Durante muitos anos as letras foram meu refúgio, um acalento em meio à noite ou solidão. A vida adulta e a correria diária fez com que eu me tornasse analfabeta funcional de mim mesma. Não sabia mais ler e escrever o que eu era ou sentia.
Adoeci. Sim, adoeci, pois é isso que acontece na sociedade turbulenta. Somo sugados até o último instante, a cada dia batendo metas e dando o melhor de si e quando sobra apenas o bagaço, resta a nós o descarte.
Hoje, me reencontro em processo de letramento novamente. As palavras emergem à superfície, esperando que eu as agarre, grite e viva.
esse é começo de um novo alfabeto na minha vida











