O prefeito de Khadel se sente honrado em ter DANTE ARGENTO como morador de sua excêntrica cidadezinha. Aos seus VINTE E OITO anos, ele é bastante conhecido pelos vizinhos como O ÚLTIMO ROMÂNTICO. Dizem que ele se parece com NICHOLAS GALITZINE, mas é apenas um ESCRITOR E CANTOR NAS HORAS VAGAS. A ausência do amor em sua vida, deixou DAN um pouco ESCAPISTA e TEIMOSO, mas não lhe atormentou o suficiente para deixar de ser GENTIL e CRIATIVO. Esperamos que ele encontre a sua alma gêmea, quebre a maldição da cidade e consiga ser feliz!
Perder a mãe antes mesmo de ter a chance de conhecê-la verdadeiramente não é fácil para ninguém, e Dante entende isso mais do que gostaria. Não estava com quatro anos completos quando Eleonora não retornou de uma saída para jantar com as amigas, tendo sido vítima de um motorista bêbado que deu a importância mínima para um semáforo vermelho. Se recorda somente da risada da mãe, e a maioria de sua memória foi construída com ajuda da irmã mais velha da mulher e da mãe da mesma, que o criou e ensinou tudo sobre quem deveria ser, e em quem deveria se espelhar no passado: Eleonora havia sido a mais talentosa violinista de uma orquestra em Roma quando jovem, até reencontrar um namoradinho da época da escola e decidir retornar para Khadel em companhia dele. Ao se tornar mãe do único filho de Marco, assumiu o posto como professora de uma escola de música na cidade.
E onde estava Marco durante toda a sua perda? Bom, enchendo a cara e afirmando que era incapaz de aguentar a residência da família sem Eleonora. Então, largou o filho pequeno aos cuidados da sogra e da cunhada, e saiu sem rumo atrás de algo que poderia curar o vazio que se instalava em sua vida, sem dispensar o desespero que sentia por não saber como criar Dante sozinho. Somente retornou de forma fixa à cidade quando ele era um adolescente, e Marco havia conhecido a sua mais nova motivação para viver: uma nova esposa, em quem poderia dedicar a sua perceptível dependência emocional. Nem o mais ingênuo nomearia algo assim como amor, e uma maldição não era necessária para escancarar isso. E Dante nunca realmente perdoou o pai por não ter estado ao seu lado durante seu crescimento, apenas aparecendo de forma esporádica e o tratando como uma obrigação a ser cumprida. Muito menos se viu capaz de ignorar completamente a mágoa por não ser o suficiente para fazê-lo voltar à cidade.
A conexão com a música veio de sua mãe, e corre em suas veias com uma força tão grande que Dante não conseguiria se afastar completamente nem se quisesse. E acreditem que ele quis. Escrever era sua forma de escape desde os treze anos, quando segurou a caneta e tentou criar versos pela primeira vez no caderno com o qual sua tia o havia presenteado, afirmando que precisava canalizar a sua energia em algo produtivo. As palavras fluíam com naturalidade e, com os anos, já colecionava diversos cadernos repletos de anotações de rascunhos ou até músicas que considerava boas o suficiente para apresentar a todos. Participava de festivais locais, concursos de talento na escola e até chegou a montar uma banda de garagem com alguns amigos durante o ensino médio. Porém, conforme os anos passavam e a busca por vivenciar todas as emoções que cantava se mostrava infrutífera, a frustração o dominava cada vez mais. Seria ele incapaz de amar? Como não se frustrar ao sentir o vazio o dominando ao constatar que não conseguia vivenciar toda aquela paixão verdadeira, por mais que se esforçasse? Volta e meia, a sua solução era afirmar que largaria a música e arrumaria algo melhor para fazer, mas dias depois voltava atrás e retomava a caneta como uma forma de colocar para fora tudo o que acumulava em seu peito.
Criativo em princípio, testou diversas carreiras e caminhos de levar a vida antes de se decidir por usar a escrita como profissão. Apesar de amar a música, tende a estar completamente esgotado após passar uma noite inteira cantando e tentando evocar com todo o coração uma emoção que nunca foi capaz de sentir. Ainda se apresenta no The Loft todos os finais de semana, pois nunca seria capaz de abandonar justo o que sempre o fez se sentir vivo, e espera que a quebra da maldição possa aumentar sua conexão com a música. Tem três livros publicados atualmente, está em uma constante busca de inspiração e não hesita em sair de sua zona de conforto para ir atrás dela. Já viajou por todo o mundo, tanto com o plano de viagem traçado quanto ao vivenciar mochilões sem um caminho certo, e enxergar em pessoas distintas as provas que busca de que existe a possibilidade de amor fora de Khadel sempre o motivou a continuar escrevendo. No decorrer de sua vida adulta, morou durante semanas ou meses em Veneza, Bucareste, Barcelona e Paris, mas em todas as vezes retornou a Khadel. A sua última experiência fora da cidade foi vivendo em Londres durante sete meses, até uma emergência médica de sua avó no final de 2024 trazê-lo de volta a Khadel de forma definitiva.
Alguns afirmariam que buscar paixões é uma paixão de Dante, e não estariam errados. Correu atrás de vários possíveis amores nos vinte e oito anos de sua vida, e se decepcionou em cada um deles quando acordou em dado momento e sentiu o asco corroer a esperança de que aquela vez seria diferente. É um romântico de corpo e alma, especialista em romantizar o mundo em que existe, e não encontrar o amor que tanto busca acaba com ele todas as vezes. Enxerga na quebra da maldição de abandonar esse vazio que o domina, e acreditou nela desde a grande revelação: o que mais explicaria a incapacidade de ter em sua vida o que mais deseja?
lista de headcanons.


















