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Já pensaram na importância que o hall de entrada ganhou nestes anos de pandemia?
5 dicas no blogue!
Um ano novo pode ser tão intimidante como entusiasmante. É uma espécie de casa nova para a nossa vida! Um mundo aberto de possibilidades e esperança!
O ano que começa cheio de borboletas na barriga é sempre um desafio às nossas capacidades. Como lidar com a ansiedade do novo com serenidade?
Comecemos por agradecer as oportunidades que passaram e as que deixámos passar. Agradecer aquilo que conseguimos e abrir mão do que falhou. Todas as experiências são valiosas. Até aquelas que nos parecem dispensáveis. A vida é para ser vivida no seu todo. Com o bom e o mau.
Entrar confiante num ano novo é como decidir fazer de um espaço vazio a nossa casa.
É preciso coragem, confiança, dedicação e capacidade de arrumação. Simplificar os nossos sentimentos, os medos e as incertezas e abraçar o dia a dia.
Lembremo-nos que não existem soluções definitivas, nisto da vida, e da arrumação, o bom e o mau andam de mãos dadas.
Resiliência e capacidade de ver o potencial de cada espaço, oportunidade ou pessoa são fundamentais para vivermos em pleno os 365 dias que se estendem aos nossos pés!
Que 2022 venha cheio de desafios e novidades. Que nos faça crescer por dentro e por fora. Não há nada mais maravilhosa e deliciosamente assustador do que uma folha em branco!
Sem medo e sem ansiedade peguem nos lápis e atrevam-se a sonhar.
Um ano bom é o meu maior desejo.
Com gratidão,
Inês.
#arrumaracasa
#viveravida
#hojeéodia
#AnoBom
#casafeliz
#familíafeliz
#diatranquilo
#cuidar
#juntossomosmelhores
#slowliving
#movimentoserfeliz
#comprasinteligentes
Há dois anos as nossas certezas foram abaladas por um inimigo microscópico. As horas perdidas foram convertidas em tempo em família, as saídas com os amigos em reuniões virtuais e a casa que passou a ser, ao mesmo tempo, lugar de trabalho, escola, exercício, espaço de liberdade e reclusão. De um momento para o outro as quatro paredes transformaram-se numa gaiola dourada, a salvo das ameaças exteriores, mas completamente desadequada a esta nova realidade.
O mesmo espaço que nos traz segurança oferece-nos também ansiedade. Temos falta de espaço. Temos "demasiado" tempo em família. Temos demasiadas coisas que não usamos. As crianças não sabem brincar, os adultos desdobram-se em diversas personagens no mesmo minuto.
Há um esgotamento, um cansaço geral, uma insatisfação com aquilo que temos e o esquecimento exactamente da oportunidade que se apresenta.
Arrumar a casa é um exercício de repensar a forma como vivemos. Na nossa casa, mas também em sociedade.
Arrumar a casa é reclamar tempo. Tempo para uma nova forma de viver. Para reorganizar a dinâmica família/trabalho. Para repensar o lugar daquilo que temos e daquilo que queremos no nosso dia a dia.
Tempo, aquele que todos reclamavamos que nos fazia falta. Tempo, que agora podemos ter.
Começar a arrumar? Hoje é o dia!
Com gratidão,
Inês.
#arrumaracasa
#viveravida
#hojeéodia
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#movimentoserfeliz
#comprasinteligentes
Dezembro chega de mansinho apenas com meia dúzia de dias úteis até ao Natal. Natal é, desse há muitos anos, sinónimo de reunião e troca de prendas. Ainda que tenhamos visto a pandemia mudar este cenário de "juntar a família toda", mantém-se a constante das compras de Natal. Numa casa arrumada, há lugar para tudo aquilo que nela for necessário arrumar. Nesta época em que nos sentimos assoberbados por coisas, que temos que oferecer e que acabamos por receber, é hora de perder a vergonha e apelar a um consumo inteligente.
Uma casa arrumada é uma casa inteligente.
Preocupemo-nos em oferecer aquilo que o outro necessita. Podem ser bens de consumo, aos quais não temos acesso o ano todo, um brinquedo especial para as crianças, ou algo que faça realmente falta e que o outro não teve/tem hipótese de adequir! Mas o essencial é, a meu ver, o estar. Estar presente sem interrupções, dar-mo-nos àqueles que são parte de nós e que fazem parte da nossa casa.
Uma casa arrumada é também um casa vivida. Com espaço e tempo para cada um de nós e para aqueles que nos completam.
Não desperdicemos tempo à procura da prenda perfeita. Um abraço vale mais do que uma caixa embrulhada.
A minha proposta é a de fazer compras inteligentes, humanas e conscientes. Apostar no comércio local, no artesanato e nos pequenos produtores, mas também no tempo.
Esta é uma época por excelência em que devemos dar ouvidos ao tempo e ao outro. Abrir as portas da nossa casa é também abrirmos os braços a quem vamos acolher.
Arrumar é cuidar.
Com gratidão,
Inês.
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A tranquilidade e a harmonia estão na partilha de tarefas, espaços, responsabilidade, ideias, sonhos, desejos mas também de angústias e medos. Se te sentes perdida na tua casa conta comigo.
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Um dia arrumo a casa. Hoje é o dia!
A decisão de fazer mudanças, sejam elas mais ou menos radicais, na nossa vida é sempre difícil. A rotina traz-nos segurança. É fácil, especialmente nos dias de hoje, cair no padrão da continuidade de hábitos que perpetuamos sem questionar muito. Se sempre funcionou para todos os outros porque não funcionaria comigo?
Esquecemos muitas vezes que cada pessoa é irrepetível, que não existem dois caminhos iguais para pessoas diferentes. Criamos à nossa volta expectativas e formas de compensação para quando os planos falham. Tecemos subterfúgios que nos permitem continuar a nossa vida tal como a conhecemos.
Arrumar a casa é uma decisão radical de organizar a vida. E como todas decisões que implicam uma mudança nuclear (life changing decisions) no modo como vivemos o nosso dia a dia é assustadora. Como, quando e por onde começar? O que mudar? Onde colocar o quê? São perguntas que nos fazem adiar, dia após dia, e estender no tempo a oportunidade de começar a viver a vida com que sonhamos.
As grandes tarefas não se fazem sozinhas. Se duas cabeças pensam melhor que uma, imagine o que fazem com um par de mãos extra. Na vida, como na arrumação, é preciso saber partilhar. Hoje partilho consigo a árdua tarefa de dar o primeiro passo em direção à mudança.
Hoje começamos a arrumar a casa e a viver a vida.
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Eu sou a minha casa
Nos últimos anos a sociedade tem vindo a tomar consciência da importância que a alimentação e a autoimagem têm no bem-estar de cada um de nós. Frases como "somos o que comemos" entraram no nosso léxico e são hoje tão naturais como a necessidade da prática de exercício físico e de um sono descansado. Falamos do nosso corpo, da saúde, daquilo que temos, mas esquecemos os espaços onde vivemos. Não somos nós também os lugares que habitamos?
É estranho pensar que a nossa saúde emocional não passa também pelo espaço físico que nos rodeia e onde desenvolvemos todas as nossas atividades? Cuidar da casa, do local de trabalho e do espaço que está entre os dois é fundamental para uma vivência equilibrada e gestão das solicitações do quotidiano.
Para a maioria de nós, o local de trabalho está fora do nosso alcance no que toca a mudanças dentro do espaço, por isso centremo-nos na nossa casa. Aquele lugar que é o ponto de onde saímos e para onde regressamos é fundamental para o nosso equilíbrio. Uma casa desarrumada, confusa, cheia de coisas que não usamos é um fator de desequilíbrio para quem já mudou a alimentação, os hábitos de exercício físico ou o cuidado com a roupa que veste. Uma casa em desordem é fonte de conflitos e atritos, connosco e com os outros com quem partilhamos a nossa vida. A ordem e a harmonia andam de mãos dadas com o nosso bem-estar. Uma casa harmoniosa é uma casa luminosa, fluida e organizada. Uma casa arrumada é sinonimo de uma mente em paz, cheia de serenidade e com tempo, para si e para os outros.
Aquilo que possuímos define-nos, assim como a forma como construímos o nosso lar. Arrumar é simplificar o nosso dia-a-dia. Devemos ter tudo aquilo que necessitamos à mão e visível. Acordar de manhã e despender tempo a pensar onde arrumei isto ou aquilo, onde está o casaco, os sapatos, as chaves, etc… é uma fonte de stress desnecessária, especialmente quando enfrentamos as obrigações de uma sociedade cada vez mais exigente.
Uma casa organizada é uma casa descomplicada.
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Re-começar
Voltar a fazer o mesmo. Repetir. Regressar à rotina.
Setembro é o mês de todos os regressos. A maioria de nós volta das merecidas férias de Verão, as aulas começam, agosto despede-se e instala-se a melancolia do regresso à rotina. Cobrem-se os móveis com os lençóis brancos e fecha-se a casa de férias até ao próximo Verão, mesmo que metaforicamente. Retornamos a casa e mecanicamente continuamos a fazer as mesmas coisas que fazíamos antes (das férias) sem deixar que a experiência nos acrescente algo. Acordamos, cumprimos obrigações e sonhamos com as próximas férias.
Voltamos à nossa casa, à nossa rotina, às nossas coisas, mas ainda assim sentimo-nos estranhos naquele que é o nosso espaço. E se pudéssemos viver todo o ano na casa de férias?
E se o recomeço não fosse pesado, mas sim leve e alegre? E se trouxéssemos em nós a felicidade da casa de férias, como se pudéssemos vestir todos os dias a nossa roupa favorita?
Porque tem que ser o recomeço aborrecido? E se sentíssemos saudades da nossa casa durante as férias? E se regressar a casa fosse de alguma forma regressarmos a nós mesmos? À nossa melhor versão?
A minha proposta é esta: leveza, harmonia, liberdade e felicidade no regresso a casa. Transformar a nossa casa num lugar de reencontro e regresso a nós.
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