Na rua, liberdade caça jeito!!!
Saiu a programação do 1º Festival Amálgama Brasis! Nos ajude a fazer o maior festival de #educação, #saúde, #arte, #cultura e #ciência de #Franca e região!
Confira a programação e venha também :D
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Na rua, liberdade caça jeito!!!
Saiu a programação do 1º Festival Amálgama Brasis! Nos ajude a fazer o maior festival de #educação, #saúde, #arte, #cultura e #ciência de #Franca e região!
Confira a programação e venha também :D
Vem Pro Festival Amálgama BRASIS! Produção Daniel Skova
Vocais Daniel Skova Elias Black'las Zack Rogers
Scratch Dj Tigrim
Produção final Vilson S.D.
_____________________
1º Festival Amálgama BRASIS De 23 a 26 de Novembro de 2016 em Franca/SP
Para Saber Mais, Acesse:
amalgamabrasis.tumblr.com fb.com/festivalamalgamabrasis/
Um Convite e Uma Proposta – Breve introdução
O Festival Amálgama BRASIS, a ser realizado na cidade de Franca/SP, surge na sinergia inspiradora de vários projetos que, atualmente, nesta cidade e país, buscam, a partir da educação, da arte, da cultura e da ciência, conduzir – operando desde a ética, da consensualidade e da amorosidade – uma transformação harmônica do mundo que não gerará abuso, pobreza ou destruição da natureza. De modo que este Festival vem para expandir esta sinergia e valorizar o que tem sido feito nos âmbitos municipal, regional e nacional, em prol do desenvolvimento humano integral.
O Festival Amálgama BRASIS apresenta-se como um convite e uma proposta: Trata-se de um convite reflexivo, criativo e de ação e, também, de uma proposta ousada.
Sabemos que o(s) mundo(s) em que vivemos se transforma(m) em torno do viver que conservamos, de modo que – se se muda o viver que conservamos, também, se muda o mundo que vivemos. Sendo assim, nos perguntamos: O que queremos seguir conservando para seguir desenvolvendo – quais aspectos do desenvolvimento planetário e evolutivo humano? Seja qual for a resposta, tenhamos em mente que é ao redor do que seguirmos vivendo-fazendo que tudo o mais irá se transformando. Além disso, lançamos os seguintes questionamentos: Que mundo estamos deixando para as crianças e para os jovens? Que tipo de crianças e jovens, de seres humanos, estamos deixando para o mundo?
Convidamos irrestritamente todo(a)s o(a)s interessantes interessado(a)s para, no mês da Consciência Negra, com a inspiração dos Mestres Carlos de Assumpção e Abdias do Nascimento, criar e participar de um encontro que visa, no âmbito municipal e regional da cidade de Franca, integrar os grupos artísticos, culturais e educacionais, os movimentos sociais, associações populares, de moradores, agentes de saúde pública, mental e ambiental, etc., etc., etc., para uma semana de vivências e experiências, de formação e capacitação humana, aprendizado e festejo, celebração e comunhão em um espaço de reflexão ação ética consciente e de conversações democráticas, de inter-relações criativas e co-inspiração.
Propomos a ousadia de co-criar e compartilhar um projeto-comum, democrático, um projeto de cidade e de comunidade nacional, e agir para realiza-lo, livre e democraticamente, desde o primeiro passo, com nossa atenção voltada ao presente viver e conviver.
Propomos a ousadia da alegria e da sabedoria do viver-conviver bem, de modo democrático e em harmonia com nosso entorno cosmossocial, humano e não-humano, comunitário e interbiológico-cultural. Propomos a ousadia de compartilhar um desejo de gerar continuamente este modo de viver no qual o abuso, a pobreza e a destruição da natureza só surgirão como erros que podem acontecer no agir no propósito comum, erros para os quais as pessoas da(s) nossa(s) comunidade(s) humana(s) estarão sempre atentas e abertas na disposição de corrigi-los. Para isso é preciso eliminar o medo e a desconfiança na co-criação e construção deste mundo comum a partir deste desejo de convivência digna, com sentido individual, social e ecológico, fundada na aceitação, na confiança e no respeito mútuo. Para eliminar o medo e a desconfiança, é preciso amor e inteligência, plasticidade, consensualidade e ética, educação, seguridade biológica e social, saúde psíquica-corporal e pública e ambiental.
O Tema, o Caminho e a Resposta
Não queremos esperar que a democracia seja realizada e nem acreditamos que a democracia será realizada no projeto de uma ordem social, sentimos-pensamos que somente através da co-inspiração entre as pessoas que compartilham deste desejo constante, com ardente paciência, é que iremos realizando-a, como obra artística e cotidiana, na responsabilidade compartilhada entre toda(o)s - sejam crianças, jovens, adultos e velhos - de fazer desta comunidade nacional uma comunidade intercultural onde se viva na aceitação, na confiança e no respeito mútuos, operando na ética, na consensualidade e na amorosidade.
Compartilhando este desejo e projeto-comum de convivência democrática e de harmonia com nosso entorno, conquistaremos juntos à autonomia reflexiva e liberdade de ação para desencadearmos este processo de criação e construção, de modo consciente e sincero. Através da sinceridade autocrítica de quem sente e sabe que efetivamente, com respeito, dignidade, sentido individual, social e ecológico, humano, está participando nesta co-inspiração. O desejo compartilhado permanecerá sempre como referência a guiar os co-inspiradores na convivência, e a aceitação, a confiança e o respeito mútuos os requisitos para a geração das condições desta autonomia reflexiva e liberdade de ação. Assim sendo, podemos estar seguros de estar co-realizando um mundo comum – que nunca abolirá o Multiversa – onde se viva no viver bem de uma convivência digna, efetivamente e simplesmente humana.
Como dissemos, o convite do Festival é de reflexão e ação ética consciente na co-inspiração democrática e para juntos realizarmos, de maneira responsável, o desejo que nos guia e une de modo complexo (unidade na multiplicidade/multiplicidade na unidade), antropofagicamente, e produz e conserva a matriz dos fundamentos arcaicos e matrísticos do humano viver-conviver, da infância e juventude da humanidade, que produz e conserva a unidade múltipla e identidade complexa, terrena e mítica, biointercultural, da amálgama-brasis – conscientes de que, enquanto comunidade e espécie, chegamos à idade psíquica da maturidade reflexiva e de ação, idade da sabedoria da humanidade.
Propomos audazmente, exercitar no Mês da Consciência Negra na cidade de Franca/SP, nosso talento para o impossível e o desconhecido, aprender e exercitar, no mínimo e fundamentalmente, três fazeres-saberes, o saber-fazer bem e o bem saber-fazer, ou seja, a(s) arte(s) – (saber-fazer bem) – e a(s) medicina(s) – (bem saber-fazer) -, tudo isso, desde o amar-educar, em um processo de transformação na convivência (educação). Uma educação para o presente contínuo cambiante em que vivemos, desde um educar com a atenção voltada para o presente e para a invenção consciente de um futuro comum desejável, desde um projeto e propósitos comuns de convivência, de mundo comum, que não pretenda abolir o multiverso. Uma educação que não separe nossas crianças e nossos jovens de suas comunidades para acontecer.
Veremos que somos nós mesmos o tema, o caminho e a reposta, que o sentido de nossa vida humana está no humanizar-se, ou seja, o ser humano no humanizar-se, e não fora de nós. Veremos, talvez, que na verdade não haja arte, nem medicina, apenas educação, ou seja, o saber-fazer bem o bem saber-fazer na sabedoria e entendimento de uma convivência na aceitação, confiança e respeito mútuos, por meio da qual poderemos formar e capacitar nossas crianças e jovens, em pessoas com autonomia de reflexão e liberdade de ação, que desejem exercê-las, desde a aceitação e respeito por si mesmos, conservando-se pessoas capazes de amar, amar-se, amar-nos, ver, ver-se, ver-nos, escutar, escutar-se, escutar-nos, transformando-se e aprendendo a aprender aprenderem-se, a cuidar, cuidarem-se, cuidar-nos, desde o amar, que possam escolher ou recusar, desde o centro ético de si mesmos.
Nós quase que nada sabemos, mas desconfiamos de muita coisa!
Não temos a mínima intenção de “educar o povo”. Falamos aqui de uma educação que dê condições das pessoas educarem-se e seguir semeando, educando, amando – fazendo nossa boa-terra –, e também capacitando, para que todos e todas possam, ao menos potencialmente, cooperar/colaborar em todos os âmbitos necessários para o viver bem. Falamos de educação em sentido integral, não de uma restrição autoritária qualquer! Falamos de desenvolvimento humano e não de desenvolvimento econômico e crescimento, falamos de uma educação que faça nascer as florestas, que hoje dependem fundamentalmente desta educação, enquanto as florestas façam germinar esta educação, as condições da seguridade biológica e social, das quais, por sua vez, tal educação depende, educação da qual depende o viver bem, o saber-fazer bem (arte) e o bem saber-fazer (medicina).
Precisamos pensar presentemente e simultaneamente que tipo de mundo estamos deixando para nossas crianças e jovens e que tipo de crianças e jovens – que se transformarão em pessoas adultas responsáveis, individual, social e ecologicamente, conscientes disso ou não – estamos deixando para o mundo.
Se queremos promover e conduzir, consciente e responsavelmente, esta transformação harmônica, precisamos mudar o viver que conservamos, conscientes de que a educação que faremos – que, independentemente do que falemos – irá acontecer e ser como vivermos e convivermos. Uma transformação no/do modo de vida implica uma transformação cultural sem a qual não pode haver uma transformação educacional ou social e toda transformação cultural/social/educacional passa por uma transformação individual, de modo que, esta transformação harmônica do mundo, assim como a “globalização”, é, em última instância, um fenômeno individual, sendo que todo fenômeno individual humano é humanamente social.
A civilização sem a humanização das relações é a barbárie!
A civilização das relações humanizadas é do que carecemos para a criação de uma comunidade planetária de destino comum.
A Expressão Artística Como Via Humanizadora
Além do agenciamento dos grupos da cidade de Franca e região, contaremos para realizar tudo isso, com a presença de projetos e grupos da cidade do Rio de Janeiro, como a UPAC (Universidade Popular de Arte e Ciência).
Não será apenas uma semana de ocupação do espaço público da cidade e espaços destinado à arte e cultura, o que desejamos é entrar no ser humano, como disse Vitor Pordeus ao tratar da gênese do Hotel e Spa da Loucura – projeto de saúde mental, pública, que funcionava até recentemente, também situado no Rio de Janeiro – o que queremos é viver-fazer vida humanizada!
Propomos, enfim, uma programação que cobrirá toda a semana, com teatro, formação de educadores-sociais, de atores, rodas de conversa e palestras. Oficinas, práticas de cura, espaços de cuidado, ação cultural para a liberdade, espetáculos públicos, etc. Sempre trabalhando a arte e a ciência como prática para a humanização de nós mesmos. Desejamos uma outra forma de viver-conviver e assim de estabelecer nossas relações sócio-afetivas. Propomos um mergulho no outro e, também, nos diversos outros que residem em nós mesmos.
(…)
Restam outros sistemas fora
do solar a col-
onizar.
Ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.
[Carlos Drummond de Andrade]
“Nosso desafio é descobrir o que fazer como indivíduos, no sentido de desenvolver uma sociedade de cooperação. Instrumentos cognitivos não faltam. O que escasseia é a criação de condições e oportunidades para aplicá-los. Seja como for, o mais importante é que o ponto de partida precisa ser a pessoa. É essencial que entendamos que as culturas só podem ser modificadas por meio de acontecimentos criados por indivíduos, e não por ideologias postas em prática por instituições. Daí a extrema importância do trabalho dos pequenos grupos de autogestão”
[Humberto Mariotti]