wild roses on a bed of leaves in the month of may.
EU ACREDITO EM FADAS, ACREDITO, ACREDITO… E acredito na nossa nova habitante! Ela costumava se chamar FAWN, do conto PETER PAN, e antes da névoa da maldição arrastá-la até Storybrooke, ela estava no PIXIE HOLLOW, lá na NEVERLAND. Aqui na cidade você talvez a encontre se procurar por uma tal de ANTONELLA “NELLIE” NOCEDA que trabalha como ESTAGIÁRIA E ESTUDANTE DE VETERINÁRIA.
O PERSONAGEM ESTÁ ACORDADO? Não.
HEADCANONS:
✞ Antonella, ou, como preferia ser chamada desde cedo, Nellie, crescera num orfanato por uma considerável parte de sua infância e adolescência. Não era o que poderia ser chamada de criança ideal, apesar de nunca ter considerado o que causava como confusões, necessariamente. Sempre era muito receptiva e cuidadosa com as outras crianças e tendia a tratar os funcionários do local com muito carinho, mas, com frequência, "contrabandeava" bichinhos para dentro do próprio quarto. Eles precisavam de ajuda, ela insistia, o que não era mentira: os bichinhos que escolhia abrigar eram justamente aqueles que pareciam doentes, tinham algum machucado, ou simplesmente aparentavam ser fracos demais para continuar vivos na rua sozinhos. O que impressionava os cuidadores do local era justamente o talento inato que a garota parecia ter com eles desde cedo, apesar de não ter aprendido aquilo com ninguém.
✞ Sua demora para ser adotada partiu principalmente dela, na verdade. Fazia questão de "entrevistar" seus possíveis pais, e só os considerava dignos se estivessem dispostos a se comprometer com suas condições (que normalmente envolviam sua liberdade em trazer bichinhos para casa, além de uma obrigatória aversão ao consumo de carne). Por mais que o orfanato tentasse fazer parecer uma brincadeira infantil, Nellie deixava bem claro o quão séria estava sendo, e a maioria dos casais não queria uma criança tão teimosa e insubmissa. À medida que ficava mais velha e suas chances de ser adotada diminuíam cada vez mais, Nellie começou a perder as esperanças, começando a tentar se convencer de que não precisava de pais para se virar.
✞ Quando finalmente pôde sair do orfanato por conta própria, Nellie não sabia muito bem pra onde ia. Não tinha dinheiro para pagar uma faculdade – quase não tinha dinheiro para se alimentar, na verdade –, e não queria ter que pedir nenhum outro tipo de ajuda ao orfanato. Começou a trabalhar com o que lhe oferecessem: garçonete, atendente, caixa... tudo que lhe desse algum dinheirinho extra estava valendo. Sabia, no fundo, que só queria ter conhecimento suficiente para ajudar os animais que precisavam, e, para isso, não havia outro caminho senão a faculdade. Mas não era uma opção naquele momento.
✞ Por mais que se esforçasse para manter tudo, era difícil lidar com todos os seus empregos de uma forma estável, e, por isso, foi demitida várias vezes. Por infligir as normas da maioria dos lugares em que morou a respeito de animais, também foi expulsa de vários complexos de apartamentos onde morou. Sempre acostumada com mudanças, sua única constante eram os abrigos de animais aos quais fornecia trabalho voluntário, e por mais difícil que andasse sua vida, sempre foi muito responsável e assídua com eles.
✞ Só conseguiu ingressar na faculdade aos 22 anos, com muito trabalho e apoio financeiro de alguns dos seus colegas no abrigo. Até hoje luta para pagar a mensalidade, tentando balancear seus empregos com os estudos. Seu hábito de cuidar de animais nunca mudou com o tempo, e, quando pode, só os reabilita para que voltem à vida selvagem. Quanto aos domésticos, Nellie mantém os que consegue com a própria renda escassa, e praticamente implora para seus amigos e conhecidos que adotem os que não pode manter. É difícil manter uma conversa com ela sem que ela ofereça um pet em algum ponto do diálogo.










