abraçou o namorado por trás, com carinho. Finalmente estavam em casa! O dia em millard havia sido longo, muito longo. A semana de provas se aproximava e as atividades de revisão aconteciam a todo o vapor. Mal tivera tempo para tomar um chá durante o horário de trabalho, e este deve que se estender até o final da tarde por causa da elaboração dos exames. Suspirou, apoiando o queixo no ombro de Denis com um sorriso cansado, mas feliz. “Enfim, nosso lar. Estou exausta, meu bem. Simplesmente exausta.”
denis estava tenso, já estava tentando a meses ter um filho e não conseguiam, não consegui tirar aquilo da cabeça a ideia sobre ter algo erradoo… e como lana estaria com isso? ela poderia desistir? eles seriam suficientes? o homem suspiro. vai ficar tudo bem. disse para si mesmo movendo mais uma vez as ervas na panela, o cheiro forte do chá parecia trabalhar em sua tenção. vai ficar tudo bem. apenas teve certeza quando sentiu os braços da namorada a sua volta, um riso escapando os lábios com o pequeno arrepio. a você não faz ideia do quanto senti sua falta. “ — nosso lar.” brincou com as palavras como se não acreditasse. “ — eu espero o dia todo para voltar para cá e desejo a noite toda que o dia não chegue.” ele então riu, um pouco cansado, como se assim talvez pudesse afastar os maus pensamentos. “ — vem cá meu amor.” deixou os chás prontos em suas xícaras e se virou para abraça-la direito, afundado o rosto em suas madeixas douradas. o cheiro do chá nem sempre fazia efeito mas aquele perfume era imparável. denis segurou lana por alguns segundos, um sorriso em seus lábios em tê-la ali e então trilhou até seu nariz com alguns beijos. “ — posso cuidar de você?” a ele já sabia a resposta mas adorava ouvi-la enquanto fitava a mesma, mais uma vez e longe, muito longe de ser a ultima, então sorriu. ela era linda. “ — minha linda.” sussurrou selando brevemente os lábios com os dela para logo se afastar brincando com as madeixas em seus dedos. “ — acho que hoje aquelas pestes… desculpe, os alunos tiveram piedade de mim, mas o que é ótimo porque posso te fazer uma massagem.”
Allana riu, contente. Não havia quase nada melhor no mundo do que chegar em casa e encontrar Denis esperando por ela, ainda mais com uma caneca de chá. Balançou-o sem soltar do abraço, e foram bem devagar, juntinhos, de um lado para o outro. “Pode. Sempre.” disse-lhe, sorrindo a afagando os cabelos do bruxo que tanto amava. “E eu aceito a massagem, viu?” retrucou, risonha. “Mas… Além disso eu… Eu estava pensando se a gente não poderia tentar de novo hoje…” engoliu em seco. Já fazia tanto tempo, e nada… “Quem sabe não estamos com sorte?” perguntou, o sorriso já levemente minguado nos lábios. Mas não demorou a se recompor e encher o peito de esperança: seria mãe. Seria mãe de todo jeito.
archwizard-g:
☆─ giovanni hesitou ao que ela perguntou sobre seus pais, inevitavelmente deixando uma expressão mais sombria subir ao rosto num mecanismo de defesa. não sabia se deveria falar a verdade a ela já que ela era uma professora, pois se contasse sobre sua mãe, duvidas e questionamentos estariam sempre presentes no futuro. “meu pai está doente…” respondeu, omitindo a parte sobre sua mãe. “ele está internado com certas… desabilidades.” desviou seu olhar do da moça. não gostava de falar sobre sua vida pessoal com quem quer que fosse. estava desconfortável demais já ali. ─☆
Allana foi desarmada pela expressão melancólica de aluno num instante. Se estava tentando soar e parecer dura, sabia que, depois daquela informação, não conseguiria mais manter a pose. E nem tentaria, para dizer a verdade. Levantou-se, sem dizer nada, e, ainda silenciosamente, preparou para o jovem bruxo uma xícara de chá. Sequer imaginava o que faria no lugar ele: o pai internado, o paradeiro desconhecido, a mãe... Não havia perguntado nada dela (e nem iria), mas tinha um estranho pressentimento só de pensar. E ele não era bom. Empurrou a bebida na direção de Giovanni, com um sorriso quase maternal. “Entendo.” disse, e mordeu o lábio inferior. Não sabia o que dizer. “E... Você está bem, Gio? Posso ajudar você?” perguntou, enfim, quase que com carinho.
wolfy-m:
«─ prestou bastante atenção no que ela tinha a falar, fazendo questão de mostrar que a escutava. entendia que às vezes o que as pessoas precisavam era apenas de serem ouvidas. “todos precisamos.” abriu um sorriso, acompanhando a brincadeira. “acho que todo mundo sabe que você está dando seu melhor, professora, então não se sobrecarregue. todos precisamos daquela horinha de relaxamento no final do dia pra não enlouquecer.” deu de ombros. “se o desempenho dos calouros não foi o esperado, só precisa encontrar o problema, certo? não é como se fosse culpa sua.” pelo menos era aquilo que pensava. ─»
Allana abriu um sorriso cheio de cor. Mason tinha razão! Não deveria se cobrar e preocupar tanto. Não imaginava que o aluno fosse ser tão gentil e compreensivo com ela, ainda mais depois de ela própria ter sido tão grosseira. Sentiu o embaraço tomar conta de si. “Obrigada, meu bem.” falou, enfim, com tanto carinho quanto pôde. “Você realmente fez com que eu me sentisse melhor, de verdade, e eu te agradeço.” acrescentou com um sorriso cálido, agora sim se parecendo com ela mesma. “E... Te peço desculpas pela grosseria. Espero não ter ofendido você. Sei que não justifica, mas tem dias que simplesmente...” completou a frase com um suspiro cansado, mas não demorou a se recompor. “De qualquer maneira, muito obrigada. Acho que vou voltar para casa agora, Mason, mas nos vemos amanhã, não é?” despediu-se com um sorriso doce, afastando da mente a ideia de que em breve, estaria de volta ao trabalho. Por hora, o momento era de descansar.
pznelope:
Penelope sorriu, apoiando o rosto em uma das mãos. Não conseguia de forma alguma se imaginar em uma situação como aquela, sendo professora. “Imagino. Mas, sim, vocês dão conta.” incentivou, ajeitando-se na cadeira. “Vou bem, mas cansada. A enfermaria tem estado bastante lotada desde a chegada dos sereianos. Não estava totalmente pronta para recebê-los, mas acho que tudo está dando certo.”
“Nossa, eu nem imagino! Os coitadinhos chegaram tão em frangalhos... Mas têm se recuperado?” a professora perguntou, uma preocupação quase maternal evidente na voz. “E como eles são?” o tom, antes desassossegado, tomava agora um ar de genuíno interesse. “Como agem? São simpáticas com você? Conseguem te entender?”
TASK #02: 𝖙𝖍𝖊 𝖜𝖎𝖙𝖈𝖍𝖎𝖓𝖌 𝖍𝖔𝖚𝖗
allana’s point of view
Os gritos. Allana ouvia os gritos tão claramente que eles pareciam estar dentro de sua cabeça, fazendo-a doer inimaginavelmente. A bruxa apertou os dedos contra as têmporas. Que sensação era aquela? Não se lembrava de jamais ter sentido algo tão intenso e tão ruim. Quando olhou ao seu redor, percebeu um mundo em preto e vermelho, as imagens como se num filtro de cores de morte. E não conseguiu se levantar. Não importava o quanto tentasse, as pernas não lhe obedeciam, simplesmente. O corpo pesava.
wolfy-m:
«─ estranhou aquelas palavras saindo da boca da professora. não conhecia bem a moça, mas quando a via pelos corredores normalmente notava sempre um sorriso, o que parecia faltar nela naquele momento. “uhmm… sim, claro…” levou alguns instantes para pensar se deveria ou não perguntar, mas optou por fazê-lo no final. “-desculpa a pergunta… mas está tudo bem, professora?” ─»
Allana parou e, devagar, voltou-se para Mason. Quando finalmente olhou para ele, exibia nos lábios um pequeno sorriso: “Obrigada por se preocupar, Mason, querido.” em sua fala, retomara um pouco da calidez habitual, mas também transparecia o enorme cansaço que a bruxa sentia. “Eu só...” pensou se diria ou não alguma coisa ao lobo. Sua extroversão falou mais alto e, num instante, ela pegou-se fazendo um sucinto desabafo com o aluno. “só estou cansada. Peto das semanas de prova o trabalho dobra ou triplica, e os freshmen não tiveram um bom resultado. Então preciso elaborar uma tonelada de exercícios de revisão para eles, corrigir todas as previsões que fazem... Acho que preciso de folga.” concluiu com uma brincadeira. Como se pudesse tirar férias no meio do período letivo...
archwizard-g:
☆─ observou-a ao que ela fechou a porta e o sermão começou. desviou seu olhar com a pergunta. “estava tentando localizar meus pais…” pelo menos para saber se seu pai continuava vivo e se sua mãe se mantinha distante, mas não diria isso. “não era nenhum tipo de magia obscura, muito pelo contrário!” explicou-se. “era um feitiço simples…” disse num tom mais baixo. aquela situação era ridícula para ele. gio podia literalmente explodir millard se apenas liberasse sua magia, mas tinha que se colocar naquela situação de se submeter aos professores apenas por achar a segurança oferecida pelo instituto conveniente. xingou-se mais uma vez dentro de sua mente por ter sido pego. ─☆
Allana hesitou. Estava dividida entre compadecer-se do menino que, aparentemente desconhecia o paradeiro dos pais e encontrava-se desamparado num enorme colégio interno, e entre escutar sua intuição que lhe dizia claramente que ele não dizia a ela bem a verdade. Respirou fundo durante alguns segundos de silêncio e, quando falou novamente, seu tom de voz era mais tranquilo, pelo menos neutro. “O que aconteceu com os seus pais?” perguntou, simplesmente, sabendo que provavelmente saberia se ele mentisse.
archwizard-g:
☆─ xingou-se mentalmente ao ouvir as palavras e reconhecer a figura em meio ao escuro da sala. tinha que ser uma professora, claro, nunca as coisas iam bem para gio. “professora, eu posso explicar…” começou, já iniciando sua passada atrás dela, jogando sua mala por cima do ombro. havia aceitado o fato de que estava encrencado, mas não custava tentar. “era apenas um feitiço de localização…” ─☆
Allana não disse nada até chegarem até a sua sala. Quando chegaram, porém, e ela fechou a porta atrás de si, simplesmente disparou: “Pois explique. O que, exatamente o senhor está tentando localizar? E que tipo de magia você pensa que está usando para isso?” O dia ia de mal a pior. Os relógios não demorariam a bater o horário do toque de recolher e ela ainda estava no instituto, ralhando com um aluno por causa de feitiços suspeitos, para dizer o mínimo, e não tinha ideia de quando conseguiria ir para casa.
«─ mason havia acabado de sair do chuveiro do ginásio de boxe e luta livre depois de um banho pós-treino, os fios curtos ainda molhados e o corpo quente ao que se vestiu, juntou suas coisas e saiu para os corredores, dando de cara com aquela pessoa. felizmente, com seus reflexos conseguiu desviar com um passo atrás para não colidirem. “uh… desculpe.” disse com um leve sorriso. “não tinha te visto aí.” ─»
Aquele não era um bom dia. Depois do resultado catastrófico dos calouros no primeiro exame, tinha elaborado uma extensa lista de revisão e estava simplesmente exausta. O fato da Mason ter quase esbarrado nela (ainda que tivesse conseguido se desviar) não melhorava em nada seu humor péssimo. Respirou fundo e, sem um esboço do seu sorriso acolhedor habitual, disse-lhe apenas um “Tome mais cuidado da próxima vez.” E fez menção de continuar o seu caminho.
pznelope:
“Allana?” chamou-a, sorrindo, contornando a cadeira para depositar sobre a mesa dos professores um bule de chá, várias xícaras e alguns biscoitos que havia preparado. “Fiz um chá revigorante. Imaginei que você e os outros professores pudessem estar cansados, ainda mais com as provas se aproximando.” explicou, puxando uma cadeira para se sentar e cruzando as pernas sobre ela. “Como estão as coisas?”
Allana abriu um sorriso enorme e agradecido, tomando uma das xícaras para si e servindo um pouco do líquido fumegante dentro dela. “Bom, tudo vai bem.” respondeu, sorrindo para a colega. “Só o habitual da época de provas, um trabalhinho a mais... Mas damos conta, não é?”, concluiu com um olhar cansado, mas alegre e determinado ao mesmo tempo. “E você, como vai?” devolveu a pergunta à amiga, genuinamente interessada nos últimos acontecimentos em sua vida.
✩─ escondido em uma das salas escuras com uma tigela de metal repleta de água, o mago hesitou por um instante antes de jogar um fio de seu próprio cabelo dentro da água. sua mão se ergueu sobre o recipiente ao que começou a recitar as palavras para a magia que permitia localizar seus pais para ter certeza de que nenhum dos dois estava por perto, principalmente a mãe. como esperado, no entanto, falhou. ainda não conseguira expandir seus limites o suficiente para derrotar as barreiras erguidas pela mulher. “cazzo.” xingou. culpava-se por não aprender logo a controlar o poder que carregava. restringiu novamente sua magia com as correntes espirituais que o ligavam ao tomo da loucura. ao que se virou para arrumar as coisas e sair da sala, viu-se de frente para outro alguém, o que o pegou de surpresa. “você não viu nada…” ─✩
“Ah mas vi.” Allana afirmou, nenhum pouco satisfeita. De cara fechada, muito diferente de seu habitual, acrescentou, cheia de pontos finais: “E você está encrencado, Fontana-Vis.” Fez um gesto para que o estudante, querendo ou não, a acompanhasse e, sem mais, a professora começou a conduzi-lo para sua sala.