(maia reficco + adria arjona, mulher cis, ela/dela) Aparentemente a morte está de olho na presença de 𝐉𝐔𝐍𝐎 𝐏𝐀𝐋𝐄𝐑𝐌𝐎 𝐁𝐄𝐍Í𝐓𝐄𝐙. Quando o vôo 317 caiu, JUNO tinha apenas 21 anos e a floresta reconhece como a CORUJA. Atualmente ela está com 36 anos e é conhecida como TERAPEUTA ESPIRITUAL, algo esperado considerando a reputação marcada por ser DISTANTE, embora também seja INTUITIVA. Ela decidiu SAIR de Hanover depois do resgate. A floresta lhe deseja boa sorte e tome cuidado com a morte, ou não!
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sobre.
nasceu no coração de uma família onde o improvável era cotidiano: os palermo-benítez acreditavam que os mortos sussurravam através das cartas de tarô, que a lua moldava o humor, e que o mundo espiritual era mais real do que qualquer boletim escolar.
quando bebê, sua bisavó segurou o bebê nos braços e cochichou cinco coisas: i. tu verás o limiar — mas não atravessará. serás marcada. ii. tua língua trará verdades que ninguém ouvirá. serás o eco de um segredo. iii. quando a terra se calar sob o branco, tua alma deixará o corpo. e outra tomará teu lugar. iv. o nome pelo qual te chamarão será feito de véus. não te reconhecerás nele. v. no quinto presságio, quando tudo for sombra outra vez, saberás: é hora de voltar
como filha mais velha de três, juno cresceu cercada pelo caos, pelos rituais barulhentos da família. mas enquanto os outros se entregavam à esquisitice quase carnavalesca da linhagem, ela resistia. insistia em ser cética, metódica, observadora. gostava de silêncios, de anotar sonhos, de entender padrões — e não de “aceitá-los”. jurava que teria uma vida normal.
escolheu psicologia na faculdade como uma forma de compreender os mecanismos da mente — talvez até para provar que nada daquilo era real. quando se inscreveu na viagem para o retiro ecológico, foi para fugir: das vozes, das visões, do peso de uma infância cercada por velas acesas demais.
juno foi uma das primeiras a perceber que aquilo na floresta não era apenas fome, frio ou medo. ela via símbolos nas raízes, pressentia mortes, sonhava com rostos antes deles sumirem. tentou avisar. escreveu na lama. pendurou talismãs feitos com ossos de pássaros. ela foi desacreditada. até o dia em que o que ela previa, enfim, aconteceu. depois disso, os sobreviventes começaram a ouvi-la.
nos primeiros meses de retorno, tentou manter a aparência de normalidade. mas as pessoas não conseguiam mais ficar perto dela por muito tempo. havia algo em sua presença — algo inquietante, ancestral, como se ela soubesse demais. começou a ter visões. sinais. sussurros. e, o mais perturbador: as profecias começaram a se cumprir.
foi quando desapareceu. largou tudo e se escondeu em um vilarejo remoto nos arredores de hanover, onde ninguém conhecia seu nome verdadeiro. comprou uma casa antiga cercada por névoa e silêncio. começou a escrever como se fosse um exorcismo. o que saiu dali foram livros em tom poético, alegórico e espiritualmente poderoso, que tocaram profundamente aqueles que precisavam ouvir — mesmo que não soubessem por quê.
nos anos seguintes, juno renasceu como “AMARANTA”,. hoje, é uma figura quase mítica. reclusa, vive nas montanhas, mas mantém a loja macondo em hanover. com vitrais coloridos, artigos raros, grimórios antigos, amuletos, velas e perfumes astrais.
personalidade.
juno sempre foi de falar pouco, até na vida pregressa. agora, não seria diferente. mas quando fala, cada palavra parece medida. não é arrogante nem desdenhosa; ela simplesmente não se apressa. às vezes, quando responde uma pergunta, parece que está respondendo outra. ou algo além.
apesar da vida cercada pelo oculto, juno nunca foi crédula. quando criança, era quem desafiava as lógicas da avó, tentava explicar com ciência os fenômenos da casa. mas a floresta quebrou essa resistência: agora, ela entende que algumas coisas não têm nome. ela ainda carrega esse embate dentro de si — acredita, mas duvida. vê, mas questiona. seu olhar é sempre inquisitivo, mesmo diante do sobrenatural.
no dia a dia, juno se comporta com uma calma quase cerimonial. costuma acender velas pela manhã, passar incensos, mexer em ervas e preparar chás mesmo quando ninguém está por perto. para os outros, parece uma encenação. para ela, é sobrevivência. ela fala com plantas. lê cartas, mas nunca responde diretamente. veste-se com camadas de tecidos fluidos, em tons terrosos, como se camuflasse o corpo dentro da própria alma.
sabe ouvir como ninguém. pessoas se abrem com ela com facilidade — choram, confessam, revelam coisas que não diriam a ninguém. mas quando perguntam sobre ela, juno desconversa. ela oferece conforto, mas raramente se permite ser cuidada. nunca se mostra fraca, mesmo quando está desmoronando.
surpreendentemente, ela tem senso de humor — mas é do tipo seco, ácido, quase imperceptível. às vezes, lança uma frase de efeito, um comentário irônico, e volta ao silêncio como se nada tivesse acontecido. quem pega, pega. quem não pega… que lute.

















