blackabbott:
- Bem que queria mas o corpo é sagrado demais para que coloque a mão sem ser convidada a isso. Além do mais, little Triggs já me parece retraída o suficiente. Vamos dar a futura mamãe uma folga! - disse e ainda que soasse como quem comentava amenidades realmente havia reparado em certa tensão no ar. Não apenas por parte de Georgia, William e Fallon lhe pareciam igualmente tensos o que criava caraminholas na cabeça de Natalie. Entretanto, logo se distraíra novamente com Alice, dessa vez sem conter uma gargalhada. - Como você é baixa, Alice Bones! - pontuou, apontando o indicador para a outra em uma falsa reprimenda. - Você sabe o que dizem sobre as quietinhas, certo? São sempre as mais safadas! Georgia se deu muito bem com William porque além de bonito e indiscutivelmente bem dotado ele ainda parece ser facilmente domável. - o comentário era claramente pontuado por zombaria uma vez que não conhecia aquelas pessoas bem o suficiente para saber em que termos aquelas relações funcionavam. Entretanto, pelo que vira até ali, William realmente parecia boyfriend material de boa qualidade. - Se vamos falar de bem dotados gostaria de deixar registrada a minha certeza de que o grande gostoso com as mais belas covinhas que já vi e primo de Triggs certamente tem mais tamanho que a média. Eu lançaria minhas cartas, mas acho que já furei os olhos de Evans o suficiente. - comentou com base no que Alice lhe contara sobre o aniversário de Triggs e Evans meses antes. Natalie arqueou as sobrancelhas em um trejeito arteiro de quem claramente não falava sério. Obviamente o garoto que conhecera a pouco e que se chamava Jude era excessivamente atraente, mas não fazia parte dos planos dela se envolver com alguém com quem poderia topar posteriormente. Já bastava o satisfatório equívoco com Nicholas Mackenzie, fato que Alice jamais a deixaria esquecer. - Além de baixa, está me saindo uma bela interesseira! Tem como te amar mais? - brincou antes de mover-se para pegar a uva lançada em sua direção antes que atingisse seu olho. - Espero que Evans seja generosa comigo em meu aniversário também! - disse se referindo a bolsa de grife que a ex-corvina enviara a Alice poucas semanas antes em comemoração ao aniversário dela. Embora falasse daquela maneira, Natalie também vinha de uma família abastada, especialmente do lado materno, mas nos últimos meses tudo em que pensava era em distanciar-se dos Black. - Enfim, você sabe que sou uma mulher de fases e por vezes quero o quero sem entender o porquê. Inteligência e controles são sedutores, você não faz ideia do quanto. - suspirou, brevemente. Embora até então só tivesse se relacionado sexualmente com homens, Natalie vez ou outra se via excessivamente encantada com figuras femininas. Se esse encantamento significava algo a mais ainda não fazia a menor ideia. - Soberana você nunca vai me deixar esquecer que abri as pernas para o Surtadinho Mackenzie, certo? - a expressão em seu rosto deixava claro que não se importava em ter aquele assunto como tópico. Nicholas fora a única exceção a sua regra e até então não se arrependia. - Seríamos um belíssimo trisal! Agora vou sonhar com essa ideia e ficarei frustrada todas as manhãs por não poder torná-la realidade. - concluiu com um teatral sorriso de desalento. A ex-sonserina que seguia com uma postura meio curvada para que os cabelos longos e ondulados cobrissem seu rosto, curvou-se para pegar algumas das guloseimas na cesta diretamente à frente delas. Ao menos de fome e tédio não morreria naquele chá de bebê. - Você me imagina perguntando a minha mãe o que trazer? - riu baixinho e de maneira um tanto desdenhosa. Sua relação com a figura materna havia alcançado o ápice do desacordo. - Com a energia que ela exala ultimamente certamente surtaria com a ideia de que estou em meio a mestiços, nascidos-trouxas e trouxas. - uma careta de descontentamento pontuou suas feições. - Inclusive, a última vez que a vi foi naquela festa maluca da nata purista. Tinha tanto adulto quanto tem aqui, mas a energia era completamente diferente. Contei que topei com Nicholas por lá? Aliás, nem sei se deveríamos pronunciar o nome dele aqui já que considera o dono da casa como seu inimigo número um. Só não lembro por qual motivo. - contou, como muita naturalidade, lembrando-se que em meio a tantos acontecimentos e seu excesso de trabalho por vezes deixava de contar certas coisas a melhor amiga. - Enfim, trouxe fraldas também! Mas recorri a tia Hannah, por Salazar, como sofro, e a vovó Abbott para saber o que poderia dar a mais. Então, elas me atualizaram sobre algumas superstições e resolvi trazer uma pulseirinha vermelha que servirá como amuleto de proteção para a criança e para Triggs. Espero que gostem. Se não gostarem também nunca saberemos porque me parecem educados demais para reclamar. - seu semblante era ameno, mas assim como Alice se preocupava em não ter levado presentes adequados. - Está tudo bem, soberana! Essa criança certamente nascerá com os melhores genes do mundo bruxo e alergia nenhuma vai boicotar seus presentes! - disse enquanto meneava a cabeça como maneira de corroborar o que dizia. Manter-se em outras pautas era também uma maneira de evitar pensar no quanto provavelmente estava ferrada quando Malcolm se desse conta de que omitira seu real destino para o fim de semana. - Você precisa me avisar quando aquele rosto sardento com belos olhos azuis perceber a minha nada ilustre presença. Eu tenho ao menos que agir como se estivesse constrangida. Ele vai acabar com a minha raça! Por Morgana eu já preciso começar a pensar em outro emprego. - suspirou sentindo-se ligeiramente derrotada diante da bronca recheada dos três famosos Is do Fraser que ouviria. Natalie sabia que deveria ter agido com honestidade, mas já fazia um ano que não conseguia uma folga decente de sua função no Departamento de Obliviadores. Embora sempre agisse como se tudo estivesse bem ela estava exausta física e mentalmente. Ao ouvir a amiga Black-Abbott sorriu singelamente. - O que Salazar uniu ninguém separa! - ao menos era o que valia para a relação de ambas, mesmo que se conhecessem desde antes da entrada em Hogwarts. Contra toda a prudência Natalie moveu-se apenas o suficiente para que pudesse olhar na direção de seu chefe. Ele não estava sozinho mas sim com uma pequena comitiva. Rapidamente a ex-sonserina identificou quem a amiga se referia como marrom bombom. - Hum! Acho que esse é o italiano. - murmurou tentando recordar-se o nome do homem que ouvira o Fraser resmungar a respeito com Darius Beauvais. - Acho que ele é parente da sua ex-chefe e só posso dizer que a deusa abençoou muito a genética nessa família. - suspirou assim que desviou sua atenção para o outro lado do jardim. Entre tantas pessoas transitando pelo ambiente tinha perdido a chegada de Lupin. - Por Morgana! Edward também está aqui! - embora fossem primos sua relação com Lupin era praticamente inexistente, ele sempre fora próximo apenas dos Potters e Weasley e não surpreendia que estivesse com uma deles a tiracolo. - Me sentindo totalmente lesada pois esperava apenas desconhecidos nessa festa! Agora bombardeada e abalada pela presença do meu belíssimo e igualmente bravíssimo chefe ainda nem consegui repercuti que achei deveras interessante o fato da mãe de Triggs ser casada com o pai de Evans! - ao menos foi o que lhe pareceu ao vê-las cumprimentando o casal que chegara logo depois da dupla de sonserinas. - Se sua mãe estivesse solteira incentivaria uma ideia similar entre ela e meu recém solteiro e carente paizinho. Eles certamente fariam mais sentido juntos que com os cônjuges que escolheram! - disse, em tom mais ameno, claramente jocoso, mas no fundo não achava uma ideia totalmente absurda.
- Espera? Isso quer dizer que as verdadeiras beatas são, tipo assim, meio-irmãs agora? - perguntou uma estupefata Alice, além de atordoada com o tanto de informação que parecia não caber e nem ornar com um chá de bebê. Tornando irresistível dar uma nova vistoria no local, ao mesmo tempo que seu inconsciente tentava encontrar Andrew - e ela tinha noção de que ele deveria estar perdido com o tal de Jude, a quem guardou para depois a fim de responder aos comentários da sua melhor amiga e tentar ordenar a sua própria mente. - Ao menos Triggs vai poder fazer o que eu não poderei, extorquir a irmã. - a gargalhada da ex-sonserina ecoou alta, impulsionando sua cabeça para trás. - Quem vê assim eu sou uma puta mercenária, mas, pensando na gente, seria a coisa mais bizarra do universo, não acha, não? Ok que eu acho que seu pai deve ter sido ameaçado para casar com a sua apaixonante mãe, do mesmo jeito que eu acho que meu pai casou com a minha mãe por interesse ao ponto de eu acreditar em lavagem de dinheiro. Já percebeu que na mão daquele velho eu fico sempre dura? - era um sonho particular de Alice saber o que seu pai fazia para administrar o que não julgava como uma herança. Afinal, não via a cor do dinheiro, a não ser a quantidade fixa por mês. A dita mesada que se dava ao trabalho de duplicar, pois, como ela mesma vivia a dizer, seu estilo de vida era caro. Sua mãe não era uma incompetente, mas tinha mais baixos que altos, impedindo-a de trabalhar em tempo integral. Não era um caso de total dependência, mas ficara com toda a responsabilidade. Não achara ruim de início até perceber que começava a perder os eventos da adolescência. E foi aí que suas tretas com a figura paterna começaram. Sem contar que mal se falavam desde sua fatídica sextape, fato do qual ela tentava fingir que nunca acontecera. Voltando a dar atenção ao rosto empolgado da melhor amiga, Alice notou que aquele era um raro instante que conseguira escapulir entre suas férias, pois era acordado que deveria ficar enquanto seu pai sumia e, certamente, se envolvia com suas amantes. Não era inocente para achar aquele comportamento normal, mas não discutia para ele não interferir ainda mais na sua liberdade. No entanto, não queria dizer que não sentia raiva, uma raiva que a fez empinar o queixo em um movimento arrogante, empurrando as madeixas longas para longe dos ombros afetadamente. - No mínimo, seria engraçado, paixão, especialmente porque eu teria com quem conversar o tempo inteiro. Quem disse que ser filha única é legal, mentiu e mentiu rude. - e era fácil para Alice imaginar como sua vida teria sido muito melhor se tivesse um parente a mais para dividir todas as suas tarefas de elfa doméstica. - Acho que podemos dar um jeito nisso, pensando somente na nossa felicidade. Queimando dois ogros em uma cajadada só, que tal? - Alice sorriu maliciosamente antes de se esticar na grama do jardim da casa de Triggs. Enquanto se espreguiçava, como se tivesse sido abordada por uma onda breve de tédio, ela se esforçou para continuar a acompanhar o raciocínio acelerado de Natalie sobre todas as pessoas que sequer conhecia. Ao menos, nem todas pessoalmente, o que não diminuía o fato de que o mundo bruxo era um grande ovo. E Bones, querendo ou não, era parte daquele ovo, especialmente por entrar na estatística de quem tinha parente famoso. Um herói de alguma das guerras bruxas, como Amelia Bones. Foi automático focalizar Edward Lupin, acompanhado com a mencionada garota aloirada que, pela aparência, julgou ser Dominique. Imaginou se Victoire Weasley estaria por ali também, pois amaria chamá-la de baranga ao vivo. - Edward Lupin fica mais bonito conforme os anos passam e é o que chamo de desperdício. Será que ele não joga para os dois times, não? E, antes que me chame de safada ou homofóbica, é apenas uma pesquisa para o meu TCC. Como saber se o Lupin Jr. é uma grande linguiça rosinha. - ela se curvou, como se fosse confessar um grande segredo. - Eu queria muito saber como é trepar com alguém que se transforma em lobisomem. Será que é selvagem? Gosto de uma pegada forte. - ela tentou conter uma nova gargalhada, mas a gargalhada começou a escapar pelos lábios fechados, desmoronando sua falsa expressão séria. - Olhando daqui, fica mais surreal que ele tenha trazido a nerdona da Dominique de guarda-costas. Eles dois andam pra cima e pra baixo, nunca vi igual. Deve ser pacto entre as gays. - e ela sabia de todas aquelas informações porque Victoire praticamente andava nos mesmos círculos que ela. Círculos que Bones aprendera a evitar ao máximo devido à sua exposição. Lembrança intrusiva que a fez se contorcer de nojo. - Pelo visto, aqui todo mundo janta e é jantado. Acho que começo a gostar mais deste universo paralelo em que a tampinha é o evento. Se fosse high society, a gente seria obrigada a tirar aquelas fotos horrorosas para compor álbum de família. Já pensou o mico, paixão? - Alice se recompôs e esticou as longas pernas. Seus olhos se contraíram minimamente para acompanhar a movimentação de quem agora sabia ser o chefe de Natalie. - Eu deixava o marrom bombom ali me jantar quando ele quisesse. - ela disse com tranquilidade enquanto cutucava as unhas. - Já me convenci de que vou parar no inferno, então, ficar desejando vários pratos ao mesmo tempo virou meu aesthetic. - às vezes, a ex-sonserina pensava se não vivenciava um processo de negação sobre estar com Andrew Badcock, pois nunca estivera em um dito relacionamento com uma pessoa. E piorava quando pensava que era Andrew, alguém que praticamente jurara de morte. Não sabia o que era, mas significava que era exclusiva de alguém. Pela primeira vez e não sabia se era bom. Ou um pesadelo. Não que fosse traí-lo, pois não queria comprovar que tinha o mesmo gene traidor que seu pai. Sua preocupação era perceber que não se sentia no controle quando estava na presença dele e não achava aquilo normal. Não quando era fora do teor sexual ou de uma necessidade de ser alfa. Sem contar que seu corpo reagia esquisito, como se temesse que toda sua privacidade fosse invadida de novo. O que era contraditório para quem continuava a se expor, sem saber que era uma medida de retomar o controle que perdera. - Relaxa que qualquer coisa eu caio por acidente no colo do seu chefe. - brincou Alice, consciente de que, ao menos naquele quesito, conhecia a palavra limites. - E pode ficar tranquila também que seu chefe nem vai notar a sua presença. Se notar, eu finjo um desmaio. Fala sério, você trabalha demais e acho o fim da picada esses doidos acharem supergenial trabalhar aos finais de semana. Ainda mais no verão, em que só penso na gente, de biquíni e tomando Sol na bunda. - era mesmo o que Alice queria e precisava, especialmente por estar com sua agenda cheia de vários ventos. Ainda decidindo o que faria com seu futuro, pois não tinha chance no inferno de retornar ao Quadribol. - Nada que um banho de sal grosso não resolva, paixão. Será que puristas são daqueles que falam que nascidos-trouxas têm um tipo de cheiro? Tipo o cheiro terrível de gatos? Isso soa lixoso, mas sou péssima em criar comparações. Mas sua mãe tem muito o naipe de que fala que nascido-trouxa tem cheiro. - ela deu de ombros, sem embaraço algum. Sabia das histórias dos puristas, como também sabia bastante de como a mãe de Natalie não era a mais bela flor do jardim. - Ahhhhh, a festinha da qual não fui convidada. - seus pensamentos dispersaram a fim de tentar lembrar onde estava no dia daquela festa. Certamente, não teria negado o convite. Moveu-se, futricando a cesta para saber o que mais poderia comer. Voltou aos cachos de uva, ajeitando-se na posição de Lótus. - Você é uma cara de pau! Escondendo as melhores informações sobre o ícone Nicholas Mackenzie, que Deus o tenha, pois a essa altura eu acredito que o boy lixo fave da Sonserina morreu. - não que Alice se preocupasse, pois sabia muito por cima do caos que era seu colega de Casa. No entanto, gostava daquela companhia doida por justamente não se achar muito ajuizada. - Treparam de novo? - perguntou ela, com certa conspiração, muito marcante em sua sobrancelha alteada. - Juro que não tenho críticas, mas você não errou sobre eu jamais esquecer que você abriu as pernas pra ele. E a gente como trisal seria a coisa mais pornográfica do universo e daria muito dinheiro. A união da safadeza e falta de noção, sendo oposto ao seu taste de inteligência e controle. Acho que meu caso é quanto mais feio, melhor. Deve ser por isso que nunca trepei com o Mackenzie. - ela disparou, não se aguentando em dar risada. Além de dedo podre, Bones tinha noção de que seus olhos recaíam no mais pobre coitado da sala. - Hum... Nicholas é nome tabu, mas desde que ninguém nos escute está tudo bem. E, aliás, não queremos chatear Evans falando sobre o grande namorado, amor da vida dela, né? - as publicações de Skeeter sobre os dois serviram de grande entretenimento para uma entediada Alice Bones. Claro que ela sabia que metade das matérias eram fantasiosas, mas era por isso mesmo que tinha graça. - Pelo amor de Deus, sua safada, imagina que loucura você entrar para a história como fura olho de Fallon Evans, a nossa virgem safada secreta e que precisa revelar que tem uma cinta-liga embaixo daquelas roupinhas mixuruca de igreja. Ao menos, temos que combinar que a garota tem bom gosto. Isso se ela estiver envolvida com o tal da covinha, como é o nome dele mesmo? É Jude? Como naquela música chata? - Alice não era muito boa em guardar nomes a não ser que gostasse realmente da pessoa ou tivesse um interesse. - Enfim, você anda com a aragogue piscando demais, garota, tá indo pra todos os lados, de William, pra Lixolas, pro cara da covinha. Será que Fallon já deu uns pega no William? - a pergunta ocorreu subitamente e iluminou seu rosto com interesse. - Imagina, Triggs estrelando o episódio reciclagem. Ao menos saberíamos que elas não são territoriais. Capaz que eles mesmos formem um trisal de tanto de que se movem e falam igual. Eu hein. - Alice anuiu, mas sem muita veemência já que fazia uma piada. - Eu acho um máximo que a gente fica falando de retraída e de virgens, mas tenho certeza que a tampinha trepa mais que nós duas juntas. Aquele homem dela vale por 5, a menina nem deve conseguir mexer as pernas no dia seguinte. Já Fallon, eu acho que ela tem uma vida secreta. Estou obcecada nessa minha teoria, pois aposto que os caras caem naquela carinha de certinha que em menos de segundos revela o fio dental. A gente que tome no cu. - de um jeito divertido, Alice bateu a mão no punho fechado e, em seguida, se esticou para dar o familiar selinho rápido em Natalie. - Ai, ai... Mudando de assunto, antes que a minha aragogue fique piscando como uma árvore de Natal também, acho realmente uma gracinha como você usa tia e vovó. - gentilmente, a ex-sonserina bagunçou o cabelo de Natalie e voltou a endireitar sua postura. - Nah! Triggs parece aceitar muitas coisas facilmente, veja bem o quengaral que tá esse chá de bebê. - Alice ilustrou com mãos teatrais os arredores, antes de enfiar uma uva na boca e que estacionou na bochecha direita. - Vamos pensar que a criança tem anti-voodoo, um ursinho de pelúcia pra esfregar todo o catarro e produtos de beleza. Juro por Merlin que queria estar na hora do parto de Triggs, porque me parece impossível algo sair da existência daquela tampinha. Ela mal consegue andar, pelo amor de Deus. - a indignação de Alice era tão real que não fazia muito jus à situação. Era só uma gravidez, mas para ela soava como caso de vida ou morte. - Mas, falando sério, agora! Paixão, nada vai te acontecer e recomendo você escolher seu prato do dia. Temos o cara das covinhas, o marrom bombom ali, e euzinha. - ela arrumou os cabelos compridos, toda cheia de si, antes de lançar uma piscadela marota para a melhor amiga. - Pense bem porque viraremos a noite em solo americano. E é quando mal posso esperar pra isso terminar logo e a gente beber e, com sorte, trepar como duas lagartixas na parede.













