“Nada é impossível se você acreditar.” continuou, no mesmo tom piegas de antes, mesmo sabendo que ela não lhe levaria nem um pouco a sério. “Eu também, Cait, eu também. You jump, I jump, remember?” riu, mais por estar citando uma frase de um filme tão romântico como Titanic do que por qualquer outra razão. Já pensando no desafio, o rapaz correu os olhos pelo local, pensando em como poderia traçar uma estratégia boa o suficiente para vencê-la. Mas a verdade é que fazia aquilo mais pela diversão da aventura do que para ganhar mesmo; Dowoon, ainda que bastante convencido sobre sua capacidade de usar seu charme propositalmente não convencional em cima de várias pessoas, tinha consciência de seu lugar na dupla e da capacidade que a britânica tinha de simplesmente ser encantadora; ele mesmo vez ou outra ainda se via embasbacado com ela, afinal. No entanto, a proposta o fez abrir e fechar a boca umas três vezes antes que conseguisse falar, descrente daquele fato. “Um mês? Jinjja! Não posso ficar um mês sem pegar ninguém, isso é tipo uma eternidade!” exclamou, ultrajado “Agora vou ter que fazer um milagre e te vencer, não vejo outra escolha…” bufou. De qualquer forma, seu desgosto sumiu segundos depois, assim que ela tomou caminho para um cantinho mais reservado. Mesmo que perdesse a aposta, ele ainda tinha uma noite toda pela frente e se via quase no dever de aproveitar. Os beijos entre os dois já tinham entrado na esfera da amizade há muito tempo, mas talvez isso só tornasse tudo melhor. Já se conheciam e já tinham feito aquilo vezes o suficiente para saber do que o outro gostava, então não havia razão alguma para que se preocupassem. “Eu sei que você gosta de fazer isso.” deixou escapar um riso malicioso e ausente de qualquer humor, “Mas vou tentar não bagunçar muito o seu, não posso estragar uma produção tão bonita.” respondeu, abrindo um meio sorriso que sumiu apenas quando os lábios estavam grudados aos dela. Instintivamente levou uma das mãos à cintura feminina e a outra à nuca, numa carícia leve, movimentando-se até que pudesse apoiar suavemente as costas dela em uma parede próxima.
teve que rir diante da expressão de indignação, arqueando as costas brevemente enquanto o fazia. ———— ya, a nossa aposta tem que estar à altura do ambiente, nem vem! ———— exclamou, quando ainda estava rindo. ———— você pode descobrir algum hobby diferente nesse tempo, who knows, right? eu voto em literatura. e realmente, o quanto antes você se ajoelhar e fazer uma oração, melhor a chance de conseguir o seu milagre. ———— não conseguiu conter a ambiguidade de sua própria frase, que se tornava ainda mais engraçada pela forma casual com a qual fora dita, como se, ao andar pelo salão, estivessem apenas conversando sobre coisas comuns. diante da última frase proferida pelo amigo, ergueu uma das sobrancelhas. ———— yeah, é melhor você não estragar o meu penteado. ———— não sabia exatamente o quanto de sua personalidade demonstrava seu comportamento diante daquele tipo de situação, já que muito embora fosse bem feminina, contrariava aos estereótipos de sua aparência pela forma como era tão ativa em momentos como aquele. caitlin não gostava de ficar quieta ou se deixar ser conduzida o tempo todo; as mãos precisavam sempre encontrar seu próprio caminho, tal como sua boca. portanto, não podia realmente negar que dowoon estava certo em sua afirmação: ela gostava de bagunçá-lo, e talvez fosse até errôneo classificar de tal forma, já que caitlin jung parecia, na verdade, adorar fazê-lo. e, isso se tornava ainda mais evidente pela forma com a qual os dedos logo já estavam na nuca masculina, sutil no começo, porém logo seguindo caminho pelos fios até que os sentisse por toda a extensão de suas mãos. esse era o tipo de percepção que notara pelas incontáveis vezes que se via em situações como aquela; quando os olhos estavam fechados a sensibilidade do corpo se tornava maior, de forma que não só conseguia ouvir o coração acelerando com o passar do tempo, como ansiava por mais proximidade seguindo os estímulos do toque. as mãos que antes estavam circulando pelo cabelo do mais velho, agora estavam muito mais embaixo, já que os braços se envolveram nas laterais do corpo masculino, para, ao mesmo tempo que deixou escapar o som de um gemido baixinho, as mãos lhe apertaram a bunda e o puxaram para perto. acabou rindo contra os lábios alheios, aproveitando a oportunidade para prender o lábio inferior de dowoon entre os seus e mordiscar, levemente. aí, teve que abrir os olhos por um momento, porque era involuntário que não começasse a imaginar o quão atraente ele deveria estar agora, com o cabelo bagunçado e a boca vermelha.