Eu era uma alma vazia tentando se expressar!. Até que encontrei a poesia, que de alegria me fez transbordar!.Virei uma Poeta.
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Eu era uma alma vazia tentando se expressar!. Até que encontrei a poesia, que de alegria me fez transbordar!.Virei uma Poeta.
“Na minha vez, ninguém teve pena, me destruíram mentalmente e fisicamente. Agora eu tenho que ficar pensando se vai gostar ou não? Se vai magoar ou não? Hoje eu entendo o meu valor e não irei deixar ninguém me desrespeitar, maltratar ou até mesmo ser sem educação comigo. Se achar ruim, a porta esta aberta!✨
“Eu sou feita de tão pouca coisa e meu equilíbrio é tão frágil, que eu preciso de um excesso de segurança para me sentir mais ou menos segura.”
— Clarice Lispector.
Quando o pecado deixa de incomodar sua consciência, não significa que Deus aprovou. Significa que você está se acostumando com aquilo que deveria combater.
Você é a última vez que amo
Antes de você, eu amava com a porta entreaberta. Era um amor de hotel: bonito, limpo, com lençóis que nunca aprenderam meu cheiro. Eu deixava sempre um pouco de mim do lado de fora, sentado na soleira, vigiando a estrada.
Esse pedaço meu envelheceu esperando. Quando você chegou, ele entrou, tirou os sapatos, e pela primeira vez eu fui inteira dentro de uma casa.
Você não me curou de nada. Isso é coisa que se diz nos amores pequenos. O que você fez foi mais grave: me ensinou a morar nas minhas próprias ruínas. Caminhou comigo pelos cômodos quebrados sem pedir que eu os consertasse, e num deles, o mais escuro, acendeu o fogão e fez café. Desde então o escuro tem cheiro de manhã.
Meu corpo soube antes de mim, porque o corpo é um animal antigo e não acredita em palavras. Soube no modo como meu sono mudou de forma para caber o seu braço.
No modo como minhas mãos, que sempre tremeram um pouco, pousaram.
Tenho mãos pousadas agora.
Pássaros que encontraram o fio certo e desistiram do céu sem nenhuma tristeza.
Não digo que você é a última vez que amo como quem faz promessa. Promessa é coisa que se quebra com os dentes. Digo como quem constata uma estação: depois do seu nome, meu peito não produziu mais nenhum inverno. Os amores anteriores foram ensaios de você, rascunhos que a vida escreveu com pressa para acertar a mão. Devo a eles a caligrafia. Devo a você o texto.
E se a vida, que é distraída e às vezes cruel, te levar antes de mim, eu não vou procurar outro. Não por luto, nem por teimosia. É que certas coisas só acontecem uma vez no corpo de uma pessoa: a primeira palavra, o primeiro mar, o último amor.
Vou continuar te amando no futuro dos verbos, vou te amar nas coisas que você tocou e que guardaram a temperatura.
Na xícara da direita. No lado fundo do colchão. Na luz de seis horas que entra pela cozinha e demora na cadeira vazia, como quem ainda espera alguém sentar.
Eu te amei antes mesmo do primeiro beijo.
Antes do toque, antes do abraço demorado, antes de qualquer momento que pudesse ser chamado de romance. Eu já sentia você de um jeito diferente. Como se, no meio de tantas pessoas, a minha alma tivesse reconhecido a sua antes mesmo de eu entender o que estava acontecendo.
Eu me apaixonei pela sua alma.
Pela leveza do seu jeito, pela doçura escondida nos detalhes, pela forma como a sua presença me acalmava sem esforço. Eu me apaixonei pelo som da sua voz, pelo brilho do seu olhar, pela maneira como você fazia tudo ao redor parecer mais bonito só por existir.
O que me conquistou nunca foi só a sua beleza, embora você fosse linda até nas imperfeições. O que me fez cair por você foi a nossa conexão. Aquela coisa rara que não se explica, só se sente. Como se o universo, por um instante, tivesse decidido juntar duas partes que se procuravam em silêncio há muito tempo.
Antes de te beijar, eu já sonhava com você.
Antes de te tocar, eu já te sentia.
Antes de te ter perto, eu já te carregava dentro de mim.
Porque o meu amor por você não começou na pele.
Começou na alma.
Começou naquele lugar onde as palavras não alcançam, onde os sentimentos nascem puros, intensos e verdadeiros. Foi ali que você me ganhou.
Eu não me apaixonei só pelo seu sorriso, nem só pelo seu jeito de falar, nem só pela forma como você me olhava. Eu me apaixonei pelo conjunto de tudo que você era. Pela paz que você me trazia. Pela sensação de casa que existia quando eu estava com você. Pela forma como tudo parecia fazer sentido, mesmo sem precisar de explicação.
Eu te amei antes de qualquer beijo, porque o meu coração reconheceu você antes do meu corpo.
Eu te amei antes de qualquer toque, porque a minha alma já tinha se aproximado da sua muito antes das nossas mãos se encontrarem.
E talvez seja isso que torna tudo tão intenso…
porque eu não me apaixonei por um momento,
eu me apaixonei por uma conexão que parecia destino.
Peço sabedoria.
Para permanecer apenas onde minha intensidade seja bem-vinda,
e meu transbordar encontre espaço.
Que, ao queimar, eu seja visto como luz
não como destruição.
Não foi o fim que doeu... Foi o tanto que eu senti por algo que nunca começou de verdade...
“Você nunca será feliz se continuar a manter as coisas que o deixam triste por perto.”
— Luana Winter.
Recomeçar não é fracassar. É
reconhecer que a vida muda, que a gente muda,que o que antes fazia sentido pode deixar de fazer.Que nãoé fraqueza escolher um novo caminhoquando o anterior já não acolhe mais os passos.
Existe um custo em tentar de novo. Um preço que ninguém vê, que mora no silêncio das noites em que o peito pesa, nas escolhas que ninguém entende, nos dias em que a coragem parece faltar. Mas há também uma força que nasce nesse esforço: a força de não aceitar viver uma vida que machuca, que aprisiona, que apaga. Quem recomeça escolhe, antes de tudo, não desistir de si. As vezes, o que vale custa. Porque tudo quevale, transforma.E transformação é ferida aberta antes de ser cura. E bagunça antes de ser casa. E incerteza antes de ser abrigo. Por isso, quem recomeça carrega em si não só a esperança, mas também a coragem de bancar essa esperança. Mesmo que doa. Mesmo que ninguém entenda. Mesmo que pareça tarde. Um gesto silencioso de quem decidiu que merece mais. Não mais coisas. Mais paz. Mais verdade. Mais presença. E talvez seja isso que recomeçar significa: lembrar-se de si.
Como quem volta pra casa depois de um longo
inverno. Como quem decide, enfim, viver uma vida que valha a pena ser vivida.