animalfairy: ( flashback! )
naturalmente atraída pela coisa mais out of place da festa, nellie já havia passado grande parte da noite encarando o tobogã temático com um brilho curioso no olhar. por algum motivo, não conseguia evitar de achar toda a cena cômica, e a vontade de simplesmente largar tudo e se jogar na piscina vinha crescendo em si cada vez mais. levou um susto com o som estridente vindo de trás de si, reparando só agora na presença de vita. não pôde conter o riso diante da cena, e invejou imediatamente os seus pés descalços. aqueles saltos estavam lhe matando. quando o garçom lhe alcançou, imitou o gesto dela, pegando uma das taças na bandeja e agradecendo ao rapaz em seguida. “nunca te vi tratar alguém com tanto carinho”, confessou, ainda rindo. “mas é compreensível. ele traz as bebidas cheias, né?”, era brincadeira, mas não duvidava que fosse realmente aquele o sentimento dela. “e eu não tô fazendo nada, na verdade, babe. essa é uma oferta tentadora, não vou mentir”, apesar de estar rindo, se afastou um pouco da beirada, com medo que vita lhe levasse a sério. “mas sério, eu acho um absurdo que tenha algo assim em festa chique, onde que eu vou deixar minha roupa? vou entrar pelada? não posso. né?”
“é assim mesmo quando eu estou apaixonada”, o mero vislumbre da empolgação momentânea levava vita a concluir aquilo sem resquício de dúvida, embora a experiência exata nunca se relacionasse com a capacidade de sentir que possuía, ela era incapaz de fingir. “mesmo sendo pago pra isso e eu não imaginando o quanto, eu ainda acho que não é o suficiente. precisei dar gorjetas e juro que não teve segundas intenções.” gesticulou com o indicador, afastando-o da taça para evidenciar a questão. arqueou ambas as sobrancelhas quando a outra aceitou a proposta, realmente disposta a fazê-la, o que desencadeou a risadas ao tê-la se afastando pelo mesmo motivo. “okay, então vamos sentar, por favor! tenho a sensação de que se eu permanecer em pé com esses copos vou acabar derrubando e eu tô bem consciente sobre desperdícios hoje”, os braços doíam pela posição que estava, decidindo sentar-se na beira da piscina, assim pôde imergir as pernas para dentro desta. deixou um de seus copos ao lado e virou-se para a amiga. “nudez é aconselhável, digo, eu aconselho!”, a voz escapava dos lábios em tom galante para mascarar a finalidade nada delicada da brincadeira. “mas é crime se você fizer aqui e agora. eu ainda não tenho problemas sobre isso, só pra esclarecer”, riu baixo, bebericando o coquetel. “não ficou sabendo, ella? cada convidado tem um quarto do hotel à disposição. é o gran hotel, você consegue o que quiser por aqui. quer ajuda com trajes de banho?”