Madonna sempre esteve na cama com 'israel'
Madonna na casa do açougueiro de Tel Aviv em 2009
Madonna está na mídia de novo por causa de seu novo álbum. Mas há um fato incômodo sobre a cantora que precisa ser dito. Em 2026, celebridades que se calam diante do genocídio em Gaza não têm credibilidade alguma
Esse é o caso de Madonna, que construiu uma marca de rebeldia até mesmo entre a esquerda fanfarrona, que insiste em celebrar uma bilionária capitalista como se ela fosse uma figura progressista. Mas não existe bilionário progressista. Além disso, apoiar causas que não envolvem risco ao lucro não é coragem — é branding.
Você pode gostar da música dela, mas celebrar Madonna como antissistema é, no mínimo, ingênuo e equivocado.
O mais grave, porém, é seu explícito alinhamento com Israel — algo que parece ter se intensificado desde que ela aderiu àquelas baboseiras da Cabala, mudou o nome para Esther etc. Quando você entra na estratosfera do dinheiro, o sionismo te captura. E Madonna, gananciosa, encontrou ali seu habitat natural.
1993 Madonna nunca boicotou a colônia sionista. Em 03 de outubro de 1993, ela levou a turnê The Girlie Show para Tel Avid. Enquanto músicos solidários a Palestina boicotam ‘israel’, Madonna não abriu mãos dos shekels manchados com sangue Palestino. Isso é colaborar ativamente com o soft power de Israel, contribuindo para a normalização da ocupação. Depois disso a cantora visitou o país como parte do seu envolvimento com a Cabala.
2006 Durante a turnê Confessions, ela encenou um beijo entre um dançarino israelense e outro palestino/muçulmano em "Forbidden Love". Apesar da aparente mensagem de paz e amor, a performance é pura propaganda sionista, pois cria uma falsa simetria o chamado "doisladismo", apagando a verdadeira história de colonialismo, limpeza étnica, terrorismo de Estado e supremacia racial.
2009 Mas o pior estaria por vir. Em setembro de 2009, ela jantou com Netanyahu. Madonna foi convidada para a casa do Hitler do século XXI e aceitou. A visita ocorreu durante a turnê Sticky and Sweet na colônia sionista. Essa visita ao "Hitler sionista" aconteceu logo após uma das campanhas mais assassinas de Israel em Gaza: a Operação Chumbo Fundido (2008–2009), quando organizações de direitos humanos e a ONU documentaram mortes em massa de crianças.
O Palestinian Center for Human Rights registrou 313 crianças palestinas com menos de 18 anos mortas por forças israelenses. A B’Tselem contabilizou 320 mortes de crianças. Os próprios dados das forças de ocupação apontaram 89 mortes de menores de 16 anos. Apesar disso, Madonna declarou em seu show: “Toda vez que venho aqui, sinto-me repleta de energia. Acredito verdadeiramente que Israel é o centro energético do mundo. E se todos pudermos viver em harmonia aqui, poderemos viver em paz no mundo todo.” A energia a que ela se refere deve ser a do inferno que emana de uma sociedade tão racista e genocida — como as pesquisas de opinião israelenses não cessam de confirmar. No final da música "Give It 2 Me", Madonna ainda se enrolou numa bandeira de Israel e desfilou com ela pelo palco.
Por fim, Madonna se manifestou sobre o outubro de 2023 no início da sua última turnê (fazendo referência emocionada às fake news que deram ímpeto ao genocídio em curso) mas nunca mais falou do assunto depois que ‘israel’ começou a destruir hospitais, escolas e matar milhares de crianças. Seu silêncio é cúmplice.














