Faz tempo que não escrevo, que não venho por meio de palavras expressar meus sentimentos enferrujados. Há dias estou permitindo que as pessoas me machuquem, minha nossa! Justamente aquelas pessoas que eu julgava perfeitas pra mim. Elas vêm dilacerando a bondade que há em mim, me deixando cada vez mais desacreditada do meu ser, desacreditada de minha capacidade. Às vezes é preciso desabafar, colocar tudo para fora, porque quanto mais os sentimentos são guardados, mais nos sentimos infelizes, incapazes, machucados, derrubados, mortos… E enfim, continua tudo com aquele ar de angústia, de incerteza sobre as pessoas, sobre tudo. Sonhos? Passam a se tornar cada vez mais impossíveis e chega a um momento em que você está entre quatro paredes, coração explodindo de tristeza, pensamentos que te levam a casa segundo para mais perto do abismo da alma, e é como se todos tivessem sugado tudo que há em mim, deixando apenas o medo, este que a cada pronúncia de seu “nome” proporciona a desgraça, a falta de vontade de se chegar a um limite, ao meu limite, e em fim. Ocorre o mesmo, ou seja, o fim de tudo. Depois? Alívio, quem sabe…